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Marcos A. S. Lima
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Sonhos, apenas sonhos

сентября 10, 2013 17:03 , by Marcos A. S. Lima - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Sonhos, apenas sonhos

As poucas vezes em que eu permito minha TV exibir algumas cenas de novelas são naqueles segundos antes de se começar os telejornais, geralmente porque meu relógio anda sempre adiantado, e eu não quero perder as manchetes, só pra ver se não tem nenhuma jogada da imprensa monopolista. Ou, ainda, naquelas frações de tempo quando estou passando canal por canal na esperança de encontrar algo que vale a pena assistir.

Nesses momentos, quase sempre (eu me arriscaria a dizer que 90% das vezes), deparo-me com cenas de violência física e/ou altamente estressantes (discussões, xingamentos em voz alta, etc.) vividas pelos personagens. A estratégia dos autores pode até render as audiências de que eles necessitam, mas não EDUCA (só pra lembrar, a educação é um dos - a meu ver deveria ser o principal - princípios norteadores das programações das emissoras de rádio e televisão, conforme consta na nossa Carta Magna de 1988, art. 221, inciso I).

Outro dia fiquei pensando, quando num desses instantes em que minha TV exibiu um pouquinho da novela: “Caramba! Agora estou me lembrando quando do tempo em que eu, adolescente, era viciado em novelas. Muitas vezes, após as várias cenas finais dos capítulos, quase sempre inconclusas, deixando o suspense no ar - que era um apelo pra minha volta no dia seguinte -, eu ficava comentando com as pessoas ao meu redor sobre o que aconteceria depois (quais as possibilidades de fulano se sair de determinada emboscada; se sicrano morreria; qual seria sua resposta à altura do insulto; o que eu faria se tivesse no seu lugar; qual arma utilizaria para matar-lhe ou ferir-lhe; como fugiria...), enfim, as hipóteses tomavam de conta da discussão pós-novela, sobretudo quando não gostávamos da programação seguinte”.

Eis um importante (e poderoso) papel que a mídia tem: provocar pensamentos, ENSINAR. No exemplo do meu tempo de noveleiro, mesmo sem perceber, eu estava me tornando um estudante de uma nova disciplina fora da sala de aula – já que na minha época ela não existia no ginásio: aprendia FILOSOFIA, pois minhas hipóteses para o que sobreviria no próximo capítulo era um aliado na construção do raciocínio.

O perigo é quando os temas das novelas nos convidam a enveredar por situações descontextualizadas, irreais, completamente sem sentido e com claros objetivos de indução de pensamento, que é o que vemos no dia-a-dia – assunto abordado pelo Eduardo Guimarães no post anterior-, geralmente com intenções puramente comerciais e/ou de continuidade de projetos de poder da elite midiática.

Bom seria – e não custa sonhar - se as novelas mostrassem, por exemplo, o lado dos povos oprimidos na História da Humanidade, em muitos de seus capítulos importantes ao longo do tempo e, aos poucos, trouxessem cenas para os dias atuais, ajudando o telespectador a identificar quem oprime e quem é oprimido atualmente, onde estão os herdeiros malditos dos tiranos passados de geração em geração até os dias atuais, e quais as velhas/novas formas de se escravizar.

__________

Posztado por Marcos "Maranhão" em 15 de março de 2008, às 18:58h


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