Ciro Gomes diz que atual modelo da Previdência Social ‘morreu’
“Estou propondo um novo regime, em linha com as melhores práticas internacionais, que é o regime de capitalização. Qual é a lógica? Cada trabalhador poupa pra si mesmo.
A matéria é sobre o Programa de Governo de Ciro a época da eleição. O link esta aqui. Não mudou de ideia. Até se dispôs a ajudar Guedes a engambelar os trabalhadores e encaminhou a proposta ao Governo Bolsonaro.

Candidato do PDT, Ciro Gomes, faz campanha em São Paulo
O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira (4) que o atual modelo da Previdência Social no país “morreu”. Ele disse que não adianta debater idade mínima para aposentadoria se não for modificado o modelo da Previdência.
Ciro participou de uma sabatina em São Paulo organizada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).
“Esse sistema [de Previdência] morreu. Temos que ter clareza no diagnóstico, porque senão a gente erra na terapêutica”, afirmou Ciro. “Não se tratam de parâmetros. Idade mínima, máxima, tudo isso é fácil de resolver. O problema aqui é orgânico”, afirmou Ciro.
Uma proposta de reforma da Previdência chegou a ser enviada pelo governo Michel Temer para o Congresso Nacional, mas, por falta de apoio, não foi votada. Para Ciro, o texto do governo não resolve o problema.
O candidato disse que vai propor um modelo de capitalização, no lugar do modelo atual que classificou como repartição. Para o candidato, o envelhecimento da população não permite mais que os trabalhadores da ativa contribuam com o sistema para beneficiar os que já se aposentaram.
“Estou propondo criarmos um novo regime, em linha com as melhores práticas internacionais, que é o regime de capitalização. Qual é a lógica? Cada trabalhador poupa pra si mesmo. Parte da poupança é compulsória ditada pelas leis. E parte complementar, em cima de um teto que compactuaremos, é voluntária”, disse o candidato.
Sobre o Regime de Capitalização, clique nos links sublinhados para outros artigos e saiba por que o Senador Paulo Paim e os verdadeiros defensores dos trabalhadores são contra o Fim da Previdência Pública e da Aposentadoria por Tempo de Contribuição e não tem como aceitar de jeito nenhum o tal Regime de Capitalização, que além de privado, ou seja, dos Bancos, tira a responsabilidade de empresários e do próprio governo contribuírem com o Sistema. Ou seja, embora seja do trabalho que vem toda a riqueza gerada, e portanto o patrão, dono do lucro gerado pelo trabalho , também teria que contribuir, para Ciro, Bolsonaro, Guedes e os banqueiros que os sustentam, quem tem que sustentar a aposentadoria é só o trabalhador. Mas pera aí: Hoje se formos ver só a participação da contribuição previdenciária temos 11% do Salário pago pelo trabalhador e outros 11% pago pelo empresário. Isto dá 22% sobre o salário. Se tu tirares 11%, sobram só 11%. Se na conta deles isto dá “rombo”, por que sendo só metade não daria mais “rombo”? Eles querem passar o “rombo” para o trabalhador e ficar com os outros 11%. Tá difícil de entender? E por um tempo botam a mão nos 11% do trabalhador a título de “capitalização”. Isto segundo eles, dá pra aposentadoria. Mas e o auxilio doença? O Auxilio Maternidade? O Auxilio Acidente de Trabalho? E o BPC dos idosos e pessoas com deficiência que não contribuíram com o sistema? Além dos 11%, cada trabalhador teria que arcar com mais um percentual pra cada um destes ou não os terá. Não é dificil de entender. Por isto estes Fundos de Pensão que tanto Guedes quanto Ciro dizem ser uma “experiência mundial”, deram é xabu e hoje os aposentados do Chile por exemplo hoje, ganham menos que meio salário mínimo chileno e muitos mendigam nas ruas.