PRIMEIROS (E INESQUECÍVEIS) AMIGOS DE MARINGÁ
Outro dia, ao ler essa notícia, e ao sentir o clima das festas juninas na cidade, lembrei-me mais facilmente dos primeiros anos quando nesta cidade cheguei.
Quando saí do pensionato, em outubro de 1991, fui morar no Campos Elíseos, bairro adjacente ao Conjunto Paulino, Branca Vieira e Parque Residencial Tuiuti (juntos, formavam a então Comunidade São Mateus, hoje Paróquia São Mateus Apóstolo, na região nordeste de Maringá). Naqueles primeiros dias, ainda encontrei as ruas do Tuiuti, ao redor do terreno onde hoje está a igreja Católica – cuja construção contou com uma mãozinha minha-, sem asfalto.
Foi aí que tive a honra de conhecer muitos amigos importantíssimos na minha vida. Amigos estes que mui prazeirosamente até hoje os conservo, embora, diga-se de passagem, estou em dívidas de visitas a vários deles – sempre digo-lhes, quando nos esbarramos por aí, que vou aparecer: “ É a correria...”, justifico-me, às vezes. Eu certamente incorreria em esquecimento de alguns nomes, caso começasse a decliná-los aqui.
Nessa época, aprendi muito quando entrei num grupo de jovens da Pastoral da Juventude. Foi uma fase relevante na minha aculturação em Maringá: permitiu-me, entre outras coisas, ter um lugar onde sempre encontrava pessoas dispostas a ouvir-me.
Nesses tempos de festas juninas, cheguei a participar de quadrilhas de São João. Uma vez dancei no arraial portando uma mala velha e um guarda-chuva furado. Em outra oportunidade saí de “Lampião”.
Foi por essa época que comecei a tomar gosto pelas políticas partidárias. Tenho um caderno onde escrevi, usando caneta esferográfica azul, o Estatuto do Bairro Campos Elíseos. Minha assinatura atual foi registrada no cartório por esse período (tive que fazer isso porque me indicaram para ser secretário do finado Emílio, que saiu candidato a vereador pela comunidade). Bons tempos.
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Postado por Marcos "Maranhão" em 27 de junho de 2008, às 22:31h






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