Ir para o conteúdo
ou

Thin logo

McWalenski

Marcos A. S. Lima
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brazil

Pesquise:

Cinema:

Россия Федерация

ZEITGEIST 1

ZEITGEIST 2

ZEITGEIST 3 Final Mo

Além Cidadão Kane

Sonegação da Globo

 Voltar a JANO, o Lanterneiro
Tela cheia

DESENHAR É QUE NEM ESCREVER

11 de Setembro de 2013, 16:03 , por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
Visualizado 16 vezes
Licenciado sob CC (by-nc-nd)
DESENHAR É QUE NEM ESCREVER

 

Algumas pessoas se admiram quando vêem alguém desenhar; outras, chegam a dizer que é um dom recebido de Deus. Eu sempre imputei tal habilidade à minha força de vontade, uma vez que a desenvolvi a partir dos 11 anos de idade.

 

Tal força nasceu a partir de um MEDO meu. Na sala de aula, quando eu estudava na quinta série, vi um amigo desenhando facilmente o Incrível Hulk, o Homem Aranha e os Super-Amigos, por exemplo. A princípio, como o meu desejo de tornar-me desenhista era forte (pois eu queria desfrutar dos elogios que meu amigo de sala de aula desfrutava), passei a anunciar para os amigos da minha rua que eu era o autor de alguns desenhos que vendia, doados pelo meu amigo da escola.

 

Esse meu relativo sucesso durou pouco, até o belo dia em que tive medo que algum menino me pedisse pra fazer o desenho na frente dele. O frio na barriga que sentia só de pensar nisso foi o bastante para eu querer aprender a desenhar.

 

Tudo que eu sabia desenhar, até então, era o mesmo que a maioria das pessoas, ou seja, quando me pediam para desenhar um homem, eu fazia isso:

 

Então comecei do começo. Quando eu não sabia escrever a letra “a” ou o “b”, por exemplo, num dos cadernos de caligrafia que eu tinha, aprendi a escrever a partir de se cobrir a letra (a letra já vinha escrita no caderno, só que toda pontilhada; tudo que eu tinha que fazer era passar o lápis em cima dos pontinhos que formavam a letra, a fim de que ela ficasse bem visível). Depois de um certo tempo, de tanto repetir isso, passei a fazer o “a” sem precisar cobri-lo. Quando eu aprendi todo o alfabeto, e tentava juntar as letras formando as palavras, eu até que o conseguia, porém, saiam deformados, sem rumo: ora era a perninha do “a” que saia pra cima, parecendo a do “o”, ora era o contrário. De tanto usar a borracha, passei a fazê-lo correto e, em breve tempo, eu já escrevia o ditado da professora e, depois, redações.

 

O mesmo passei a fazer com os desenhos que meu amigo da escola me dava. Usando aquelas folhas transparentes que vinham nos cadernos de desenhos, aprendi a desenhar a partir de se cobrir os traços das figuras; tudo que eu tinha que fazer era passar o lápis em cima da folha transparente, seguindo os traços que se via em baixo. Depois de um certo tempo, de tanto repetir isso, passei a fazer o desenho sem precisar cobri-lo. Quando eu já sabia fazer o Hulk, por exemplo, em pé, frontal, e tentava dar movimentos para ele, eu até que o conseguia, porém, saí deformado: ora era um braço fino de mais, ora era um rosto sem expressão. De tanto usar a borracha, passei a fazê-lo correto e, em breve tempo, eu já desenhava o Homem Aranha, o Super-Homem... e, hoje, eu me arrisco a reproduzir Dalli, Botticelli, Ingres, conforme fotos que coloquei aqui do lado, neste blog - tudo que meus olhos conseguem ver e minha mente imaginar, eu coloco no papel.

 

Portanto, desenhar é que nem escrever, basta treinar, usar a borracha. Eu não nasci sabendo escrever, nem desenhando, as pessoas, as condições e meus medos, ensinaram-me a dominá-los. A dica é: querer, em primeiro lugar, independente de quaisquer emoções que o motive; segundo, treinar muito, usar a borracha. Não desistir diante dos primeiros fracassos. Ninguém nasce sabendo andar de bicicleta.


___________

Postado por Marcos "Maranhão" em 5 de julho de 2008, às 20:48h


0sem comentários ainda

    Enviar um comentário

    Os campos realçados são obrigatórios.

    Se você é um usuário registrado, pode se identificar e ser reconhecido automaticamente.