Go to the content

Luiz Muller Blog

Go back to Blog
Full screen Suggest an article

General Heleno, citado em chacina de haitianos, pede prisão perpétua para Lula por suas idéias

June 14, 2019 14:24 , by Luíz Müller Blog - | No one following this article yet.
Viewed 22 times

Naquele dia 6 de julho de 2005 foram disparados nada menos que 22 mil tiros. Só por aí já se tem uma dimensão do episódio. Um relatório da diplomacia fala em 70 mortes, mas o número pode passar da centena. Dezenas de inocentes morreram ao ficarem no fogo cruzado. Muitas vítimas eram mulheres e crianças.

O Chilique do General Heleno foi durante café da manhã com jornalistas. Tudo por que Lula questionou o que muita gente do povo questiona. Pela reação do General, tem mesmo coisa aí. E por que Lula pergunta sobre a facada, o General assaca as mentiras repetidas milhares de vezes pela Lava Jato, Globo et caterva e que estão desmascaradas pelas revelações de The Intercept; Veja o chilique no vídeo a seguir e na sequencia, leia artigo do Diário do Centro do Mundo sobre …

Para o General Heleno, foda-se a Constituição: o Lula tinha de receber prisão perpétua, ainda que não exista previsão legal pra isso. É um ministro de Estado, gente. É uma autoridade. É inacreditável! pic.twitter.com/DGRk1HCcRx

— William De Lucca (@delucca) June 14, 2019

A verdade inconveniente sobre a atuação do general Heleno no Haiti. Por Donato

No Diario do Centro do Mundo 

General Augusto Heleno

Repleto de militares, o futuro governo tem se apegado à boa imagem que a missão de paz da ONU comandada pelo Brasil no Haiti tem perante a opinião pública.

Já são cinco os oficiais que atuaram naquele país que estava às portas de uma guerra civil após a deposição de Jean-Bertrand Aristide que farão parte do time de Bolsonaro.

Tendo atuado durante 13 anos no Haiti, as forças brasileiras sempre gozaram de uma propaganda positiva a enaltecer o sucesso da empreitada. Nesse período, o já esfacelado Haiti ainda enfrentou um terremoto e um furacão.

Estar auxiliando no resgate de vítimas em situações de desastres naturais associado à mitológica crença de incorruptibilidade dos militares resultou numa imagem brilhantemente polida, que tem sido explorada agora nas apresentações dos nomeados.

Nem tudo foi tão pacífico e eficiente como vendem por estas bandas. Pelo menos uma operação ocorreu mais nos moldes que conhecemos, praticados por forças militares em favelas brasileiras.

Em 2005, o general Augusto Heleno liderou uma operação de invasão no bairro de Cite Soleil, em Porto Príncipe. O bairro é tão pobre que é similar às favelas daqui. Comandando soldados brasileiros e também de outras nações, o general esteve à frente do episódio que vários grupos de direitos humanos hoje classificam de ‘massacre’.

O relatório oficial sobre a operação relata um saldo de seis mortes no episódio. A agência Reuters, no entanto, fez uma profunda investigação e publicou um especial revelando que ‘massacre’ é mesmo o termo mais adequado.

Foram entrevistados diplomatas, trabalhadores de ONGs, autoridades haitianas, moradores. A agência ainda teve acesso a telegramas diplomáticos dos EUA e relatórios da ONU.

Naquele dia 6 de julho de 2005 foram disparados nada menos que 22 mil tiros. Só por aí já se tem uma dimensão do episódio. Um relatório da diplomacia fala em 70 mortes, mas o número pode passar da centena. Dezenas de inocentes morreram ao ficarem no fogo cruzado. Muitas vítimas eram mulheres e crianças.

“Temos informações confiáveis ​​de que mataram um número indeterminado de moradores desarmados de Cite Soleil, incluindo vários bebês e mulheres”, disse à época o coordenador de uma ONG, Renan Hedouville.

O caso precisa ser trazido à tona, pois o general Augusto Heleno é o principal assessor de segurança nacional de Bolsonaro. Foi Augusto Heleno um dos primeiros a aplaudir, no ano passado, uma declaração do colega de farda, Hamilton Mourão, que defendia a possibilidade de intervenção militar em razão da crise política no Brasil.

Bem, a intervenção veio (ao menos no Rio de Janeiro), Mourão tornou-se vice-presidente da república e Augusto Heleno comanda o GSI. Tudo isso num país onde já temos 64.000 assassinatos por ano, sendo a maior parte cometida contra negros e pobres.

No Rio, a intervenção piorou diversos índices. Tanto o número de pessoas mortas pelas forças de segurança como o de mortes violentas, aumentaram. Portanto a chegada ao poder federal de tantos militares (e de Augusto Heleno em particular) em nada traz alento.

“A Minustah (como foi batizada a missão da ONU) não conseguiu estabelecer segurança e estabilidade aqui. Por mais que possamos pressionar a ONU e os brasileiros a adotar a abordagem mais vigorosa necessária, não acredito que, no final, eles estejam à altura da tarefa“, escreveu o então embaixador dos EUA no Haiti, James B. Foley, em um telegrama de 1º de junho de 2005.

Estabelecer segurança foi a promessa número 1 de Bolsonaro.

O general Augusto Heleno é defensor da ditadura, é pródigo em afirmações do tipo ‘direitos humanos devem ser para humanos direitos’, já declarou que o Brasil está se tornando um ‘país narcotraficante’ que exige medidas agressivas. Bem, chegar atirando em inocentes não é um modus operandi somente agressivo. É nefasto. Não seria novidade por aqui, mas não precisamos que piore ainda mais.


Source: https://luizmuller.com/2019/06/14/general-heleno-citado-em-chacina-de-haitianos-pede-prisao-perpetua-para-lula-por-suas-ideias/

Novidades