(foi queimada viva porque ouvia vozes)
"Ruão, França, 30 de maio de 1431
Caríssimo amigo:
Minhas pesquisas exaustivas trouxeram-me a Ruão, um lugarejo localizado na França do bispo Pierre Cauchon, o sujeito que condenou Joana d'Arc a ser queimada viva na fogueira.
Joana era filha de servos feudais, pobres, quando começou a ouvir vozes aos 16 anos; entrou para a cavalaria e liderou um exército de mais de 4 mil homens, conseguindo conquistar Orléans das mãos dos ingleses.
Estes feitos levaram a Igreja Católica a condená-la por bruxaria. Veja uma gravura mostrando-a, juntamente com outros condenados, instantes antes de ser queimada (tinha 19 anos), quando ainda estava sendo amarrada aqui perto de onde escrevo, na Praça do Velho Mercado, pouco antes das 9 da matina – clique na imagem para ampliá-la e observe melhor um jovem trazendo um feixe de lenhas verdes: é para a queima demorar mais, aumentando a agonia das vítimas:

Detalhe: a Igreja a transformou em santa em 1920.
Dra. 'S' quase foi junto com Joana. Tudo porque ela se esqueceu de tirar a calça comprida que vestia por baixo da saia – tá um frio de lascar aqui - e, num descuido, alguém percebeu e a apontou como sendo uma bruxa. Pronto. Foi uma histeria geral. Foi salva porque conseguiu usar a máquina do tempo antes que a levassem – aí foi que o pessoal ficou doido mesmo aos gritos de 'Bruxa! Bruxa! A bruxa sumiu!!!'
E eu já tô indo, pois não quis presenciar a cena da morte de Joana, além do mais, já tem muita gente me olhando meio esquisito.
Até!
Raskólhnikov II”
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Posztado por Marcos "Maranhão" em 21 de janeiro de 2009, às 19:39h






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