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bancos um breve histórico brasileiro

27 de Maio de 2014, 4:57 , por Roberto Gieseke - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Parece que a turma esqueceu que estamos num sistema capitalista, embora o governo federal tenha características popular e progressista, e os trabalhadores tiveram avanços. Além do que ter partidos no governo, avançados e favoráveis ao povo e trabalhador de um modo geral, não quer dizer que chegamos ou estamos no sistema socialista, A VANTAGEM ESTÁ NO AVANÇO, DIALOGO DEMOCRÁTICO E CONQUISTAS POPULARES DOS TRABALHADORES E SOCIEDADE NO GERAL, no meu entender. Segue abaixo um breve histórico e alguns exemplos do papel dos bancos na história do Brasil: (…) Foi criado o primeiro Banco do Brasil, sendo igualmente o primeiro banco em território do Império Português, por Alvará de 12 de outubro de 1808, pelo então Príncipe regente Dom João de Bragança (futuro Rei Dom João VI de Portugal), por sugestão do Conde de Linhares, Rodrigo de Sousa Coutinho, num conjunto de ações que visavam a criação de indústrias manufatureiras no Brasil, incluindo isenções de impostos para importação de matérias-primas e de exportação de produtos industrializados.(…) http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_do_Brasil

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(…) Só a partir do final dos anos 1930 começa a ganhar corpo o Estado produtor de bens e serviços, em muitos casos através de sociedades de economia mista das quais o governo federal era acionista majoritário. (…)

(…) Em 1933, o governo federal, algo tardiamente, e certamente com o intuito de apaziguar São Paulo após a derrota da Revolução Constitucionalista, procedeu ao resgate parcial das dívidas dos cafeicultores endividados, por meio do programa de Reajustamento Econômico, que possibilitou a redução de 50% das dívidas de cafeicultores e compensou os bancos com a entrega de títulos públicos. (…)

(…) comércio bilateral, baseado em acordos de compensação – no caso brasileiro entre o Banco do Brasil e o Reichsbank – era conduzido tendo como meta o equilíbrio entre o valor das exportações brasileiras para a Alemanha e o valor das importações brasileiras do Alemanha. A receita gerada pelas exportações brasileiras era depositada no Reichsbank e todos os gastos brasileiros com importações eram liquidados com os fundos existentes nesta conta. (…)

(…) s foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil, em 1939. A constituição do IRB, juntamente com legislação complementar de cunho nacionalista, restringiu significativamente a ação de empresas estrangeiras no mercado segurador brasileiro. O resseguro tornou-se um monopólio estatal exercido pelo IRB e restringiu-se a entrada de novas empresas estrangeiras no mercado brasileiro. (…)

(…) Em 1942, em meio a uma “reforma monetária” bastante anódina, foi alterada a denominação da moeda brasileira: o mil réis (1$000) foi rebatizado cruzeiro (Cr$1,00) sem os cortes de zeros que seriam freqüentes pós-1964. Este padrão monetário persistiria além de 1964. Em 1945, foi criada a SUMOC com algumas das atribuições típicas de banco central, especialmente quanto à política monetária e ao capital estrangeiro. Apenas em 1964, após o golpe militar, seria substituída pelo Banco Central do Brasil que manteria, pelo menos até meados da década de 1980, relações bastante promíscuas com o Banco do Brasil, banco público que manteve durante todo o período 1930-1964 sua posição de maior banco comercial do País (…)

(…) com a criação, em 1952, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Além do BNDE, outras iniciativas, em geral originárias da Assessoria Econômica do Presidente, resultaram em desdobramentos que tiveram relevância a prazo mais longo, como a criação da Eletrobrás, (…)

(…) A criação da Petrobrás, em 1953, teve impacto mais imediato, com a empresa incumbida de implementar o monopólio estatal do petróleo desde a prospecção até o refino, bem além do que pretendia o próprio Vargas. (…)

(…) Para obter uma licença de importação o importador deveria efetuar um lance nos leilões periódicos organizados pela CEXIM, substituída em 1953 pela CACEX-Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil.. Como o governo reservava mais cambiais para as categorias de exportações essenciais o ágio relativo a estas categorias era menor do que o ágio referente à obtenção de licenças de importação de bens de luxo. As exportações de café recebiam uma “bonificação” de Cr$ 5/US$ e as exportações não-tradicionais de Cr$ 10/US$. Importações de produtos essenciais como petróleo, trigo e papel de imprensa eram realizadas ou à taxa oficial ou com o pagamento de sobretaxas fixas. (…)

(…) JK, como regra, não dava muita importância às restrições macroeconômicas, mas, em meados de 1958, pareceu reavaliar a sua postura básica. Deu apoio político para que Lucas Lopes, que havia substituído José Maria Whitaker como ministro da Fazenda, patrocinasse a implementação do Programa de Estabilização Monetária 1958-1959 elaborado pelo novo ministro Lucas Lopes e que tinha como alvo a contenção da inflação. O programa, que contou com o apoio do FMI, era baseado no controle de crédito e de gasto público(…) http://www.econ.puc-rio.br/pdf/td585.pdf

Não vou colocar o período pós regime militar, pois entendo ser de conhecimento da maioria, bem como tem fartas publicações na internet, seria interessante falar sobre o CADE e S/A, vou deixar para outra oportunidade.


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