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Raskól tenta vaga de professor em 2013

12 de Setembro de 2013, 16:33 , por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Raskól tenta vaga de 

professor em 2013


Aidnâlogniram, 15 de maio de 2013

 

Caro paladino internauta, Marcos 'Maranhão':

 

Minhas suspeitas se confirmaram. Depois de horas naquela fila a fim de ver os rostos dos sacerdotes e ouvir a voz do profeta que atendiam no oráculo de Raskólhnikov II, o herege, dei de cara com as pessoas que encabeçavam minha lista de suspeitos de estarem lucrando com minha morte. É claro, tomei cuidado para não me reconhecerem: passei-me por um mendigo usando uma capa preta fedida na cabeça. Quando chegar aí eu te revelo os nomes.

 

Por ora, resolvemos, como tu deves ter notado na data, dar um pulo nos anos adjacentes a 2011. Agora estamos em 2013. O oráculo continua lá, agora mais bonito, em mármore. Abriram uma filial em Silopólidnaras, segunda maior cidade da região metropolitana de Aidnâlogniram.

 

Mais o que quero te relatar mesmo é o fato de que estou decidido a ingressar no serviço público estadual: candidatei-me, no primeiro concurso no início deste ano, ao cargo de professor de psicologia (Dra. 'S' já está trabalhando dentro do Núcleo de Educação de Aidnâlogniram).

 

Decepcionei-me neste primeiro concurso: apesar de ter acertado 13 das 15 questões da prova específica da disciplina na qual formei-me (86% de acerto; 3º lugar geral), fui mal na prova de CAQPENCC - Conhecimentos das Áreas em Que os Pais e o Estado Não Conseguem dar Conta (acertei só 4 dos 15 quesitos – lá na UEJO tivemos só umas aulinhas de faz-de-conta dessas disciplinas, bem naquele estilo resenha aqui, faz um fichamento ali, tá me entendendo, né?).

 

Mas, mesmo assim, fui classificado. O diabo foram os critérios para selecionar os muitos candidatos aprovados: dos 100 pontos possíveis do concurso, 30 foram reservados a quem tinha títulos e experiência comprovada de prática de ensino (quanto mais 'pós-isso', 'pós-aquilo', mais ponto o sujeito somava; quanto mais anos comprovados de experiência como professor, mais o cara ficava na frente).

 

Aí foi que o 'véi' dançou. Recém saído da faculdade, como eu poderia comprovar experiência profissional? Lascado como nunca (no meu bolso tu só encontras 'teia' de aranha e buraco), mal conseguindo arranjar uns tostões nas produções de textos que vendo para os movimentos sociais – dinheiro que não chega nem para o aluguel -, como eu iria comprar os títulos, pagar as pós-graduações? As mais em conta oscilam em torno de 120, 150 pratas por mês.

 

Ah! Mestrado é de graça, é? A prova é fácil, é? Sei...

 

Olha, 'Maranhão', aqui no futuro a coisa tá feia pro camarada pobre. Ainda bem que aí no presente o negócio não é assim. Temos que agir aí pra a coisa não descambar para isso que relatei aqui no futuro.

 

Mês que vem vai ter outro concurso. Depois eu conto sobre ele.

 

P.S. Sobre aquele negócio das gradinhas 'enfeitadas' que tu pediste pra mim dar uma olhada... continua.

 

Raskólhnikov II”

_________

Postado por Marcos "Maranhão" em 21 de fevereiro de 2009, às 15:51h


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