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Cultura

30 de Agosto de 2016, 13:39 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

A milagrosa festa do jazz manouche

2 de Dezembro de 2018, 15:27, por Desconhecido



Carlos Motta

Depois de seis horas de música, os participantes do 6º Festival de Jazz Manouche de Piracicaba foram chamados, no domingo, 25 de novembro, ao palco montado atrás do Teatro Erotides de Campos, no belo conjunto cultural do Engenho Central, às margens do Rio Piracicaba. Alguns deles já tinham ido embora, mas mesmo assim, o palco ficou cheio. Eram brasileiros, argentinos, colombianos, venezuelanos, e um romeno, o violinista Florian Cristea, que mora no Brasil há 20 anos. 


E foi ao som de "Besame Mucho", clássico bolero da mexicana Consuelo Velásquez, uma obra atemporal, que a grande festa musical terminou. Violões, violinos, contrabaixos, acordeão e trumpete se fundiram no ritmo inconfundível criado pelo belga Django Reinhardt para acompanhar o  chileno Sebastian Abuter, que trocou seu clarinete pela voz. "Besame, besame mucho", cantou, ao que o coro de três dezenas de vozes, "regido" pelo violonista Bina Coquet, respondeu: "Mucho, mucho"...


Foi um final surpreendente para uma tarde/noite igualmente surpreendente, pela qualidade dos artistas que se apresentaram e pelas próprias características do festival, idealizado e organizado por José Fernando Seifarth de Freitas, um juiz de direito que leva a música muito a sério: na adolescência, integrou o conjunto Bombom, que estourou no Brasil com o hit "Vamos a la Playa", e anos depois foi um dos fundadores do Hot Club de Piracicaba, um dos grupos pioneiros do jazz manouche, ou cigano, no Brasil.

José Fernando já gravou vários discos e participou de inúmeros shows com seu violão rítmico no Brasil e exterior. Na grande apresentação de domingo, porém, tocou pouco. Foi mais visto nos bastidores, na plateia, nos arredores do palco, infatigável. Pegou o microfone apenas para anunciar as atrações. Numa dessas vezes, agradeceu o apoio recebido para pôr de pé o festival - uma lista que inclui desde a prefeitura de Piracicaba até uma padaria.


Por mais que tenha sido extensa a lista - José Fernando confessou, na hora, que não se lembrava de todos os que precisava agradecer -, ela, à primeira vista, parece ser insuficiente para realizar o milagre que é organizar um concerto com tal qualidade artística.

Seja como for, o fato é que nem a forte chuva no começo da noite atrapalhou o festival. O som estava ótimo, o público não cansou de aplaudir, muitas vezes entusiasticamente, os artistas, e eles, pela expressão em seus rostos, pareciam também estar, mais que satisfeitos com suas performances, felizes por participar da festa.

Pois o jazz manouche, além de um gênero musical arrebatador, é justamente isso, uma festa. Uma festa mais que necessária nestes tempos confusos em que vivemos.

(Nas fotos de Liliana Akstein, Bina Coquet, Florian Cristea e Sandro Haick. No vídeo, o argentino Ricardo Pellican e os brasileiros Marcelo Cigano, Sandro Haick e Danilo Vianna mostram com quantas notas se faz uma música de altíssima qualidade)

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Florian Cristea, o virtuose romeno que descobriu a MPB

20 de Novembro de 2018, 23:10, por Desconhecido



Carlos Motta

O romeno Florian Cristea é o único artista não nascido na América do Sul a participar do 6º Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, que começa amanhã, quarta-feira, 21 de novembro, com o show do violonista Mauro Albert e seu quarteto, às 20 horas, no Sesc daquela cidade do interior paulista. Neste ano, o festival, que já trouxe ao Brasil artistas europeus e norte-americanos, vai apresentar um resumo do jazz manouche, ou cigano, feito no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia. 

Florian pode ser uma exceção entre os músicos participantes do festival deste ano, mas certamente é uma unanimidade entre eles, graças ao seu virtuosismo no instrumento que toca desde criança, o violino. 

Nascido em uma família de músicos, ele vive no Brasil há 20 anos e nessas duas décadas integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Foi contratado a pedido do violinista e maestro Cláudio Cruz, na época spalla da Osesp, que havia recebido de John Neschling, substituto de Eleazar de Carvalho na direção artística do conjunto, a missão de garimpar profissionais para a seção de cordas na Romênia, até hoje uma referência na formação de músicos eruditos.

Isso foi em 1997. Mas Florian se recorda bem de como foi descoberto pelo pessoal da Osesp:

- Eu tocava num restaurante em Bucareste e eles foram lá jantar. No dia seguinte, depois de várias audições com músicos locais, voltariam ao Brasil. Ficaram impressionados comigo, me chamaram e disseram "olha, ouvimos músicos formados em faculdades, com mestrado e tudo, e não sabíamos que íamos encontrar num restaurante o melhor violinista da Romênia..." Pediram que eu fizesse um teste na manhã seguinte, lá mesmo o hotel onde estavam, antes e embarcarem de volta ao Brasil. Estudei duas horas duas músicas, toquei e fui aprovado. Vim ao Brasil, fiquei até dezembro, voltei à Romênia, e me mudei definitivamente em 1999, contratado pela Osesp.

Embora tenha tido uma formação acadêmica, Florian diz que sempre adorou a música popular. "Na faculdade, quando víamos, num intervalo das aulas, uma sala que não estava sendo usada, com algum instrumento, como um piano, eu e alguns colegas corríamos para lá e ficávamos tocando, jazz principalmente." 

Para ele, então, transitar entre os dois gêneros é algo perfeitamente natural. E, com toda a experiência que acumulou em décadas de dedicação ao violino, tocando na Europa e no Brasil, Florian diz que sem o gênio e o talento não existem grandes músicos, e se tiverem como base a música erudita, o estudo formal, tudo vai ser mais fácil para eles. "Estudando com bons professores, você economiza o tempo que gastaria aprendendo sozinho e pode se dedicar a outros objetivos. A melhor combinação é estudo e talento: já vi músicos 'sem estudo' que tocam muito bem, e outros que cursaram faculdade e não têm valor artístico, porque lhes falta o talento."

FLorian conhecia pouco da música popular brasileira quando vivia na Romênia. Bossa nova, principalmente. Tom Jobim, quase exclusivamente. "Até 1989 a Romênia era um país socialista, fechado, não tínhamos muito contato com a música do exterior. Lógico que ouvíamos jazz, conhecíamos a bossa nova, mas pouco. No Brasil tive um choque cultural e meio, quando entrei em contato com os outros gêneros musicais populares, como o chorinho. Nunca tinha ouvido falar em Pixinguinha, antes!"

Hoje, familiarizado com a produção do país, Florian é taxativo em afirmar que, "sem querer ofender ninguém", a música "é uma das melhores coisas que o Brasil trouxe a este mundo". Por isso, em seus planos está a formação de um grupo, com o violonista Bina Coquet, para intensificar suas apresentações de música popular - Bina tem se dedicado a transformar em jazz manouche sambas, chorinhos e outros ritmos populares brasileiros. "Tenho uma grande ligação com o Bina, acho que seria muito interessante a mistura de minha formação europeia com a brasilidade dele." 

Florian não se considera um violinista de jazz. "Vou tocando e aprendendo", diz. Dedica-se ao jazz manouche porque acha que ele "é mais acessível que, por exemplo, o jazz contemporâneo, e dá ao músico uma possibilidade de improvisação maior". E testemunha o crescimento que o gênero vem tendo no Brasil: "Na década de 1990, começo dos anos 2000 era bem pouca gente que tocava jazz manouche no Brasil. Sabíamos alguma coisa sobre o gênero, mas não me lembro de ter escutado ninguém tocar aqui naquela época. 
Agora não, tem festivais, como o de Piracicaba, tem músicos de manouche no Brasil todo.
O crescimento é notável."

E isso se explica facilmente: com músicos como Florian Cristea tocando, dificilmente alguém não vai gostar do manouche.

Programação do 6º Festival de Jazz Manouche de Piracicaba

Sesc Piracicaba - de 21 a 24/11 - 20 horas

21/11/2018 – Jazz manouche brasileiro - Mauro Albert Quarteto
22/11/2018 – Jazz manouche argentino - Fran Seglie, Federico Felix e Ricardo Pellican, com Bina Coquet, Nando Vicencio  e Sebastian Abuter
23/11/2018 – Jazz manouche chileno - Los Temibles Sandovales
24/11/2018 – Jazz manouche colombiano - Merender Swing

Engenho central - palco externo do Teatro Erotides de Campos – dia 25/11 - das 14h30 às 20h30

14h30 – abertura – Hot Club de Piracicaba e Renata Meirelles/Guilherme (lindy hop)
14h50/15h30 - Merender Swing (Colômbia)
15h40 /16h20 – Federico Felix (La Plata/Argentina), com Mauro Albert (Florianópolis),
Nando Vicencio (baixo), Thadeu Romano (acordeão) e Sebastian Abuter (clarinete)
16h30/17h00 - Bina Coquet Trio com convidados
17h10/17h50 - Fran Seglie (Argentina), com Bina Coquet (violão), Florian Cristea
(violino) e Danilo Viana (baixo)
18h00/18h40 - Jazz Cigano Quinteto (Curitiba)
18h50/19h30 – Los Temibles Sandovales (Chile)
19h40/20h20 - Ricardo Pellican (Argentina) e Sandro Haick, com Marcelo Cigano (acordeão) e Seo Manouche (baixo).

São Paulo - 23 e 30 de novembro de 2018 (Jazz Nos Fundos)

23/11: Vinicius Araújo e Marcelo Cigano (Curitiba)
Ricardo Pellican, Fran Seglie e Federico Felix (Argentina), com a cantora Lucia Zorzi e os músicos Bina Coquet (violão), Ernani Teixeira (violino) e Danilo Viana (contrabaixo)
30/11: Los Temibles Sandovales (Chile)
Bina Coquet Quarteto

Campinas

28/11 - Los Temibles Sandovales - Alma Coliving (19 horas)

Jam sessions

20 e 25/11 - Galeria 335 (Piracicaba)
21 e 26/11 - Primo Luiz (Piracicaba)
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O jazz manouche sul-americano invade Piracicaba

19 de Novembro de 2018, 23:45, por Desconhecido


Carlos Motta


Um dos mais importantes festivais de música do Brasil, o de jazz manouche de Piracicaba, começa nesta quarta-feira, 21 de novembro, no teatro do Sesc da cidade, com o show do violonista Mauro Albert, acompanhado por um trio formado por Gabriel Vieira, Nando Vicencio e José Fernando, a partir das 20 horas. 

Piracicaba já pode ser considerada a capital brasileira do jazz manouche, ou cigano, subgênero "inventado" pelo guitarrista belga radicado na França Django Reinhardt nos anos 30 do século passado, e que se espalhou pelo mundo todo. O festival está em sua sexta edição. E existe por causa da persistência e amor ao gênero de José Fernando, que desenvolve uma carreira artística em paralelo à de juiz de direito - adolescente, ele fez parte do grupo Bombom, que ficou conhecido no Brasil pelo hit "Vamos a La Playa".

Nos anos anteriores, o palco externo do Teatro Erotides de Campos, no belíssimo complexo cultural do Engenho Central, às margens do Rio Piracicaba, recebeu inúmeros expoentes do jazz manouche do Brasil e do exterior. José Fernando, porém, diz que se sentia a ausência de integração com o pessoal dos países vizinhos, onde também o "jazz gitano" é celebrado. "Depois de uma reunião virtual, pelas redes sociais, entre os organizadores dos festivais latino-americanos, conseguimos nos aproximar deles, e nesta sexta edição, o festival de Piracicaba terá, pela primeira vez, somente artistas sul-americanos, do Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, com exceção do virtuoso violinista romeno Florian Cristea, que vive no Brasil há muitos anos e faz parte da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo", diz  ele. 

A escolha dos artistas, explica, "foi justamente pelo contato pessoal que eu e Bina Coquet [violonista brasileiro que participou de outras edições do festival e vai tocar também neste] tivemos nos festivais de que participamos nestes dois últimos anos". O interessante para o público, destaca José Fernando, é que ele vai poder ouvir, pela primeira vez, ao vivo, o jazz manouche tocado sob a influência da cultura de países da América do Sul, "e aí se fundamenta a riqueza desses encontros".

O segredo para realizar um festival de música internacional nestes tempos de crise econômica, afirma José Fernando, é organizá-lo da "forma mais simples possível". Ele conta com colaboração da prefeitura, que cede o palco externo do Teatro Erotides de Campos para um dia de shows com todos os participantes, e, por sua vez, o Sesc organiza os concertos individuais com os artistas brasileiros e estrangeiros,"ocasião em que todos os grupos têm a possibilidade de fazer uma abordagem mais aprofundada de seu trabalho".

Parte dos artistas, informa José Fernando, viajará com seus próprios recursos, "assim como ocorre em festivais em outros países". E há apoiadores para o custeio da locação do equipamento de som, alimentação e transporte. "Sobretudo, há muita colaboração de amigos e dos músicos brasileiros e eu e minha esposa patrocinamos boa parte do evento", diz o músico e juiz de direito.

Os ingressos para os espetáculos de domingo, 25 de novembro, custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). A renda líquida da bilheteria será destinada à Associação Aliança de Misericórdia de Piracicaba. 

Programação

Teatro do Sesc de Piracicaba - de 21 a 24/11 - 20 horas

21/11/2018 – Jazz manouche brasileiro - Mauro Albert Quarteto
22/11/2018 – Jazz manouche argentino - Fran Seglie, Federico Felix e Ricardo Pellican, com Bina Coquet, Nando Vicencio E Sebastian Abuter
23/11/2018 – Jazz manouche chileno - Los Temibles Sandovales
24/11/2018 – Jazz manouche colombiano - Merender Swing

Engenho central - palco Externo do Teatro Erotides de Campos – dia 25/11 - das 14h30 às 20h30

14h30 – abertura – Hot Club de Piracicaba e Renata Meirelles/Guilherme (lindy hop)
14h50/15h30 - Merender Swing (Colômbia)
15h40 /16h20 – Federico Felix (La Plata/Argentina), com Mauro Albert (Florianópolis),
Nando Vicencio (baixo), Thadeu Romano (acordeão) e Sebastian Abuter (clarinete)
16h30/17h00 - Bina Coquet Trio com convidados
17h10/17h50 - Fran Seglie (Argentina), com Bina Coquet (violão), Florian Cristea
(violino) e Danilo Viana (baixo)
18h00/18h40 - Jazz Cigano Quinteto (Curitiba)
18h50/19h30 – Los Temibles Sandovales (Chile)
19h40/20h20 - Ricardo Pellican (Argentina) e Sandro Haick, com Marcelo Cigano (acordeão) e Seo Manouche (baixo).

São Paulo - 23 e 30 de novembro de 2018 (Jazz Nos Fundos)

23/11: Vinicius Araújo e Marcelo Cigano (Curitiba)
Ricardo Pellican, Fran Seglie e Federico Felix (Argentina), com a cantora Lucia Zorzi e os músicos Bina Coquet (violão), Ernani Teixeira (violino) e Danilo Viana (contrabaixo)
30/11: Los Temibles Sandovales (Chile)
Bina Coquet Quarteto

Campinas

28/11 - Los Temibles Sandovales - Alma Coliving (19 horas)

Jam sessions

20 e 25/11 - Galeria 335 (Piracicaba)
21 e 26/11 - Primo Luiz (Piracicaba)
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Exposição lança revista internacional de arte no Brasil

6 de Novembro de 2018, 13:23, por Desconhecido




Nesta quinta-feira, 8 de novembro, a partir das 15 horas, na Livraria Pontes, em Campinas, estará aberta ao público a mostra que lança no Brasil a revista internacional de arte Open Space. Pela primeira vez a publicação terá a participação de dois brasileiros: o artista plástico João Cunha, idealizador do evento, e o escritor Guilherme Zelig. A exposição é composta por 13 painéis com as obras dos dois brasileiros e da editora da Open Space, Dorota Czerner, publicadas na edição 21 da revista, lançada em junho deste ano em Nova York.

De acordo com João Cunha a ideia central da exposição é criar uma nova relação com o espaço e com a própria obra, ampliando dessa forma  o repertório  da leitura dos trabalhos publicados na revista. ”Nesta edição, participo com um conjunto de desenhos, instalações, fotogravura e assemblage/scanner, que sintetizam a ideia dos movimentos gerados em diferentes épocas: movimentos de arte, literatura, contracultura, feministas e políticos, entre outros”, afirma. 

O artista também incluiu na mostra dois painéis da exposição “Arte como Profissão”, que realizou há 40 anos (1978), no mesmo local e espaço da mostra atual, reforçando a importância da livraria na difusão da cultura.

Dorota Czerner expõe poemas ilustrados e interpretações que mesclam poesia e literatura sobre as obras de João Cunha. Guilherme Zelig participa com contos curtos que retratam nosso  cotidiano social.

João Cunha diz que a mostra é resultado de um trabalho conjunto com os editores da Open Space, Dorota Czerner e Russel Craig Richardson.

Segundo Dorota, que atua como editora da Open Space desde 2003, a publicação tem periodicidade anual e está aberta a todo tipo de produção artística. Áudios, vídeos e web-arte, que tem como suporte a internet, são divulgados por outra plataforma, a Open Space Web -Zine. A revista foi criada em 1999  por Benjamin Boretz e Mary Lee Roberts, dois compositores, educadores e ativistas sociais. Surgiu depois de pequenos impressos e "samizdats" focados especialmente em novidades da música, na Bard College,  em Annandale-on-Hudson  (Nova York).  

A conexão com o Brasil já acontece há algum tempo, diz Dorota. Prova disso é a amizade do poeta George Quasha, um dos primeiros editores da revista, com os irmãos  Haroldo e Augusto de Campos. Outros artistas dessa geração estavam diretamente em contato com o grupo Noigandres. Ela também destaca o conjunto musical The Caetano Veloso Project, do pesquisador acadêmico Chris Stover, que faz frequentes apresentações no país.

Dorota afirma ainda que que a diretoria de editores contribuintes está em constante expansão ao redor do mundo para identificar novos talentos em diferentes países. A expectativa de João Cunha é se tornar essa ponte no Brasil para incluir a participação de outros brasileiros na revista depois da mostra campineira.

Para ter acesso à versão completa da Open Space/21acesse www.the-open-space.org/issue--21/

Serviço

Abertura: 8 de novembro – 15 horas

Até 12 de dezembro

2ª a 6ª-feiras – 9 às 18 horas

Sábados – 9 às 13 horas

Livraria Pontes – Subsolo

Rua Dr. Quirino 1.223 – Centro, Campinas



Fotógrafa preserva, em sua obra, o patrimônio arquitetônico e cultural de Jundiaí

28 de Outubro de 2018, 23:23, por Desconhecido


A fotógrafa e artista plástica Regina Kalman mostrará os registros que fez ao longo de quatro décadas de edifícios e monumentos da arquitetura da cidade de Jundiaí (SP), em sua 10ª exposição fotográfica individual, na Pinacoteca Diógenes Duarte Paes (Rua Barão de Jundiaí, 109, Jundiaí). A abertura será no sábado, 3 de novembro, às 19 horas, e a mostra seguirá até o dia 28 de novembro.

A maioria das fotos da exposição, intitulada "Referências de Jundiahy em Foco, apresenta um registro urbano, rural e ferroviário do patrimônio cultural jundiaiense, que, na opinião de Regina, é importante para a preservação da memória da história da cidade. "Nas fotos  pode-se observar vários edifícios que hoje foram modificados ou demolidos, ficando somente como documentos fotográficos", diz a artista, dando um exemplo: "Quando repórter-fotográfica do Jornal de Segunda,  em 1975, registrei o corte das figueiras para construírem a antiga estação rodoviária, hoje terminal central."

Outro exemplo, de arquitetura histórica, é a Casa do Sal, fotografada por Regina em 1977. O imóvel, construído em taipa e datado do período colonial, ficava na Rua do Rosário, centro da cidade, e foi demolido no mesmo ano do registro feito pela fotógrafa.

Regina conta que durante o período em que trabalhou como professora de história e de arte na EE Dr. Antenor Soares Gandra, no ano 2000, desenvolveu o  projeto "A História Através da Fotografia", com seus alunos. Eles foram incentivados a usar cartões postais da cidade, observar e fotografar os locais estampados, para comparar as modificações ocorridas.

Ela diz ainda que foi despertada para um "olhar mais aguçado do patrimônio cultural jundiaiense" como participante nos concursos da Associação Amigos da Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico de Jundiaí, entre os anos de 2005 a 2015. 

E, como integrante do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Jundiaí, entre 2008 e 2010, passou a fazer registros voltados à preservação de referências da cidade, e alguns deles foram usados para solicitar a sua preservação e tombamento estadual, como a fábrica de tecelagem Argos, tombada pelo Condephaat.

"A fotografia foi uma maneira de contribuir e fazer parte da cultura e da história jundiaiense, onde moro desde a adolescência e onde luto para que sejam preservadas algumas de suas memórias e referências de seus quatro séculos de existência", diz a artista.

Regina Kalman atua como fotógrafa e artista plástica, desde 1973. Nascida na Iugoslávia (atual Croácia), é licenciada em desenho, plástica, educação artística, história e pedagogia, além de ser bacharel em sociologia, jornalismo e direito, com curso de pós-graduação em restauração de bens culturais móveis, em história do Brasil e didática superior.

Trabalhou como professora de história e educação artística na rede oficial da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, onde se aposentou. Participou em dez exposições individuais de fotografias, em  Jundiaí, Campinas e São Paulo.

Participou também de salões internacionais de artes visuais, em São Paulo, Osaka (Japão), Ilha da Madeira (Portugal), obtendo menções honrosas, e de salões nacionais de artes visuais em Jundiaí, São Paulo, Araras, Araraquara, Campinas, Itu, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Rio Claro e Vinhedo, obtendo vários prêmios; de  três edições do Mapa Cultural Paulista, em fotografia e artes visuais, fases municipal e regional; e de diversos concursos de artes fotográficas no Brasil, Japão e Portugal, desde 1973.

Tem verbetes no "Guia das Artes Plásticas de São Paulo" (Secretaria da Cultura de São Paulo, 1991); " Artes Plásticas do Brasil"(Ed. Júlio Louzada, São Paulo, 1992, vol. V), "Anuário Jundiaiense de Artes Visuais"( Ed. Literarte, Jundiaí, 1997,1998 e 1999); e na "Enciclopédia Cultural de Paula" (Ed. Literarte, Jundiaí, 2006, vol. II).

É membro da Associação dos Artistas Plásticos de Jundiaí e da Academia Jundiaiense de Letras e suas obras fazem parte do acervo da Pinacoteca Diógenes Duarte Paes (Jundiaí), Centro de Memória de Jundiaí, Museu do Presépio de São Paulo (São Paulo) ProAC – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (São Paulo), Museu de Arte Primitiva de Assis, e no Vaticano.



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