Mega operação da Polícia Federal e CGU contra fraude com aposentados afasta presidente do INSSS
Aprile 23, 2025 11:05
(foto divulgação polícia federal)
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (23) a Operação Sem Desconto para combater um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. O cálculo é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Seis servidores públicos foram afastados de suas funções. O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo.
Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumprem 211 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal.
Em nota, a PF informou que as investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Até o momento, as entidades cobraram de aposentados e pensionistas o valor estimado de R$ 6,3 bilhões, no período entre 2019 e 2024”, destacou a corporação. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais. (Com informações de Paula Laboissière – Agência Brasil)
Confraria da Dança recebe inscrições de artistas de Campinas e região para residência artística
Aprile 23, 2025 9:41
(foto: lucas ichimaru/divulgação)
A Confraria da Dança, grupo sediado em Campinas com 28 anos de trajetória dedicados à pesquisa, criação e produção artística, recebe até o dia 29 de abril inscrições para o processo seletivo da residência artística “Criação e Criatura – Animália”.
Ao longo da residência, os artistas selecionados irão explorar a animalidade latente em seus corpos, investigando a essência humana em relação com a natureza. O resultado será apresentado ao público em um espaço cultural de Campinas.
Quatro artistas serão selecionados para integrar o projeto, que inclui remuneração no valor de R$ 3.500,00 para cada artista. Podem participar maiores de 18 anos, moradores na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com experiência em dança, espetáculo ou áreas afins e que queiram mergulhar em um processo de criação coletiva.
O projeto será conduzido por Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues, fundadores da Confraria da Dança, com a participação do convidado João Arruda, violeiro e multi-instrumentista.
“A residência é uma oportunidade para quem deseja experimentar o fazer artístico de forma profunda, conectando o corpo com o que há de mais instintivo na natureza, para dançar sua animalidade resguardada”, destaca Diane Ichimaru. “É um convite à criação compartilhada, que leva a uma transformação real, tanto pessoal quanto coletiva”, acrescenta Marcelo Rodrigues.
A inscrição é gratuita e deve ser feita por meio de formulário, que pode ser acessado on-line pelo link, no site www.confrariadadanca.com.br ou no Instagram.
Processo seletivo
A seleção será realizada em duas etapas. Na primeira, serão avaliadas as respostas do formulário de inscrição. O resultado será divulgado em 4 de maio e até 20 pessoas serão convidadas para a segunda fase, uma vivência coletiva no dia 8 de maio, das 9h às 12h, além de entrevistas agendadas individualmente. O resultado será divulgado em 16 de maio.
A residência será entre os meses de junho, julho e agosto na sede da Confraria da Dança, em Campinas, e terá carga horária total de 72 horas, dividida em 24 encontros de três horas cada.
Quem vai conduzir
Diane Ichimaru – Bailarina, coreógrafa, dramaturga, diretora de cena e artista plástica. Premiada pela APCA em 2009 na categoria criadora-intérprete em dança, iniciou sua carreira profissional em 1983. É bacharel em Dança pelo Instituto de Artes da Unicamp e uma das fundadoras da Confraria da Dança, onde atua desde 1996 em criações autorais, cenografia, figurino, ilustração e criação gráfica.
Marcelo Rodrigues – Bailarino, iluminador e produtor artístico. Também fundador da Confraria da Dança, desenvolve suas pesquisas e criações em dança desde 1996, assinando os desenhos de luz dos espetáculos do grupo e atuando em sua produção artística.
João Arruda – Cantador, violeiro e percussionista, é um trovador dedicado à cultura musical dos povos da América Latina. Atua como arranjador, produtor musical e compositor de trilhas sonoras para espetáculos, filmes e documentários. Tem CDs solo gravados e participa ativamente de projetos que valorizam e recriam a música popular brasileira e latino-americana. (Com informações de divulgação)
Serviço
Inscrições: até 29/4
Resultado seleção 1ª etapa: 4/5
2ª etapa: vivência coletiva em 8/5 das 9h às 12h e agendamento de entrevista individual
Resultado dos selecionados: 16/5
Duração da residência: junho, julho e agosto de 2025
Local: Confraria da Dança
Endereço: Rua Ismael Carlos, 337, Vila Sônia, Campinas-SP
Inscrições: gratuitas pelo formulário, no site www.confrariadadanca.com.br ou no Instagram
CNPEM desenvolve embalagem especial para eletrônicos a partir do bagaço de cana
Aprile 23, 2025 8:03
(imagem cnpem – divulgação)
Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, desenvolveram uma nova embalagem antiestática e sustentável, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de negro de fumo, material produzido pela combustão incompleta de matéria vegetal, como carvão e alcatrão de carvão, ou produtos petrolíferos.
O material promete aumentar a segurança e reduzir danos por descargas eletrostáticas de dispositivos eletrônicos sensíveis, como chips, semicondutores e outros componentes eletrônicos. Com alto valor, estes itens estão presentes em computadores, celulares, TVs e até automóveis.
Chamado de criogel condutivo, o produto, além de garantir segurança, não compromete o meio ambiente. A ideia é a que o criogel condutivo substitua o produto plástico, altamente poluente.
“Nosso objetivo é oferecer uma alternativa sustentável para a indústria de embalagens de produtos eletrônicos sensíveis, substituindo materiais plásticos por opções menos poluentes e de alto desempenho”, explica a coordenadora do estudo, Juliana Bernardes.
A pesquisa do CNPEM que resultou no produto, publicada na revista Advanced Sustainable Systems, foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Além de Juliana, o estudo é assinado pelas pesquisadoras Gabriele Polezi, Elisa Ferreira, e pelo pesquisador Diego Nascimento, todos do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM.
O produto não tem similares no mercado e já teve a patente depositada. O CNPEM buscará, por meio de Assessoria de Inovação, parcerias com empresas dispostas a investir na produção em escala industrial.
Segundo a pesquisadora, o material tem estrutura leve e porosa, com alta resistência mecânica e propriedades que dificultam a propagação de chamas.
“Sua capacidade de conduzir eletricidade pode ser ajustada conforme a necessidade: em baixas concentrações de negro de fumo (1% a 5%), dissipa cargas eletrostáticas lentamente; em concentrações mais altas (acima de 10%), torna-se um condutor eficiente e pode ser usado em aplicações mais avançadas para proteger equipamentos eletrônicos altamente sensíveis”.
De acordo com os pesquisadores, os custos de produção ainda não foram precificados, mas o criogel condutivo traz uma série de vantagens ambientais e competitivas, como a maior resistência ao fogo, versatilidade e o uso de matérias-primas abundantes.
“A celulose, por exemplo, pode ser obtida do bagaço de cana e outros resíduos agroindustriais, como palha de milho e cavacos de eucaliptos. O negro de fumo é usado na produção de pneus e na indústria – chineses e egípcios antigos já usavam o pó preto para pinturas de murais e impressão”. (Flávia Albuquerque – Ag Brasil)
STF torna réus mais 6 acusados da trama golpista da extrema direita bolsonarista
Aprile 22, 2025 14:23
(foto rosinei coutinho – stf)
Segundo escalão da trama golpista
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réus nesta terça-feira (22) os seis denunciados do núcleo 2 da trama golpista.
Fazem parte desse núcleo Filipe Martins (ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro); Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro); Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal); Mário Fernandes (general de Exército); Marília de Alencar (ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça) e Fernando de Sousa Oliveira (ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça), ambos ligados ao ex-ministro Anderson Torres, que já se tornou réu.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles são acusados de organizar ações para “sustentar a tentativa de permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder.
Entre as acusações, estão a elaboração da minuta do golpe, documento para justificar juridicamente a tentativa de golpe de Estado no final do governo Bolsonaro, o monitoramento do ministro do STF Alexandre de Moraes e ações da Polícia Rodoviária Federal para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste durante as eleições de 2022.
Crimes
A PGR apontou que os acusados cometeram cinco crimes contra a democracia:
Organização criminosa armada (3 a 8 anos de prisão);
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos de prisão);
Golpe de Estado (4 a 12 anos);
Dano qualificado pela violência e grave ameaça (seis meses e 3 anos de prisão);
Deterioração de patrimônio tombado (1 a 3 anos).
A pena máxima para as condutas ultrapassa 30 anos de prisão.
Primeira Turma
O caso será julgado pela Primeira Turma do Supremo, colegiado que é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.
Até o momento, somente a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. No mês passado, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus. Faltam mais três denúncias para serem julgadas. (Com informações de André Richiter – Agência Brasil)
STF decide sobre mais 6 acusados da trama golpista de Bolsonaro
Aprile 22, 2025 14:23
(foto rosinei coutinho – stf)
Segundo escalão da trama golpista
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (22) o julgamento que vai decidir se seis denunciados do núcleo 2 da trama golpista se tornarão réus.
Fazem parte desse núcleo Filipe Martins (ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro); Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro); Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal); Mário Fernandes (general de Exército); Marília de Alencar (ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça) e Fernando de Sousa Oliveira (ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça), ambos ligados ao ex-ministro Anderson Torres, que já se tornou réu.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles são acusados de organizar ações para “sustentar a tentativa de permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder.
Entre as acusações, estão a elaboração da minuta do golpe, documento para justificar juridicamente a tentativa de golpe de Estado no final do governo Bolsonaro, o monitoramento do ministro do STF Alexandre de Moraes e ações da Polícia Rodoviária Federal para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste durante as eleições de 2022.
Sessão
A sessão está prevista para começar às 9h30 e deve ter uma pausa para o almoço. Às 14h, o julgamento recomeça. A turma também programou uma sessão na manhã de quarta-feira (23) para finalizar a análise do caso.
Se a denúncia for aceita pela maioria dos ministros, os acusados se tornarão réus e vão responder a uma ação penal, que vai terminar com a absolvição ou condenação.
Crimes
A PGR apontou que os acusados cometeram cinco crimes contra a democracia:
Organização criminosa armada (3 a 8 anos de prisão);
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos de prisão);
Golpe de Estado (4 a 12 anos);
Dano qualificado pela violência e grave ameaça (seis meses e 3 anos de prisão);
Deterioração de patrimônio tombado (1 a 3 anos).
A pena máxima para as condutas ultrapassa 30 anos de prisão.
Primeira Turma
O caso será julgado pela Primeira Turma do Supremo, colegiado que é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.
Até o momento, somente a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. No mês passado, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus. Faltam mais três denúncias para serem julgadas. (André Richiter – Agência Brasil)




