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Marcos A. S. Lima
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Raskólhnikov II no ano de 1.467.000 a.C.8

12 de Setembro de 2013, 14:34 , por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by-nc-nd)

Raskólhnikov II no ano de 1.467.000 a.C.

 

Recebo mensagem de Raskól, direto do Quênia, África. Está há exatos 1.469.008 anos da data de hoje. Monitora os habitantes locais que ainda não o perceberam; já está lá há quase uma semana. Acompanhemos-no:

 

Leste do Vale de Turkana, Quênia, África, 27 de dezembro de 1.467.000 a.C., 20:05h

 

Caro “Maranhão”:

 

Conforme eu havia te antecipado, consegui transportar-me para o passado. Estou bem. Encontro-me à beira do Lago Turkana, numa pequena caverna abandonada. Daqui posso observar (com um binóculo) grupos de hominídeos. Deduzo que sejam da espécie do Homo Erectus, haja vista que utilizam ferramentas feitas de pedra e controlam o fogo.

 

O fato marcante que quero apontar, no entanto, é que, durante estes cinco dias que os observo, no terceiro dia de meu trabalho, no dia 25 de dezembro, ocorreu um eclipse anular do sol. Desde então, estou notando seus comportamentos mudarem: toda vez que amanhece, eles ficam amontoados na frente das cavernas e ficam horas observando o céu, não saem para caçar, nem fazem nada, além de se abraçarem. Estão com medo do sol.

 

Acredito que devem estar achando que aquele escurecimento repentino (durou uns 12 minutos, mais ou menos) de nossa estrela central pode ter sido um aviso apara eles, e que pode acontecer a qualquer momento, por períodos mais longos, quem sabe até parar de uma vez por todas de aquecê-los, de iluminar, de não permitir que cresçam os pés de plantas que dão frutos, folhas e raízes que substituem a época de vacas magras... Já pensou se ficam o tempo todo no escuro? E os dias em que não há lua clara, ou que o céu ficar nublado, como sairão pra caça? Suas lenhas acesas não só atiçam o bicho que os ameaçam, mas também os que lhes servem de comida.

 

Nobre “Maranhão”, acho que cheguei bem naquele momento em que vão erigir algo parecido com um altar (seria o altar primitivo?) e começar a adorar o Sol, suplicando-lhe para que não suma de uma vez, pois seria o fim deles.

 

Agora tenho que me transportar novamente - devo regredir. Já consegui o que queria aqui. Ademais, minha água está acabando e as barras de cereais que trouxe só dão pra janta – sem falar o Grrr! que ouvi ontem à noite e que me deixou arrepiado (juro que pensei se tratar de um tigre-dentes-de-sabre). Ah! E não foi sonho, não.

 

Até a próxima!

Raskólhnikov II

________

Postado por Marcos "Maranhão" 28 de dezembro de 2008, às 21:03h


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