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Carta Campinas

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February 13, 2017 17:35 , von Blogoosfero - | No one following this article yet.

Bosque dos Jequitibás recebe o Festival de Orquídeas, Suculentas e Jardins, com 6 mil plantas, incluindo espécies raras

May 2, 2025 12:34, von Carta Campinas

(foto firmino piton/PMC – divulgação)

O Bosque dos Jequitibás, em Campinas, recebe o Festival de Orquídeas, Suculentas e Jardins a partir deste sábado (3). O evento tem entrada gratuita e reunirá uma variedade de 6 mil flores e plantas ornamentais, incluindo espécies raras. A programação vai até domingo (4), com a participação de orquidários e produtores de diversas regiões do estado de São Paulo.

Entre os destaques da mostra, que terá plantas nacionais e importadas, estão as orquídeas Walkeriana e Cattleyas de diferentes cores e aromas – lembrando chocolate e mel -, além de variedades menos comuns como a Orquídea Negra, a Baunilha e a Sophronitis, entre outras espécies exóticas.

Além das orquídeas e suculentas, cactos e outras plantas e flores consideradas ideais para jardins e pequenos espaços estarão à venda para colecionadores ou para quem busca uma decoração com mais verde e cores. “Essa é a retomada do Festival de Orquídeas no Bosque. Há três anos não temos uma edição aqui. Com certeza, o visitante ficará encantado com várias espécies diferentes”, diz o organizador do evento, Bento Souza.

Os visitantes podem contar ainda com o suporte de profissionais especializados em orquidofilia para esclarecer dúvidas sobre cultivo, manutenção e ambientação das plantas. (Com informações de divulgação) 

Serviço

Datas: 3 e 4/5
Horários: sábado das 9h às 18h e domingo das 9h às 16h
Local: Bosque dos Jequitibás
Endereço :Rua Coronel Quirino, Bosque
Entrada: gratuita
Mais informações: no Facebook e Instagram



Dia do Trabalhador foi do massacre da Praça Haymarket em Chicago ao desencanto atual

May 2, 2025 9:06, von Carta Campinas(foto josé cruz – ag brasil)

Primeiro de Maio: do massacre de Chicago ao desencanto atual

.Por Roberto Amaral.

“E um fato novo se viu / Que a todos admirava: /O que o operário dizia / Outro operário escutava. / E foi assim que o operário / Do edifício em construção /Que sempre dizia sim / Começou a dizer não.”
(Vinícius de Moraes, O operário em construção)

As esvaziadas festas de hoje, com as quais, graças ao feriado, comemoramos o 1º de Maio, nada guardam de familiar com suas dramáticas origens, que remontam ao massacre da Praça Haymarket (Chicago, 1886). O Dia Internacional do Trabalho e da Solidariedade Proletária nasceu como uma marcha de lutas, protestos, greves e reivindicações de direitos. O que poderiam os trabalhadores comemorar, naquela altura, submetidos que eram a jornadas de 12, 14 e até 16 horas de trabalho diárias que, com variações, atingiam homens, mulheres e crianças, tanto no velho continente que sediara a Revolução Industrial quanto nos emergentes EUA? Haveria de ser um dia de luta da classe trabalhadora, então animada por socialistas e anarquistas, confiando no internacionalismo proletário — hoje reduzido a relíquia histórica.

O “Dia do Trabalho” nasceu como mobilização eminentemente política, revelando, em seus primeiros tempos, tinturas revolucionárias que, aos poucos, foram se esmaecendo até alcançarem a palidez de hoje. Era claro seu escopo pedagógico, ao pretender lembrar e ensinar à categoria que os direitos são conquistados com luta (“O que cai do céu é chuva; o resto se conquista”), tanto quanto são perdidos quando ela enfraquece. E, assim, talvez se explique a contemporânea perda de direitos dos trabalhadores — o outro lado do remanso da luta popular e da crise política do sindicalismo.

E, no entanto, o trabalho — apesar das transformações que se operam nas relações de produção modernas e contemporâneas — continua no centro das contradições do capitalismo, mesmo em sua fase atual, que associa neoliberalismo e financeirização à revolução tecnológica, apontando para um cenário de mudanças ainda inimaginável aos olhos de hoje.

Uma mínima revisão histórica revela que a inconstância da valoração política do Dia do Trabalho (ou Dia do Trabalhador) reflete a própria crise político-existencial-organizativa do proletariado — palavra que, aliás, está desaparecendo de nossos dicionários. Abate-se sobre ela a crise do trabalho, cujos principais indicadores são a precarização e a fragmentação dos vínculos trabalhistas, o individualismo da ideologia do empreendedorismo tomando o lugar da socialização (herdeira das linhas de produção agora espacialmente desfeitas) e, precarizando ainda mais a defesa de direitos, a frustração do sindicalismo como força política.

Regressemos a Chicago e à luta pela jornada de oito horas de trabalho, marcada por uma greve geral deflagrada em 1º de maio de 1886, sob o lema: “Oito horas para o trabalho, oito horas para o sono e oito horas para o que quisermos”. Essa, uma das maiores conquistas dos trabalhadores no século passado, só seria adotada nos EUA em 1938 (governo Roosevelt), 52 anos depois, e no Brasil em 1932 (por decreto de Vargas). Só agora, como iniciativa parlamentar ainda sem o necessário eco social, é que se cogita do fim da escravizante jornada de trabalho identificada como 6×1.

O 1º de maio de 1886, mais do que um objetivo, foi apenas o ponto de partida de uma batalha sem fim, porque a contradição capital x trabalho é intrínseca ao capitalismo. No dia 4 de maio, uma passeata pacífica caminhando pela Praça Haymarket foi interrompida pela explosão de uma bomba. Dando o sinal da essência do conflito, a polícia — suposto alvo — reagiu como sempre: atirando contra a multidão. Até hoje, nem os sistemas de segurança revelam, nem os historiadores conseguem estimar o número de mortos. O massacre, porém, ainda não fôra suficiente: era preciso nomear um inimigo. E este foi escolhido — como tantas vezes — entre imigrantes e anarquistas. Oito militantes são presos, julgados, e à míngua de provas, condenados à pena capital.

O 1º de maio como Dia Internacional do Trabalhador foi instituído pela Segunda Internacional no Congresso de Paris (1889) e, a partir de então, passou a ser celebrado com greves, marchas e os mais variados atos públicos, até tornar-se, como hoje, uma data universal.

Devemos a primeira comemoração do 1º de Maio no Brasil, em 1891, à militância de operários socialistas e anarquistas, em sua maioria italianos, que também estariam no núcleo das greves de 1917. Mas esse 1º de Maio cingiu-se a um pequeno comício na Rua da Mooca, em São Paulo. Nos anos seguintes, chega ao Rio de Janeiro, a Porto Alegre e a outras poucas capitais, até espalhar-se pelo país. Não se contava com feriado nem com “festa cívica”, conservava-se seu caráter de protesto e reivindicação. Os atos consistiam em mobilizações operárias, passeatas e greves, sempre com caráter reivindicatório — e sempre enfrentando a repressão e a violência do Estado, que, no entanto, se apropriaria da data durante o Estado Novo (1937–1945), transformando-a em “dia cívico nacional”.

As greves sairiam do cardápio, as passeatas cessariam e os comícios deixariam as ruas para se acomodarem no Estádio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, onde, após desfilar em carro aberto, o caudilho pronunciava seu esperado discurso anual dirigido “aos trabalhadores do Brasil” — sua base social de apoio. Já no governo constitucional e democrático (1951–1954), Getúlio Vargas passou a assinar, no dia 1º de Maio, o decreto anual que fixava o salário mínimo, criado por ele em 1940, ainda durante a ditadura.

O 24 de agosto de 1954 encerra a primeira experiência de governo trabalhista em regime democrático. A ela se segue um regime de transição, custodiado pelos militares que haviam deposto Vargas. A normalidade constitucional só seria restabelecida com a eleição e a contestada posse de Juscelino Kubitschek (1955), até conhecermos, com o inconcluso governo de João Goulart, a segunda tentativa de regime trabalhista democrático, interrompida pelo golpe de 1º de abril de 1964.

As comemorações do 1º de Maio são retomadas com Juscelino (1956–1961). Expressam a conciliação como ideologia e projeto de governo: conciliação política nacional, conciliação com os interesses dos EUA e, sobretudo, a “harmonia entre capital e trabalho”. Era o preço que JK decidira pagar para garantir a integridade do mandato, ameaçada por seguidas tentativas de impeachment e insurreições militares. A marca ideológica centrava-se no desenvolvimentismo — régua e compasso para todos os males nacionais, da pobreza à dieta democrática. Nesse sentido, é exemplar seu discurso no 1º de Maio de 1961:
“Tenho um interesse todo especial em vos dirigir a palavra, trabalhadores, neste Primeiro de Maio, ao falar-vos daqui de Brasília — cidade erguida pela energia de nosso povo, prova da eficiência, capacidade e dedicação do operário brasileiro. […] A batalha do desenvolvimento nacional, vale dizer, a batalha da justiça social, é o único meio de que dispomos para chegar a esse fim. A revolução do desenvolvimento é a vossa revolução. Ela não pode parar. Não deve parar”.
A carga simbólica do trabalhismo ressurge com João Goulart (1961–1964), ex-ministro do Trabalho de Vargas (demitido da Pasta por pressão dos militares após propor aumento de 100% do salário-mínimo) e seu herdeiro político. Os pleitos centrais do sindicalismo e do trabalhismo são assumidos pelo discurso oficial e, a eles, somam-se bandeiras mais sensíveis à esquerda da época, como a reforma agrária e o controle da remessa de lucros ao exterior. O movimento estudantil e os sindicatos são fortalecidos, o Partido Comunista (na ilegalidade desde 1947) passa a gozar de ampla liberdade de ação, e as organizações populares (inclusive as Ligas Camponesas) são estimuladas pelo governo. No plano internacional, o Brasil busca autonomia, aproxima-se dos “países não alinhados”, defende a soberania de Cuba e a autodeterminação dos povos.

Jango sai de Brasília e, em 1º de Maio de 1963, discursa para uma multidão no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Defende as “reformas de base”, o leitmotiv de seu governo:
“A reforma agrária é a base da democratização da terra. Não podemos mais aceitar que o camponês continue escravizado pela fome, enquanto milhões de hectares permanecem improdutivos. […] Milhões de brasileiros vivem nas cidades em condições subumanas. A casa própria, o aluguel justo, o saneamento e o transporte são direitos que precisam ser garantidos. […] Educação gratuita e obrigatória é um dever do Estado e um instrumento de emancipação popular. […] Os que mais lucram devem pagar mais impostos. Não podemos tolerar um sistema que protege os que especulam e penaliza os que trabalham. […] O Brasil não é quintal de nenhuma potência. Nosso petróleo, nossas riquezas, nosso trabalho pertencem ao povo brasileiro.”

Como se vê, texto de dramática atualidade, passados 62 anos!

Segue-se o silêncio dos anos de chumbo, rompido quando a ditadura dá os primeiros sinais de esgarçamento e decide participar do 1º de Maio de 1981 — montando, na véspera, o felizmente frustrado atentado ao pavilhão do Riocentro, onde milhares de jovens e trabalhadores participavam de show em comemoração ao Dia do Trabalho.

As décadas de 1970 e 1980 marcam a reorganização do movimento sindical, a partir de São Bernardo do Campo, devolvendo ao 1º de Maio seu caráter político. São os tempos da ascensão de Lula. Mas, já no país redemocratizado, a politização cede espaço à alienação. Os anos 2000–2010 trazem a marca da espetacularização. O apelo já não é mais a política, o combate ideológico, a defesa do sindicalismo, as reivindicações sociais. No pódio está o “sindicalismo de resultados”; o comício e o discurso ideológico são substituídos por megashows; o sorteio de prêmios é o atrativo para novas plateias — que vão se minguando até o vazio de hoje.

Uma penca de centrais sindicais de representatividade discutível convocou uma concentração neste 1º de Maio de 2025 na Praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo, prometendo como atração shows de artistas menores e sorteios de dez carros 0 km.

Prevenido pelo fracasso do showmício do ano passado, o presidente Lula anunciou que não participaria do evento deste ano. Considerou mais prudente permanecer em Brasília (como fazia JK) e falar ao país por meio de cadeia nacional de rádio e TV. Foi um discurso bem articulado, no qual desfilou os feitos econômicos e sociais de seu governo, destacando aqueles de maior interesse para a classe trabalhadora. Ao final, traçou dois itens de sua política trabalhista: o apoio à PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL/SP), que reduz a jornada de trabalho para 4 dias por semana (abolindo a jornada 6×1), e a defesa da isenção do imposto de renda para aqueles que recebem menos de R$ 5.000,00. Já é alguma coisa. (Com a colaboração de Pedro Amaral)



‘Um Artista’, releitura de filme de 1967, homenageia a história do cinema campineiro e coloca moradores em cena

May 2, 2025 8:59, von Carta Campinas

(foto luara gonzales – divulgação)

A relação entre arte, cotidiano e memória coletiva ganha a tela com o lançamento do filme “Um Artista”, dos irmãos Danilo e Murilo Dias de Freitas. Inspirado no curta de mesmo nome dirigido por Luiz Carlos Borges em 1967, a releitura é uma homenagem à história do cinema campineiro e uma reflexão sensível sobre a produção artística e a vida na periferia. A estreia será no próximo dia 5 (segunda-feira), às 19h, no cinema do Shopping Prado Boulevard, em Campinas.

Com pouco mais de 20 minutos e sem diálogos, como a obra original, o filme é conduzido por gestos, olhares e silêncios, explorando com delicadeza a narrativa de um artista em transformação. As filmagens foram realizadas na Vila Ipê, também conhecida como Bairro da Conquista, na região sul de Campinas, com a participação de cerca de 50 moradores locais, adultos e crianças.

“A palavra que melhor define a estética do filme é singeleza. Buscamos costurar poeticamente os acontecimentos ordinários em uma reverência ao real”, afirma Danilo Dias de Freitas, que desde 2018 se dedica ao resgate da memória cinematográfica local por meio da Câmara Temática do Audiovisual de Campinas (CTAv).

Foi nesse mergulho histórico que Danilo chegou ao legado do Cineclube Universitário de Campinas (CCUC), ativo nos anos 1960. Na época, o movimento foi liderado por jovens ligados à PUC-Campinas, como Dayz Peixoto Fonseca, Luiz Carlos Ribeiro Borges e Rolf de Luna Fonseca, responsáveis por curtas históricos como “Um Pedreiro” (1966), “O Artista” (1967) e “Dez Jingles para Oswald de Andrade” (1972), com apoio de Henrique de Oliveira Jr, importante cineasta campineiro.

A relação entre arte e política presente no filme de Borges, hoje advogado e escritor, foi o que mais chamou atenção de Danilo para começar a planejar sua releitura. “A ideia não era fazer uma refilmagem, por isso é importante lembrar do contexto do filme original, para entender de fato o que significa recontar essa história”, diz.

“No audiovisual, o movimento do Cinema Novo propunha um cinema livre das limitações do estúdio, um cinema das ruas que tivesse um contato direto com o povo e seus problemas. No filme de Borges, o artista inicialmente não tem nenhum compromisso social, até se deparar com a realidade da pobreza, que altera totalmente sua arte e o desloca para o morro, marcando uma divisão nítida entre arte erudita e arte popular”, acrescenta.

Em “Um Artista”, uma produção da Metrô Filmes, a separação entre arte erudita e popular é dissolvida. A narrativa revela uma troca genuína entre o artista e a comunidade, dentro e fora da ficção: dos seis personagens principais, apenas dois são atores profissionais — os outros são moradores do bairro, que também contribuíram com memórias pessoais como fotografias e cartas, projetando na tela uma história ao mesmo tempo íntima e coletiva. Mais do que uma releitura, o filme é uma homenagem às raízes do cinema local e aos rostos que seguem construindo arte nos espaços à margem. (Com informações de divulgação)



Com 70 músicos no palco, Banda Sinfônica da Unicamp é uma das atrações do 33º Maio Musical de Indaiatuba

May 1, 2025 17:26, von Carta Campinas

(foto divulgação)

A Banda Sinfônica da Unicamp, com cerca de 70 músicos no palco, participa pela primeira vez de um evento fora dos limites de Campinas. A apresentação será neste sábado (3), às 20h, no Teatro CIAEI, como parte da programação oficial do 33º Maio Musical de Indaiatuba.

Sob regência de Fernando Hehl, a banda apresentará um programa diverso, que transita por obras clássicas e trilhas icônicas. No repertório estão peças como “Za Glavo”, “Ross Roy”, e a suíte “A Divina Comédia”, com seus quatro movimentos — “Inferno”, “Purgatório”, “Ascenção” e “Paraíso”, com a participação de André Segolin, como narrador. O concerto se encerra com “O Rei Leão”.

“Estamos muito felizes que na curta história da banda nossa primeira vez fora da cidade é para somar e integrar a riquíssima programação do 33º Maio Musical, evento tão tradicional e de tamanha relevância e prestígio à comunidade”, diz Hehl.

A Banda

A Banda Sinfônica da Unicamp – Escola Livre de Música (ELM) foi instituída em 2022 com o objetivo de promover a prática coletiva para os alunos de instrumentos de sopro e percussão da ELM. Além disso, busca reintegrar essa estrutura musical ao conjunto de grupos permanentes da Unicamp, após um hiato de 13 anos, retomando a tradição da universidade na formação musical para instrumentos de sopro e percussão. 

Os alunos da ELM participam de aulas específicas de seus instrumentos, tanto em práticas individuais quanto em pequenos grupos do mesmo instrumento. Com o intuito de proporcionar a prática em conjunto, abrangendo diferentes naipes de instrumentos, surgiu o projeto da Banda Sinfônica, que inclui flauta, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufônio, tuba e percussão.

A Banda Sinfônica da Unicamp conta com a colaboração de alunos bolsistas graduandos em música pela Unicamp, que auxiliam no projeto organizando a sala, instruindo individualmente cada aluno durante os ensaios e também tocando seus instrumentos junto com o grupo.

33º Maio Musical

Promovido pela Prefeitura de Indaiatuba, o Maio Musical de 2025 conta com 57 atrações, reunindo 737 músicos ao longo de todo o mês de maio. A programação inclui artistas renomados, bandas locais, mostras de cinema, exposições e ações educativas em diversos pontos da cidade, todos com entrada gratuita.

A abertura será com o show do grupo italiano Double You e DJs da cidade, e o encerramento, com o artista Tiago Iorc e a banda local Sync2. Também haverá shows com Diogo Nogueira, Ultraje a Rigor, Paulo Miklos e Edson & Hudson (confira a programação completa aqui).  (Com informações de divulgação)

Serviço

Data: 3/5 (sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro CIAEI
Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3.665, Jardim Regina, Indaiatuba-SP
Ingressos: entrada gratuita



Presidente Lula defende o fim da escala 6 x 1 e redução da jornada de trabalho

May 1, 2025 9:33, von Carta Campinas(foto ricardo stuckert – pr)

Na véspera do Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em pronunciamento na TV que o governo irá aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho vigente no país, a chamada escala 6X1, que hoje permite seis dias de trabalho e um de descanso.

“Está na hora de o Brasil dar esse passo ouvindo todos os setores da sociedade para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, disse Lula, em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV.

O presidente destacou a criação de empregos e o crescimento da economia alcançados em seu governo. Segundo Lula, em dois anos e quatro meses de governo, foram gerados 3,8 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. “Saímos do maior para o menor desemprego da história. E atingimos o recorde histórico de pessoas empregadas”

Ele lembrou o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. “Agora é assim, quem ganha menos não paga e quem ganha muito paga um valor justo”, disse.

INSS
No pronunciamento, Lula destacou o trabalho da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal para desmontar um esquema que chamou de “criminoso” de cobrança indevida contra aposentados e pensionistas. O presidente lembrou que o esquema funciona desde 2019 no país.

“Determinei à Advocacia-Geral da União que as associações que praticaram cobranças ilegais sejam processadas e obrigadas a ressarcir as pessoas que foram lesadas”, disse.

Programas
Lula falou sobre programas de seu governo, como o Desenrola Brasil e o Crédito do Trabalhador, que permite empréstimo consignado para trabalhadores da iniciativa privada.

Outro destaque foi o Programa Acredita, que aprimorou as linhas de crédito para Microempreendedores Individuais e microempresas.

Em relação às mulheres trabalhadoras, ele lembrou a aprovação da Lei da Igualdade Salarial, que garante salários iguais entre homens e mulheres no exercício da mesma função, além de apoio financeiro e técnico para as mulheres empreendedoras.

“Estamos construindo um Brasil mais justo, onde o humanismo e o desenvolvimento caminhem juntos”.

Escala 6 x 1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) foi protocolada na Câmara dos Deputados em fevereiro, com 234 assinaturas. Foram 63 assinaturas a mais que o necessário para ingressar com uma proposta de emenda constitucional.

A PEC estabelece uma semana de quatro dias de trabalho. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-RJ), que lidera a articulação pela PEC na Casa, afirmou que foram meses de conversas com parlamentares e mobilizações para se chegar a este momento de registrar a proposta na Câmara. Em coletiva à imprensa nesta terça, a deputada disse que essa escala é considerada obsoleta.

“Já há apontamentos políticos e econômicos mostrando que há sim possibilidade de repensarmos essa jornada de trabalho, como foi feito em outros lugares no mundo, aplicando à nossa realidade”, argumentou.

“Agora resta saber se o Congresso Nacional terá interesse político e responsabilidade com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e se dará a atenção necessária para que esse texto ganhe um relator, para que a comissão especial seja instalada e para que a gente tenha condições de fazer esse debate como deve ser feito”, disse Erika.

Ela garantiu que a PEC conta com o apoio de diversos partidos, inclusive de centro e de direita. “Isso desmonta a ideia de que só a esquerda está se empenhando nessa discussão. Acho que os únicos que não estão empenhados nesse debate é a extrema-direita”. Ela contou que a proposta havia recebido a assinatura de dois deputados do PL, mas, por orientação do partido, o apoio foi retirado.

A PEC altera o inciso XII do artigo 7º da Constituição brasileira, que passaria a vigorar com a seguinte redação: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

O debate para redução da jornada de trabalho vem ganhando força a partir do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), fundado pelo vereador carioca Rick Azevedo (Psol), e que tem mobilizado manifestações e atos pelo fim da escala 6×1.

“O mercado chora a ‘falta de mão de obra’, mas não quer admitir o óbvio: o povo cansou de ser burro de carga. A escala 6×1 destrói a saúde, rouba o tempo de vida e paga mal. Ninguém quer adoecer para enriquecer patrão”, afirmou Azevedo em uma rede social.

O vereador chamou a população para fazer um protesto durante o feriado de 1º de maio pedindo a mudança na escala de trabalho. “No dia 2 de maio fique em casa em protesto a essa escala escravocrata. Estou muito feliz por esse protocolo de hoje, mas muita luta ainda está por vir”

Para uma PEC ser aprovada na Câmara, são necessários os votos de, no mínimo, 308 dos 513 deputados e deputadas, em dois turnos de votação. (Da Agência Brasil)



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