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Luiz Muller Blog

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AS REFORMAS ECONÔMICAS E A DINÂMICA  POLÍTICA NACIONAL (Por Carlos Paiva)

13 de Agosto de 2017, 9:44 , por Luíz Müller Blog - | No one following this article yet.
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Gaúchos obelisco

Revolução de 1930 – Gaúchos no Obelisco da Avenida Rio Branco no RJ

Por Carlos Paiva no Facebook

Nunca, absolutamente nunca, o Brasil viveu uma transição como essa que estamos vivendo. O Brasil já viveu inúmeras transições históricas, todas elas marcadas, de uma forma ou de outra, por movimentos disruptivos realizados um pouco além da rigorosa legalidade. A Independência, a República, a Revolução de 30, O Golpe de 64 são exemplos disto. Mas todos, sem exceção, foram muito bem preparados e urdidos. O que caracteriza o Brasil é a preparação dos “golpes”.

Este é muito diferente. Eles estão agindo como os paulistas agiriam se tivessem ganhado a Revolução de 32: ACABEM COM TUDO ANTES QUE ELES VOLTEM. A certeza de que vive-se um momento de exceção se expressa no arrastão de reformas. Incensadas por 10 entre 10 analistas econômicos da Globo e entrevistados pela Globo. Eles estão jogando na linha “lavagem cerebral já”. Com a moral de “caçadores de corruptos”, a Globo mais uma vez se coloca ao lado do povo para ensiná-lo a amar as reformas necessárias. A pressa é inimiga da perfeição e amissíssima da certeza de que, depois de 2018 não vai dar. É agora ou nunca.

Nada a ver com inflexões sólidas da História Nacional. O “golpe” da Independência foi iniciado por Dom João VI quando este transferiu a corte e abriu os portos e foi concluído com a expulsão de Dom Pedro ! em 1831 e a criação da “República Regencial”, na qual o senhoriato nacional ERA o poder.

O “golpe” da República começou com os cafeicultores paulistas se rebelando contra a necessidade “do café ser tributado para a construção da nação” e criaram o Partido Hiper-Federalista (vulgo Republicano) Paulista. E só termina quando Campos Sales prova que a República Velha foi feita para São Paulo. Washington Luiz ainda pensava assim em 1930.

O “golpe” de Getúlio é um projeto antigo. Era “o outro projeto da República”. O projeto positivista de Benjamin Constant e Floriano Peixoto. Este projeto só se impôs no Rio Grande dos Sul, pelo peso do Exército no nosso Estado e a fragilidade econômica do charque, base material dos maragatos. Quando a República Paulista Velha começou a não dar conta – o centro da crise era o próprio café! – o tenentismo retoma Floriano. A crise de 29 deu a oportunidade. E os gaúchos –
os únicos com know-how de gestão do princípio do “Estado é para Todos” – constroem este governo.

Getúlio só se sustentou por que teve a “sorte” da Crise de 29 e da II Guerra Mundial. Quando os grandes vão muito mal e estão brigando todo o bagrinho ganha importância como aliado. E Getúlio surfou. Mas em 45 foi derrubado e em 54 suicidado. E as instituições se preservaram, com JK implantando o Plano de Metas que Getúlio solicitara ao grupo BNDE-Cepal.

O golpe que tira Getúlio do poder só é dado dez anos depois de seu suicídio. Só quando os novos dirigentes tinham um novo Plano Econômico e Pacto Social. O PAEG Roberto Campos e Gouveia de Bulhões era isto. Ele é, sem dúvida, o mais brilhante e mais original projeto econômico que o Brasil jamais constituiu. O financiamento público por ORTN é genial. Assim com a administração dos conflitos entre as frações da Burguesia, garantindo à Nacional, os Bancos e as construtoras de todos os portes. O Estado fica com a indústria estratégica, seja como produtor direto (Siderbrás), seja como regulador (Lei da Informátia). E as multinacionais podem ingressar nos demais setores, concorrendo com as nacionais já instaladas. mática, passando pela construção de aeronaves e navios.

No plano da gestão econômica, a ditadura foi extremamente “séria”. Na verdade, o planejamento e o projeto de longo prazo NÃO é muito diferente da do Getúlio. O objetivo é industrializar o país com apoio à burguesia nacional e de empresas públicas. Isto é igual. O que muda é o “social”: Os pobres, não são prioridade. A prioridade é apoiar as empresas que gerarão os empregos que os incluirá naturalmente.

Mas não houve inclusão. E veio a crise no final dos 70. A qual é indissociável da estreiteza do mercado interno derivado da concentração de renda. E não resta dúvida que parte da indústria defendida era inviável e os gastos em apoio eram estranhos. Qualquer juiz condenaria um petralha que fizesse um quinto do que se fazia no tempos militares.

O “golpe” da Nova República ainda não acabou. Sarney, um ex Presidente da Arena, ter dado início à “Nova República” já conta a história. Como sempre no Brasil, o fim da ditadura foi
longo.

O Real é o fim da crise da ditadura. O Real é um Pacto Social: o setor financeiro cede os ganhos escorchantes com correção monetária e concede-se elevação de salário real (efeito câmbio) como compensação. Esta é a concessão para barrar a vitória de Lula, dada como certa até então. Com o Real, FHC tem dois mandatos. E aqui, sim, há projeto e ele se realiza dentro da normalidade.

O auge da “modernização do setor público” foi com FHC. Ele se apresentava como social-democrata e “marxista” no plano intelectual. Meio mundo intelectual o saudava. E ele criou um sistema genial: nunca dantes se viu tanta gente passar “de da um “remediado desconhecido nesta área”, a “maior empresário do país naquela área” Mas, evidentemente, não há porque se pensar em corrupção. O TCU achou tudo absolutamente normal. Sem sombra de duvidamente. A começar pelo fato de quase todos os ex-ministros das finanças terem deixado de ser professor para virar banqueiro peso pesado. Normal. Se não fosse normal, o MPF teria se manifestado. Obviamente!

A privatização de quase tudo e a autonomização “na prática” do Banco Central, permitiram que o PT asumisse o governo. Ele não podia fazer quase mais nada. De peso, só restou ao governo federal a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES. Sem controlar o Bacen, ficava sem controle da taxa de juros, da taxa de câmbio, da dinâmica dos mercados especulativos (bolsa, commoditeis, futuros), dos custos de rolagem da dívida pública, e da regulação e controle da concorrência interbancária. Sobrava ao PT quase nenhuma liberdade de ação. E, para piorar, ele é, sempre, francamente minoritário no Congresso.

Sempre me surprendeu a grandeza do FHC na passagem da faixa para Lula. FHC liberou muitos a fazerem, mas ele mesmo não mobilizou a máquina pública federal em prol de
José Serra. Mas eu sei que o FHC não é um sujeito dado a grandes gestos. Finalmente entendi.

Ele tinha certeza que o operário bronco sua turma de revolucionários bolivarianos iam se meter em encrenca logo. Ele tinha gerado muita expectativa de mudança. Mas FHC deixou ele sem máquina pública, submetido a Lei de Responsabilidade Fiscal (casualmente, votada às vésperas do governo do PT) e sem canais produtivos para dirigir a política industrial, sem autonomia na política fiscal e sem controle da política monetária não havia como dar certo.

O pior de tudo era a perda do controle sobre o câmbio. Qualquer ganho competitivo em produtividade, o Bacen destroi quando sobe o juro e valoriza o real. O Bacen foi privatizado através do Senado. É o Senado que define o Presidente do Bacen! O Presidente nomes para a avaliação do Senado. Vale dizer, nos governos do PT, o Presidente do Bacen passou pelo crivo de Sarney e Calheiros, que sempre ouviram a sociedade, representada na Febraban.

Neste quadro, FHC dava como favas contadas a derrota do torneiro mecânico. Com certeza Lula não se reelegeria. Não duvido que FHC chegasse a duvidar que cos nem terminasse o mandato. …
E ocorreu o oposto.

Lula começou a aprovar leis e reformas no Congresso. Como? …. Como sempre se fez. Desde o Império, Velha República, Geúlio, Ditadura e Nova República: comprando os deputados. Ninguém esperava. É muita malandragem deste Lula. Pensa que pode fazer o que todos fazem? Tu não pode: Mensalão. Na falta de provas, a “teoria do domínio do fato”. E Zé Dirceu vai para a cadeia.

Mas Lula se reelege. E faz o poste (vulgo Dilma). E a Dilma se reelege de novo. Por mais que a Globo cuspa apocalipse e a Veja demonstre que nunca se roubou tanto.

Eu tenho muito respeito por um princípio de auto-ajuda: “diga-me com quem discutes, e te mostrarei até onde vai teu conhecimento”. Eu proponho apenas um raciocínio muito, muito simples. FHC privatizou tudo o que pode, criou a lei de Responsabilidade Fiscal (que passou a valer, de fato, para os governos do PT) e entregou o Banco Central para a administração da sociedade (leia-se: os banqueiros, as finaceiras, os fundos de investimento e os grandes poupadores). E assina um acordo draconiano com o FMI que cerceia o investimento público. Está tudo armado para não dar certo.
Mas Lula se reelege, elege o poste, que se reelege.

Tiraram os recursos, ele roubaram como nunca e povo jura que o dinheiro público chegou a eles como nunca antes havia chegado, que o Estado que mais enfrentou a pobreza e as desigualdades neste país, é “o mais corrupto”? Eu sempre pensei que o corrupto roubasse para si, tirando da sociedade. O dinheiro era menor (a privatização literalmente empobreceu o Estado em termos de recursos), mesmo assim os votantes disseram que nunca tinham visto chegar tanto
dinheiro a eles, e a corrupção aumentou?
Como pode receber menos, represar (roubar) mais na máquina pública e distribuir mais para o povo (“comprando” o seu voto?). Tudo ao mesmo tempo não pode. É impossível A crítica tem que ser lógica: ou eles gastaram demais COM O POVO, comprando o voto deles demagogicamente, ou eles roubaram como nunca se roubou antes (pois as bases de roubalheiras caíram para menos de 20%, se tirarmos o Banco Central da conta dos petralhas).

Além disso, o governo que instituiu a Lei da Transparência, que deu autonomia para o MPF e aparelho a Polícia Federal será mesmo o mais corrupto? Ah! O Lula é burro e não sabia onde isto ia dar. .. O Lula é burro. … Ok. Vamos ficar por aqui. Nunca, antes, os poderes republicanos foram tão autônomos para controlar, impedir e denunciar a corrupção.

E, até hoje, só se encontrou a do PT. Certamente porque ele é muito pior que os outros. Ele recebe menos, gasta (de)mais com a sociedade e rouba desenfreadamente. Fortuna que se transformou num Triplex e num Sítio. … Evidentemente.

A verdade é exatamente oposta. Nunca se roubou tão pouco. Nunca se geriu de forma tão transparente. Nunca tanta independência foi dada para os poderes de fiscalização. Nunca gastou-se e investiu-se tanto com educação, saúde e previdência, nunca houve tão pouco roubo dentro do Estado.

No plano industrial, o PT estava tentando resgatar o II PND do Geisel. Eles queriam incorporar elos e cadeias faltantes em nossa malha industrial. E criaram 200 planos especiais para casos especiais especialíssimos. Mas sem controle do câmbio, a política industrial não surtia qualquer efeito. Ou, antes: só surtia se fosse feito como na ditadura: criando campeões com apoio financeiro e subsídio em impostos. JBS é uma dessas invenções. E daí? Sempre foi assim. Só que, agora, tudo é mais transparente.
Mas todos podem. Menos petralha. Neste caso, apoiar a Odebrecht e a OAS ou estimular a criação da indústria deixa de ser chamada de “política industrial” e passa a ser chamada de “apoio a privilegiados em troca de propina paara se reeleger” (se, pelo menos fosse para colocar numa conta no exterior! Vá lá!)

Por favor, meus amigos que aguentaram ler até aqui: há mais de ano o Marcelo Odebrecht, o maior empresário deste país, está preso sem ter sido julgado. Numa democracia só se pode manter uma pessoa presa tanto tempo se: 1) ela já foi julgada culpada; 2) se ela foi pega em flagrante delito, havendo provas incontestes de sua responsabilidade; 3) se o réu é perigoso para a sociedade; 4) ele não for “rastreável” socialmente, podendo evadir-se da justiça facilmente (quer dizer: caso seja pobre!). Odebrecht não foi julgado, não foi pego em flagrante delito, não é perigoso e, de forma alguma é pobre. Ele ERA – até ser destruído pela Lava-Jato e pela mídia – o maior empresário deste país.

Os irmãos caipiras – Joesley e Wesley – não estão presos. Porque são mais espertos e perceberam que, se chegou na Odebrecht, eles não iam respeitar ninguém. Era melhor contar tudo logo, negociar rápido, e sair de bacana.
Bacana?
O Brasil perdeu seu último herói empresarial. Ele foi transformado num bandido. Pelos que apoiam Temer.

Quem são esses que estão conseguindo empurrar para a frente um golpe que é absolutamente impossível.
1) Ele não foi planejado, não há um rumo claro a ser seguido, não há PAEG, não há II PND, não há nada. Só há corte de gastos sociais, direitos trabalhistas, e depressão per capita dos recursos que serão aplicados em saúde e educação para osa próximos 20 anos. Nem a Ditadura tentou um plantar um “Plano” deste. Isto é insano. É de gente louca.
Isto vai nos atirar no abismo econômico, social e político.

Ao lado desta gestão econômica, nós temos a desmoralização do Legislativo e do Judiciário. Se alguém tinha dúvida de que a venda que cobre os olhos do Judiciário no Brasil é transparente, já perdeu, não é mesmo.

Um país no qual ninguém mais confia em nenhuma instituição “está no rumo”? E este rumo é seguro quando é definido por um sujeito que usa dinheiro público para comprar os “capangas” do Legislativo para que eles vetem o pedido de investigação judicia?

É óbvio que ninguém acredita que as reformas do Temer vão perdurar. Não há discussão, não há pacto social. O Plano Real é um pacto social. Que Lula assinou. Isto que está sendo gestado é o anti-pacto social. É golpe atrás de golpe.. A mídia acoberta o escândalo econômico em processo.Pelo contrário: diz que todas as políticas anti-sociais são racionais e necessárias. Parecem alienados loucos que não se dão conta de que estamos às vésperas de uma guerra civil. Se tirarem ainda mais dos pobres, o Primeiro Comando da Capital vai tomar conta de todos os que ficaram de fora do cobertor do Estado. E vamos para a guerra civil. Entre assassinos etraficantes, de um lado, e os “meritocratas de sempre”, do outro.

O Brasil sempre soube sair dos impasses avançando em termos de organização de sua sociedade. A própria ditadura só se mostrou sustentável porque criou sistemas de inclusão “do Outro”: o MDB, o FGTS, a caderneta de poupança, o BNH, o Estatuto da Terra e a reforma agrária por colonização na fronteira, são exemplos de políticas de inclusão. Não a inclusão sonhada. Mas são “a compensação” pelas perdas. Agora não há compensação nenhuma. Trata-se de destruir tudo o que for possível antes que “eles” ou algo “parecido com eles” volte ao poder.

Por que é assim? O que o PT fez de tão grave?

Não foi a corrupção, sabemos todos.
Não foi a re-estatização de empresas (que não houve).
Não foi o enfrentamento e a falta de apoio aos empresários nacionais da indústria. Muito pelo contrário. Os petralhas são acusados justamente de apoiarem “demais” as grandes empresas industriais nacionais. A Ambev se transformou na maior cervejaria do mundo no governo FHC. Mas isto “não vem ao caso”. … Me poupem!

Não foi a indústria nacional que derrubou o PT. Skaff e seu pato na FIESP não representam a indústria nacional. Odebrecht, preso há quase dois anos, representa. E a JBS também.

Estamos destruindo a confiança do Brasil no mundo. Conseguimos obrigar a Odebrecht a pagar fortunas em todos os países exteriores em que ela operava graças ao Moro e à Globo. O maior empresário do país está tendo tratamento que antes só era dado a negro pobre. Por quê?

O motivo dos políticos é claro: O PT não rouba o suficiente para eles e acumula processos e investigações demais, que podem respingar neles. Tira o bode da sala e, logo, logo, ninguém mais lembra de papo de corrupção. Esta turma quer que “tudo volte ao normal”. Ol. Normal.

No empresariado, só há um beneficiado: a banca. Mais exatamente, todos aqueles cujo rendimento principal advém dos juros. Exemplo: as montadoras automobilísticas, que ganham muito mais no “finaciamento do veículo” do que na produção e venda do mesmo pelo preço a vista.

O governo só tem um “cliente”: o aplicador financeiro nos títulos do governo. Se acalmarmos este sujeito mostrando que tudo está sendo administrado ao seu contento, a economia vai crescer como se fosse por mágica. Basta cortar despesas do “Estado para Pobres” (demagógico) e garantir o pagamento dos juros da dívida pública. Que nem é tão grande. E que só cresce porque os (escorchantes) juros da dívida (definidos pelo Bacen) comprometem um quarto do orçamento das três esferas de governo. Só falta dinheiro porque, de quatro reais de imposto, 3 vão para pagar os juros de uma dívida que sempres aumenta. Isto, “não vem ao caso”

As reformas, todas, vêm em apoio à especulação financeiras. E são contrárias aos interesses de longo prazo da indústria. política de juros reais elevados é a política do real forte. E com real forte, só vai nos sobrar os elos industriais das cadeias exportadoras agropecuárias e extrativa minerais. E olhe lá.

Mas, agora, pensem comigo:
Estamos destruindo o respeito internacional pelo país e por nossas empresas, para afastar um governo que, sem sombra de dúvida, não foi mais corrupto que os demais, mas foi muito mais eficaz no atendimento do “zé povinho”. Por quê? Para agradar o sistema financeiro? Mas ele estava, mesmo, tão “horrorizado” com a gestão econômica do Levy e do Barbosa? … Jura? Me engana que eu gosto. ….. Dilma entrou conservadora em 2015. Ela estava tentando operar mais “em consonância” com Tombinni e o “mercado”. E a tiraram por (falsas) pedaladas, Tiveram que inventar isto pois não encontraram nem uma bicicleta=propina, presenteada por algum fã corruptor. .

Esta história está mal contata. Muito mal contada. A história toda é “os paulistas ganharam em 32”. Correm, por que sabem que não vai durar. Ele é uma ópera bufa absolutamente vergonhosa.

(Tanta palavra para chegar no óbvio! Só para dizer que ainda não entendeu nada, não precisava tanto blá-blá-blá).

 

Carlos Paiva é Professor na empresa FACCAT   e Pesquisador na empresa Fundação de Economia e Estatística



Fonte: https://luizmuller.com/2017/08/13/as-reformas-economicas-e-a-dinamica-politica-nacional-por-carlos-paiva/

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