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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 2 people following this article.
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Perdida diante ataque fulminante, direita quase sai no tapa, em público

18 de Junho de 2019, 12:30, por Feed RSS do(a) News

Alvo do astrólogo e guru da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) denunciou a tática ‘olavista’ para a demissão de ministros que desagradam à ala próxima ao núcleo familiar do presidente.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Pressionados por um processo de rápida desintegração do ideário da direita, no país, os integrantes daquela base que elegeu o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se esfacela em brigas públicas, muitas vezes com palavras de baixo calão. Se há uma semana os líderes do governo no Senado e no Congresso chamavam-se, mutuamente, de ‘moleque’, o nível desceu ainda mais, nesta segunda-feira.

O 'filósofo' Olavo de Carvalho partiu para a agressão verbal contra os jornalistas que trabalham para a mídia conservadora brasileiraO ‘filósofo’ Olavo de Carvalho partiu para a agressão verbal contra o deputado Alexandre Frota, supostamente da base de apoio ao governo Bolsonaro

Alvo do astrólogo e guru da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) denunciou a tática ‘olavista’ para a demissão de ministros que desagradam à ala próxima ao núcleo familiar do presidente. A mensagem, no Twitter, ocorreu cerca de 20 minutos depois de o astrólogo afirmar, na mesma rede social, que “o Alexandre Fruta fez carreira no teatro mostrando ‘pinto’ e *. Na atividade parlamentar, para alívio geral, mostra só o *”.

Tristeza

Em resposta, o parlamentar retrucou que, “no Governo não falta Pavão, o método tem sido assim: primeiro é esculachado pelo Olavo, depois que esse rato faz o serviço sujo, entram os miquinhos amestrados nas redes”.

“Bom aí entra o Rei e manda embora de um jeito absurdo. Foi assim Bebiano, Vélez, Cruz, Levy. Sem ideologia”, escreveu Frota. O deputado paulista já não faz parte do núcleo que aplaude, incondicionalmente, as sandices de Bolsonaro. Alguns de seus aliados mais próximos o acusaram de traição e mandaram o deputado, que é vice-líder do PSL, abandonar a legenda e partir para o PT.

Em recente declaração, Frota também afirmou que teria anulado o voto se soubesse da influência de Olavo no governo.

— Se tivessem me falado que eu ao votar no Jair, na verdade estava votando no Olavo teria anulado meu voto. Que tristeza — concluiu.



Destruição da soberania e da ciência no Brasil

18 de Junho de 2019, 12:25, por Feed RSS do(a) News




Neurocientista mundialmente reconhecido, Miguel Nicolelis visita o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na terça-feira (25). Em debate, a destruição da soberania e do futuro dos brasileiros. A atividade ocorre no auditório da entidade, situado na Rua Rego Freitas, 454, sala 83, próximo ao metrô República. Nicolelis contará com a companhia de Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Professor titular da Duke University (EUA), Nicolelis foi considerado um dos 20 maiores cientistas em sua área pela revista Scientific American e pela revista Época. Também foi o primeiro cientista a receber dois prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) no mesmo ano, além de ser o primeiro brasileiro a ter um artigo de capa na revista Science. Na Duke University, atua como pesquisador do Instituto Internacional de Neurociências Edmond & Lilly Safra (IIN-ELS). Nicolelis lidera o consagrado projeto Walk Again - "Andar de novo".
Apesar do eixo "Ciência e Tecnologia", o bate-papo com Nicolelis e Calé deve abranger não somente os ataques ao setor, mas também ao desmonte institucional, a destruição e o entreguismo praticados pelo governo Bolsonaro. A entrada é livre, bastando preencher o formulário abaixo ou através deste link: https://forms.gle/KsBwbcfbnhME5r2v6

Para quem não puder comparecer, haverá transmissão online na página do Barão: www.facebook.com/baraomidia



Se segura, Sérgio Moro, que vem novas revelações por aí, avisa Greenwald

15 de Junho de 2019, 9:47, por Feed RSS do(a) News

Caso admita a integridade do conteúdo divulgado, Moro será alvo de pesadas ações nos tribunais superiores, terá os processos que julgou questionados nos tribunais.

 

Por Redação – de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

 

Premido por um dilema que, uma vez resolvido, tende a colocar um ponto final na carreira, o ex-juiz Sérgio Moro, preso ao cargo de ministro da Justiça, conforme admite, por absoluta falta de opção profissional, admitiu nesta sexta-feira a veracidade ao menos de parte dos vazamentos publicados, até agora, pela agência norte-americana de notícias Intercept Brasil.

Ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, está cada vez mais pressionado por juristas e pela opinião pública a deixar o cargo

Caso admita a integridade do conteúdo divulgado, Moro será alvo de pesadas ações nos tribunais superiores, terá os processos que julgou questionados nos tribunais. E, uma vez considerado réu em qualquer desses processos; não restará outra saída senão a entrega do cargo.

Sem problema

Tudo indica que esta é uma opção de curto prazo. O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que integra o time de jornalista na série de reportagens sobre um possível conluio entre Sérgio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol, à frente da Operação Lava Jato, revelou em entrevista ao programa de Juremir Machado na rádio Guaíba, de Porto Alegre, que as próximas matérias são ainda mais contundentes.

— Quero ver Moro se segurar na cadeira depois das próximas revelações — afirmou, sem antecipar detalhes.

Greenwald responde ao ministro, que o desafiou publicar tudo o que sabe.

— Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema — disse Moro, que adiantou sua disposição de permanecer no cargo.

Vaga no STF

Se for verdade o que o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, sobre a possibilidade “zero” de demitir o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro poderá passar um fim de semana tranquilo.

— Não existe essa possibilidade (de Moro ser demitido), zero — disse Bolsonaro, durante o café da manhã com jornalista, no Palácio do Planalto.

Sem reconhecer a gravidade da situação em que se encontra o subordinado, Bolsonaro chegou a repetir a “possibilidade grande” de Moro ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que apenas complica ainda mais a situação jurídica do ex-juiz, que teria promovido ações combinadas com o Ministério Público para facilitar a campanha política de seu atual superior.

Descuido

Sem o menor constrangimento, Bolsonaro confessa sua completa ignorância quanto à gravidade dos atos supostamente cometidos por Moro e diz que não vê maldade em eventuais conversas entre advogados, policiais e promotores, para cometer crimes de conluio e formação de quadrilha. Segundo Bolsonaro, nos encontros que teve com Moro após o episódio, ele disse não ter falado em demissão, nem o ministro em entregar o cargo.

Pressionado pela opinião pública e pareceres de juristas respeitados nas cortes internacionais, que tiveram acesso aos diálogos vazados, Moro atestou que o conteúdo das conversas dele com Dallagnol, publicadas pela agência, seriam reais. Ele instruiu secretamente os procuradores a preparar material para a condenação contra o ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político há mais de um ano.

— Foi descuido meu — confessa.

Auxílio-moradia

Descuido não. Crime. É o que afirmou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), após a declaração do ministro.

“Foi descuido meu, diz Moro sobre mensagem à Lava Jato com pistas contra Lula’. Descuido não, CRIME”, escreveu a parlamentar, no Twitter.

Em comentário também em uma rede social, o jornalista Fábio Lau, editor do site de notícias Conexão Jornalismo, expõe o que pensa sobre a personagem central do escândalo da Vaza Jato.

“Moro é daqueles homens para quem o dinheiro se sobrepõe a valores como caráter e honestidade. Explico: ele viveu em apartamento próprio em Curitiba e mesmo sabendo que poderia arranhar sua imagem, recebia auxílio-moradia.

‘Banana’

“Chamado para ser ministro, não quis abandonar a magistratura até o fim do ano sob a alegação de que precisava se sustentar. A ética, naquele momento, para ele nada valia. Mas seu conforto, sim.

“Eis que agora, caindo pelas tabelas, se escora em Bolsonaro e afirma que jamais renunciará ao ministério. Motivo: não teria meio de subsistência tendo em vista que, sem registro da OAB, não poderia advogar.

“Este Super Homem é um frouxo, banana, picareta, pilantra e canalha. A redundância é proposital”, conclui.



Carro fura bloqueio e atropela manifestantes em Niterói

15 de Junho de 2019, 9:47, por Feed RSS do(a) News

Um carro atravessou a manifestação em alta velocidade e deixou três pessoas feridas na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Por Redação, com Sputnik – do Rio de Janeiro

Parte da Greve Geral desta sexta-feira, uma manifestação contra a reforma da Previdência no Rio de Janeiro teve 3 manifestantes atropelados durante o ato.

O grupo de manifestantes fechava a avenida Marques do Paraná quando um carro furou o bloqueio

Um carro atravessou a manifestação em alta velocidade e deixou três pessoas feridas na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O grupo de manifestantes fechava a avenida Marques do Paraná quando um carro furou o bloqueio e atropelou manifestantes. Ficaram feridos duas professoras e um estudante,  que foram levados para um hospital sem ferimentos graves.

Segundo informações da Folha de São Paulo, o veículo teve parte de seus vidros quebrados na confusão que se seguiu. O motorista fugiu do local.

Polícia Militar

A Polícia Militar do Rio de Janeiro atacou trabalhadores que participavam da #GreveGeral, nesta sexta-feira . Os manifestantes protestavam no Elevado da Perimetral, na região central da capital fluminense, contra a “reforma da Previdência. Os policiais atiraram bombas de gás lacrimogêneo. Não houve relato de feridos.

A repressão policial também aconteceu em Porto Alegre. De acordo com relatos, cerca de 50 trabalhadores que realizavam piquete nas garagens de ônibus.  Em São Paulo, a polícia militar também reprimiu manifestantes e enquadrou trabalhadores de maneira arbitrária. “É ilegítimo. Uma clara indiscriminação para impedir que as pessoas não se manifestem neste dia de greve. É um assédio”, disse o advogado Pablo, que acompanhou a revista, em entrevista aos Jornalistas Livres.

O Brasil amanheceu com greve geral de 24 horas, convocada pelas centrais sindicais, com o apoio de organizações sociais e estudantis, da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, contra a reforma da Previdência e os retrocessos promovidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).



Francisco apoia estabelecer preço por emissão de carbono para conter aquecimento global

15 de Junho de 2019, 9:47, por Feed RSS do(a) News

Francisco, que fez muitos apelos pela proteção ambiental e se chocou com líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da mudança climática, disse que a crise ecológica “ameaça o próprio futuro da família humana”.

Por Redação, com Reuters – da Cidade do Vaticano

O papa Francisco disse nesta sexta-feira que estabelecer preço para emissões de carbono é “essencial” para conter o aquecimento global – sua declaração mais clara até hoje em apoio à penalização de poluidores, e apelou para que os descrentes da mudança climática ouçam a ciência.

Papa Francisco recebe fieis no Vaticano

Em um discurso a executivos do setor energético feito ao final de uma reunião de dois dias, ele também pediu por reportagens “abertas, transparentes, baseadas na ciência e padronizadas” sobre riscos climáticos e uma “transição energética radical” do carbono para salvar o planeta.

A fixação de preço para emissões de carbono, seja por impostos ou esquemas de troca de emissões, é usada por muitos governos para fazer os consumidores de energia pagarem pelos custos do uso de combustíveis fósseis, que contribuem para o aquecimento global, e para fomentar o investimento na tecnologia de baixo carbono.

O Vaticano não divulgou os nomes dos participantes do encontro a portas fechadas em sua Academia de Ciências, que repetiu outro de 2018, mas fontes da indústria disseram que se acredita que as empresas representadas são as gigantes Eni, Exxon, Total, Repsol, BP, Sinopec, ConocoPhillips, Equinor e Chevron.

Grupo

Um grupo pequeno de manifestantes se reuniu diante de um portão do Vaticano. Um deles exibiu um cartaz dizendo “Queridos CEOs do Petróleo: Pensem em Seus Filhos”.

Francisco, que fez muitos apelos pela proteção ambiental e se chocou com líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da mudança climática, disse que a crise ecológica “ameaça o próprio futuro da família humana”.

Ele criticou implicitamente aqueles que, como Trump, negam que a mudança climática seja causada sobretudo pela atividade humana.

– Durante tempo demais, fracassamos coletivamente em ouvir os frutos das análises científicas, e as previsões apocalípticas não podem mais ser encaradas com ironia ou desdém – disse. O debate sobre mudança climática e transição energética precisam se basear na “melhor pesquisa científica disponível hoje”.

No ano passado, Trump rejeitou projeções de um relatório de seu próprio governo segundo o qual a mudança climática causará danos econômicos sérios à economia dos EUA.

– Diante de uma emergência climática, precisamos agir de acordo, de maneira a evitar perpetrar um ato de injustiça brutal contra os pobres e as gerações futuras – disse o papa.



Dupla barra pesada

15 de Junho de 2019, 9:41, por Feed RSS do(a) News

O fantástico chargista Aroeira define o momento atual do vazamento pelo site The Intercept de toda Lameira patrocinada pela dupla: Sérgio Moro e Delta Dellagnol.

Os dois Chicagos Boys deveriam ser expulsos do país, atuam em favor dos EUA contra nossa soberania. Vender e entregar nosso patrimônio nosso pré-sal.

 

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Troque seu adesivo!

10 de Junho de 2019, 7:32, por Feed RSS do(a) News

The real 171



BC desmente Bolsonaro mas ele insiste em plano de moeda única no Mercosul

7 de Junho de 2019, 17:55, por Feed RSS do(a) News

A notícia, recebida com ceticismo durante visita à Argentina, coloca o ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma nova ‘saia justa’. Segundo Bolsonaro, ele deu “o primeiro passo para um sonho de uma moeda única na região do Mercosul, o peso real”.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Buenos Aires

 

O Banco Central informou em nota, na manhã desta sexta-feira, que não há qualquer projeto nem ao menos estudos em andamento para uma união monetária entre Brasil e Argentina. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro tem afirmado que foram iniciadas negociações nesse sentido entre os governos de ambos os países.

Presidente Jair Bolsonaro fala sobre moeda única no Mercosul, que nem o Banco Central tem ideia do que seja

A notícia, recebida com ceticismo durante visita à Argentina, coloca o ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma nova ‘saia justa’. Segundo Bolsonaro, ele deu “o primeiro passo para um sonho de uma moeda única na região do Mercosul, o peso real”. Às pressas, um porta-voz do Ministério das Finanças da Argentina confirmou negociações nesse sentido.

— Estamos trabalhando nisso no médio a longo prazo — desconversou o porta-voz argentino à agência inglesa de notícias Reuters.

Sem prazo

A proposta, que existe apenas no ideário do presidente brasileiro, poderia incluir Uruguai e Paraguai, outros parceiros do Mercosul, de acordo com a mídia. Algumas horas depois, o BC divulgou nota afirmando que não há projetos nesse sentido.

“Há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos e vulnerabilidades e fortalecimento institucional”, disse a nota.

Ao saber da negativa do BC, Bolsonaro ainda tentou manter a ideia da moeda única. Mas frisou, desta vez, que não existe uma prazo para a implementação do projeto. E que prevê no futuro a criação de uma união monetária para toda América do Sul.

Proposta

Nesta sexta, o presidente chegou a dizer que a moeda única poderia servir como uma trava a ameaça de avanço de pensamentos e “aventuras socialistas” na região.

— Uma nova moeda é como um casamento… mas a gente mais ganha do que perde. Temos muito mais, como num casamento, a ganhar do que perder. Acho que com a moeda única nós estamos dando uma trava nas aventuras socialistas que acontecem em alguns países na América do Sul — disse ele a jornalistas, após participar de uma cerimônia de formação de sargentos da Marinha, na zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo Bolsonaro, “essa proposta existe desde 2011 e o Paulo Guedes mostrou interesse assim como o governo da Argentina em voltar a estudar a questão”. Guedes preferiu não falar sobre o assunto, de imediato.

No Twitter, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a ideia da possível nova moeda: “Será? Vai desvalorizar o real? O dólar valendo R$6,00? Inflação voltando? Espero que não.” Bolsonaro evitou polemizar e preferiu minimizar as críticas.

— Rodrigo Maia ou qualquer um que tenha criticado é um direito — concluiu.



Pesquisa mostra adesão maciça dos caminhoneiros à greve geral

7 de Junho de 2019, 17:55, por Feed RSS do(a) News

A pesquisa sobre a presença dos caminhoneiros na greve geral foi realizada entre os dias 2 e 18 de maio, com 648 motoristas, sendo 6 mulheres.

 

Por Redação, com RBA – de São Paulo

 

Estudo realizado junto aos caminhoneiros, pela Fundação Perseu Abramo (FPA) junto com a Rede Nacional de Pesquisadores Associados (RNPA), mediu o comprometimento da categoria com o movimento de paralisação chamado para dia 14 de junho. De acordo com o levantamento, 70% dos condutores vão aderir à Greve Geral.

No ano passado, a greve dos caminhoneiros, transformada em locaute, paralisou a economia do paísNo ano passado, a greve dos caminhoneiros, transformada em locaute, paralisou a economia do país

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 18 de maio, com 648 motoristas, sendo 6 mulheres. Do total de entrevistas, 49,7% foram com condutores de empresas, 42,6% autônomos, 4,7% cooperativados e 3% empregadores.

Paralisação

Na última terça-feira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que representa 700 mil caminhoneiros associados aos sindicatos filiados à entidade, aprovou a adesão à Greve Geral. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros divulgou, em seu site, uma campanha de consulta à categoria para decidir sobre a adesão, ou não, ao movimento que pretende paralisar o país no dia 14 de junho.

Wanderley Dedeco, uma das lideranças forjadas nos grupos de Whatsapp, aplicativo de conversa online onde se orquestrou a paralisação da categoria, em maio de 2018, criticou a CNTTL e disse que é contrário ao movimento de greve.

— Não haverá paralisação, isso é coisa de gente irresponsável no meio de uma negociação que o governo tem cumprido sua parte, esse anúncio é coisa de pessoas que são contra o crescimento do Brasil e do presidente, mas garanto não haverá paralisação — afirmou Dedeco.

A pesquisa

A FPA também perguntou aos caminhoneiros se eles são a favor de uma nova paralisação da categoria, como aconteceu em maio de 2018. Se declararam contrários 20%. Outros 71% são a favor e 9% não souberam opinar.

Para 34,6% dos caminhoneiros, o governo de Jair Bolsonaro é ótimo ou bom. Outros 33,9% consideram ruim ou péssimo.

Os condutores também responderam sobre os meios que utilizam para se informar a respeito de assuntos do interesse da categoria. O Whatsapp é a plataforma eleita por 35,8% dos motoristas e, para 17,2%, é a TV.

Bancários

Ainda nesta sexta-feira, mais duas categorias decidiram participar da Greve Geral. A decisão foi tomada de forma unânime nas assembleias das categorias, realizadas em Porto Alegre.

Os municipários garantem que serviços urgência, emergência e essenciais terão um número mínimo de servidores trabalhando no dia para atender a população. Nos próximos dias prefeitura será comunicada da decisão e a categoria será convocada para participar das manifestações.

Porém, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) diz que não tem atividades programadas e que seguirá as decisões de centrais sindicais e movimentos sociais.

Aposentadorias

Já por parte dos bancários uma nova reunião está agendada para o dia 13 de junho na qual será definida como será a participação na Greve Geral. Nos próximos dias o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) irá comunicar as instituições financeiras, tanto públicas quanto privadas. Dessa forma eles esperam evitar qualquer punição a quem aderir ao movimento.

A Greve Geral é um protesto contra a reforma da previdência proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, e na região metropolitana já conta com a adesão dos metroviários.

Entre as críticas ao texto enviado à Câmara dos Deputados está o aumento nas idades mínimas para aposentadoria, além da previsão de mudança no sistema que passaria de solidariedade para capitalização.



Fim da ditadura é registrado em documentário: ‘Depois do vendaval’

7 de Junho de 2019, 17:55, por Feed RSS do(a) News

A  série documental Depois do Vendaval de Sérgio Péo, José Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos, será exibido em três episódios neste sábado.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

A  série documental Depois do Vendaval de Sérgio Péo, José Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos, será exibido em três episódios neste sábado às 16h no Rio de Janeiro.

Todos os episódios terão uma introdução onde se situa o golpe militar de 64, o AI-5 em 1968 e o estado de um país oprimido pela ditadura militar. Apesar de tudo o povo brasileiro resistiu.

A  série documental Depois do Vendaval de Sérgio Péo, José Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos

Primeiro episódio

O Movimento Estudantil, depois de consumado o golpe, a primeira providencia dos militares foi desmantelar a base de apoio entre os trabalhadores do governo João Goulart. Intervenções nos sindicatos, prisões de lideranças, imposição de pelegos à frente das associações de classe, utilizando para isto o modelo sindical herdado de Getúlio Vargas.

As fábricas se tornaram infernos, onde os operários não tinham direitos e eram esmagados pelo arrocho salarial. A reação veio da base. A solidariedade entre os trabalhadores nas linhas de produção, os grupos por local de trabalho, as oposições sindicais, o aparecimento de dirigentes sindicais combativos.Tudo isto construiu o levante do ABC, em 1979. A partir daí a greve retornou ao dicionário político brasileiro e símbolos como o Primeiro de Maio foram retomados. Uma avalanche poderosa conquistou a liberdade sindical, o direito de greve, a sindicalização dos funcionários públicos e a organização das centrais sindicais. Para o Brasil, um novo tempo tinha começado.

Segundo Episódio 

O Movimento Operário, depois de 68, a ditadura aumentou a repressão contra o movimento estudantil. A UNE foi colocada na ilegalidade, centros acadêmicos foram fechados, e o decreto 477 suspendia por cinco anos os estudos dos alunos considerados subversivos.

Ainda assim a resistência não se dobrou. Cineclubes e atividades culturais viraram pontos de encontro e discussão, semanas de calouros e grupos de estudos debatiam a realidade brasileira e o papel do estudante. No final dos anos 70, a efervescência nas faculdades já é grande: estudantes reivindicam melhores condições de ensino e liberdades democráticas.

Pouco depois começam a desfiar abertamente o regime. Em todo país são recriados diretórios estudantis, geralmente com o nome de militantes da luta armada, mortos pela ditadura, estabelecendo assim uma ligação entre o passado e o presente da resistência. Daí para a frente os universitários se unem nas ruas na luta aberta contra a ditadura. Apoiam as greves do ABC e participam ativamente da campanha pela Anistia e em 1979, num congresso memorável, refundam a União Nacional dos Estudantes.

Terceiro Episódio                                                                 

“Depois do vendaval”

O Movimento pela Anistia, a prisão foi paradoxalmente um dos maiores centros de resistência contra a ditadura militar. Presos políticos se organizavam nos cárceres, passavam clandestinamente denúncias para o exterior e realizavam greves de fome em defesa da vida e da dignidade.

Do lado de fora, mães, filhas, esposas dos presos começaram a se encontrar para repercutir as denúncias no Brasil e no mundo. Por isto, foram também ameaçadas e perseguidas, mas não desistiram. Foram aos poucos ampliando a rede e no final dos anos 70 já tem força suficiente para lançar o Comité Brasileiro pela Anistia.

O movimento, articulado dentro e fora dos presídios, ganha representatividade, conquistando inclusive o apoio de políticos conservadores, como o senador Teotônio Vilela. A bandeira da Anistia Ampla, Geral e Irrestrita se torna a principal palavra de ordem contra a ditadura.

Dentro das prisões, os presos políticos se unem cada vez mais, como demonstra a tocante solidariedade entre presas e presos políticos, trancafiados em prisões distintas. A histórica greve de fome de 32 dias é um marco da luta democrática do Brasil e foi fundamental para ampliar os limites de uma Anistia que os militares queriam restrita, sem contemplar os combatentes da luta armada.

Mesmo assim, conseguiram impor uma anistia que também contempla os torturadores que jamais foram julgados. Ainda hoje há muito o que ser esclarecido e conhecido pelo povo brasileiro mas a campanha perla Anistia permanece como um marco histórico da luta pela liberdade no Brasil.

Serviço

Depois do vendaval

Data: sábado – 8/6

Hora: 16h

Local: Rua São Clemente, 155, Botafogo

Entrada Franca