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O chão rubro negro com sangue da chacina promovida por policiais contra 14 jovens no Centro do Rio de Janeiro

11 de Fevereiro de 2019, 10:16 , por Luíz Müller Blog - | No one following this article yet.
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“Está muito claro que a licença para matar entrou em vigor, mesmo antes da legislação do Moro. Simbolicamente isso já está sendo operado na prática. O policial se sente encorajado a matar, com a justificativa de ter sido tomado por violenta emoção”, afirma Julita Lemgruber, ex-ouvidora da Polícia e hoje coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes

Enquanto 10 jovens atletas morrem queimados no Flamengo, vitimas da ganância de seus donos, entitulados empresários ,e do Rubro Negro Clube Flamengo, outros 14 eram executados por policiais que, como diz Julita Lemgruber, se sentem com “licença para matar”. rubronegro

Sangue coagulado dos jovens mortos

Os jovens estavam envolvidos com tráfico? Sim. Provavelmente entre eles havia aqueles que também sonharam ser jogadores de futebol, mas por não conhecerem algum “empresário” ou “empresária” disposto a “adotá-los” para uma possível futura venda milionária com polpuda comissão, acabaram “adotados” por outra ponta do mesmo sistema: o tráfico. E naquela sexta, a mesma em que morreram 10 jovens queimados pela ambição de empresários e de gestores do Flamengo, estes 14 foram executados por uma polícia que se já antes organizava “esquadrões da morte” e “milicianos” agora com a ascenção dos Bolsonaro, padrinhos de policiais assim, e com a anuência da futura “Lei Moro”, já se sentem no direito de matar sem nenm mesmo esconder. Ou alguém acha que 14 jovens armados como supostamente estavam armados com armas sofisticadas, não provocaria nenhum ferido ou baixa entre os policiais que os atacaram?

folha

​Ao menos 14 pessoas foram mortas nesta sexta-feira (8) durante operação da Polícia Militar no morro do Fallet, centro do Rio de Janeiro. A corporação afirma que todos foram mortos em confronto com a polícia. Já moradores da favela dizem que os policiais atiraram mesmo após a rendição dos suspeitos. 

Ana Luiza Albuquerque e Thaiza Pauluze relatam na Folha:

Segundo o relato [de uma moradora], quando seu filho virou-se de costas para negociar a rendição com o grupo, agentes atiraram contra ele. “Deram um tiro nas costas. Furaram meu filho todo. Não me respeitaram em momento nenhum, nem meu filho de oito anos. Falou na cara do meu filho: ‘bem feito’.”
A mãe também disse que os policiais tentaram impedir que familiares entrassem na casa para identificar os corpos. 
Outro familiar de dois jovens mortos afirmou à Folha que ambos eram envolvidos com o crime. Contudo, declarou que os dois se entregaram e foram mortos pelos policiais ainda assim.

Não é o que mandam fazer aos que não são “humanos direitos” e não têm, portanto, direitos e nem humanos devem ser?

Julita Lemgruber, ex-ouvidora da Polícia e hoje coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes resume:

“Está muito claro que a licença para matar entrou em vigor, mesmo antes da legislação do [ministro Sérgio]Moro. Simbolicamente isso já está sendo operado na prática. O policial se sente encorajado a matar, com a justificativa de ter sido tomado por violenta emoção”, afirma Lemgruber.

 


Fonte: https://luizmuller.com/2019/02/11/o-chao-rubro-negro-com-sangue-da-chacina-promovida-por-policiais-contra-14-jovens-no-centro-do-rio-de-janeiro/

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