Segundo fontes da PF, os diálogos encontrados revelam proximidade entre Vorcaro e autoridades de alto escalão, incluindo Toffoli. A situação do ministro como relator do caso foi considerada insustentável por investigadores, que defendem sua substituição para preservar a credibilidade do Supremo. Fachin, como presidente da Corte, recebeu o relatório e deverá decidir sobre os próximos passos, em meio à pressão crescente por transparência e imparcialidade.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou que o avanço das investigações só foi possível graças à integração com o Banco Central, sob comando de Gabriel Galípolo. Ele classificou o caso como “o maior crime do sistema financeiro no Brasil”, ressaltando que a coragem institucional foi determinante para expor o esquema. Essa cooperação fortaleceu a narrativa de que o escândalo não é apenas jurídico, mas também político e econômico, com potencial de abalar a confiança no sistema.
Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que o episódio pode desencadear uma crise institucional sem precedentes. A expressão “reset da República” traduz o temor de que as revelações atinjam não apenas o Judiciário, mas também figuras do Legislativo e do Executivo. O caso Master, que começou como investigação financeira, agora ameaça se transformar em um terremoto político capaz de redefinir alianças, derrubar lideranças e expor fragilidades profundas da democracia brasileira.
