A engrenagem digital foi decisiva. No WhatsApp, grupos locais em cidades como Feira de Santana e Londrina funcionaram como centrais de convocação, com mensagens em massa prometendo “resistência contra fraude eleitoral”. O Telegram, sem filtros, serviu para coordenar rotas de ônibus e arrecadação via PIX. Já o Facebook e o X (antigo Twitter) amplificaram vídeos e narrativas falsas sobre urnas eletrônicas, criando ambiente de paranoia que alimentou a invasão.
Enquanto isso, a resposta democrática também se organizava. Em Recife e Porto Alegre, sindicatos e partidos da base governista realizaram campanhas corpo a corpo, explicando porta a porta a legitimidade das eleições e reforçando a confiança nas instituições. Essa presença física foi crucial para neutralizar a narrativa golpista, mostrando que a política não se faz apenas em telas, mas também em ruas e praças.
O impacto da desinformação foi desigual, mas perceptível. Em cidades médias como Cascavel e Anápolis, a mobilização digital conseguiu reunir centenas de pessoas para caravanas rumo a Brasília. Já em capitais como Salvador e Belo Horizonte, a presença de movimentos sociais e lideranças locais alinhadas ao governo Lula conseguiu conter a adesão, mostrando que a disputa pela narrativa também depende da força territorial.
Hoje, o Brasil encara o 8/1 como alerta permanente. Lula reafirma que não haverá complacência com traidores da pátria, enquanto o STF mantém o ritmo das condenações. Os golpistas, liderados por Jair Bolsonaro e seus aliados, tornaram-se símbolos de fracasso político e de desonra nacional. A engrenagem da mentira foi desmontada, mas a vigilância segue como tarefa diária.
