Wagner Romão lança livros sobre democracia e políticas públicas com convidados
19 de Abril de 2025, 8:40
(imagem divulgação)
A ADunicamp sediará o lançamento dos livros “Participação e Políticas Públicas no Brasil” e “Democracia versus Neoliberalismo” do autor e organizador professor Wagner Romão (IFCH/Unicamp), que também é vereador em Campinas.
O lançamento ocorrerá no dia 22 de abril a partir das 17h30 no auditório da entidade. Após o lançamento haverá uma roda de conversa com o professor e com os convidados Andréia Galvão, Gastão Wagner de Souza, Mariliane Teixeira e Suzana Durão. O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade. (Da Adunicamp)
| Serviço |
Lançamento dos livros “Participação e Políticas Públicas no Brasil” e “Democracia versus Neoliberalismo”
Data: 22 de abril
Horário: 17h30
Local: Auditório da ADunicamp (Av. Érico Veríssimo, 1479. Cidade Universitária, Campinas)
Entrada gratuita, aberta a toda a comunidade
Abelha na produção de arroz de agricultores familiares aumenta produtividade em 50%
18 de Abril de 2025, 14:19
(foto mariella uzeda – embrapa – divulgação)
Experimentos realizados com plantações da variedade arroz anã, obtida e cultivada por agricultores familiares no centro-norte do Estado do Rio de Janeiro, mostraram que as abelhas desempenham uma forte influência na produtividade dos cultivos (número e peso dos grãos). Resultados preliminares indicam que a polinização desses insetos é determinante na produção, respondendo por 50% da quantidade de grãos e 56% do peso da produção.
Para se chegar a esses resultados foram feitos experimentos de exclusão das abelhas em sete áreas de produção do arroz anã na região, o que representa quase um terço do total de propriedades rurais que cultivam o produto. Os dados foram obtidos comparando a produção de plantas que ficaram expostas à ação das abelhas com plantas cuja panícula foi protegida da aproximação dos insetos.
O trabalho se deu no âmbito da pesquisa que subsidia a obtenção de indicação geográfica (IG) por denominação de origem (DO) do arroz de Porto Marinho, comunidade do município fluminense de Cantagalo, produzido por uma planta anã (mais informações no quadro no fim da matéria). O estudo é de um grupo de pesquisadores da Embrapa, em parceria com várias instituições.
Além da Embrapa e da própria comunidade local, atuam na pesquisa o Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae-RJ), o Instituto Inovates e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj).
A variedade do arroz anã é cultivado há décadas em Porto Marinho e tem consistência e sabor únicos. Proveniente de agricultura familiar, é cultivado às margens do Rio Paraíba do Sul, sem utilização de pesticidas ou adubos químicos e tem atraído chefes renomados, inclusive do exterior, para conhecer o produto. O arroz anã tem formato semelhante ao arroz japonês, mas apresenta grãos ligeiramente menores. O produto é adaptável a receitas doces e salgadas e tem potencial para usos funcionais como em farinha de arroz sem glúten
De acordo com a pesquisadora Mariella Uzêda, as abelhas podem estar relacionadas a algum atributo específico do buquê do arroz anã, e isso será verificado em uma próxima etapa da pesquisa que subsidia a obtenção da IG. “É fato que elas estão sendo responsáveis por grande parcela da produção efetiva da cultura. Então, o nexo causal entre elas e a geografia se dá em função da baixa efetividade do vento no processo de fecundação. Do ponto de vista da indicação geográfica, a gente já tem um vínculo fortíssimo, que é a limitação de vento relacionada à produção. Agora vamos tentar associar as abelhas às características das flores de arroz, bem como a seu buquê”, informa. (Com informações da Embrapa e Agência Brasil)
A chave para alcançar os objetivos do desenvolvimento sustentável
18 de Abril de 2025, 14:02
(foto anna tarazevich -pxl)
.Por Roberto Ravagnani.
O mundo enfrenta desafios complexos – das mudanças climáticas à erradicação da pobreza, passando pela promoção da igualdade de gênero e acesso à educação de qualidade. Esses desafios são o coração dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, um ambicioso plano global a ser alcançado até 2030. No entanto, para que essas metas deixem de ser apenas palavras e se tornem realidade, é indispensável o engajamento de todos. É aqui que o voluntariado se apresenta como um poderoso aliado.
O voluntariado é muito mais do que doar tempo ou esforço – é uma expressão prática de cidadania ativa. Cada pessoa que se oferece para ensinar em comunidades carentes, apoiar ações ambientais ou promover a igualdade de oportunidades, está contribuindo diretamente para os pilares dos ODS.
Por exemplo, voluntários em ações de reflorestamento ajudam a alcançar o ODS 13, relacionado à ação climática, e o ODS 15, que aborda a vida terrestre. Iniciativas de apoio educacional, por sua vez, impulsionam o ODS 4, promovendo educação de qualidade para todos. Já projetos voltados para a equidade de gênero (ODS 5) e redução das desigualdades (ODS 10) têm no voluntariado um motor para criar mudanças sociais efetivas.
Além disso, o voluntariado não só beneficia as comunidades atendidas, mas também transforma os próprios voluntários. Eles desenvolvem empatia, habilidades práticas e um senso de pertencimento global – valores essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
Em um mundo onde os desafios ultrapassam fronteiras, o voluntariado nos lembra do poder do coletivo. Cada pequeno gesto, cada hora dedicada e cada iniciativa organizada somam forças na direção de um objetivo comum: um planeta mais próspero, igualitário e sustentável.
Atingir as metas dos ODS exige políticas públicas eficazes, inovação e financiamento, mas nenhum esforço será suficiente sem a participação ativa da sociedade. O voluntariado é, portanto, mais que um complemento – é uma força indispensável para transformar sonhos em ações concretas. Que sejamos parte dessa jornada global para um futuro melhor.
E você, já pensou em como pode contribuir? Um gesto seu pode fazer toda a diferença.
Ameaça a Glauber Braga é resposta da direita às denúncias contra a corrupção do ‘orçamento secreto’
18 de Abril de 2025, 10:22
(foto reprodução – vídeo – redes sociais)
A ameaça a Glauber Braga é sintoma de um Poder suicida
“Se eu aceito ser derrotado pelo poder da grana, isso representará um estímulo pra perseguirem outras lideranças e mandatos populares espalhados pelo país. Por isso, resisto!”
— Glauber Braga
.Por Roberto Amaral.
A ainda possível cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) é ameaça extremamente grave. Grave em absoluto, como violação de direito, e grave pela especificidade, pois na conduta do parlamentar fluminense nada se perfila como violação do decoro de uma casa, em contraste, abastardada, seja pela sequência interminável de escândalos, seja pela chantagem deslavada que é a marca de sua relação com o Poder Executivo.
O esforço concentrado da direita com vistas à cassação, já aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, de pronto atende à política rasteira que, domina a vida nacional — política de horizonte medíocre, cevada no tráfico de influência que rebaixa a dignidade do mandato eletivo de um modo geral, mas que, de forma ainda muito mais grave, enxovalha o mandato parlamentar.
É a resposta do atraso às denúncias de Glauber Braga contra a corrupção desavergonhada do “orçamento secreto” (afinal derrubado pelo STF) e da criminosa manipulação dos recursos públicos mediante as chamadas emendas parlamentares, que beiram uma sangria de recursos na casa dos R$ 57 bilhões destinados a obras que ora não começam, ora não são concluídas — recursos que, no entanto, sempre são consumidos.
Farra dos recursos da União, do contribuinte, a qual, à margem do controle político-judicial, assegura o mandonismo dos potentados locais e a renovação dos mandatos de seus delegados e procuradores na Câmara dos Deputados. É uma troca de favores remunerados pelo bem público que lembra a traficância: o prefeito elege o deputado, que retribui com a dotação de verbas federais que, por sua vez, levarão o alcaide a reeleger-se.
É a roda da política que está na raiz do escândalo das opacas emendas parlamentares, assim como são administradas, majoritariamente na contramão do interesse público e atendendo a projetos qe seus autores não podem confessar.
Se o objetivo da trama fascista fosse tão só a cassação do mandato do deputado — e já não se trataria de pouca coisa —, a jogada já seria uma ignominiosa vindita de uma súcia flagrada com a mão na botija. Mas essa vingança, ainda em marcha, não encerra a história toda, pois igualmente se abate contra Glauber a mão pesada do consórcio fascismo-neoliberalismo que, ceifando-o da vida política, como pretende, dará grave aviso à esquerda como um todo. Assim, o poder real da instituição ditará os limites dentro dos quais é consentida a atuação parlamentar desapartada dos interesses dominantes. Neste caso, a punição, dirigindo-se aparentemente a um parlamentar — alvo para ser tomado como exemplo do que deve ser evitado —, na verdade terminará por ameaçar todos os parlamentares.
O pau que bate em Chico bate também em Francisco.
Para além de Glauber, contudo, e (simbolizado por ele), do amplo campo da esquerda, a grande vítima, ao fim e ao cabo, será a própria democracia representativa, cuja sobrevivência é incompatível com a autoflagelação moral do Poder Legislativo.
Com isto não se importam os neofascistas e não parece se importar a direita como um todo, mas deveriam estar preocupados os democratas. Aos democratas de hoje, muitos se deixando embriagar pelos arreganhos da direita, lembramos que a quebra da ordem democrática de 1946, por muitos defendida nos idos de 1964, terminou por ceifar a todos, sem olhos para enxergar direita, centro e esquerda.
A cassação de Glauber Braga, se a sociedade brasileira não a impedir, será registrada como um harakiri sem honra, anunciador do réquiem da democracia que nosso povo vem tentando construir e conservar, já desiludido de aprofundá-la, desde quando viu apeada do poder, por fadiga, a ditadura de 1º de abril de 1964, que se abateu contra nosso povo, constrangendo a história, quando mais supúnhamos estar construindo uma sociedade política e socialmente avançada.
Agora sabemos que a democracia é espécime em risco, pois sobre seu futuro se abate o avanço da onda fascista, totalitária por essência, que se espalha pelo mundo como rastilho de pólvora, agora com o estímulo político, militar e financeiro do trumpismo — ameaça que já é fato em nosso subcontinente. Dessa ameaça já conhecemos seus objetivos e seus métodos com a trágica experiência bolsonarista, a peçonha que saltou do ovo e ainda não foi esmagada. (com a colaboração de Pedro Amaral)
Ameaça a Glauber Braga é resposta da direita às denúncias contra a corrupção ‘orçamento secreto’
18 de Abril de 2025, 10:22
(foto reprodução – vídeo – redes sociais)
A ameaça a Glauber Braga é sintoma de um Poder suicida
“Se eu aceito ser derrotado pelo poder da grana, isso representará um estímulo pra perseguirem outras lideranças e mandatos populares espalhados pelo país. Por isso, resisto!”
— Glauber Braga
.Por Roberto Amaral.
A ainda possível cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) é ameaça extremamente grave. Grave em absoluto, como violação de direito, e grave pela especificidade, pois na conduta do parlamentar fluminense nada se perfila como violação do decoro de uma casa, em contraste, abastardada, seja pela sequência interminável de escândalos, seja pela chantagem deslavada que é a marca de sua relação com o Poder Executivo.
O esforço concentrado da direita com vistas à cassação, já aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, de pronto atende à política rasteira que, domina a vida nacional — política de horizonte medíocre, cevada no tráfico de influência que rebaixa a dignidade do mandato eletivo de um modo geral, mas que, de forma ainda muito mais grave, enxovalha o mandato parlamentar.
É a resposta do atraso às denúncias de Glauber Braga contra a corrupção desavergonhada do “orçamento secreto” (afinal derrubado pelo STF) e da criminosa manipulação dos recursos públicos mediante as chamadas emendas parlamentares, que beiram uma sangria de recursos na casa dos R$ 57 bilhões destinados a obras que ora não começam, ora não são concluídas — recursos que, no entanto, sempre são consumidos.
Farra dos recursos da União, do contribuinte, a qual, à margem do controle político-judicial, assegura o mandonismo dos potentados locais e a renovação dos mandatos de seus delegados e procuradores na Câmara dos Deputados. É uma troca de favores remunerados pelo bem público que lembra a traficância: o prefeito elege o deputado, que retribui com a dotação de verbas federais que, por sua vez, levarão o alcaide a reeleger-se.
É a roda da política que está na raiz do escândalo das opacas emendas parlamentares, assim como são administradas, majoritariamente na contramão do interesse público e atendendo a projetos qe seus autores não podem confessar.
Se o objetivo da trama fascista fosse tão só a cassação do mandato do deputado — e já não se trataria de pouca coisa —, a jogada já seria uma ignominiosa vindita de uma súcia flagrada com a mão na botija. Mas essa vingança, ainda em marcha, não encerra a história toda, pois igualmente se abate contra Glauber a mão pesada do consórcio fascismo-neoliberalismo que, ceifando-o da vida política, como pretende, dará grave aviso à esquerda como um todo. Assim, o poder real da instituição ditará os limites dentro dos quais é consentida a atuação parlamentar desapartada dos interesses dominantes. Neste caso, a punição, dirigindo-se aparentemente a um parlamentar — alvo para ser tomado como exemplo do que deve ser evitado —, na verdade terminará por ameaçar todos os parlamentares.
O pau que bate em Chico bate também em Francisco.
Para além de Glauber, contudo, e (simbolizado por ele), do amplo campo da esquerda, a grande vítima, ao fim e ao cabo, será a própria democracia representativa, cuja sobrevivência é incompatível com a autoflagelação moral do Poder Legislativo.
Com isto não se importam os neofascistas e não parece se importar a direita como um todo, mas deveriam estar preocupados os democratas. Aos democratas de hoje, muitos se deixando embriagar pelos arreganhos da direita, lembramos que a quebra da ordem democrática de 1946, por muitos defendida nos idos de 1964, terminou por ceifar a todos, sem olhos para enxergar direita, centro e esquerda.
A cassação de Glauber Braga, se a sociedade brasileira não a impedir, será registrada como um harakiri sem honra, anunciador do réquiem da democracia que nosso povo vem tentando construir e conservar, já desiludido de aprofundá-la, desde quando viu apeada do poder, por fadiga, a ditadura de 1º de abril de 1964, que se abateu contra nosso povo, constrangendo a história, quando mais supúnhamos estar construindo uma sociedade política e socialmente avançada.
Agora sabemos que a democracia é espécime em risco, pois sobre seu futuro se abate o avanço da onda fascista, totalitária por essência, que se espalha pelo mundo como rastilho de pólvora, agora com o estímulo político, militar e financeiro do trumpismo — ameaça que já é fato em nosso subcontinente. Dessa ameaça já conhecemos seus objetivos e seus métodos com a trágica experiência bolsonarista, a peçonha que saltou do ovo e ainda não foi esmagada. (com a colaboração de Pedro Amaral)






