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O pano de fundo da crise diplomática na AL e da violência em Maringá

сентября 10, 2013 16:57 , by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet | No one following this article yet.
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O pano de fundo da crise diplomática na AL e da violência em Maringá
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Tenho notado o crescimento do consenso na opinião pública de que por trás da maioria dos crimes praticados em nossa sociedade está o tráfico de drogas. É comum vermos nos noticiários, quando os repórteres estão entrevistando um homicida que foi preso, a explicação do criminoso de que agiu sob efeito de drogas, como a cocaína, por exemplo.

Em Maringá não é diferente. Num espaço de poucos dias, adolescentes que recentemente foram executados na periferia da cidade estariam envolvidos com as drogas, foi o que mais se ouviu na cidade.

A mídia em geral parece preocupada em querer fazer seu público entender o aumento recente de crimes nesta cidade que já rotularam de “a mais segura do Brasil”, e parece contribuir (mostrando alguns fatos) para uma discussão sobre as possíveis causas do crescimento da violência em nosso meio: quase que em uníssono se escuta que precisamos de uma polícia inteligente, que combata o mal pela raiz, ou seja, que faça um cerco aos traficantes de drogas – o que eu acho que deve está sendo feito.

Todavia, um assunto que, a meu ver, deveria está sendo mais discutido por nossa sociedade tão preocupada com o aumento da violência, tem tido pouco (às vezes nenhum) destaque naqueles mesmos meios de comunicação que se esforçaram em mostrar as mortes e roubos envolvendo o uso de tóxicos. Refiro-me à crise diplomática envolvendo a Colômbia, Equador e Venezuela.

Na internet, que é o meio pelo qual ultimamente mais estou me informando, as discussões foram acaloradas, principalmente nos blogs políticos nacionais. Mas, por essas bandas de cá ficou meio parado. Talvez pelo fato de que as discussões aqui estejam mais voltadas para os problemas da disputa política local. “É desvio de foco de determinadas questões mais importantes; é um assunto internacional, não tem nada a ver com a gente; não vende; é demais complexo para gerar discussões na massa, etc”, diriam algumas vozes da imprensa conservadora e, até, alternativa, tentando justificar o pouco aprofundamento da questão.

O que Maringá tem a ver com o incidente diplomático (a invasão do território equatoriano feita pelos colombianos para vitimar Raul Reyes e mais vinte e dois guerrilheiros das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que na mesma proporção que chegou aos noticiários, saiu rapidamente? Elementar, meu caro leitor! O pano de fundo da questão – que boa parte da imprensa, quando o coloca, o faz parcialmente – é o narcotráfico, a cocaína, (talvez uma das drogas que andam servindo de motivo de preocupação para muitos pais maringaenses, que já não sabem o que fazer para tirarem seus filhos do vício, venha daí).

Vamos ver se, nesse episódio, parte da mídia brasileira resiste à lanterna do velho Diógenes, que Jano segura aí em cima, na figura que pintei para ilustrar esse blog:

Importantes setores da mídia burguesa nacional tentaram mostrar o assunto mais do ponto de vista do Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, dando a entender de qual lado estavam, e aproveitaram para satanizar mais ainda Hugo Chávez, presidente da Venezuela, principalmente quando a OEA foi clara ao afirmar que a Colômbia errou ao invadir o território equatoriano.

E quando Uribe (com o apoio de Bush) passou a acusar Rafael Correa, presidente do Equador, e Chávez (com quase toda a América Latina protestando contra Bogotá) de envolvimento com as FARC, utilizando-se de supostos e-mails e documentos encontrados nos computadores de Reyes (documentos estes que apontavam para possíveis repasses de Chávez, às FARC, de 300 milhões de dólares; que Chávez teria agradecido às Farc os 50 mil dólares lhe enviado quando ainda estava preso, em 1992, após o fracassado golpe; que Chávez poderia doar à guerrilha fuzis velhos; que ministros de Correa teriam entrado em contato com as FARC; que o grupo de forças insurgentes queria comprar 50 quilos de urânio por 1,5 milhões de dólares, etc.), nossa mídia nativa pareceu ir ao delírio, certamente apostando no fim daquilo que Chávez chama de Revolução Bolivariana.

Tentou-se vender a imagem de que somente as FARC, Chávez e Correa poderiam está ligados a tudo que se condena: terrorismo, narcotráfico, contrabando de armas, etc. “Esqueceram-se” de enfatizar que a Colômbia é considerada o país responsável pelo fornecimento de 80% da cocaína encontrada no planeta; que ali é tido como lugar onde mais se assassinam jornalistas no mundo; que, no momento em que Reyes foi morto, a 200 km dali, três negociadores franceses estavam esperando contato das FARC para a libertação de Ingrid Betancourt, e que Uribe deu ordens para eles não se aproximarem do acampamento; que a ONU disse que o êxodo de colombianos para o Equador é uma das piores tragédias humanitárias nas Américas; que em 2007 o Equador destruiu 47 acampamentos móveis das FARC no seu território; que o disco rígido dos computadores são facilmente manipuláveis; que um Ministro venezuelano diz ter colhido informações em computador de um traficante colombiano morto na Venezuela, responsável por 70% da cocaína colombiana vendida para os EUA, e que um general de Uribe participa do narcotráfico; que o irmão do diretor da polícia colombiana, que leu na tv os supostos e-mails e documentos encontrados com Reyes, está preso na Alemanha por tentar vender 35 quilos de cocaína a policiais disfarçados; que o presidente da Colômbia tinha ligações com os irmãos Ochoa, narcotraficantes de Pablo Escobar; que o pai de Uribe (que foi morto pelas FARC) já teve um helicóptero apreendido num parque de refino de cocaína de Escobar.

Parece que ninguém é santo nessa história, cutucar-me-ia Jano, o lanterneiro, agora.

Embora o assunto tenha morrido rápido, depois dos apertos de mãos e tapinhas nas costas entre os presidentes diretamente envolvidos, há sinais claros de que poderá voltar em tempo não tão distante, a julgar pelos “recados” deixados: depois de apresentarem o corpo do segundo homem das FARC como se fosse um troféu, filmaram e mostraram na mídia uma imagem de Che Guevara no acampamento bombardeado; o substituto de Reyes (que era um dos braços das FARC que acreditava em negociações para chegar à paz), Joaquín Gómez, é da ala militar, mais radical; outro importante guerrilheiro morto, membro do secretariado das FARC, foi traído por um colega e teve a mão decepada, como forma de prova para obter recompensa oferecida pela Colômbia (Che também teve a mão cortada).

É possível que muitos pais maringaenses se questionem sobre como acabar com a corrupção nas nossas instituições, que tanto degrada nossa sociedade, permitindo a perda de vidas tão precoces. Bom. Eu também não tenho a resposta. Mas sigo procurando-a quando passo a querer entender o problema a partir de sua origem.

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Fonte de pesquisa:
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O furor bélico de Uribe
(Wálter Fanganiello Maierovitch)
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Uribe e Bush, enfim sós
(Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa )
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Postado por Marcos "Maranhão" em 10 de março de 2008, as 19:05h


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