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Carta Campinas

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февраля 13, 2017 17:35 , by Blogoosfero - | No one following this article yet.

A falta de reconhecimento da Economia do Cuidado gera uma cadeia de desigualdades

апреля 14, 2025 9:14, by Carta CampinasLuiza Nassif Pires (foto de vídeo – reprodução)

Enquanto governos discutem cortes e ajustes, um dos pilares mais fundamentais para o funcionamento da sociedade segue desvalorizado e fora do centro das políticas públicas: o cuidado.

Neste episódio do Conexão ADunicamp entrevistamos a professora Luiza Nassif Pires, docente do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu e co-diretora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), sediado na USP.

A professora analisa o papel da Economia do Cuidado como engrenagem invisível do bem-estar coletivo, essencial para o desenvolvimento de qualquer país, sobretudo os da América Latina e a escassez de investimentos em políticas públicas com as estruturas de cuidado, historicamente sustentadas por mulheres, em especial as mulheres negras e das periferias. Segundo ela, a falta de reconhecimento e financiamento adequado gera uma cadeia de desigualdades que se perpetua por gerações.

A entrevista também discute como a política fiscal pode ser uma ferramenta poderosa para transformar a realidade, e a necessidade de incluir o cuidado como eixo central do orçamento público. Para ela, tributar de forma mais justa e direcionar investimentos para redes públicas de cuidado não é apenas uma questão econômica, mas uma escolha política com potencial de enfrentar desigualdades históricas e promover justiça social. (Da ADunicamp)



O voluntariado brasileiro em debate: altruísmo ou interesse velado?

апреля 13, 2025 19:36, by Carta Campinas(foto marta branco – pxl)

Por Roberto Ravagnani

O voluntariado no Brasil sempre teve destaque, em alguns momentos mais outros menos, com milhões de pessoas dedicando tempo e energia a causas sociais, ambientais e humanitárias. De acordo com o IBGE (2022), cerca de 7% da população brasileira já se envolveu em alguma atividade voluntária. No entanto, por trás do ideal de solidariedade, um debate polêmico tem emergido: até que ponto o voluntariado é genuinamente altruísta, ou seria, em muitos casos, uma ferramenta de autopromoção, interesse econômico ou até mesmo exploração?

De um lado, defensores do voluntariado, eu sou um deles, mas não sou cego de paixão, destacam seu papel essencial na construção de uma sociedade mais empática. Em um país marcado por desigualdades históricas, como o Brasil, iniciativas voluntárias têm suprido lacunas deixadas pelo poder público, seja na educação, na saúde ou no combate à pobreza. Projetos como os mutirões de construção de casas em comunidades carentes ou a distribuição de alimentos durante a pandemia são exemplos frequentemente citados como prova do impacto positivo dessa prática.

Por outro lado, críticas crescentes apontam para os “lados sombrios” do voluntariado. Há quem questione a real intenção de algumas organizações e indivíduos. ONGs que cobram altas taxas de participação em programas voluntários, especialmente aqueles voltados para estrangeiros — o chamado “volunturismo”, têm sido acusadas de lucrar às custas de populações vulneráveis, oferecendo uma experiência superficial em troca de currículos mais atraentes. Além disso, empresas e figuras públicas que utilizam o voluntariado como marketing pessoal ou corporativo levantam suspeitas sobre a autenticidade de suas ações.

Outro ponto de tensão é a precarização do trabalho. Especialistas alertam que, em alguns setores, o voluntariado pode ser uma forma de substituir mão de obra remunerada, especialmente em tempos de crise econômica. O voluntário não pode ser uma solução para a falta de políticas públicas ou de contratações dignas, mas pode ser um auxílio. A dependência exclusiva do trabalho voluntário pode mascarar problemas estruturais, adiando soluções efetivas.

Diante desse cenário, o voluntariado brasileiro se encontra em uma encruzilhada. Se por um lado ele reflete o melhor da solidariedade humana, por outro expõe contradições que desafiam suas intenções. A sociedade, agora, é chamada a refletir: como garantir que o ato de ajudar não se torne um fim em si mesmo, mas um meio para transformações reais e duradouras? O debate está sempre aberto, e pode ser a grande saída para estes questionamentos, a aproximação de empresas, organizações sociais, voluntários e governo, para uma troca saudável, sem imposições ruidosas, sem o partidarismo político que permeia e atrasa nossas organizações. Esta é uma das respostas, com certeza existem outras que devemos tentar.



Guerra comercial de Trump é baseada em teoria de um economista que não existe!

апреля 13, 2025 11:36, by Carta Campinas(foto de vídeo – reprodução)

Uma história fantástica e inacreditável está por trás da guerra tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump. A apresentadora de TV dos EUA, Rachel Anne Maddow, que apresenta o The Rachel Maddow Show, um programa de televisão semanal na MSNBC, e atua como co-âncora de eventos especiais da rede televisão a cabo, expôs uma história fictícia por trás da tragédia econômica do governo Trump. Ela relata que a política tarifária de Trump, que provocou milhões em perdas econômicas, foi definida por um especialista que simplesmente não existe. Sim, o economista por trás da guerra comercial estabelecida por Trump é fake.

Rachel Maddow expôs a extensão dos danos que Donald Trump causou à economia mundial e lembrou os espectadores de onde surgiu a esdrúxula ideia de impor tarifas que transformou Donald Trump em um desastre econômico global. Ela conta que, na primeira eleição, Trump não tinha um conselheiro em economia e pediu para seu cunhado conseguir uma indicação. Ele viu um livro na internet chamado “Death by China” (“Morte pela China”), de Peter Navarro, em que argumenta que Pequim violava o princípio do comércio ao subsidiar ilegalmente suas exportações e manipular sua moeda.

Ela lembra que Peter Navarro, professor na Universidade da Califórnia em Irvine, citava um especialista chamado Ron Vara em “seus livros malucos”. Mas Ron Vara é um anagrama do nome Navarro. É um economista que foi inventado, não existe, e foi citado como o especialista na guerra comercial. “O global desastre econômico atual é o grande cérebro de Donald Trump”, diz Maddow.

Veja abaixo o comentário a partir dos 7 minutos no vídeo do youtube.

Loucura econômica:



Guerra tarifária de Trump é baseada em teoria de um economista que não existe!

апреля 13, 2025 11:36, by Carta Campinas(foto de vídeo – reprodução)

Uma história fantástica e inacreditável está por trás da guerra tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump. A apresentadora de TV dos EUA, Rachel Anne Maddow, que apresenta o The Rachel Maddow Show, um programa de televisão semanal na MSNBC, e atua como co-âncora de eventos especiais da rede televisão a cabo, expôs uma história fictícia por trás da tragédia econômica do governo Trump. Ela relata que a política tarifária de Trump, que provocou milhões em perdas econômicas, foi definida por um especialista que simplesmente não existe. Sim, o economista por trás da guerra comercial estabelecida por Trump é fake.

Rachel Maddow expôs a extensão dos danos que Donald Trump causou à economia mundial e lembrou os espectadores de onde surgiu a esdrúxula ideia de impor tarifas que transformou Donald Trump em um desastre econômico global. Ela conta que, na primeira eleição, Trump não tinha um conselheiro em economia e pediu para seu cunhado conseguir uma indicação. Ele viu um livro na internet chamado “Death by China” (“Morte pela China”), de Peter Navarro, em que argumenta que Pequim violava o princípio do comércio ao subsidiar ilegalmente suas exportações e manipular sua moeda.

Ela lembra que Peter Navarro, professor na Universidade da Califórnia em Irvine, citava um especialista chamado Ron Vara em “seus livros malucos”. Mas Ron Vara é um anagrama do nome Navarro. É um economista que foi inventado, não existe, e foi citado como o especialista na guerra comercial. “O global desastre econômico atual é o grande cérebro de Donald Trump”, diz Maddow.

Veja abaixo o comentário a partir dos 7 minutos no vídeo do youtube.

Loucura econômica:



As contingências roubaram o ardor revolucionário e o oportunismo nos imobiliza

апреля 12, 2025 9:18, by Carta Campinas(foto paulo pinto – ag brasil)

É preciso sair do imobilismo

.Por Roberto Amaral.

Estamos a 61 anos do golpe de 1º de abril de 1964, e a 40 anos do fim da ditadura. Mesmo após a reconstitucionalização, o regime castrense sobreviveu como bedel do país democratizado. Graças a um pacto transacionado nos salões de Brasília, imunes aos sons do povo nas ruas, elegemos Tancredo Neves para dar posse a José Sarney, o último grande líder civil do partido da ditadura. Assim, ingressamos na frustrada “Nova República” e chegamos à Constituinte de 1988, condicionada pela concordata com os militares — acordo que compreendia veto à Constituinte ordinária (que nos permitiria passar o país a limpo), veto à revisão da anistia capenga (que só beneficiava os criminosos), veto ao julgamento dos crimes da caserna e, cereja do bolo, o infame art. 142, ditado pelo general Pires Gonçalves, estafeta designado pela caserna para vigiar os trabalhos dos parlamentares. Foi assim que nasceu a “Constituição Cidadã” do dr. Ulysses, um belo projeto que vem sendo continuadamente desconstituído, dilapidado — seja pelo neoliberalismo voraz, seja pela direita em seu largo espectro.

Há sempre um ponto de partida, por óbvio, para a análise do processo histórico, e o nosso é o mantra da conciliação — pai e mãe da impunidade, pai e mãe de todos os golpes intentados e perpetrados contra a democracia. Otávio Mangabeira, falando nos tempos em que os liberais tinham o que dizer, comparava a democracia a uma “planta tenra que precisa ser regada todos os dias para que não morra”, porque entre nós — ontem como hoje — ela é ameaçada por um reacionarismo larvar, antissocial e antinacional, fundamentalmente autoritário, velho como a Sé de Braga, porque nos persegue desde sempre e não se desapega de nossa História, sustando o futuro. Como faz no momento presente.

Quando não apela à violência — como nos sucessivos golpes de Estado que fazem nossa história desde o nascimento do Império —, a classe dominante impõe a conciliação, inventada para impedir não só qualquer arte de ruptura, mas qualquer mudança — salvo aquela engendrada para que nada mude.
Ao sabor das circunstâncias, a vontade supostamente majoritária da sociedade brasileira vinha mantendo de pé a luta democrática, respeitosa dos ritos e das regras do sistema, padecendo derrotas, mas aqui e ali logrando, ainda que em vezes raras, algum progresso social — à mercê, porém, da maldição de recuar dois passos sempre que logra caminhar um à frente.

Passam as águas da política sob a ponte da história, mas parece que foi ontem o golpe parlamentar de 2016, porque ainda convivemos com suas consequências, que nos abraçam e nos ameaçam com sua presença num horizonte a perder de vista — se nos faltarem as forças de que carecemos para enfrentar a ofensiva política e organizacional da onda neofascista. Ou se continuarmos, por falsa defesa, minimizando a letalidade do adversário. A extrema-direita é articulada internacionalmente, inclusive por meio do ramo neopentecostal, mas outro erro fatal — embora fale ao espírito dos tíbios — é reduzir o fenômeno nacional (o progresso das legiões fascistas) a simples manifestação do quadro internacional, aguçado de último pela consagração norte-americana de Trump. É a teorização do “não há o que fazer”.
Em 1985, e mais ainda em 1988, pago o preço humano conhecido, havíamos retomado os trilhos da democracia descarrilhada em 1964. Caminhamos segundo as regras da conciliação, mediante avanços e recuos — mais recuos do que avanços (trágica sina!) — e chegámos a um estranho 2018, que ainda não conseguimos explicar.

Segue-se, daquele então até aqui, uma penca de recuos políticos, atingindo os interesses populares e restringindo os espaços — mesmo os mais formais — da democracia possível.
Ainda incomoda a persistente lembrança do quatriênio da extrema-direita — no poder pelo voto, em pleito legítimo —, e a intentona do 8 de janeiro de 2023 veio lembrar, aos que têm olhos para ver o indesejável, o avanço do projeto de poder do fascismo caboclo. Trata-se de avanço notável, que se revela num plano de organização política e material, nacional e internacional, desconhecido entre nós, porque agora sustentado em bases populares e eleitorais que falaram em 2018 e 2022 — e já rosnam olhando para 2026.
Frustrados os projetos da esquerda mais moderada (e já não registro o arquivo a que foram condenadas as esperanças socialistas, sonho de uma militância em recesso), o presente nos assalta com maus presságios.
A eleição de Lula — pelos seus números e pelas dificuldades da governança, que o passar do tempo só agrava — é ponto de alívio e advertência, para nos ajudar a medir o tamanho e o peso do adversário que não ensarilhou as armas. Não é uma posição de conforto. Ademais, é momento que requer reflexão.
Como, porém, conservar as posições atuais e avançar — conditio sine qua non para sua sobrevivência política — se o governo (fruto de uma coalizão eleitoralmente necessária, mas heterodoxa tanto do ponto de vista político quanto ideológico) carece de um projeto político, regente de um programa de governo? Se a política nacional, de um ponto de vista progressista, padece anomia letal? Se o chamado campo das esquerdas se imola na doença senil do imobilismo, cedendo espaços políticos e ideológicos às forças do atraso, deixando-nos como herança perversa a contingência de defensores das instituições e da ordem?

As contingências roubaram-nos o ardor revolucionário; um certo oportunismo nos levou a esquecer nossas teses fundamentais — como a denúncia do sistema e a contestação da ordem. Mesmo a esquerda socialista parece haver retirado de sua bandeira a denúncia da iniquidade que é o capitalismo em si.
Não está mais no vocabulário da militância a miséria da exploração do trabalho.
Discutimos teses importadas de nossos adversários, cuidamos de ajuste fiscal. Pouco nos referimos à concentração de renda e, quando ela entra em nossos discursos, chega desapartada da indispensável denúncia de suas causas. Tratamos o fim da impunidade dos golpes — que pode mudar os rumos da República — como uma questão processual adstrita ao STF e ao seu plenário de capas pretas. Não vamos à rua para dar respaldo ao processo e não temos força (ou será ânimo?) para a mobilização popular contra a impunidade, ora batizada de “anistia”.
Os riscos são os de sempre. A caserna se conserva como instrumento de conservação do statu quo, mas o cenário de hoje — agravado pelo quadro internacional — lembra os riscos de 1937 e 1964. Não há propriamente incompletudes, mas há muito o que fazer. E o fazer é resistir para avançar, olhando para o grande objetivo: retomar o comando do processo histórico.
Aliás, a história da democracia na República não é um lago sereno. Jamais foi. Sérgio Buarque de Holanda já nos disse que “a democracia entre nós foi sempre um mal-entendido” — e ele se referia à democracia política. A democracia social, aquela que deve ser o leitmotiv da esquerda, não é entre nós apenas um mal-entendido, mas o fantasma que a classe dominante forceja por exorcizar — sem medir o preço a pagar, mormente agora, quando suas velas são enfunadas pelo vento quente que nos chega dos EUA, animando os reacionários de todos os naipes, no mundo inteiro. (Com a colaboração de Pedro Amaral)