O material entregue pela PF inclui conversas entre Vorcaro e Toffoli, reforçando a percepção de proximidade entre ambos em meio às apurações. A revelação intensificou a pressão sobre o ministro, que já enfrentava críticas pela forma como vinha conduzindo o processo. Investigadores afirmam que o conteúdo obtido pode abrir novas frentes de investigação e até envolver parlamentares citados nos diálogos. Fachin, como presidente do STF, terá de decidir se Toffoli permanece na relatoria ou se será afastado para preservar a credibilidade da Corte.
Nos bastidores, ministros admitem que a situação é delicada e que qualquer decisão precipitada poderia agravar a crise. Ainda assim, cresce a avaliação de que a permanência de Toffoli no caso se tornou insustentável diante das evidências apresentadas. Investigadores chegaram a afirmar que o escândalo tem potencial para “resetar a República”, tamanha a gravidade das informações coletadas. O episódio coloca em xeque não apenas a imagem do ministro, mas também a estabilidade institucional do Supremo, que agora se vê obrigado a lidar com um dos maiores desafios de sua história recente.
