A possibilidade de levar inclusão digital para a comunidade de Goiânia chegou ao Centro de Trabalho Comunitário – CTC, no ano 2000. Antes disso, a instituição ofereceu, durante dois anos, cursos de datilografia. A era da inclusão digital chegou, e hoje a Estação Digital São Pedro, que fica localizada no CTC, já capacitou mais de três mil pessoas.
“Percebemos a grande necessidade da inclusão digital na comunidade e também uma forma de se usar corretamente as novas tecnologias, para o desenvolvimento próprio e da comunidade. Com a Estação Digital foi possível mudar o comportamento de jovens, e atribuir novos conceitos para adultos e idosos”, disse a Irmã Raimunda Martins Pinheiro, uma das fundadoras do CTC.
Os primeiros computadores foram doados pelo Comitê de Cidadania dos funcionários do Banco do Brasil de Goiânia. A entidade, que apoia até hoje a Estação Digital, também doou o mobiliário e ar-condicionado e reformou formou o espaço de inclusão digital. Além do Comitê, a Estação têm o apoio da de empresas locais, de Ongs e da população.
Atualmente a Estação oferece cursos de Informática Básica, Internet e Digitação. Além disso, o CTC, uma isntituição assistencial que atende cerca de 260 crianças e adolescentes e realiza um trabalho com a terceira idade, atendendo mais de 200 idosos, disponibiliza diversas atividades como: esportes, informática básica, yoga, passeios, reforço escolar, música, teatro, jogos educativos, aulas de violão sempre no contra-turno escolar. A instituição oferece ainda cursos profissionalizantes para jovens acima de 14 anos e para as famílias da região. Já a terceira idade pode usufruir de passeios, cursos de artesanato e palestras de autoestima três vezes por semana. O Centro também possui uma farmácia alternativa com medicamentos fitoterápicos, oferecidos a toda comunidade da região e a horta comunitária que serve para complementar a alimentação das crianças de forma adequada.
Apesar das parcerias e diversas atividades oferecidas a comunidade, Irmã Raimunda Pinheiro conta que a Estação precisa de auxílio. ” Uma das maiores necessidades são educadores para a Estação. Para isso, precisamos que essas pessoas sejam remuneradas e capacitadas. Também precisamos de uma pessoa dê assistência técnica nos computadores, pois eles dão problema. É importante também motivar a comunidade para que eles procurem mais os cursos oferecidos”.
Danilo Braz da Silva, educador social da Estação, desenvolve participa de três projetos no espaço: utilização de softwares educacionais para o desenvolvimento de crianças, informática para 3ª idade e cursos profissionalizantes para jovens e adultos. Para ele a Estação Digital é fundamental para a comunidade. “Gosto muito de todos os projetos de inclusão digital. Penso que é necessário para desenvolver toda uma nação, com essa nova fonte de informação e educação. Na comunidade percebemos a evolução quando se fala em acesso à informações, pois a comunidade não está somente limitada ao rádio e televisão. Mas, para que tudo isso continue acontecendo é necessário a formação correta da comunidade para que a inclusão digital não seja usada de forma indevida”, declara Danilo.
Por: Ana Carolina Silva
11/06/2013











0sem comentários ainda
Por favor digite as duas palavras abaixo