A CARTA DE BAMBERG
“Bamberg, Sacro Império Romano-Germânico, 1 de agosto de 1628
Incansável camarada:
Dra. 'S' não agüentou ver tanta desgraça e resolveu dar um pulo na Índia, enquanto me dirigi a esta cidade.
Durante todo o tempo da Santa Inquisição calcula-se que tenham sido assados na fogueira cerca de mais de 1 milhão de pessoas (as fontes cristãs devem ter outros números). Dizem que esta cidadezinha foi a campeã em queimar vivas as pessoas acusadas de bruxaria – sozinha teria quebrado o recorde com um número perto de 600.
Mas o que me trouxe aqui foi o caso do Sr. Johannes Junius, com quem acabei de conversar e entregou-me uma carta para que chegue ás mãos de sua filha Veronika.
O conteúdo da carta é revelador dos métodos de torturas usados pela Igreja para fazer as pessoas confessarem crimes que não cometeram, ou delatarem outros, para que delatem outros, e assim por diante.
Acusado de bruxaria, o senhor Junius foi torturado com o 'esmagador de polegares', a 'bota espanhola' e a 'estrapada'. Veja um desenho mostrando como seria a 'estrapada':
O sujeito é erguido, solto e bruscamente seguro antes de chegar ao chão, causando o deslocamento dos ombros. Depois desses tratos, Junius foi queimado vivo numa fogueira aqui no centro de Bamberg.
Leia aqui a carta que eu vou tratar de fazer chegar às mãos da pequena.
Nos vemos em um próximo episódio.
Raskólhnikov II”
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Postado por Marcos "Maranhão" em 23 de janeiro de 2009, às 20:55h






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