Raskólhnikov II no ano 4 a.C.
“Qumran, Judéia, 17 de abril de 4 a.C.
Caríssimo:
Escrevo-lhe de dentro do mosteiro dos essênios, em Qumran, ás margens do Mar Morto. Como aqui eles não aceitam mulheres, Dra. 'S' ficou em Jerusalém adiantando outras investigações.
Acabei de conversar com um parente de um dos membros da seita. Chama-se Rafael. Apresentei-me como um irmão pertencente a uma outra ala dos essênios, afixada em parte deste mesmo deserto. Depois que fi-lo parar de mexer com uns vasos (veja abaixo uma foto dele que tirei sem que percebesse)

– parecia apressado -, ele me disse que a morte do mestre, ocorrida há três dias, foi só o começo de uma grande revolução que está por vir.
Ele referia-se a Menahem, o essênio, líder deste local e autoproclamado o Messias, filho de Yahweh, que, após a morte de Herodes, o Grande, ocorrida no último dia 6, encabeçou uma revolta fracassada contra os romanos, sendo preso, julgado e crucificado por isso. Seus discípulos, alguns moradores deste mosteiro, atesta Rafael, estão reunidos em local ignorado, esperando a ressurreição do rabi, que se dará hoje, conforme ele mesmo lhos dissera.
Tivemos conversa exaustiva sobre os últimos acontecimentos. Pude perceber o temor que sente de que lhe saqueiem o mosteiro, conforme mo deixava transparecer todo o tempo, sempre dando umas espiadas meio disfarçadas para a pilha de vasos que fiz questão de não perguntar do que se tratava.
Despedi-me dele não sem antes tentar aquietar seu coração dizendo: 'Não temeis, homem! Que a paz esteja contigo!'
Nos veremos num ano próximo deste. Até logo!
Raskólhnikov II”
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Postado por Marcos "Maranhão" em 10 de janeiro de 2009, às 17:15h






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