Em um pronunciamento contundente nas Redes Sociais, o presidente Lula classificou os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro como “inaceitáveis”, uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e um “precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Lula enfatizou que esses atos “ultrapassam uma linha inaceitável”, violando flagrantemente o direito internacional e abrindo caminho para um mundo de “violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
Lula cobrou uma resposta vigorosa da ONU e reafirmou que o Brasil condena o uso da força, mantendo-se à disposição para promover o diálogo e a cooperação – uma posição que ecoa a defesa histórica da soberania latino-americana contra o imperialismo yankee.
Essa declaração de Lula não é isolada: ela representa a resistência de toda a América Latina ao mais recente capítulo da agressão estadounidense, que culminou em bombardeios aéreos em Caracas e outras regiões, seguidos da alegada captura de Maduro e sua esposa Cilia Flores.
Sob o pretexto falso de combater o “narcoterrorismo”, Donald Trump revive a Doutrina Monroe, tratando nossa região como quintal dos EUA, com o objetivo real de saquear as imensas reservas de petróleo venezuelanas.
A Guerra Híbrida do Império e a Narrativa Falsa da “Ditadura” Essa intervenção militar é o clímax de uma guerra híbrida prolongada, orquestrada por Washington há anos.
Sanções econômicas asfixiantes, que bloquearam ativos venezuelanos e provocaram sofrimento humanitário, foram acompanhadas por uma campanha midiática implacável.
Veículos como CNN, BBC, GLOBO e que tais, rotulam a Venezuela como “ditadura narcoterrorista”, ignorando deliberadamente a realidade: nos últimos anos, o país realizou múltiplas eleições presidenciais, parlamentares e regionais, com participação popular e observadores internacionais confirmando processos em vários casos.
Maduro foi reeleito em 2018 e, mais recentemente, em julho de 2024, em votações contestadas pela oposição – contestações amplificadas pela mídia imperial para justificar instabilidade.
Em duas décadas de chavismo, a Venezuela realizou mais de 20 eleições, muitas com qualidade superior ao de “democracias” ocidentais.
Essa propaganda serviu exatamente para preparar o terreno para ações como a de hoje: bombardeios e capturas extrajudiciais, em violação total da soberania.
O pronunciamento de Lula ressoa como um grito de alerta para toda a América Latina. Ele recorda “os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, evocando invasões passadas no Panamá, Granada, Chile e Guatemala, onde os EUA derrubaram governos eleitos para instalar ditaduras subservientes.
Essa ação ameaça diretamente países como Cuba, Nicarágua e Bolívia e mesmo o Brasil, que resistem ao neoliberalismo imposto por Washington.
Lula não apenas condena: ele posiciona o Brasil como mediador pela paz, consistente com sua postura em crises globais, sempre contra o uso da força.
Sua voz fortalece a unidade regional, contrastando com reações subservientes de líderes como Javier Milei, que comemoram a agressão.
A solidariedade latino-americana, expressa por Lula, é essencial para exigir a retirada imediata das forças yankees, o fim das sanções e o respeito à autodeterminação venezuelana.
A Venezuela não é uma ditadura: é uma nação soberana lutando contra o império.
A intervenção dos EUA é um crime contra a humanidade, e a América Latina, liderada por vozes como a de Lula, não pode permitir que o destino de nossos povos seja ditado de Washington mais uma vez.
A resistência é urgente; a independência, inegociável.
É hora de Mobilizar a sociedade em Apoio a Soberania da Venzuela.
FORA IMPERIALISMO YANQUE DA VENEZUELA.
