Apesar de não ter ganhado projeção nacional ainda, a greve dos professores do Rio do Sul já bate números das anteriores, contabilizando mais de 1.500 escolas paralisadas.
Greve se espalhou rapidamente da Capital para o interior do Estado. Já há paralisação de quase 2 mil escolas Foto: Reprodução / CPERS
Professores do Rio Grande do Sul estão protagonizando uma das maiores greves dos últimos anos no estado. Há cinco anos eles recebem seus salários parcelados e viram suas condições de trabalho serem ainda mais precarizadas sob o governo de Eduardo Leite (PSDB-RS).
Nessa semana, uma thread de Luiz Damasceno viralizou depois de expor a paralisação: “Quem tem contrato emergencial não pode tirar mais de 15 dias de atestado em licença-saúde ou é demitido. Tem gente com câncer indo pra rua”, diz Damasceno.
A GREVE INVISÍVEL DO RS, A THREAD:
— Luiz Damasceno (@lcdjr) November 22, 2019
Enquanto os olhos do campo progressista se voltam à Colômbia, estudantes, professores e funcionários de escola gaúchos travam uma guerra contra o brutal ajuste fiscal de Eduardo Leite e a tentativa de invisibilização da greve estadual. pic.twitter.com/AnypXX2rSq
A greve ainda tem sido alvo de constantes ataques de políticos como Fábio Ostermann Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo Partido Novo.
O CarnaCPERS em frente ao Palácio Piratini está hj c/programação musical eclética. Alternam clássicos da esquerda cirandeira e Racionais.
— Fábio Ostermann (@FabioOstermann) November 22, 2019
Enquanto isso, milhares de crianças e jovens estado afora sem aula por conta de mais uma greve. Boa sexta aos q trabalham por um RS melhor!
Além disso, o governador soltou circular interna determinando corte de ponto de professores em greve. Em nota oficial, o Sindicato dos Professores e Funcionários de Escola do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS-Sindicato), declarou ser ilegitma a ação de Leite: “o STF já definiu, em julgamentos em 2006 e 2007, que a autorização do corte de ponto conforme a Lei Geral da Greve (7.783/89) não se estende aos casos em que houver atraso salarial”.