No tempo em que eu ajuntava tampinhas de garrafas
Eu deveria ter de sete para nove anos quando observava um irmão e um cunhado, na frente do espelho, arrumando seus cabelos black power, suas camisas coloridas, calças bocas-de-sino e sapatos cavalo de aço.
O salão da casa de esquina onde passei minha infância, nos anos 70, em Caxias (MA), era transformado em pista de dança. As luzes coloridas. No quintal, em volta do jardim, mais luzes; um tanque, usado originalmente para aparar a água da chuva, servia de freezer: com palhas de arroz e bastante gelo, conservava as bebidas.
Eu deveria ter uns 9 anos, mais ou menos, quando observava os caras dançarem o som que vinha da radiola, igual a este aqui do Tavares:
Eu tentava, sem sucesso, imitá-los lá no quarto. Mas o que eu esperava mesmo era a hora de me darem minha garrafa de guaraná jesus ou guaraná cerma e, é claro, ajuntar as tampinhas.
Lá pelas tantas da noite, sem poder pregar os olhos devido ao barulho (a meninada tinha que ir pra rede bem cedo), eu conseguia espiar pelo buraco da fechadura pessoas ao embalo de Deddy Cool, do grupo Boney M:
Às vezes vinham bandas tocar lá em casa. Dava muita gente. Este som era imitado por elas:
Baccara fazia o pessoal entrar no clima:
Em 1981 eu já tentava deixar meu cabelo crescer (mas minha irmã nunca deixava), influenciado por sons como o de Ottawan:
P.S. Assista mais vídeos nos meus prediletos
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Postado por Marcos "Maranhão" em 18 de abril de 2008, às 18:05h






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