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Brasil vende US$ 61 bi em títulos do Tesouro Americano, Compra Ouro e desdolarização da Economia avança

Gennaio 26, 2026 19:17 , by Luíz Müller Blog - | No one following this article yet.
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Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o país vendeu impressionantes US$ 61,1 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano, o que representa quase 27% de suas reservas em dólar.

Essa redução percentual é a maior do mundo, superando até mesmo a Índia, com 21%, e a China, que registrou menos de 10% de diminuição, apesar de terem vendido valores absolutos maiores.

Essa movimentação reflete uma maturidade econômica que posiciona o Brasil como líder entre as nações emergentes, promovendo maior autonomia e resiliência financeira.

Essa decisão do Banco Central do Brasil (BCB) sob o Governo Lula não é mero acaso, mas uma resposta inteligente às dinâmicas globais.

Os títulos do Tesouro dos EUA, embora historicamente considerados “ativos seguros”, estão sujeitos a riscos crescentes, como a inflação persistente nos Estados Unidos e as políticas fiscais expansionistas que estão desvalorizar o dólar.

Ao reduzir sua exposição a esses ativos, o Brasil mitiga potenciais perdas e libera recursos para investimentos mais diversificados.

Países como China, Índia e Brasil – membros do BRICS – estão liderando essa tendência de “desdolarização” gradual, com reduções bilionárias em um único mês, sinalizando uma mudança profunda no cenário financeiro internacional.

Para o Brasil, essa estratégia não só protege as reservas nacionais, mas também fortalece a credibilidade internacional, atraindo investidores que valorizam a prudência fiscal.Além da venda de títulos americanos, o BCB tem se destacado pela aquisição estratégica de ouro, um ativo milenar que serve como hedge contra instabilidades.

Após uma pausa de quatro anos, o banco retomou as compras em setembro de 2025, adicionando cerca de 42,8 toneladas ao seu estoque até novembro, elevando as reservas para 172,4 toneladas – um aumento de 33%.

Em novembro, foram adicionadas mais 11 toneladas, consolidando o Brasil como um dos principais compradores globais nesse período.

Essa movimentação alinha-se a uma tendência mundial, onde bancos centrais acumularam 634 toneladas de ouro em 2025, impulsionados por riscos geopolíticos e a busca por diversificação.

O ouro, com seu valor intrínseco e independência de moedas, oferece proteção contra a inflação e crises, como vimos em anos recentes com o metal atingindo recordes acima de US$ 4.000 por onça (28,3 g).

Essa compra de ouro pelo BCB é particularmente louvável, pois reflete uma visão de longo prazo.

Em um contexto de alta nos preços do ouro e de demanda robusta por parte de nações como Polônia e Brasil, o país não só preserva o valor de suas reservas, mas também se posiciona para lucros futuros.

Diferentemente de ativos digitais voláteis ou moedas estrangeiras suscetíveis a sanções, o ouro representa estabilidade e soberania.

Para o Brasil, uma economia rica em recursos naturais, investir em ouro também pode estimular setores internos, como mineração, gerando empregos e impulsionando o crescimento sustentável.Em resumo, as ações do Brasil entre 2024 e 2025 marcam um capítulo positivo na história econômica do país.

Ao liderar a redução percentual em títulos americanos e expandir suas reservas de ouro, o BCB demonstra proatividade e inteligência estratégica, preparando o Brasil para um futuro mais independente e próspero.

Essa diversificação não é apenas uma defesa contra riscos globais, mas uma afirmação de que o Brasil está pronto para navegar as águas turbulentas da economia mundial com confiança e visão de vanguarda.

https://ticdata.treasury.gov/resource-center/data-chart-center/tic/Documents/slt_table5.html


Source: https://luizmuller.com/2026/01/26/brasil-vende-us-61-bi-em-titulos-do-tesouro-americano-compra-ouro-e-desdolarizacao-da-economia-avanca/

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