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abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | 2 people following this article.
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Protestos dos ‘coletes amarelos’ deixam manifestantes feridos na França

diciembre 8, 2018 20:26, por Feed RSS do(a) News

Esses protestos começaram contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, já cancelado, e se ampliaram contra a perda do poder aquisitivo, com reivindicações pela renúncia do presidente francês, Emmanuel Macron.

Por Redação, com EFE – de Paris

Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas neste sábado nos protestos do movimento dos “coletes amarelos” em Paris, onde as forças da ordem detiveram até agora mais de 600 manifestantes, dos quais a maior parte ficou sob custódia em delegacias.

Protestos dos “coletes amarelos” deixam 30 feridos e 615 detidos em Paris

Um porta-voz da polícia da capital francesa afirmou à agência EFE que, do total de 30 feridos, três são agentes.

Até 15h30 (horário local, 12h30 de Brasília) tinham sido contabilizadas 615 pessoas detidas, das quais 508 seguem sob custódia da polícia, indicou a fonte.

Nesse momento, os principais pontos de confronto entre as forças da ordem e os manifestantes estão em torno da Champs-Élysées, como na avenida Marceau e na rua Courcelles, onde vários carros foram incendiados e foram erguidas barricadas.

Segundo dados divulgados ao meio-dia pelo secretário de Estado de Interior francês, Laurent Núñez, a convocação dos “coletes amarelos” tinha reunido 31 mil pessoas em toda França, 8 mil delas em Paris.

Esses protestos começaram contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, já cancelado, e se ampliaram contra a perda do poder aquisitivo, com reivindicações pela renúncia do presidente francês, Emmanuel Macron.



Bolsonaro e os três filhos multiplicaram a fortuna em tempo recorde

diciembre 8, 2018 20:26, por Feed RSS do(a) News

Aos 63 anos, o líder do clã Bolsonaro declarou um crescimento na fortuna pessoal em uma década, segundo declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na ordem de 168%, a contar de 2006, quando ocupava uma vaga na Câmara Federal. Seu filho Eduardo, hoje deputado, ficou 432% mais rico em apenas quatro anos.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Presidente da República eleito, o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) e seus três filhos, o senador Flávio (PSL-RJ), de 37 anos, o vereador Carlos, 36, e o deputado federal Eduardo, 34, tiveram uma sequência próspera nos últimos anos, a ponto de ampliar os bens em escalas muito acima da evolução patrimonial da quase totalidade dos brasileiros. Uma série de denúncias, nos últimos dias, no entanto, colocam em risco o bordão de campanha usado pela família de políticos fluminenses, de luta contra a corrupção.

BolsonaroO presidente eleito Jair Bolsonaro deve anunciar na próxima semana novos nomes para o ministério

Aos 63 anos, o líder do clã Bolsonaro declarou um crescimento na fortuna pessoal em uma década, segundo declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na ordem de 168%, a contar de 2006, quando ocupava uma vaga na Câmara Federal. Seu filho Eduardo, hoje deputado, ficou 432% mais rico em apenas quatro anos. E Flávio, eleito senador, multiplicou em 55% o seu patrimônio, desde 2010.

Relatório do Coaf

Embora não tenham esclarecido aos eleitores o caminho percorrido para tamanho sucesso, os três, à exceção de Carlos, que chega agora ao primeiro mandato, disseram a jornalistas que aplicaram no mercado imobiliário, com a compra e venda de casas e apartamentos.

Jair Bolsonaro e seus três filhos: Eduardo (E), Flávio e CarlosJair Bolsonaro e seus três filhos: Eduardo (E), Flávio e Carlos

Bolsonaro e seus três filhos declaram a propriedade de 13 imóveis. A preço de mercado de cerca de R$ 15 milhões, a maioria dos imóveis estão situados em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. Apesar de inconsistências entre os valores pagos, efetivamente, e aqueles registrados em cartório, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) levanta dúvidas quanto à origem dos lucros.

Flávio Bolsonaro, quem teve maior crescimento patrimonial nos últimos anos, é citado em relatório do Coaf por seu relacionamento com o sargento PM Fabrício Queiroz, sobre as movimentações financeiras entre contas dele e da filha, Nathalia Melo de Queiroz.

Capital seguro

O ex-assessor é pessoa muito próxima à família Bolsonaro, há mais de 12 anos. Ele é citado no documento do Coaf por movimentar, em um ano, R$ 1,2 milhão, sem renda ou patrimônio compatíveis. Entre as pessoas que receberam recursos de Queiroz também está a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela descontou um cheque de R$ 24 mil que lhe foi destinado pelo motorista do enteado.

Após 36 horas, desde que o escândalo foi divulgado na mídia conservadora, Bolsonaro explica que os recursos depositados na conta da mulher provinham de um empréstimo de R$ 40 mil a Queiroz, pagos em 10 cheque de R$ 4 mil. Nas redes sociais, porém, “ficou pior a emenda do que o soneto”, opinam internautas.

De posse de um capital seguro, Flávio passou a negociar no mercado imobiliário e, ao longo dos últimos 13 anos, obteve ganhos com 19 imóveis. No patrimônio dos Bolsonaro estão incluídos, ainda, carros que vão de R$ 45 mil a R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, no total de cerca de R$ 1,7 milhão, de acordo com a Justiça Eleitoral e cartórios do Estado do Rio.

Casa na Barra

Em seu primeiro mandato, no ano de 1988, Bolsonaro declarou às autoridades somente um Fiat Panorama, uma moto de baixa cilindrada e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior do Estado do Rio. Ao todo, o patrimônio da família não passava de R$ 10 mil, em cifras atualizadas. Nem ele ou qualquer de seus filhos, há 30 anos, têm outra ocupação a não ser o exercícios dos respectivos mandatos.

Com duas ex-mulheres e a atual, destinatária dos R$ 24 mil reais depositados por Queiroz, em sua conta pessoal, Bolsonaro teve, ao todo, cinco filhos, entre eles duas mulheres. Os homens, a exemplo do pai, tiveram um enriquecimento acelerado.

Além de responder às questões levantadas na investigação do Coaf e da Polícia Federal, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), casa de Flávio Bolsonaro até janeiro do ano que vem, a família também precisará responder sobre operações financeiras que resultaram na compra da casa em que Bolsonaro vive, atualmente, na Barra da Tijuca.

Negócio suspeito

Pesam indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo os critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), nos processos em curso na Justiça fluminense. A empresa Comunicativa-2003 Eventos, Promoções e Participações adquiriu a casa em setembro de 2008 por R$ 580 mil. Diretora da empresa, Marta Xavier Maia disse a jornalistas que comprou o imóvel em péssimo estado, reformou-o e vendeu-o para o deputado quatro meses depois, com redução de 31%. Ela esclarece que decidiu ter prejuízo porque precisava dos recursos para adquirir outro imóvel.

O Cofeci, contudo, aponta “sérios indícios” de lavagem de dinheiro na operação na qual há “aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel” e “cujo valor em contrato se mostre divergente da base de cálculo do ITBI”, imposto pago à prefeitura do Rio. Desde 2014, operações do tipo devem ser comunicadas ao Coaf – a unidade que detecta operações irregulares no sistema financeiro.



O enigma dos “coletes amarelos” na França

diciembre 8, 2018 20:26, por Feed RSS do(a) News

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

Em pânico, o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, articula, para este sábado, uma operação policial poucas vezes vista na história do país. Cerca de 89 mil homens estarão nas ruas, fortemente equipados (inclusive como treze blindados). Tentarão evitar que a mobilização dos “coletes amarelos” [gillets jaunes, em francês] cumpra sua promessa de bloquear as rodovias de todo o país e chegar ao Palácio do Eliseu, sede do governo. Deflagrada há três semanas, contra o aumento do preço dos combustíveis, a revolta não parou de crescer, desde então. Mas o que é ela? E por que desafia tanto os ultra-capitalistas, de Macron, quanto a esquerda institucional?

Detestado pelo pseudo-filósofo Olavo de Carvalho, o pensador e militante comunista italiano Antonio Gramsci cunhou certa vez uma frase que ajuda a compreender o fenômeno. Há momentos na História, disse ele, “em que o velho mundo está morrendo, mas o novo tarda em despontar. Nesse claro-escuro, nascem todos os monstros”. Os “coletes amarelos” não são um monstro no sentido popular do termo, mas assombram por desafiar as lógicas políticas tradicionais. São cidadãos comuns, que despertaram sem apoio dos partidos, sindicatos ou outros movimentos. Ramificaram-se rapidamente por toda a França (já começam a surgir versões locais em outros países europeus) e articulam-se com muita eficácia pelas redes sociais.

A ideia que o movimento sustenta surgiu numa petição postada em maio, na plataforma Change. Reuniu 300 mil assinaturas contra a alta do combustível (o diesel, mais popular na França, subiu 23% este ano). Tomou as ruas depois que dois cidadãos postaram, há semanas, um evento no Facebook, convocando a população a bloquear as estradas, em 17 de novembro. Ganhou um símbolo quando uma outra pessoa publicou, no YouTube, um vídeo sugerindo adotar os jalecos fosforecentes, que uma lei de 2008 obrigou os motoristas de veículos de carga a vestir ao volante. Em muito sentidos, o protesto aproxima-se da grande mobilização dos caminhoneiros no Brasil, em 2018.

Porém, não se restringe a uma categoria profissional: espalhou-se pela sociedade. Ao rejeitar a alta dos combustíveis decretada pelo governo, parece aproximar-se da esquerda – ainda mais a partir do final de novembro, quando passou a pedir a renúncia do presidente de direita (A frase “Macron demission” tornou-se seu slogan, pichada até no Arco do Triunfo). Porém, a alta de combustíveis que o movimento rejeita é provocada por uma proposta da esquerda, dos ambientalistas, dos que criticamos a civilização do automóvel. O presidente francês, que apesar de neoliberal flerta com certas críticas contemporâneas ao sistema, adotou os tributos que dissuadem emissões de CO². Ao rejeitá-los, os “coletes amarelos” parecem se aproximar de Donald Trump…

Num artigo que Outras Palavras publicou há alguns dias, o jornalista português Nuno Ramos de Almeida associa o estranho movimento às transformações produtivas e regressões sociais que marcaram o capitalismo nas últimas décadas. A destruição do Estado de Bem-Estar social dissolveu as relações coletivas, o orgulho pela Saúde e Educação públicas. O aumento brutal da desigualdade empobreceu as maiorias – obrigadas a uma vida medíocre –, enquanto os barões das finanças ficaram cada vez mais ricos, insolentes e esbanjadores. . Por isso, o movimento parece ter, além de apoio de mais de 70% dos franceses, a radicalidade da raiva. Não recuou sequer quando o governo Macron suspendeu (e depois anulou!) uma nova alta do preço dos derivados de petróleo, que estava prevista para 1º de janeiro. No entanto, esta raiva reivindica, essencialmente o direito de empreender individualmente (sem ser perturbado pelo Estado e por impostos ambientais) – e o de consumir. Se a paralisia da esquerda se mantiver, é possível que se torne, rapidamente, combustível para uma direita mais primitiva, ao estilo Marinne Le Pen.

O movimento dá razão a Gramsci – o filósofo que tira o sono de Olavo de Carvalho – por duas razões. De fato, há um mundo que se recusa a morrer: o da a aristocracia financeira, dos parasitas que se tornaram totalmente dispensáveis como classe, pois além de não produzirem nada não são essenciais sequer na atividade bancária. Porém, não se retiram; ao contrário, exercem um poder que pesa cada vez mais sobre o conjunto da sociedade. O gráfico abaixo mostra os efeitos da política tributária de Emmanuel Macron, que cortou impostos sobre a riqueza e sobre as grandes corporações – exatamente como pretendem fazer Bolsonaro e Paulo Guedes no Brasil. A curva está dividida em centis de renda. Repare no canto à direita, onde está o 1% mais rico. Sua renda disponível cresceu quase 6%, enquanto a dos mais pobre recuava.



Mas o mundo novo também teima em não nascer. A esquerda tradicional permanece atônita, diante das transformações do sistema. Os movimentos anti-(ou pós-)capitalistas que surgiram nos últimos vinte anos limitam-se, por enquanto, a enunciar valores opostos aos hegemônicos. Hesitam em transformá-los em propostas políticas concretas, capazes de dialogar com as maiorias e mobilizá-las. Por que tarda tanto a articulação de um movimento global pela Renda da Cidadania? Somos capazes de críticas cada vez mais ácidas à ditadura do automóvel. Mas no Brasil, por exemplo, demoramos a propor medidas claras de recuperação da malha ferroviária, ou a instalação vigorosa de redes de trens de superfície que rompam o isolamento das periferias. Condenamos o consumismo – mas não chegamos a construir, em escala ampla, formas não-mercantis de pertencimento social e de preservação da auto-estima (pense, entre muitas outras possibilidades, na difusão de moedas solidárias – inclusive para favorecer a ocupação das multidões desempregadas – ou em aplicativos que ajudem a proteger a população negra da violência policial). À falta destas alternativas, e diante da opressão capitalista, emergem muitas vezes respostas reacionárias ou individualistas.

Por tudo isso, valerá muito acompanhar, neste sábado, a grande mobilização dos “coletes amarelos” franceses contra Emmanuel Macron. Será ainda melhor aproveitar para refletir sobre nossa responsabilidade coletiva na emergência do mundo novo a que se referia Antonio Gramsci.



Amorim: “Alinhamento com Trump é desastre político e tragédia moral”.

diciembre 8, 2018 20:26, por Feed RSS do(a) News

Em artigo publicado na Folha deste sábado, o ex-ministro Celso Amorim, colunista do Nocaute, fala de treze anos de política exterior do Brasil e conclui: “Alinhamento automático com Washington (ou com quem quer que seja) nunca foi boa política. Com Trump, além de um desastre político, será uma tragédia econômica e moral”.Ao longo dos últimos 30 anos após a queda da ditadura – excetuados os dois ou três últimos -, o Brasil se foi firmando como uma potência independente, com papel aglutinador na América Latina e no mundo em desenvolvimento, em particular em relação à África e com peso nas relações internacionais, inclusive junto às grandes potências.

Com a democratização, a estabilização financeira e a eleição de um líder oriundo das camadas mais pobres da população, profundamente engajado com a diminuição da desigualdade social, foram sendo sucessivamente criadas as condições objetivas e subjetivas para o exercício de um papel próprio e afirmativo do nosso país no cenário internacional.

Como ministro de Itamar Franco e embaixador de Fernando Henrique Cardoso, vivenciei alguns dos processos que prepararam o grande salto dado no governo do presidente Lula. No curto período Itamar, institucionalizamos o Mercosul e não permitimos que fosse “engolido” pelo projeto de dominação da Alca.

Como embaixador na ONU no governo FHC, atuei, sem que Brasília objetasse, em favor de uma solução pacífica para a questão do Iraque, buscando introduzir certo grau de racionalidade no sistema de inspeção de armamentos e procurando pôr termo ao regime de sanções que penalizava o povo (e não o governo) iraquiano.
Como embaixador em Genebra e com o apoio do então ministro da Saúde, José Serra, negociei, em nome do Brasil, a Declaração de Doha sobre propriedade intelectual e saúde pública, até hoje um marco de referência na busca de soluções adequadas e acessíveis para enfermidades como a aids, a malária e a tuberculose.
Não há espaço aqui para recapitular as posições e iniciativas tomadas pelo Brasil durante o governo Lula e que levaram o Brasil ao centro do tabuleiro das grandes negociações internacionais. Na Alca, paramos uma negociação injusta, que nos privaria da capacidade de desenvolver políticas sociais e econômicas necessárias ao nosso desenvolvimento.

Na OMC, o Brasil, junto com a Índia, se tornou um ator incontornável na defesa dos interesses dos países em desenvolvimento. Não obtivemos o que queríamos na Rodada de Doha, em virtude da obstinação dos países ricos em manter injustos e nocivos subsídios à agricultura, mas impedimos um acordo que teria tornado ainda mais desequilibradas as regras do comércio internacional.

Na área da paz e segurança, fomos um dos pouquíssimos países de fora da região a serem convidados para a Conferência de Annapolis, nos EUA, que, por algum tempo, pareceu dar uma chance real à paz no Oriente Médio. Juntamente com a Turquia, concluímos com o Irã uma negociação sobre seu programa nuclear, que abriu caminho para o acordo que Obama assinaria alguns anos mais tarde (com mais cinco países) com Teerã.

Tudo isso –em diferentes governos e em distintos graus– só foi possível em razão do respeito que só uma atitude de altivez e independência propicia. Excetuados certos espasmos de curta duração, foi somente no início do governo militar, entre 1964 e 1966, que o Brasil se deixou conduzir pelo alinhamento acrítico com os EUA.

Foi a época das “fronteiras ideológicas”, refutadas de forma explícita no período Geisel/Silveira. É essa política subserviente, que em nada aproveita ao país, que se pretende reeditar agora, justamente no momento em que Washington se isola do mundo, adota atitudes protecionistas no plano econômico e abandona os instrumentos multilaterais que os próprios EUA ajudaram a criar ao final da Segunda Guerra
Alinhamento automático com Washington (ou com quem quer que seja) nunca foi boa política. Com Trump, além de um desastre político, será uma tragédia econômica e moral.

(Celso Amorim é ex-ministro das Relações Exteriores (2003-2010, governo Lula) e da Defesa (2011-2015, governo Dilma).

O post Amorim: “Alinhamento com Trump é desastre político e tragédia moral”. apareceu primeiro em Nocaute.



PSL em chamas: cheques às centenas, Onyx na linha de tiro, troca de insultos em público e Paulo Guedes, “com febre”, desaparece da mídia.

diciembre 8, 2018 20:26, por Feed RSS do(a) News

O governo nem tomou posse e a lama já respinga no vison de suas principais estrelas: COAF de olho no filho e na mulher de Bolsonaro, Paulo Guedes na mira do MP, Lorenzoni enroscado em Caixa 2 e os campeões de votos se insultam nas redes sociais. Começou bem.

Mal formou seu ministério, e a semanas de assumir a Presidência da República, o capitão Jair Bolsonaro já coleciona pepinos de um veterano. Em poucas semanas brotaram por todos os lados problemas que jogaram para segundo plano questões efetivamente relevantes para o novo governo, como a prometida, anunciada e adiada reforma da Previdência. A verdade é que Bolsonaro tem pelo menos quatro pepinos encaroçados para solucionar nos próximos dias:

Pepino nº 1
José Carlos de Queiroz, o ex-assessor/motorista/amigo

Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o assessor Fabrício Queiroz

Nesta quinta-feira (6), foi divulgado um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que indica movimentação financeira atípica de um ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (PSL).

De acordo com reportagem da Folha, Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor parlamentar e policial militar, fez 176 saques em dinheiro de sua conta em 2016. A movimentação financeira chega a R$ 1,2 milhão, valor que inclui saques, transferências e créditos em suas contas, entre outras operações.

Flávio Bolsonaro afirmou que mantém sua confiança no ex-assessor e disse: “O Fabrício conversou comigo. Ele me relatou uma história bastante plausível e me garantiu que não teria nenhuma ilegalidade nas suas movimentações. Assim que ele for chamado ao Ministério Público, vai dar os devidos esclarecimentos”, disse o deputado.

Uma das transações registradas se refere à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, a quem foi destinado um cheque de R$ 24 mil do ex-assessor parlamentar.

Jair Bolsonaro saiu em defesa de sua mulher. Em nota divulgada na internet afirmou: “Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil. Se o Coaf quiser retroagir um pouquinho mais, vai chegar nos R$ 40 mil”.

Bolsonaro justifica o caso dizendo que os recursos foram para a conta de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”: “Essa é a história, nada além disso. Não quero esconder nada, não é nossa intenção.”

O relatório foi produzido no decorrer da Operação Furna da Onça, que levou à prisão dez deputados estaduais do Rio no dia 8 de novembro. Todos os servidores da Alerj tiveram suas contas bancárias esmiuçadas pelo Coaf, a pedido da Polícia Federal. Flávio Bolsonaro não é investigado pela operação.

Pepino nº 2
Paulo Guedes: de super ministro a super problema

Economista Paulo Guedes

No dia 10 de outubro, o Ministério Público Federal (MPF) de Brasília abriu Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para investigar o conselheiro econômico de Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes.

Anunciado e celebrado como super ministro, Guedes é suspeito de cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão ligados a empresas públicas. O MP também apura a emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias.

Entre os fundos de pensão que repassaram valores aos FIPs administrados por Guedes estão a Funcef, da Caixa, Postalis, dos Correios, Previ, do Banco do Brasil e BNDESPar – fundo de investimento do BNDES.

De acordo com o Estadão, a investigação foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam indícios de fraudes nos financiamentos feitos pelos fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes. Segundo os relatórios da Previc, os aportes nos FIPs podem ter gerado ganho excessivo a Guedes.

Pepino nº 3
Onyx Lorenzoni: o líder arrependido e sua Caixa 2

Deputado Onyx Lorenzoni

Indicado por Bolsonaro para comandar a Casa Cívil, Onyx Lorenzoni é investigado por suposto recebimento de caixa 2. Nesta sexta-feira (7), em São Paulo, durante uma coletiva, Onyx afirmou que nunca teve “nada a ver com corrupção”, que ninguém nunca vai vê-lo “envolvido com corrupção” e que não tem medo da “caneta Bic” do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira (3) o ministro da suprema corte, Edson Fachin, autorizou a abertura de um inquérito sobre caixa 2 contra ele. A apuração ocorreu em novembro sob a batuta de Raquel Dodge. Lorenzoni foi citado em delação premiada pelo réu confesso Ricardo Saud, da JBS/Friboi, como recebedor de 200 mil reais, parte desse dinheiro foi utilizado para quitar débitos de sua campanha.

“Agora, com a investigação autônoma, eu vou poder esclarecer isso tranquilamente – denúncia de caixa 2 -, porque eu nunca tive nada a ver com corrupção”, disse o parlamentar gaúcho, responsável pela transição do novo governo.

“A gente não pode querer ser hipócrita de querer misturar um financiamento e o não registro do recebimento de um amigo. Esse erro eu cometi e sou o único que teve coragem de reconhecer”, disse o futuro ministro.

Pepino nº 4
A guerra digital entre a Sonsa, o Truculento e o Infantil

Bancada bolsonarista se engalfinha

Hasselmann, Olímpio e Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro trocou farpas com a deputada eleita Joice Hasselmann nesta quinta-feira (6). Hasselmann chamou o filho do capitão de infantil e de estar liderando uma articulação política “abaixo da linha da miséria”, Eduardo retrucou chamando a jornalista de “sonsa” e de ter “fama de louca”.

As ofensas se deram em um grupo de WhatsApp do PSL que acabaram vindo a público.

Em um evento em São Paulo, Major Olímpio disse que Joice está isolada dentro da sigla “Não há conflito de todos contra um, é só um se adequar”, disse.

No Twitter, Joice Hasselmann retrucou: “Infelizmente @majorolimpio me expõe em público, logo tenho que responder em público. Ele comanda o partido com truculência, aos gritos, com ameadas aos desafetos. Expulsou pessoas, tentou me expulsar, colocou os “seus” nos diretórios e excluiu gente que deu a vida na campanha”.

“Dito isso, aviso a todos que deixo de responder agora as provocações do @majorolimpio. Quando terminou a eleição eu liguei para ele e sugeri que deixássemos as diferenças para trás. Tentei todo esse tempo, mesmo tomando caneladas. Agora tentarei de novo.
Veremos. Assistirei…”.

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Filha de fundador da Huawei é presa a pedido dos EUA

diciembre 7, 2018 9:12, por Feed RSS do(a) News

A chocante prisão de Meng Wanzhou, que também é vice-presidente financeira da Huawei Technologies, lança novas dúvidas sobre a trégua de 90 dias firmada entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Por Redação, com Reuters – de Washington

A filha do fundador da gigante chinesa de tecnologia Huawei foi detida no Canadá e pode ser extraditada para os Estados Unidos, em um forte golpe às esperanças de amenizar as tensões comerciais entre Pequim e Washington e abalando os mercados financeiros globais.

Filha de fundador da Huawei é presa a pedido dos EUA; e trégua comercial com China é ameaçada

A chocante prisão de Meng Wanzhou, que também é vice-presidente financeira da Huawei Technologies, lança novas dúvidas sobre a trégua de 90 dias firmada entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping no sábado, o dia em que ela foi detida.

A prisão está relacionada à violação de sanções norte-americanas, disse uma pessoa com conhecimento do assunto. A Reuters não foi capaz de determinar a natureza precisa das violações.

A prisão e qualquer possível sanção contra a segunda maior fabricante de smartphones do mundo pode ter grandes repercussões na cadeia global de fornecimento de tecnologia. As ações de fornecedoras asiáticas da Huawei, que incluem a Qualcomm e a Intel, caíram nesta quinta-feira.

Meng, uma das vice-presidentes do conselho da companhia e filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei, foi presa no dia 1º de dezembro a pedido de autoridades norte-americanas e deve comparecer a audiência na sexta-feira, afirmou porta-voz do Departamento de Justiça canadense.

Também no dia 1º de dezembro, Trump e Xi jantaram na Argentina durante cúpula do G20.

Fontes disseram à Reuters em abril que autoridades norte-americanas estavam investigando a Huawei, a maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do mundo, desde o final de 2016 por supostamente enviar produtos de origem norte-americana ao Irã e outros países, em violação a leis de exportação e sanções dos EUA.

A Huawei confirmou a prisão em um comunicado e disse que recebeu poucas informações sobre as acusações, acrescentando que “não tem conhecimento de qualquer irregularidade da Sra. Meng”.



Coaf revela que assessor de filho de Bolsonaro movimentou uma fortuna

diciembre 6, 2018 19:40, por Feed RSS do(a) News

Outras transações na conta do assessor de Flavio Bolsonaro, citadas no relatório do Coaf, também envolvem a mulher do presidente eleito, Michelle Bolsonaro. Ela recebeu um cheque de R$ 24 mil, sem qualquer razão aparente.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) vazado para um dos diários conservadores paulistanos, nesta quinta-feira, revela que o militar Fabrício José Carlos de Queiroz, assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) até outubro deste ano, movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, sem qualquer explicação plausível.

Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro recebeu pagamento de mais de R$ 20 mil, sem razão aparenteFutura primeira-dama, Michelle Bolsonaro recebeu pagamento de mais de R$ 20 mil, sem razão aparente

A movimentação ocorreu, segundo o Coaf, quando era assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – filho mais velho de Jair Bolsonaro. Segundo o Conselho, vinculado ao Ministério da Fazenda, as movimentações de Fabrício foram alertadas porque são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

Segundo o relatório, também foram encontradas na conta transações envolvendo grandes somas em dinheiro vivo, embora o ex-assessor exercesse uma atividade cuja “característica é a utilização de outros instrumentos de transferência de recurso”.

Irregularidade

O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal (MPF) à investigação da Operação Furna da Onça, realizada no mês passado e que levou à prisão 10 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Queiroz, que também é policial militar, foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro deste ano, a pedido. Registrado como assessor parlamentar, ele também atuava como motorista e segurança do deputado. O assessor, no entanto, não se afastou do filho de Bolsonaro.

O assessor deixou o gabinete de Flávio Bolsonaro, na Alerj cerca de um mês antes de deflagrada a operação policial, mas se manteve próximo do ex-chefe.

Queiroz fora escolhido para ser um dos assessores lotados no gabinete que o senador eleito terá no Rio, segundo apurou a reportagem. Uma vez deflagrada a irregularidade, no entanto, não foi possível apurar se o convite de Flavio a Queiroz ainda é válido.

O nome do motorista constava da folha de pagamento com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Primeira-dama

Outras transações na conta do assessor de Flavio Bolsonaro, citadas no relatório do Coaf, também envolvem a mulher do presidente eleito, Michelle Bolsonaro. Ela recebeu um cheque de R$ 24 mil, sem qualquer razão aparente. A compensação do cheque em favor da futura primeira-dama aparece na lista sobre valores pagos pelo PM.

O documento do Coaf aponta que “constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”. Entre 2016 e 2017 o Conselho de Controle de Atividades Financeiras também encontrou cerca de R$ 320 mil em saque na conta mantida por Fabrício.

Os técnicos do Conselho também receberam informações sobre transações consideradas pelo órgão como suspeitas após janeiro de 2017. Segundo o Coaf, entre fevereiro e abril do ano passado, o banco comunicou sobre 10 transações “fracionadas” no valor total de R$ 49 mil que poderia configurar uma “possível tentativa de burla aos controles”.

“A conta teria apresentado aparente fracionamento nos saques em espécie, cujos valores estão diluídos abaixo do limite diário. Foi considerado fator essencial para a comunicação pela possibilidade de ocultação de origem/destino dos portadores”, afirma o relatório do Coaf.

Drones

Outro fato que também chamou a atenção dos investigadores foram as transações realizadas entre Queiroz e outros funcionários da Assembleia.  A chefia de gabinete de Flávio Bolsonaro disse a jornalistas que Queiroz trabalhou por mais de 10 anos como segurança e motorista do deputado, “com quem construiu uma relação de amizade e confiança” e que o senador eleito não tem “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor parlamentar.

Flávio Bolsonaro está fora do país. Ele e o governador eleitor do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, viajaram a Israel para conhecer uma fábrica de drones voltados para a segurança. Está semana, Witzel ampliou as intenções de compra para US$ 300 milhões, antes mesmo de um diagnóstico sobre o setor.



Brasil de Bolsonaro recebe prêmio ‘Fóssil do Dia’ na COP24

diciembre 6, 2018 19:40, por Feed RSS do(a) News

O “homenageado” recebe o troféu pela posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que cancelou a realização da COP25 no Brasil, em 2018.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Katowice, Polônia

 

Pela primeira vez na história da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), um país recebeu o tradicional prêmio de “Fóssil do Dia” devido a declarações do seu presidente antes mesmo dele assumir o cargo. A façanha coube ao Brasil, vencedor do irônico troféu dessa quinta-feira, durante a COP24, realizada em Katowice, na Polônia.

Bolsonaro foi escolhido para receber o 'prêmio' Fóssil do Dia por suas declarações quanto ao meio ambienteBolsonaro foi escolhido para receber o ‘prêmio’ Fóssil do Dia por suas declarações quanto ao meio ambiente

O “homenageado” recebe o troféu pela posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que cancelou a realização da COP25 no Brasil, em 2018. Também contou pontos para o país ganhar o prêmio as falas do futuro chanceler Ernesto Araújo, ao dizer que o aquecimento global é uma invenção do “marxismo cultural globalista”.

Durante a Conferência, o prêmio é concedido diariamente para países que se destacam por atrapalhar as negociações para o enfrentamento do aquecimento global e a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.

ONGs ambientalistas

A iniciativa do prêmio “Fóssil do Dia” é da organização Climate Action Network, entidade que reúne mais de mil ONGs ambientalistas de todo o mundo.

— O que aconteceu com você, Brasil? — questionou o apresentador do prêmio.

“O local de nascimento da convenção climática da ONU (a Eco 92, realizada no Rio de Janeiro), uma vez celebrada por seus avanços espetaculares na redução do desmatamento e mitigação do aquecimento global, tornou-se motivo de chacota dos negociadores em Katowice”, afirmaram os organizadores durante a premiação.

Arábia Saudita

Ainda na ‘cerimônia’, o apresentador esclarece que “Bolsonaro cancelou a oferta para sediar a COP 25 no próximo ano porque leu no WhatsApp que o Acordo de Paris é uma ameaça à soberania do Brasil”, disse, vestido com uma roupa de dinossauro.

— Isso parece legítimo — complementou, ironicamente.

Mas o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não foi o único vencedor do prêmio Fóssil do Dia. Ele dividiu a honraria com a Arábia Saudita, país já conhecido pelos ambientalistas por dificultar acordos e estar, neste momento, atuando para atrapalhar as negociações que pretendem aumentar as metas de redução de emissão de gases estabelecidas no Acordo de Paris, em 2015, durante a COP21.



Apesar da crise, preço dos alimentos dispara em todo o país

diciembre 6, 2018 19:40, por Feed RSS do(a) News

De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. Já o leite integral teve queda de preços em 16 capitais.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O preço dos alimentos da cesta básica aumentou em 16 das 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese). As altas mais expressivas foram em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%). Houve queda em Vitória (-2,65%) e Salvador (-0,26%).

A inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongadaA inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongada

A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 471,37), seguida pela de Porto Alegre (R$ 463,09), Rio de Janeiro (R$ 460,24) e Florianópolis (R$ 454,87). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 330,17) e Natal (R$ 332,21). Durante o ano de 2018, todas as capitais acumularam alta, com destaque para Campo Grande (14,89%), Brasília (13,44%) e Fortaleza (12,03%).

De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. Já o leite integral teve queda de preços em 16 capitais.

Cesta básica

Com base nesses valores, o Dieese estimou em R$ 3.959,98 o salário mínimo necessário para a uma família de quatro pessoas no mês de novembro, o equivalente a 4,15 vezes o mínimo atual, de R$ 954. Em outubro, o salário mínimo foi estimado em R$ 3.783,39.

O tempo médio que um trabalhador levou para adquirir os produtos da cesta básica, em novembro, foi de 91 horas e 13 minutos. Em outubro de 2018, ficou em 88 horas e 30 minutos.

Poupança

Não bastasse a falta de liquidez, a poupança também apresenta recuo na crise econômica, em curso. A caderneta de poupança registrou entrada líquida de R$ 684,548 milhões em novembro, pior resultado para o mês desde 2015, divulgou o Banco Central nesta quinta-feira.

No mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 1,950 bilhão no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Na poupança rural, contudo, houve saída de R$ 1,266 bilhão.

No acumulado dos 11 meses do ano, a poupança registrou ingresso líquido de R$ 23,653 bilhões, numa melhora expressiva ante a retirada de 2,246 bilhões de reais no mesmo período de 2017.



A ELITE DO ATRASO - trechos do livro de Jessé Souza

diciembre 6, 2018 19:40, por Feed RSS do(a) News

A ELITE DO ATRASO - trechos do livro de Jessé Souza.

(Livro: A Elite do Atraso: da escravidão à Lava Jato. Um livro que analisa o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Jessé Souza. Editora Casa da Palavra. Rio, 2017.)

 

RACISMO, CULTURALISMO E A TEORIA DA MODERNIZAÇÃO.

A colonização da elite brasileira mais mesquinha sobre toda a população só foi e é ainda posssível pelo uso, contra a própria população indefesa, de um racismo travestido em culturalismo que possibilita a legitimação para todo ataque contra qualquer governo popular.

Todo racismo, inclusive o culturalismo racista dominante no mundo inteiro, precisa escravizar o oprimido no seu espírito e não apenas no seu corpo. Colonizar o espírito e as idéias de alguém é o primeiro passo para controlar seu corpo e seu bolso.

 

No mundo moderno, a dominação de fato tem que ser legitimada cientificamente. Quem atribui prestígio hoje em dia a uma idéia é o prestígio científico, assim como antes era o prestígio religioso ou supostamente divino. É a ciência hoje, mais que a religião, quem decide o que é verdadeiro ou falso no mundo. Por conta disso, toda informação midiática, no jornal ou na TV, procura se legitimar com algum especialista na matéria que esteja sendo discutida. ….é a posse do que é tido como verdadeiro que permite também se apoderar do que é percebido como justo e injusto, honesto ou desonesto, correto ou incorreto, bem ou mal e assim por diante…...Não por acaso, a dominação do culturalismo racista é um efeito da dominação americana a partir do século XX…..o racismo cultural americano vai substituir – com enormes vantagens – o racismo fenotípico ou racial do racismo científico que vigorou no colonialismo europeu…

 

O novo racismo culturalista americano foi implementado como política de Estado e não foi deixado à ação espontânea de ninguém. A teoria da modernização recebeu dinheiro pesado do departamento de Estado americano sob o comando de Harry Truman no pós-guerra, para se tornar paradigma universal. A partir daí, a teoria da modernização americana virou uma espécie de coqueluche mundial. Milhares de trabalhos foram realizados nas duas décadas seguintes… e os EUA viraram modelo universal para o planeta. Todos os outros países eram uma espécie de realização incompleta desse modelo. ….. Mas no Brasil onde a comparação com os EUA foi a obsessão de todos os intelectuais desde o começo do século XIX, a elaboração de nosso culturalismo racista invertido (contra nós mesmos) foi realizada por mãos nativas...a elaboração de teorias racistas que nos rebaixam e humilham foi relativamente independente do movimento internacional…..

 

Assim enquanto na década de 1930, Talcott Parsons dava os primeiros passos em seu engenhoso esquema da teoria da modernização no mundo e construia a imagem dos americanos superiores como objetivos, pragmáticos, antitradicionais, universalistas e produtivos…..no Brasil a sua contraparte “vira-lata”…nossos pensadores mais influentes iriam construir o brasileiro como pré-moderno, tradicional, particularista, afetivo e com uma “tendência irresistível à desonestidade.”…. Gilberto Freyre foi a figura demiúrgica desse período…. Freyre foi o criador do paradigma culturalista brasileiro vigente até hoje dominado pelas falsas idéias da continuidade com Portugal e da emotividade como traço singular dessa cultura. ….Freyre literalmente construiu a versão dominante da identidade nacional em um país que, antes dele, não tinha construído nada realmente eficaz nesse sentido. … Sérgio Buarque de Holanda vai aproveitar todas as idéias de Freyre…. Todo o esforço de Freyre em ver aspectos positivos ou pelo menos ambíguos no que ele via como “legado brasileiro” foi invertido e transformado em unicamente negativo…. Sérgio Buarque constrói a idéia do “homem cordial” como expressão mais acabada do brasileiro…. O culturalismo racista, na versão vira lata de Buarque se torna o porta-voz oficial do liberalismo conservador brasileiro. …. a legitimação perfeita para o tipo de interesse econômico e político da elite econômica que manda no mercado e se tornaria a interpretação dominante da sociedade brasileira até hoje.

 

Sérgio Buarque ao negar Freyre, aceita a vira-latice do brasileiro como lixo da história de bom grado e degrada e distorce a percepção de todo um povo como intrinsecamente inferior. E ainda tira onda de crítico, seguido por cerca de 90% da intelectualidade nacional, por ter supostamente descoberto as razões da fraqueza nacional. O embuste se torna completo por ter também inventado o conceito mais fajuto e mais influente de todo o pensamento social brasileiro , que é a noção de patrimonialismo. O patrimonialismo defende que o Estado no Brasil é um alongamento institucionalizado do homem cordial e tão vira lata quanto ele. Abriga elites que roubam o povo e privatizam o bem público…. Essa noção é um contrabando malfeito da noção weberiana inutilizável no caso brasileiro…..mas esta noção se tornou dominante…. É a própria interpretação dominante dos brasileiros sobre si mesmo, seja na direita seja na esquerda do espectro político. ….os discípulos apenas repetem o paradigma….é a visão da singularidade brasileira a partir do homem cordial, do homem emotivo como negatividade e como potencialmente corrupto, já que dividiria o mundo entre amigos e inimigos e não de modo “impessoal”…. O Estado patrimonialista seria a principal herança do homem cordial e principal problema nacional. ….. está criada a ideologia do vira lata brasileiro, inferior, posto que percebido como afeto e, portanto, como corpo, opondo-se ao espírito do americano e europeu idealizado, como se não houvesse personalismo e relações pessoais fundando todo tipo de privilégio também nos EUA e Europa. …..

 

A emoção nos animalizaria, enquanto o espírito tornaria divinos americanos e europeus.

Como seres divinos os americanos seriam seres especiais que põem a impessoalidade acima de suas preferências, explicando com isso a excelência de sua democracia, assim como sua honestidade e incorruptibilidade. O capital do homem cordial é o capital de relações pessoais, ou aquilo que Roberto DaMatta, discípulo de Sérgio Buarque como quase todos, chamaria mais tarde de “jeitinho brasileiro”, uma suprema bobagem infelizmente naturalizada pela repetição e usada como explicação fácil em todos os botecos de esquina do Brasil. …. Sua explicação nega portanto a origem de toda a desigualdade que separa classes com acesso privilegiado aos capitais econômico e cultural das classes que foram excluídas de todo acesso a esses capitais.

 

Mas Sérgio Buarque cria muito especialmente a “Geni” brasileira….que seria o Estado sempre corrupto. O mercado é divinizado pela mera oposição com o Estado definido como corrupto, e sua corrupção tanto “legal” quanto “ilegal”, tornada invisível. Sérgio Buarque ao localizar a “elite maldita” no Estado, torna literalmente invisível a verdadeira elite de rapina que se encontra no mercado. O Estado se torna o suspeito preferido de todos os malfeitos…..essa idéia favorece os golpes de Estado baseados na corrupção seletiva…. Como acontece até hoje, essa concepção tornou possível fazer do mote da corrupção apenas do Estado o núcleo de uma concepção de mundo que permite a elite mais mesquinha fazer todo um povo de tolo. Todo brasileiro aprende na formação escolar a perceber o Brasil com os pressupostos envenenados desta teoria culturalista e da corrupção só no Estado e assim não perceber os reais problemas brasileiros. É por meio desses “óculos” composto por idéias que se tornam tão óbvias que não mais refletimos sobre elas, que não mais percebemos o mundo que nos rodeia.

 

Restou à mídia apenas o trabalho facilitado de selecionar contra quem seria mobilizado o ataque moralista conservador que nossos intelectuais construíram contra o povo e em benefício de uma ínfima elite….. Sem esse consenso intelectual prévio a mídia não poderia ter sido tão eficaz na sua obra de fraudar sistematicamente a realidade para a legitimação da trama do golpe de 2016.

 

A ESCRAVIDÃO MODERNA….O excluído, majoritariamente negro e mestiço, é estigmatizado como perigoso e inferior e perseguido não mais pelo capitão do mato, mas, sim, pelas viaturas de polícia com licença para matar pobre e preto. E essa continuação da escravidão com outros meios se utilizou e se utiliza da mesma perseguição e da mesma opressão cotidiana e selvagem para quebrar a resistência e a dignidade dos excluídos. O resumo dessa passagem dramática entre as duas formas de escravidão pode ser visto deste modo: como a escravidão exige a tortura física e psíquica cotidiana como único meio de dobrar a resistência do escravo a abdicar da própria vontade, as elites que comandaram esse processo foram as mesmas que abandonaram os seres humilhados e sem auto estima e autoconfiança e os deixaram à própria sorte. Depois, como se não tivessem nada a ver com esse genocídio de classe, buscaram imigrantes com um passado e um ponto de partida muito diferente para contraporem o mérito de um e de outro, aprofundando ainda mais a humilhação e a injustiça. Esse esquema funciona até os dias de hoje, sem qualquer diferença. Esse abandono e essa injustiça flagrante é o real câncer brasileiro e a causa de todos os reais problemas nacionais.

 

O Brasil passou de um mercado de trabalho escravocrata para formalmente livre, mas manteve todas as virtualidades do escravismo na nova situação. Os ex-escravos da “ralé de novos escravos” continuam sendo explorados na sua “tração muscular”, como cavalos aos quais os escravos de ontem e de hoje ainda se assemelham. Os carregadores de lixo das grandes cidades são chamados literalmente, de cavalos. O recurso que as empregadas domésticas usam é, antes de tudo, o corpo, trabalhando horas de pé em funções repetitivas, com a barriga no fogão quente, do mesmo modo que faxineiras, motoboys, cortadores de cana, serventes de pedreiros, etc. Uma classe reduzida ao corpo, que representa o que há de mais baixo na escala valorativa do Ocidente. ….essa mesma classe, do mesmo modo que os escravos, é desumanizada e animalizada. A ralé de novos escravos será não só a classe que todas as outras vão procurar se distinguir e se afastar, mas, também, vão procurar explorar o trabalho farto e barato.

 

NADA DE NOVO EM RELAÇÃO AO PASSADO ESCRAVISTA. Ela permite que todas as classes acima se sintam superiores a ela e possam explorá-la se possível sem limites legais. A reação violenta da classe média à lei das empregadas domésticas, que procura limitar e garantir direitos mínimos, comprova sobejamente o que estamos dizendo. A grande questão econômica, social e política do Brasil é a existência continuada dessa ralé de novos escravos….. A escola republicana igual para todos, conquistada pelos franceses a partir da Revolução Francesa, jamais aconteceu entre nós. Iniciativas como a escola de tempo integral de Brizola, foram destruídas no nascedouro com apoio da mídia elitista, como sempre, com a Rede Globo à frente. A tentativa light petista de melhorar minimamente as condições dessa classe levou ao golpe de 2016 com amplo apoio midiático da classe média e até de setores populares. ….. se um governo existir para redimí-los (a ralé de novos escravos) deve ser derrubado sob qualquer pretexto de ocasião. … pois é necessário continuar a escravidão com outros meios….. é isso que explica o golpe recente no seu conteúdo mais importante e mais assustador. … Por que nossa elite trata a ralé dos novos escravos como sub-humanos com tamanha violência material e simbólica e não os consideram seres humanos ? Essa é a principal herança da escravidão para o Brasil moderno….a naturalização de um ódio tão mesquinho em circunstâncias modernas…..essa é a grande questão brasileira do momento… nenhuma outra se compara a ela em magnitude e urgência.

 

A OPERAÇÃO LAVA-JATO foi desde seu começo uma caça aos petistas e a seu líder maior, como forma de garantir e assegurar a mesma distância social em relação aos pobres que não os torne tão ameaçadores como eles haviam se tornado com Lula. O maior perigo representado pelos pobres foi quando eles começaram a poder entrar para a universidade pública, reduto dos privilegiados da classe média, pois durante a administração do PT aumentou de 3 para 8 milhões o número de matriculados. Se não fosse essa a razão, o que faria os “camisas amarelas” ficarem em casa quietinhos, agora, em meados de 2017, quando a corrupção real mostra sua pior face ? Se fosse a corrupção que indignasse esse povo, o panelaço deveria ser ensurdecedor agora, não concorda, caro leitor ? É a seletividade da corrupção não só apenas no Estado, mas apenas dos partidos de esquerda, que querem diminuir a distância entre as classes sociais, o que verdadeiramente move e comove nossos “camisas amarelas”.

 

PATRIMONIALISMO E ESCRAVIDÃO. A noção de patrimonialismo passa a ser fundamental exatamente por sua imprecisão conceitual. Ela está no lugar da noção de escravidão e serve para tornar invisíveis as relações sociais de humilhação e subordinação criados nesse contexto. ….Somos nós brasileiros, portanto, filhos de um ambiente escravocrata, que cria um tipo de família específica, uma Justiça específica, uma economia específica. Aqui valia tomar a terra dos outros à fôrça para acumular capital, como acontece até hoje, e condenar os mais frágeis ao abandono e à humilhação cotidiana. Isso é herança escravocrata e não portuguesa. O patrimonialismo, percebido como herança portuguesa, substitui a escravidão como núcleo explicativo de nossa formação. Essa é sua função real. Por conta disso, até hoje, reproduzimos padrões de sociabilidade escravagistas, como exclusão social massiva, a violência indiscriminada contra os pobres, chacinas contra pobres indefesos que são comemoradas pela população, etc. O patrimonialismo esconde as reais bases do poder social entre nós…..uma noção do senso comum, uma noção absurda, mas tida como verdade acima de qualquer suspeita – a noção de que a elite poderosa está no Estado, com isso invisibilizando a ação da elite real, que está no mercado. O conceito de patrimonialismo serve para encobrir os interesses organizados no mercado. A real função da noção de patrimonialismo é fazer o povo de tolo e manter a dominação mais tosca e abusiva de um mercado desregulado completamente invisível.

 

A elite do atraso e seu braço midiático fazem parte, portanto, do mesmo esquema de depenar a população em seu benefício. É o que explica a constante necessidade de criar espantalhos para desviar a atenção do público do que lhe é surrupiado e explicar a penúria que seu saque provoca por outras causas. O espantalho da criminalização da política só serve para que a economia dispense a mediação da política e ponha seus lacaios sem voto e que se vangloriam de sua impopularidade vendida como cartão de visitas para a elite do atraso,…. Já o espantalho da criminalização da esquerda e do princípio da igualdade social só serve para que a justa raiva e o ressentimento da população, que sofre sem entender os reais motivos do sofrimento, percam sua expressão política e racional possível.

 

MÍDIA E BOLSONARO. Foi assim que a mídia irresponsável possibilitou e pavimentou o caminho para a violência fascista do ódio cego dos bolsonaros da vida. O ódio fomentado todos os dias ao PT e a Lula produziu, inevitavelmente, Bolsonaro e sua violência em estado puro, agressividade burra e covarde. Agora, uma população pobre e à mercê de demagogos religiosos está minando as poucas bases civilizadas que ainda restam à sociedade brasileira. Essa dívida tem que ser cobrada da mídia que cometeu esse crime. …. A conta do ódio aos pobres foi o empobrecimento de todos. Será que valeu a pena tudo isso para pagar salários de fome às empregadas domésticas e não ver mais pobres nos aeroportos, nos shopping centers e, principalmente, nas universidades ? Afinal, a educação, a saúde e a previdência, agora sucateadas pelo Estado capturado, abrem caminho para que essas áreas se tornem o novo negócio dos bancos…. Será que vale a pena tudo isso para manter os escravos no seu lugar ?

 

Daniel Miranda Soares é economista, ex-professor e mestre pela UFV.