“PORTEIRO” OU PROFESSOR ?
É claro que a maioria dos alunos não protagonizava os atos que relatei na postagem anterior, alguns tentavam ir na onda (influenciados pelos líderes dos grupos), muitos queriam de fato estudar, mas eram impedidos pela bagunça quase (eu disse Q U A S E ) impossível de controlar.
Meu grande desafio era tentar parar essa desordem (às vezes, eu ficava na dúvida se estava desempenhando o papel de lecionar a matéria na qual me formei, ou se era uma espécie de “porteiro de sala”, tamanho que era a pressão que senti para não deixar as crianças saírem da sala fora do horário do intervalo) e mediar o ensino de História de acordo com o conteúdo do livro.
É óbvio que – até por uma questão de tempo - eu não consegui fazê-los mudar os maus hábitos indisciplinares trazidos de casa e reforçados pela ausência ou fragilidade de punições da instituição. Àquela altura, o que valia era mesmo tentar segurá-los dentro da sala e conseguir arrancar o máximo possível de tarefas para dar a nota final.
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Postadoo por Marcos "Maranhão" em 21 de dezembro de 2008, às 20:43h






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