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Luiz Muller Blog

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“RESISTÊNCIA ANTILIBERAL” DE BOLSONARO NA CRISE COM O BANCO DO BRASIL ???

22 de Janeiro de 2021, 10:36 , por Luíz Müller Blog - | No one following this article yet.
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O artigo a seguir é da insuspeita liberal e golpista Época da Globo. Não defendo as posições expressas no conteúdo da mesma. O “enxugamento” com fechamento de Agências e Demissão de Milhares de funcionários do Banco do Brasil, não tem nada a ver com tornar o Banco mais competitivo no Mercado, mas sim com o fito de Privatizá-lo. Mas o fato é que o artigo acerta ao indicações pelas quais a Rede Globo e setores neo liberais e até de Centro Direita começaram a se mover pelo impeachment de Bolsonaro.

Por outro lado, as pesquisas tem mostrado que Bolsonaro não baixa dos 30% no eleitorado, mesmo entre familiares de vítimas do COVID-19, apesar de Pesquisa revela que Bolsonaro executou uma “estratégia institucional de propagação do coronavírus”. O efeito devastador das campanhas realizadas via redes sociais e ainda não bem compreendidas pela Esquerda, fizeram o povo aceitar até mesmo entregar a própria vida e a de familiares em sacrifício pelo “mercado” que os oprime.

Segue o Artigo publicado na Revista Época:

A reação do presidente a um simples plano de corte de custos da estatal mostra que ele não é apenas contra privatizações

­ Foto: Arte de Daniel Vides Veras­ Foto: Arte de Daniel Vides Veras

Na campanha eleitoral que o levou ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro fazia juras de fidelidade ao liberalismo econômico. Menos Estado, mais iniciativa privada, racionalidade na economia, reformas, privatizações… As promessas faziam total sentido aos incautos cansados do dirigismo da ex-presidente Dilma Rousseff. Dois anos depois da posse, eis que Bolsonaro se revela tão ou mais sensível que a petista aos pleitos das corporações, a ponto de não conseguir nem mesmo colocar em prática um programa de corte de custos no Banco do Brasil. André Brandão, presidente do banco indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, quis enxugar o gigante e terminou virando alvo do Palácio do Planalto.

Quando André Beltrão assumiu o Banco do Brasil, com o apoio do ministro Paulo Guedes, Jair Bolsonaro era só sorrisos. Foto: Alan Santos / PRQuando André Beltrão assumiu o Banco do Brasil, com o apoio do ministro Paulo Guedes, Jair Bolsonaro era só sorrisos. Foto: Alan Santos / PR

Na noite do último dia 13, Brandão foi informado, por telefone, que ainda era presidente do banco. A ligação foi necessária porque o momento era de crise. O executivo tinha passado o dia lendo o noticiário que dava conta de que Bolsonaro estava decidido a demiti-lo, depois de se irritar com um plano de cortes de gastos anunciado no dia 11. A ideia de Brandão era fechar 361 unidades, das quais 112 são agências, e iniciar um programa de demissão voluntária para o desligamento de 5 mil funcionários. A turbulência, que só foi controlada dois dias depois, serviu para Brandão como uma espécie de batismo de fogo. Por ora, a fervura caiu em temperatura. Como a vacina impôs novas prioridades ao núcleo presidencial, ninguém mais fala se ele fica ou não no cargo. A questão é o grau de autonomia que terá daqui para a frente, depois da fritura à qual foi submetido. Por ordens de Bolsonaro, o plano que idealizou está aberto a sugestões do Congresso, que não tem por hábito demonstrar um ímpeto desestatizante.

A polêmica escancarou a disputa entre a busca da eficiência econômica e o cálculo estritamente político. Com um número cada vez maior de clientes acionando serviços bancários a partir de seus smartphones e computadores ao longo dos últimos anos, mais e mais agências de diferentes instituições financeiras têm visto o movimento cair. É isso que explica a redução das redes físicas dos bancos privados. Em 2017, os três maiores tinham 12.671 agências. No fim de setembro passado, o número era 11.129, segundo dados do Banco Central.PUBLICIDADEhttps://5ee24fd87bb2067c02fc7e0587386be5.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Agora o presidente ataca Beltrão para não atrapalhar a campanha do deputado Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, o que leva insegurança à sede do banco em Brasília (foto abaixo). Foto: Daniel Resende / Agência Enquadrar / Agência O GloboAgora o presidente ataca Beltrão para não atrapalhar a campanha do deputado Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, o que leva insegurança à sede do banco em Brasília (foto abaixo). Foto: Daniel Resende / Agência Enquadrar / Agência O Globo

Os bancões privados também estão enxugando quadros. Em 2012, a categoria dos bancários tinha 513 mil trabalhadores. Atualmente são menos de 450 mil, segundo números da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Nessa corrida, o Banco do Brasil é um retardatário. A instituição possui menos clientes que Itaú Unibanco e Bradesco, mas tem mais funcionários que seus pares (cerca de 109 mil em comparação a 90 mil, em média) e mais agências (5.400 em comparação a 4.500, também na média). “O anúncio do plano de reestruturação do Banco do Brasil” foi “positivo para a rentabilidade do banco porque a queda nas receitas e os elevados custos de crédito, na esteira da pandemia de coronavírus, podem continuar pressionando os resultados após 2020”, escreveu em relatório a clientes o vice-presidente da agência de classificação de risco Moody’s, Alexandre Albuquerque.

Mas, na cabeça de Bolsonaro, a lógica é outra. A notícia do plano do Banco do Brasil o incomodou porque ele passou a ser cobrado por aliados, em meio à reta final das eleições para presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. A pressão veio, sobretudo, de políticos da base de apoio do deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo governo para o comando da Câmara. Em novembro, Brandão já havia provocado descontentamento no meio político ao promover uma dança das cadeiras na cúpula da instituição, como revelou o jornal O GLOBO.


Fonte: https://luizmuller.com/2021/01/22/resistencia-antiliberal-de-bolsonaro-na-crise-com-o-banco-do-brasil/

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