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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 2 people following this article.
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Greves, protestos e tudo mais para se livrar dos golpistas

25 de Abril de 2017, 16:10, por Feed RSS do(a) News


As entidades que organizam a greve geral desta sexta-feira, 28 de abril, em defesa dos direitos trabalhistas e da aposentadoria, produziram um interessante ponto a ponto de como os cidadãos podem ajudar a manifestação, reproduzido no fim deste texto.

A greve geral é necessária, assim como outros atos em repúdio às medidas para destruir o pouco do Estado de bem-estar social que os trabalhistas montaram,a muito custo, nos 13 anos em que governaram o país.

O que o Dr. Mesóclise e seu bando de picaretas estão fazendo é um crime de lesa-pátria e as suas ações deletérias vão atrasar em dezenas de anos o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Quanto a isso não há a menor dúvida entre as pessoas que têm dois neurônios.

Resistir, portanto, é uma necessidade. 

A questão que se coloca, porém, vai além dessa obviedade.

É sobre o método, a tática, a estratégia, dessa resistência.


Greves gerais são sempre bem-vindas, assim como todos os tipos de manifestações contrárias às medidas desse governo ilegítimo.

O problema é que tudo isso ainda é pouco para sequer abalar a marcha do retrocesso, centro da agenda dos usurpadores.

Eles já passaram do ponto de se preocupar com a opinião pública.

O Dr. Mesóclise, mostram as pesquisas, tornou-se o presidente mais rejeitado de toda a história.

Permanece no cargo porque tem de fazer o trabalho sujo para os seus patrocinadores, como bem explicou a presidenta deposta, Dilma Rousseff.

É urgente que o campo progressista deixe de lado picuinhas ideológicas, se una imediatamente e apresente ao país uma agenda que proponha soluções para a crise, mobilize ainda mais a sociedade na luta contra os golpistas, e rompa o controle midiático exercido pelos meios de comunicação oligárquicos.

A tarefa é difícil, mas é possível. (Carlos Motta)


Como ajudar a greve geral no dia 28 de abril


A não ser em caso de urgência:

- não vá a nenhum mercado,

- não vá a farmácias,

- não marque consultas para essa data,

- não vá a padarias,

- não vá a restaurantes de qualquer espécie,

- não compre nenhum móvel, eletrodomésticos, eletrônicos,

-não vá a nenhum shopping mesmo que  seja só para a praça de alimentação,

- não vá a lotéricas,

- não vá a bancos,

- não pague nenhuma conta,

- não abasteça seu carro justo nesse dia,

- não vá a academias,

- não vá a escola/faculdade ou cursos de qualquer espécie,

- não vá a açougues.

Essas coisas devem ser evitadas mesmo que você não vá trabalhar.



A república dos alcaguetes

25 de Abril de 2017, 16:09, por Feed RSS do(a) News

Dedo duro


O delator, também conhecido popularmente como dedo-duro, alcagueta, cagueta, X-9 e informante, entre outros substantivos menos conhecidos, é um ser execrável em todas as culturas.

Ninguém neste planeta se sente à vontade entre esse tipo de gente.

Não dá para imaginar uma sociedade onde a delação é encarada como algo normal, onde se permite que os alcaguetas transitem com normalidade, onde alguém pode se meter numa tremenda encrenca porque seu vizinho conta um monte de mentiras para se vingar daquele dia em que o volume da música o incomodou.

O cagueta é, antes de tudo, um covarde.

Também, um mau caráter.

E, em resumo, por reunir inúmeros defeitos e ser, até mesmo, um elemento desestabilizador da ordem social, tudo o que um indivíduo desse tipo falar não pode ser, ao menos em princípio, levado a sério.

O dedo-duro deve sempre ser visto pelo que é: ou um doente que sente prazer em espalhar segredos, reais ou imaginários, e em apontar deslizes éticos, morais ou legais dos outros, ou simplesmente alguém que pretende levar alguma vantagem se prestando a esse papel.

O Brasil de hoje vive uma situação absurda, na qual o X-9 virou peça fundamental de uma megaoperação policial que, com o tempo, assumiu o fantástico propósito de varrer a corrupção que há séculos convive com toda a sociedade, se tornando mesmo parte fundamental de seu funcionamento.

Dessa forma, bandidos já condenados se livram de grande parte de sua pena, se, como se diz popularmente, abrirem o bico, não só contando detalhes de seus crimes, mas falando, em juízo, ou seja, para os autos do processo, aquilo que seus captores querem ouvir.

E todos sabem o que eles querem ouvir - a megaoperação se revelou apenas um pretexto para destruir o maior partido da esquerda latino-americano e sua principal liderança.

Tempos atrás publiquei no meu blog Contos do Motta uma pequena peça de ficção sobre o delator.

Não é uma obra-prima como as cantadas pelo mestre Bezerra da Silva, mas, acho, reflete um pouco essa figura abominável.

Dedo-duro


Começou cedo. 

Quando a professora quis saber quem havia soltado aquele peido estereofônico, foi o primeiro a dizer:

- Não fui eu. Foi o Zezinho.

E apontou o magricela com seu indicador pequeno e raquítico, duro e incisivo.

Ao episódio sonoro sucederam-se outros, de vários tipos e único gênero.

Certa vez falou para o pai que a Inezinha, sua irmã, passava no shopping as tardes em que deveria estar estudando.

Noutra ocasião contou para a mãe que viu o pai parar o carro na esquina e dar carona para a Betinha, a moça loira e bonita do terceiro andar.

Acostumou-se com a delação.

Fez dela um estilo de vida - cômodo, prático, eficaz.

Degrau a degrau, escalou metodicamente posições que o levaram a ser tudo o que sempre quis: viver a tranquilidade dos sem-consciência.

Era apontado pelos vizinhos como modelo a ser seguido.

Só uma vez teve as convicções abaladas.

O filho, adolescente quieto, chegou em casa com a cara inchada, a orelha amassada, o olho fechado.

- Fala quem foi que fez isso, fala de uma vez!

E o garoto quieto.

- Fala que eu entrego esse filho da puta pra polícia!

E nada, nadinha de nada, nem uma palavra.

Nunca entendeu a razão do silêncio, nem soube de nome nenhum.

Mas sempre quis apontar o filho para todos e gritar, o coração explodindo de orgulho:


- É o meu garoto, ele sabe ficar quieto!

(Carlos Motta)



O país da fofoca

22 de Abril de 2017, 9:57, por Feed RSS do(a) News


Nos mais de 40 anos que passei em diferentes redações de jornais vi e ouvi muita coisa.

Muita coisa que não foi publicada, que ficou restrita às conversas no cafezinho. 

Até hoje não sei se essas histórias eram verdadeiras ou mentirosas, já que, por absoluta falta de provas elas não se transformaram em notícia.

No jornalismo, pelo menos naquele que vivi, é assim: não adianta o sujeito dizer que foi à Lua montado num tapete voador para que a sua fábula ganhe as páginas do jornal - ou do site na internet.


É preciso que ele prove que a sua narrativa, ou o fato que denuncia, não é simplesmente, uma ficção, uma mentira, uma invencionice qualquer.

Por essas e por outras é que a notícia tem de ser, como se diz no jargão jornalístico, apurada, ou seja, investigada, com a chancela de documentos e fontes diversas.

Sei que o jornalismo de hoje é bem mais, digamos, flexível, do que o de antigamente. Aceita, quando interessa aos seus objetivos, a palavra de qualquer um, publica, sem o cuidado de checar a informação, tudo aquilo que vai de encontro aos seus fins.

Na verdade, o jornalismo é quase inexistente neste Brasil Novo, o que se vê é uma imensa máquina de propaganda a serviço da oligarquia, os endinheirados de sempre.

E o mesmo acontece no Judiciário e no Ministério Público, instituições que deveriam estar totalmente a serviço da verdade factual para que, é óbvio, promovam a Justiça - é para isso que existem e são mantidos pela sociedade.

Miseravelmente, porém, nestes tempos de penúria ética e moral, prescinde-se de provas para condenar, e a investigação foi trocada pela tortura dos réus, que passam anos presos até que confessem aquilo que seus captores querem ouvir.

Pouco importa se o que falam é só uma fofoca, um ouvi dizer, um boato, ou mesmo uma mentira, uma calúnia.

Num país em que cada vez mais esses métodos - medievais, nazistas? - se institucionalizam, não há lugar para a democracia.

Qualquer pessoa com dois neurônios é capaz de entender isso: justiça seletiva não é justiça. E onde não há justiça resta somente a barbárie. (Carlos Motta)



O Coelho, o Chocolate, e a delação combinada

22 de Abril de 2017, 9:57, por Feed RSS do(a) News

O saudoso sociólogo Antonio Geraldo de Campos Coelho, meu tipo inesquecível da Jundiaí de minha juventude, tinha o costume de apelidar todo mundo.

Eu era o Nero, não sei bem por qual motivo.

Havia ainda o Homem Palha, o Peixe Galo, e tantos outros que a memória apagou.

De dois, porém, me lembro bem: Chocolate e Estilingue, companheiros inseparáveis da extinta Convergência Socialista, hoje o nefando PSTU.

Coelho era um anticomunista ferrenho, mas também um intelectual e, sobretudo, um gozador.

Chocolate e Estilingue, que tinham sonhos revolucionários - vivíamos em plena ditadura militar -, eram vítimas constantes de sua ironia.

Para quem não entendia o porquê do apelido "Chocolate", o Coelho sinteticamente explicava:

- É que, se um dia ele for preso e ameaçarem tirar o chocolate dele, ele confessa até que incendiou Roma. Não vai ser preciso usar tortura...

Não me recordo do motivo do Estilingue ser o Estilingue.

Talvez o fato de ele ser magérrimo e ter pernas compridas fizesse o Coelho achá-lo parecido com a perigosíssima arma que usávamos em nossa infância para atingir os mais variados alvos.

O Coelho e o Chocolate já não estão neste mundo.

Não sei por onde anda o Estilingue.

Sei apenas que eles foram personagens importantes num período de minha vida, um período difícil para todos os brasileiros, mas no qual, ao contrário de hoje, pessoas tão diferentes entre si podiam conviver harmoniosamente, e até mesmo se divertir com a diversidade de suas opiniões.

Eram outros tempos.

Hoje, quando a tortura é aplicada sob formas variadas pelos próprios agentes públicos que deveriam combatê-la, talvez o chiste do Coelho sobre o limite de resistência do Chocolate não fizesse sentido. 

Afinal, para quê privar uma pessoa de seu alimento preferido, se seus captores podem obter dela o que quiserem simplesmente livrando-a da prisão se ela falar em juízo aquilo que eles lhe ordenam? (Carlos Motta)



Nove mentiras e uma verdade sobre o Brasil

22 de Abril de 2017, 9:57, por Feed RSS do(a) News


A brincadeira das 9 verdades e 1 mentira virou febre no Facebook. 

No espírito do jogo, proponho ao leitor que descubra 9 mentiras e 1 verdade sobre o Brasil:

1) As instituições funcionam perfeitamente;

2) O Executivo central é composto por pessoas sérias, competentes, honestas e de grande visão sobre os problemas do país;

3) A crise econômica está no fim;

4) O Judiciário e o Ministério Público têm feito enormes progressos no combate à corrupção;

5) O Congresso Nacional é composto por verdadeiros patriotas;

6) A Rede Globo de Televisão, em primeiro lugar, e as outras emissoras, têm prestado relevantes serviços para a democracia, com uma programação de alto nível técnico e de elevado conteúdo educativo;

7) O empresariado entende perfeitamente o que significa o seu papel social para o desenvolvimento da nação;

8) As reformas que estão sendo efetivadas pelo atual governo central são necessárias para o país avançar econômica e socialmente;

9) O povo é ingênuo, conservador, individualista, ignorante, e não tem noções mínimas de cidadania. 

Brincadeiras à parte, o Brasil de hoje é um caso sério. (Carlos Motta)



Diretas Já ou Brasil nunca mais

20 de Abril de 2017, 14:33, por Feed RSS do(a) News

Por Marcelo Zero – de São Paulo:

Os nossos moralistas de ocasião, que insuflaram paneleiros de classe média e procuradores messiânicos contra Dilma e o PT, com discurso raso e equivocado, agora se veem tragados pelo maelstrom das investigações “purificadoras”.

O governo ilegítimo de Temer só prolonga e aprofunda a crise política e econômica

Cometeram o mesmo erro de certos setores da classe política alemã, que acharam que Hitler podia ser útil no combate aos “comunistas”. Mas, uma vez deflagrados, esses processos de histeria coletiva adquirem dinâmica própria. Intensificando-se com a crise política e econômica.

A caixa de Pandora do protofascismo moralizante, uma vez aberta. É muito difícil de ser fechada. Em pouco tempo, o Reichstag (o parlamento). Já está pegando fogo e as instituições democráticas são reduzidas a cinzas.

No Brasil, com os últimos e sempre ilegais vazamentos da Lava Jato. O nosso Reichstag já está em chamas. Isso tem consequências sérias.

Com um presidente com 5% de popularidade, a tocar um ministério de acusados. E um parlamento reduzido a cinzas. O poder real no Brasil deslocou-se definitivamente do sistema de representação política para um consórcio formado pelo grande capital. Especialmente o internacional e o financeiro, o poder judiciário, o ministério público e a mídia oligopolizada.

Obviamente, essa não era a intenção inicial do golpe e da Lava Jato. O objetivo era (e é ) afastar, de forma definitiva, o PT e a esquerda do poder. Entretanto, não houve como circunscrever as investigações apenas ao PT. Como queriam.

Com o tempo, começou a ficar muito clara a seletividade escancarada e desavergonhada da Lava Jato, que criminalizava o “caixa um”. Legal, do PT e tentava ignorar as propinas, depositadas em contas no exterior, do PMDB e do PSDB. Os vazamentos e os indiciamentos tinham de se generalizar. Justamente para dar credibilidade à seletividade.

Alemanha

Na Alemanha, o sistema político foi destruído para que Hitler chegasse ao poder. No Brasil, o sistema político está sendo destruído para impedir que Lula volte ao poder. Vazamentos eventuais contra o PMDB, PSDB e DEM, apoiadores do golpe. São o dano colateral inevitável do maelstrom deflagrado contra o projeto progressista. Dano que poderá ser amainado nos misteriosos meandros da “justiça”.

Contudo, o prejuízo geral e grave à política, à economia e à democracia já está feito.

Isso suscita a questão: como o golpe e sua restauração neoliberal vão continuar? Como tocar reformas tão impopulares. Como a reforma da previdência e a trabalhista, sem voto. Sem legitimidade e com um Executivo e Legislativo com altíssima rejeição?

Acima de tudo, como o consórcio que concentra o poder real no país vai tirar o Brasil da pior crise da sua história. Com um governo sem nenhuma credibilidade e com o mais baixo índice de popularidade já registrado?

Há duas possibilidades: 1) continuar, aos trancos e barrancos, com a “solução” Temer até 2018, ou 2) dar o “golpe dentro do golpe” e eleger indiretamente um novo governo formado por figuras “ilibadas e técnicas”.

Ora, nenhuma das duas tem a menor condição de funcionar. A primeira por motivos bastante óbvios. Ninguém aguenta mais a “solução” Temer, que virou um problemão para os próprios apoiadores do golpe e, sobretudo, para o país.

O governo ilegítimo de Temer só prolonga e aprofunda a crise política e econômica. Mesmo que consiga aprovar as reformas impopulares e fazer o trabalho sujo para o consórcio golpista, não oferecerá saída viável para a crise. Falta-lhe um mínimo de credibilidade.

Solução

Já a solução ‘técnica’, que seria propiciada pelo “golpe dentro do golpe”. Esbarra numa contradição fundamental: nas condições atuais. Ela significaria o enterro da classe política vigente e das suas lideranças colocadas sob suspeita. Mas ela teria de ser votada por essa mesma classe. Com o PSDB atirado também no maelstrom, não sobraram atores políticos de relevo para o “golpe dentro do golpe”.

Porém, mesmo que fosse promovida, tal “solução” teria exatamente a mesma probabilidade de funcionar que a “solução Temer”. Pois ela também não possuiria credibilidade e legitimidade.

O grande engodo do golpe não foi ter substituído a presidente honesta pela “turma da sangria”. O grande engodo da Lava Jato partidarizada não foi ter levado a opinião pública a acreditar que o PT havia criado o “maior esquema de corrupção do Brasil”.

O grande engodo do golpe e da Lava Jato foi o de mudar em cento e 80 graus os rumos de todas as políticas do país (econômicas, sociais, externa, de educação, saúde, previdência, etc.). Sem fazer disputa política aberta e democrática. A grande fraude do golpe e da Lava a Jato é política e democrática. Roubaram da população o poder de decidir seu próprio destino.

Trabalho

Ou alguém aí votou para que se contribua meio século ininterruptamente para conseguir se aposentar com proventos integrais? Para que o trabalho precário e terceirizado, sem férias e outros direitos, se torne a norma no Brasil? Para vender o pré-sal e a Petrobras a preço de bananas podres?

Para vender as terras do Brasil a estrangeiros? Para acabar com o Ciência sem Fronteiras e a Farmácia Popular? Para “desinvestir” em Saúde e Educação por 20 anos? Claro que não. Foi necessário um golpe para se fazer tudo isso.

Roubaram do povo, fonte do poder democrático, a capacidade de decidir. A partir daí, a criminalização de toda a classe política era apenas uma questão de tempo. Não há corrupção pior do essa. Não há corrupção pior que o roubo da soberania popular. O Brasil está sendo vendido e destruído sem um único voto.

Crise

O cerne da crise brasileira é político. O Brasil não sairá da mais grave crise de sua história sem política. Não há nada crível para ser colocado no lugar do sistema de representação, mesmo com todos os seus problemas.

Banqueiros, donos de meios de comunicação, juízes e procuradores não têm voto. Uns têm dinheiro e outros têm fama e prestígio ocasionais. Nenhum tem legitimidade para governar, a não ser que se aposte numa nova forma de ditadura, com a substituição de militares por juízes e procuradores.

A política precisa reagir e sair do gueto moral em que foi jogada pelo golpismo e a Lava Jato messiânica e partidarizada.

Mas a classe política, por sua vez, não representará opção crível e legítima se não for renovada pelo crivo do voto.

Delatores

Não serão delatores e corruptores à procura de absolvição e procuradores e juízes à procura de holofotes que vão passar o “país a limpo”. A única coisa que passa um país democrático a limpo é o voto popular.

Portanto, a única saída para a classe política e para o Brasil são eleições diretas já. A urgência é necessária pela profundidade da crise e, sobretudo, para se evitar que país inteiro seja vendido e destruído pela agenda retrógrada do golpe.

Golpe

A construção civil pesada e a engenharia nacional já se foram. O pré-sal, nosso passaporte para o futuro, e a Petrobras estão sendo vendidos a preços aviltados. Vêm aí a venda das terras a estrangeiros e a abertura do espaço aéreo para o capital internacional.

Subsolo, solo e ar brasileiros serão leiloados. Prepara-se a privatização dos bancos públicos e, como disse o presidente ilegítimo, de “tudo o que for possível”. São grandes negociatas que renderão muito dinheiro ao capital internacional e aos seus associados golpistas. Procuradores, acredita-se, não interferirão. Continuarão a perseguir Lula e seus pedalinhos.

No próximo mês, o Estado de Bem Estar, já duramente golpeado pela emenda constitucional do congelamento dos investimentos, será praticamente destruído pela reforma contra a aposentadoria e a reforma contra o trabalhador.

No ritmo em que a destruição do país vai, não haverá mais um Brasil em 2018.

Diretas Já ou Brasil nunca mais.

Marcelo Zero é sociólogo, especialista em Relações Internacionais e membro do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI).

O post Diretas Já ou Brasil nunca mais apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.



O país precisa, além de combater a corrupção, resolver em que sistema quer existir

20 de Abril de 2017, 14:33, por Feed RSS do(a) News

“Il guerriero sà che il dubbio porta alla morte”

Ditado popular italiano do Século XI

 

Aqueles que trabalham pela revolução para o fim do sistema capitalista, cristalizado no Brasil desde o golpe de 1964, após o breve governo renovador de João Goulart, vivem nas sombras de uma sublevação social

 

Por Gilberto de Souza – do Rio de Janeiro

 

As esquerdas brasileiras, esse mosaico de práticas e pensamentos tantas vezes díspares, pontuado por partidos e correntes afinadas com este ou aquele líder, esta ou aquela interpretação do Manifesto Comunista, deveriam agir contra o pensamento liberal, sintetizado nas teses do economista britânico Adam Smith. E, normalmente, o fazem as esquerdas nos países que os militantes brasileiros geralmente tomam como referência para a organização interna de seus objetivos (Alemanha, França, Portugal, Rússia etc).

O Partido Comunista é, hoje, a segunda maior força política do Japão

No mundo, a bandeira do Comunismo é desfraldada da extrema esquerda ao centro

O pragmatismo dogmático, no entanto, é um ponto que perpassa a ampla maioria das legendas, das menores, na extrema esquerda, às mais numerosas, a exemplo do PT, do PCdoB, PDT e PSOL, que têm parlamentares e administram algumas prefeituras. À exceção dos comunistas radicais, situados em pequenas agremiações partidárias ou em grupos abrigados nestas próprias legendas, muitas vezes nos movimentos sociais, não é transparente a vontade de transformar o país em uma República Socialista, quiçá Comunista.

Memória de heróis

Aqueles que trabalham pela revolução e o encerramento do sistema capitalista, cristalizado no Brasil desde o golpe de 1964, após o breve governo renovador de João Goulart, vivem nas sombras de uma sublevação social que parece nunca acontecer. A mensagem revolucionária, com os meios de comunicação de que dispõe para chegar à consciência pública enfrenta barreiras, aparentemente, insuperáveis. Vide os grandes conglomerados que dominam a planície da Opinião Pública nacional.

Ainda assim, nestas ínfimas ações promovidas nas franjas do sistema, tais quais os periódicos de partidos como o PCB, o PCO e o PSTU, entre os mais relevantes, ainda se alimenta a chama da ruptura com o sistema predominante na sociedade convencional. Não fosse esse punhado de militantes e a história de heróis comunistas — como os três Carlos, Marighella, Lamarca e Prestes, para citar apenas alguns — estaria fadada ao desterro. Sobreviveria, talvez, em algum escaninho do Instituto Smithsonian, em Washington (DC).

Escolha um sistema

Resguardada a fundamentalidade das reservas revolucionárias no ideário das legendas situadas na extrema esquerda, resta o mingau evolucionário dominante. Este, salvo quase impossíveis exceções, tem um grau mais apurado de discordância com a Wall Street e a City londrina. Mas, de alguma forma, negocia com a banca internacional, com maior ou menor desenvoltura. Não são poucos os organismos ditos de esquerda, por exemplo, que recebem dinheiro do Instituto Ford.

Desde o período em que a política brasileira passou duas décadas sob a gestão golpista e violenta dos militares, a transição foi uma escorregada da ultradireita para a direita, nos períodos pré-FHC. Dali para o centro, nos oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Descontinuado após cinco anos, o turbulento mandato da presidenta cassada Dilma Rousseff marca a ruptura deste caminho para a esquerda.

A queda do governo Dilma assinala a retomada imediata dos ajustes demandados contra direitos sociais conquistados nas últimas décadas. O dia exato está no Diário Oficial da União que publica o ingresso do economista Joaquim Levy, formado pela escola mais capitalista dos EUA, na máquina pública brasileira. O ponto de inflexão às forças conservadoras mundiais ocorre em momentos similares na América Latina. À exceção da Venezuela, Bolívia e Equador, que ainda resistem ao avanço da direita no Ocidente. Claro que não é de graça. Que o digam os movimentos patrocinados com recursos norte-americanos para bater panelas e vestir verdeamarelo nas ruas das capitais brasileiras.

Diz o ditado

Não cabe, portanto, em qualquer discussão séria sobre os destinos do país, apenas a defesa de um grau mais adequado de atendimento às exigências do 1% sobre os 99% restantes. O debate torna-se estéril quando se resume ao relacionamento de quase compadrio entre o estatal e o privado ou à submissão do primeiro aos conglomerados, nacionais e mundiais. Assim, da forma como ora ocorre no país, com as reformas trabalhista e previdenciária, e a venda de bens públicos a preços vis.

Esta, a linha que une parcelas da esquerda, da centro esquerda até a direita mais escancarada, não passa de um jogo de sombras. Com muito mais de 50 tons de permissividade com dinheiro público. Vai desde a compra de um miserável barquinho de alumínio para um sítio emprestado até o recebimento de somas milionárias em bancos suíços, com vinhos caríssimos de brinde. A hipocrisia, que permite a existência de um Estado mais ou menos capitalista ou mais ou menos socialista, é uma passagem de ida, apenas, ao abismo do improvável.

“O guerreiro sabe que a dúvida leva à morte”, como pontua o ditado popular italiano, no Século XI. Na época, a cristandade europeia se dividia entre o papa Bento IX, preferido dos alemães, e papa Clemente II, queridinho dos ingleses. Não prestou.

Greve geral

FHC tentou, na tal social democracia neoliberal, estabelecer um Estado mínimo. Minúsculo em direitos sociais e máximo em regalias ao establishment. Lula enriqueceu a banca e apoiou a indústria. E aquela financiou, com crédito fácil, a expansão da chamada ‘linha branca’ (equipamentos domésticos), em todas as faixas de renda. Em contrapartida, estabeleceu vigorosos programas sociais. Dilma tentou ampliar as conquistas populares e se atrapalhou. Foi atropelada por um golpe de Estado e fez a balança despencar para o lado do poderio capitalista.

Evidentemente, a greve geral convocada para o dia 28, no Brasil, faz parte do revide. Não se imagina que o Brasil seja vendido às glebas sem que milhões se levantem contra o entreguismo. As cartas estão na mesa. Mesmo sem partir — ainda — para as vias de fato de um Estado Comunista. Aqui e na Argentina, o movimentos sociais inspirados na resistência heróica da revolução bolivariana, na Venezuela, mantêm os dados rolando.

Por ora, o time da Avenida Paulista dá as cartas. Mas o jogo político tem um novo tempo, que começará em 2018, se nenhuma novidade ocorrer até lá.

Enquanto isso, há um tempo ainda para integrar o lado da civilização, contra a barbárie capitalista. Sem dúvidas.

Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do jornal diário Correio do Brasil.

O post O país precisa, além de combater a corrupção, resolver em que sistema quer existir apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.



Lula vencedor; Lula perdedor: qual pesquisa está certa?

20 de Abril de 2017, 9:57, por Feed RSS do(a) News


Duas pesquisas divulgadas nestes dias mostram um cenário totalmente diverso para a eleição presidencial de 2018 e especificamente para o ex-presidente Lula.

Numa, feita pelo instituto Vox Populi, Lula aparece como favorito absoluto, com chances reais de liquidar a fatura já no primeiro turno.

Noutra, de responsabilidade do site Poder 360, Lula também está na frente, mas com uma rejeição que impossibilita a sua vitória num segundo turno. Nesse levantamento, as novidades são os números expressivos de intenção de voto nos fascistas Bolsonaro e Doria.

Numa situação dessas, a pergunta é inevitável: qual das pesquisas reflete com mais exatidão o sentimento do eleitor hoje?


Na verdade, qualquer resposta que se dê é a certa.

Pesquisas não são, como pretendem serem vistas, científicas, ou seja, não são exatas, pois têm componentes subjetivos que podem induzir a uma ou outra resposta.

No geral, elas acertam no atacado, mas muitas vezes erram feio no varejo.

Essas duas, por exemplo, são coincidentes quando apontam Lula em primeiro lugar, o que indica, que, se a eleição fosse hoje, o ex-presidente seria o candidato mais votado. Mas essa é a única certeza. No resto, os dois levantamentos são divergentes.

Outra verdade é que, apesar do bombardeio midiático que sofre, Lula possui um eleitorado fiel, que lhe dá, no mínimo, cerca de 20% dos votos - é com essa porcentagem que ele inicia a sua corrida pela presidência.

Historicamente, a esquerda - e mais especificamente, o PT - tem cerca de 30% dos votos, a direita raivosa antiesquerda (e anti-PT), outros 30%, e o restante dos eleitores vão de um lado para outro, dependendo de uma série de fatores.

Lula, portanto, é um candidato forte sob qualquer condição. 

Mas como, provavelmente, será impedido de concorrer, já que os lava-jatos vão se encarregar de condená-lo por qualquer coisa, o campo progressista deveria preparar com urgência um plano B, uma candidatura capaz de unir todos os que desejam ver o Brasil retomar o caminho da democracia. 

Uma missão difícil, mas não impossível. (Carlos Motta)



Greve geral, 28/04

19 de Abril de 2017, 13:13, por Feed RSS do(a) News

Greve geral 28.04.17

Ou paramos o país ou Temer e seus golpistas tucanos acabam com a nossa nação!

Não espere que o outro pare. Pare você e mostre ao teu vizinho, amigo, parente que se não lutarmos contra a Terceirização, Reforma Trabalhista e da Previdência, não teremos como viver e trabalhar, pois os golpistas querem destruir os brasileiros e seus empregos.



Papa não tinha motivo para vir ao Brasil apoiar ‘golpista’

19 de Abril de 2017, 13:01, por Feed RSS do(a) News

Para teólogo, ao recusar convite de Michel Temer para visitar o país, líder mundial da igreja católica é coerente com a opção pelos pobres: “Por causa disso ele não quis visitar a Argentina de Macri”

Por Leonardo Boff – do Rio de Janeiro:

 “O papa não tinha nenhuma razão para vir ao Brasil, apoiar um golpista. Ele é muito coerente com a opção que tem pelos pobres, pelos que sofrem violência e são marginalizados. Por causa disso ele não quis visitar a Argentina de (Mauricio) Macri. Por essa mesma razão ele não quis visitar o Brasil sob Temer.” A declaração é do frei e teólogo Leonardo Boff, sobre a carta enviada pelo papa Francisco ao presidente de facto Michel Temer, recusando o convite para visitar o país para as celebrações dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. 

“Se papa viesse ao Brasil seria legitimar esse estado de coisas, o que ele nunca faria”, diz teólogo

Embora reconheça que a crise que o país enfrenta “não é de simples solução”, Francisco enfatiza. “Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres. Muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis. E superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Para o frei, o papa deixa claro de que lado está. “Ao lado das vítimas, dos que sofrem, coisa que este governo está produzindo”. “Se ele viesse ao Brasil seria legitimar esse estado de coisas, o que ele nunca faria. Ele foi coerente ao não ir à Argentina e não vir ao Brasil. Enquanto houver formas duras. Ditatoriais, eu diria, de governo e de relação com o povo, o papa não dará seu apoio e não visitará essas terras e esses países.”  

Boff lembra que, após a abertura do processo do impeachment, o papa Francisco escreveu uma mensagem à então presidenta Dilma Rousseff. Já afastada, na qual demonstrou apoio. “O papa Francisco mandou uma carta à Dilma enquanto se fazia o julgamento dela. Apoiando-a pessoalmente porque ele a conhece. Eu vi isso, estive com Dilma”, disse Boff à RBA.

Para ele, considerado expoente da Teologia da Libertação e próximo a Francisco. Com atitudes como a recusa a vir ao Brasil governado por Michel Temer. O papa está indiretamente dando um recado aos governos “que fazem políticas superficiais. Que trazem dificuldades e injustiça para os pobres, e reformas que se fazem com alta velocidade e não atendem às necessidades do povo, são antipopulares e anticonstitucionais”.

Dificuldades

Apesar das enormes dificuldades pelas quais passa o país, “não há dificuldade que não possa ser resolvida” – diz Boff. “Já que os partidos estão corrompidos, com um vazio de lideranças, o grande lugar da pressão é a rua e a praça, com manifestações, grupos de discussão onde se discuta que Brasil nós queremos, que coisas principais devemos fazer para incluir a grande maioria que está à margem, superar a chaga da desigualdade, que é uma das piores do mundo”.

Apesar do pessimismo de parte da população brasileira com os ataques a direitos pelo governo e suas reformas, Leonardo Boff afirma acreditar que “esse caos, essa confusão que está havendo, lentamente vai criar uma claridade para ver o caminho que devemos seguir, um outro tipo de sociedade, de governo, que seja voltado para o povo, que realize direitos e não apenas defenda privilégios”. 

 

Leonardo Boff é teólogo, escritor e professor universitário, expoente mundial da Teologia da Libertação.

 

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