A Palestina reimaginada na poesia brasileira
September 12, 2014 12:24[Por Claudio Danie - escritor brasileiro]
A cultura árabe-palestina é uma das mais antigas do Oriente Médio, destacando-se por suas realizações na arquitetura, música, dança, literatura e artes visuais. A Mesquita de Omar, com sua cúpula dourada, construída no centro histórico de Al-Quds (Jerusalém) no século VII, durante a dinastia omíada, foi reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. A dança típica conhecida como dabke, acompanhada por alaúde (oud), tambor (tabla), pandeiro (daff) e instrumentos de sopro (mijwiz e arghul), é outro cartão-postal da Palestina. Executada em celebrações especiais, como festas de casamento, rituais de circuncisão, para comemorar o regresso de viajantes ou a libertação de prisioneiros, possui vários estilos, entre eles a As-Samir, em que os dançarinos, agrupados em duas fileiras, em paredes opostas, fazem uma competição de poesia popular, com versos improvisados, incluindo gracejos e insultos recíprocos – algo similar aos “desafios” dos nossos poetas de cordel, tradição cuja origem remonta à “tenção” dos trovadores medievais, cultores por excelência das cantigas de escárnio e de mal-dizer. A poesia também está presente nos diwáns, eventos performáticos que reúnem declamação, música e dança tradicionais, que preservam a língua, história, lendas e folclore dos povos árabes, fortalecendo sua identidade cultural. No Ocidente, a palavra diwán é conhecida desde o século XVIII graças a Johann Wolfgang von Goethe, autor do livro Diwán ocidental-oriental, obra precursora do fascínio europeu pela poesia árabe e persa, que alcançaria seu ápice na poesia de Federico Garcia Lorca, autor do Divã do Tamarit (1940), que reúne poemas que dialogam com a forma clássica da cassida. Leia o artigo completo.
Parceria entre TVT e TV Brasil produz série inédita
September 12, 2014 12:10Para prevenir situações de violência, o Grupo de Mulheres Cidadania Feminina distribui apitos entre os moradores do bairro Córrego de Euclides, em Recife. Quando alguma mulher se sente ameaçada, seja na rua ou em casa, começa a apitar e outras seguem o exemplo. O apitaço intimida o agressor e amplia as chances de se evitar a agressão. São iniciativas como esta o foco da série + Direitos + Humanos, realização da TV Brasil, com produção com a TV dos Trabalhadores (TVT).
A série dirigida por Max Alvim e Kiko Goifman é apresentada pelo cineasta Jeferson De (diretor de Bróder) e pela atriz Sílvia Lourenço (de Contra Todos, Bicho de Sete Cabeças e O Cheiro do Ralo). São 13 programas, com uma hora de duração cada, que tratam sobre cidadania, diversidade e democracia a partir de experiências singulares de grupos de jovens de todas as regiões do país que atuam na defesa dos direitos humanos. Saiba mais.
Estudo mapeia abordagem de QUESTÕES RACIAIS EM VEICULOS ALTERNATIVOS
September 12, 2014 12:07A pesquisa Direito à Comunicação e Justiça Racial mapeou 118 veículos alternativos, comunitários e populares na região metropolitana do Rio entre os anos de 2013/2014. Também foram mapeadas 30 entidades e coletivos da sociedade civil que desenvolvem ações de enfrentamento às desigualdades sociais. O objetivo é apresentar um panorama de como funcionam as iniciativas de comunicação, qual o lugar da agenda antirracista nesses veículos e como organizações comprometidas com a igualdade racial têm utilizado estratégias e ferramentas de comunicação em suas práticas. O objetivo é conscientizar a importância da democratização da comunicação, sendo ela fundamental para a superação do racismo.
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Filme de Jorge Furtado O MERCADO DE NOTÍCIAS para pensar a MÍDIA
September 12, 2014 12:02“É um erro pensar que um jornal é editado para fazer jornalismo. Na verdade, ele é editado para publicar publicidade. O jornalismo é o recheio do entorno dos anúncios. O papel dos jornalistas é subalterno e sua função primordial é proporcionar a melhor tiragem para obter a venda mais fácil e o melhor preço do espaço publicitário no jornal.”
Estas palavras foram ditas por Jânio de Freitas no mais recente documentário de Jorge Furtado. A excelente produção traz entrevistas com vários jornalistas importantes. No filme, ao lado do próprio Jânio, estão Mino Carta, Raimundo Pereira, Geneton Moraes, Bob Fernandes e muitos outros. Além disso, o filme intercala os depoimentos com trechos da peça teatral do dramaturgo inglês Ben Jonson, “O Mercado de Notícias”, que dá nome ao filme. É um filme para assistir em grupos e depois debater a riqueza temática.
MANCHETE DE O GLOBO escancara seu papel político de PARTIDO DO CAPITAL.
September 12, 2014 11:56[Por Vito Giannotti] Hoje está cada dia mais claro que a mídia está agindo como o verdadeiro partido do capital. É muito mais do que se falava antigamente de “Mídia quarto poder”. É bem mais. Não existe poder sem mídia. A mídia sozinha não é o poder. Mas, sem ela o poder não se implanta, não se sustenta. Neste mês de setembro, véspera da eleição presidencial no País, a Globo e especificamente o jornal O GLOBO estão desesperadamente em campanha para “acabar com os 20 anos de PT”. Não interessa para a família Marinho se o PT é isso ou aquilo. Se é revolucionário ou reformista, se era ou foi ou é socialista ou socialdemocrata. Para eles está claro. Precisa impedir que continue um governo com cheiro de esquerda. E, hoje, no Brasil, o PT, para milhões de pessoas ainda representa a esquerda. Enfraquecida, mudada, não interessa. Mas é sempre a esquerda. Aquela que quer mais médicos pelo imenso território brasileiro. Que quer mais jovens em escolas técnicas, mais estudantes nas universidades e sonha com a saúde e os serviços públicos melhores. A esquerda que pisca o olho à Vanezuela chavista e apoia Cristina Kirchener contra os “fundos abutres” de lá. Aquela esquerda que reconhece o direito das empregadas domésticas. Sim há mil e trocentos problemas entre ela, mas uma coisa é clara para o GLOBO. Esta esquerda e qualquer esquerda tem que sumir do mapa. Por isso hoje estampa na capa do seu panfletão, O GLOBO, “PT pôs diretor para assaltar a PETROBRAS”. Pronto. Está dito. “Saiu no Globo hoje!” E nem coloca a frase entre aspas. Ela foi dita pela candidata do PARTIDO MÍDIA, a Marina. Mas, não interessa. Vale tudo para derrubar os voto de quem gosta dos médicos cubanos. De quem é contra o genocídio que Israel faz em Gaza. Esta é a mídia do sistema. Ela que se reúne no Instituto Milenium.








