AGORA É SÉRIO!
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MARCOS “MARANHÃO” - Vamos deixar de brincadeira, por ora. Acho que tu carregaste no aguardente quando preparavas o licor de jenipapo – sabes que não gosto de bebidas fortes. Não fossem esses deliciosos bacuris que a doce Sônietchka me trouxe direto de Caxias... Agora é sério!
RASKÓLHNIKOV II – Tá bom, meu caro. Vamos lá! Acessando a internet aqui, vejo que começou mesmo a briga pra valer nas eleições de Maringá. Vejamos... Humm!... Aqui: “citam: 'armação', 'encenação'...".
MARCOS “MARANHÃO” - Tô lendo... Caramba!!!
RASKÓLHNIKOV II – Espera aí. Esse negócio tá meio confuso. Deixa eu juntar as peças: um cara é contratado pra fazer uma encenação num determinado setor público municipal; a demora no atendimento o faz ficar nervoso e falar umas bobagens para a atendente; neste exato momento, chega uma equipe de propaganda que faz campanha para o candidato “A” e filma tudo; depois o cara que atuou como ator volta ao local e revela para a funcionária que tudo não passou de uma encenação para os caras filmarem e colocarem no programa eleitoral. Huumm!!!
MARCOS “MARANHÃO” - Primeiro, vamos supor que o ator foi pago pra isso, ou teve a promessa de ter algo em troca. O que o fez quebrar a possível promessa de calar a boca? Sim, se os caras armaram tudo, então parecia já terem conversado antes (equipe de filmagem e ator): deveria haver um “contrato de fidelidade” entre ambas as partes.
RASKÓLHNIKOV II – Pra se quebrar um contrato desses, em tão pouco espaço de tempo, tem que haver um motivo muito forte.
MARCOS “MARANHÃO” - A não ser que a equipe tenha sido muito amadora.
RASKÓLHNIKOV II – Mas esses caras não brincam em serviço...
MARCOS “MARANHÃO” - Não é descartado a hipótese de que o ator os tenham atraído para a realização da cena.
RASKÓLHNIKOV II – Como assim?
MARCOS “MARANHÃO” - Elementar, meu caro Raskol! Suponhamos que o ator tenha estado no meio daquele time do candidato “A” já há algum tempo (ninguém suspeitaria dele); então ele passaria o roteiro para alguns conhecidos de lá de dentro, que, por sua vez, contatariam a equipe. Só que, esse ator, na verdade, seria um ator conhecido do candidato “B”...
RASKÓLHNIKOV II – Um agente duplo.
MARCOS “MARANHÃO” - ... que, infiltrado ali há muito (justamente para agir numa hora de desespero), entraria em cena. Ao que parece, pelas leituras que estamos fazendo na net, o candidato “B” fez representação na Justiça Eleitoral contra o candidato “A”, pedindo investigação para a possibilidade de ter havido ali crime eleitoral.
RASKÓLHNIKOV II – Maquiavelismo puro.
MARCOS “MARANHÃO” - Algo me diz que nesta semana – quiçá hoje - teremos um bispo ou uma torre derrubado.
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Postado por Marcos "Maranhão" em 23 de setembro de 2008, às 22:13h






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