O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) denuncia a perseguição do sistema de justiça ao ex-presidente Lula. Segundo o parlamentar, a denúncia do Ministério Público Federal, apresentada nesta segunda-feira (11) contra Lula por uma Medida Provisória editada por Fernando Henrique Cardoso, é mais um exemplo de que não há limites por parte de procuradores e juízes para tentar criminalizar e destruir a figura de Lula, que lidera todas as pesquisas para as eleições de 2018.
O MPF denunciou nesta segunda (11) o ex-Presidente Lula por uma Medida Provisória editada em 1999 pelo governo FHC. Na época, essa Medida possibilitou a descentralização da indústria automobilística no Brasil, com a ida da Fiat para o estado de Pernambuco, a Ford para a Bahia, e a Hyundai e a Mitsubishi para Goiás.
Dez anos após, já em 2009, houve a renovação dessa MP pelo Congresso Nacional. Na Câmara, o relator dessa MP foi o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), no Senado, César Borges (ex-governador da Bahia e ex-DEM). A aprovação por unanimidade, com manifestações entusiasmadas dos líderes do PSDB, PMDB e DEM, dessa MP foi comemorada também pelos então governadores de Pernambuco e Goiás, Eduardo Campos (PSB) e Marconi Perillo (PSDB).
“Após tudo isso, qual a conclusão do MPF? Que o ex-Presidente Lula foi beneficiado por ter renovado essa Medida Provisória. É um escárnio, o auge da perseguição contra o ex-Presidente”, denuncia o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
Durante uma CPI na Câmara dos Deputados, Pimenta esteve frente a frente com o delegado que indiciou Lula pela MP editada por FHC. Questionado pelo petista, o delegado não soube explicar por que havia indiciado Lula e jamais cogitado ter chamado FHC para depor.