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Cultura

30 de Agosto de 2016, 13:39 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

O chorinho, ou o que o Brasil tem de melhor

16 de Outubro de 2017, 13:59, por segundo clichê
 
Carlos Motta

O Brasil que deu certo está por toda a parte, só não vê - ou ouve - quem não quer.

Está nas ruas das cidades, nas escolas, nas praças, nos teatros, nos palcos mambembes, nos salões da elite, nos botecos pés sujos, está em qualquer lugar onde caibam algumas pessoas - em mínimos metros quadrados os representantes desse Brasil que deu certo são capazes de mostrar o seu imenso talento.

O que seria do Brasil sem a força desse povo que canta, toca, compõe, sem pensar em grandes recompensas, a não ser o prazer de espalhar a sua arte, de receber em troca dela aplausos muitas vezes entusiasmados?

A música popular brasileira é o maior tesouro que este imenso país possui.

Os americanos são bons nesse campo, não há dúvida, são os campeões mundiais de audiência, espalham com orgulho seu rock, seu country, seu blues, seu jazz, suas baladas - e a gente os admira, os respeita, porque eles merecem toda a reverência.

Mas nós, os humildes brasileiros, estamos no jogo - e não só para competir.

A bossa nova invadiu o campo adversário com suas harmonias sofisticadas, melodias comoventes e intérpretes maravilhosos.

E depois veio o samba, o pai inconteste da bossa nova, símbolo maior da união nacional - em que lugar deste enorme país não se toca, não se dança e não se canta o samba?

E os músicos do mundo todo foram se encantando com a música brasileira, descobrindo joias que aqui são tão pouco reveladas.

Caso do choro, ou chorinho, como queiram, o mais antigo gênero musical brasileiro, que teve adeptos e criadores geniais, como Ernesto Nazareth, Zequinha de Abreu, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Severino Araújo, Altamiro Carrilho - e dezenas de outros mais.

O choro é hoje estudado, tocado e reverenciado na Europa, nas Américas, na Ásia, em todo o planeta.

O instrumentista brasileiro é aplaudido pelas plateias mais exigentes.

E, incrível, aqui mesmo, o país que a cada dia se torna mais e mais uma colônia do grande irmão do Norte, que recebe diariamente toneladas e toneladas do mais tóxico lixo cultural, o choro - como o samba e outros ritmos mais regionais - cresce, amplia a sua audiência, mostra caras novas, talentos indiscutíveis.

É o caso do grupo Desenhando o Choro, muito atuante na região das cidades paulistas de Amparo e Bragança Paulista, que acaba de lançar o seu segundo CD, "Nosso Momento".

O Desenhando é composto pelo flautista Fefê Corradini, violonista Rafael Schimidt, cavaquinista Jairo Ribeiro e pandeirista Paulinho Marciano.

Como no seu primeiro CD, "Desenhando!", todas as composições são de autoria ou dos componentes do grupo, principalmente de Rafael Schimidt, ou de músicos amigos.

As músicas continuam a tradição das melodias sofisticadas dos choros de antigamente, a interpretação é de alto nível, e a produção do novo disco, feita com "muito sacrifício", como diz Fefê Corradini, é simples, porém profissional e eficiente - afinal, do que mais precisa a boa música além de bons intérpretes?

E os músicos do Desenhando são ótimos, tão bons que um deles, o violonista Rafael Schimidt, vai aos poucos consolidando uma carreira solo que já chamou a atenção de bambas do instrumento, como o hoje internacional Yamandu Costa, com quem ele já dividiu o palco.

Rafael tem um trunfo a mais na sua curta, mas profícua carreira: é um compositor de mão cheia, autor de mais de 80 músicas.

Neste último CD do grupo, ele assina 9 das 10 faixas, algumas em parceria com Rafael Beck, um jovem flautista já considerado um fenômeno da música brasileira, e com o consagrado violonista Douglas Lora.

Num país de economia arrasada, crise política sem precedentes e instituições em farrapos, é alentador saber que ao menos a sua música não só resiste, mas amplia sua influência na cultura, agregando cada vez mais talentos indiscutíveis de uma geração que não se acomoda em fórmulas antigas e bem-sucedidas, mas que busca sempre se aperfeiçoar tecnicamente e experimentar novos enfoques, novos caminhos.

O novo trabalho do Desenhando reflete essa alegria de se fazer bem algo de que se gosta. Seu título, "Nosso Momento", diz tudo. 



Chorinho, parte do Brasil que deu certo, ganha o mundo

9 de Outubro de 2017, 9:21, por segundo clichê
 
Marieta Cazarré
(Agência Brasil, de Lisboa)


O choro, ou chorinho, como é conhecido o tradicional gênero musical brasileiro, tem ganhado espaço e reconhecimento não apenas na Europa, mas em muitos países mundo afora. Esta semana, o grupo brasiliense Reco do Bandolim e Choro Livre está em Portugal, fazendo apresentações com um repertório que inclui compositores clássicos como Ary Barroso e Pixinguinha.

Reco do Bandolim, bandolinista e fundador da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, em Brasília, disse que foi recebido com emoção e entusiasmo pelo público português.

“Eu fiquei impressionado com a reação explosiva das pessoas quando ouvem o choro. A identidade é indiscutível. A sensação que temos é que isso está um pouquinho no DNA deles [dos portugueses] também. Há uma troca, uma sinergia fantástica. Na verdade, o choro começa como uma maneira de tocar os gêneros que vinham da Europa. Os xotes, a mazurca. Aos poucos, os grandes compositores brasileiros, Henrique Alves Mesquita, Joaquim Antônio da Silva Calado, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazaré e Pixinguinha, finalmente, foi quem deram forma ao choro”, disse.

Reco do Bandolim, que também participou da criação do Clube do Choro em Brasília, em 1978, ressalta que a influência da música portuguesa no Brasil, principalmente do fado, “deixou na nossa alma um traço de certa melancolia, de nostalgia, que está muito presente no choro, no choro mais romântico, chorado, como a gente fala”.

O músico avalia que, com a mistura de influências negras, europeias e indígenas no Brasil, o choro conseguiu encontrar seu caminho genuíno e se fixar como um “gênero brasileiríssimo”.

“Tem a coisa da nostalgia [portuguesa], mas tem sobretudo a coisa da alegria, da sensualidade, da alegria do nosso povo. Tem similaridades, mas tem todas as suas diferenças. Aliás, eu acho que diante dessa globalização que a gente vive no mundo, que democratiza a informação e a cultura, nós precisamos delimitar nosso território cultural. Assim como se tem o fado em Portugal, no Brasil a gente tem o choro que é gênero brasileiríssimo, que fala muito do nosso perfil, da nossa alma profunda”, afirma Reco.

Integrante do Choro Livre, Henrique Neto afirma que o repertório escolhido para os shows no exterior sempre privilegiam compositores que falem do Brasil e buscam fazer um painel geral dos ritmos e estilos. “A gente toca forró, choro, samba choro, valsa, frevo. Procuramos dar uma noção bem ampla do Brasil, com músicas tocadas na linguagem do choro. Tocamos Aquarela do Brasil, Brasileirinho... alguns choros mais conhecidos e outros nem tão conhecidos, para mostrar que a música está viva e se renovando sempre.”

Filho de Reco, o jovem violonista, de 31 anos, veio a Portugal para fazer um mestrado na cidade de Aveiro e seguirá na Europa pelos próximos meses. Ele conta que, entre os projetos atuais, está o lançamento de um manual de choro, feito sob coordenação dele, e que se propõe a ensinar a linguagem do estilo musical para profissionais e amadores.

“A gente tem viajado muito com o grupo Choro Livre e agora com o manual, que é um material super importante para divulgar essa música, para facilitar o aprendizado, e é bilíngue. Vem um CD de áudio, com 134 áudios, que vai possibilitar uma maior propagação da música”, afirma.

Para Henrique, o choro tem conquistado um grande espaço nos últimos anos devido ao trabalho e à qualidade dos músicos brasileiros. Ele conta que há um interesse crescente em relação ao estilo porque é uma música nova “que ainda não foi descoberta pelo mundo”.

“Ela traz um frescor para os outros estilos. A gente vê que existe esse interesse por músicos de várias vertentes, tanto do jazz quanto do clássico. Na Espanha, por exemplo, também tem clube do choro, em Madri. E os músicos flamencos se interessam bastante. Acho que é um momento importante para a gente propagar o choro e estamos buscando fazer isso”, diz Henrique.

Choro e jazz

Reco do Bandolin explica que, apesar da comparação entre choro e jazz, o movimento musical brasileiro é anterior ao norte-americano.

“Há pessoas que, no passado, faziam a comparação do choro com o jazz, como se o choro fosse o jazz para os brasileiros e vice-versa. Mas há diferenças muito grandes. No jazz, os temas são curtos e os tocadores se notabilizaram pela capacidade de improvisação. Eles expõem um pequeno tema e saem improvisando. O choro é uma música mais complexa, que tem frequentemente três partes com harmonias que não são tão simples. Muitas pessoas acham que tem uma influência de um sobre o outro. Mas o choro antecede o jazz em algumas décadas. No Brasil, começou em 1850. O jazz começa a aparecer em 1910, 1920”, explica.

O grupo Choro Livre, um dos mais tradicionais do Brasil, já teve diversas formações. Há oito anos é composto por Reco do Bandolim (bandolim), Henrique Neto (violão 7 cordas), George Costa (violão 6 cordas), Marcio Marinho (cavaquinho) e Valério Xavier (pandeiro). Os músicos já dividiram palco com grandes nomes da música brasileira, como Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Moraes Moreira, Armandinho, Waldir Azevedo, Paulinho da Viola, Hermeto Paschoal, João Donato e Sivuca.



O Jovem Marx – Algumas observações sobre o filme

7 de Outubro de 2017, 16:10, por Jornal Correio do Brasil

Há uma grande fidelidade do filme aos fatos, personagens e suas falas, para não falar das semelhanças dos atores com Marx, Engels e Proudhon.

 

Por Val Carvalho – do Rio de Janeiro

 

Vale muito a pena vermos o filme O Jovem Marx, por três motivos no mínimo. O primeiro, porque é a primeira vez que um filme sobre Marx é passado nas telonas e telinhas. O sistema capitalista, que domina também a produção, distribuição e projeção de filmes, não tem o menor interesse nisso.

O Jovem Marx é uma produção que rompe com velhos paradigmas

O Jovem Marx é uma produção que rompe com velhos paradigmas

O segundo motivo, é a grande fidelidade do filme aos fatos, personagens e suas falas, para não falar das semelhanças dos atores com Marx, Engels e Proudhon. Além disso, interpretar um Marx criticamente mordaz e ao mesmo tempo convincente, e também um Engels colaborador, mas com ideias próprias, não é algo fácil.

O filme foi muito feliz em mostrar uma Jenny crítica, participante e revolucionária como o marido Marx. A burguesia tenta sempre mostrar um Marx machista e Jenny apenas como uma mulher sofredora.

Marx e O Capital

O filme soube mostrar também a difícil relação de Marx com Proudhon e, junto com Engels, a sua complicada luta teórica contra as ideias utópicas da Liga dos Justos, que frequentemente descambava para embates pessoais. Mas foi isso, como mostra o filme de forma realista, o que transformou uma Liga utópica em Liga Comunista, principalmente com a publicação de seu Manifesto pouco depois, expondo o que seria cada vez mais o socialismo científico.

Um detalhe pitoresco, mas que deixava Engels, a Liga e posteriormente os editores de O Capital à beira de um ataque de nervos, é o seu preciosismo; de nunca considerar seu texto finalizado, e assim furar todos os prazos para a entrega.

Por último, gostaria de falar aqui de um ponto nem sempre visível, mas que foi essencial para transformar Marx em “marxista”. Até 1844, Marx não ia muito além de um filósofo hegeliano que tinha se tornado materialista, mas, ao contrário de Feuerbach, não abandonou o método dialético herdado de Hegel.

Essencial

Nesse momento a intervenção de Engels foi essencial para fazer Marx dar um salto de qualidade em seus estudos. Como ele já tinha lido e gostado de seu livro A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, Engels insistiu muito para ele começar a estudar economia política, sobretudo Adam Smith e David Ricardo, os melhores. Além disso, Engels pagou uma viagem providencial do companheiro à Inglaterra, onde o mesmo pode ver toda a riqueza e miséria produzidas ao mesmo tempo pelo capitalismo mais desenvolvido de então.

A partir dessa visita, sua tendência teórica de buscar a razão concreta, econômica, dos problemas sociais e políticos, de ver a “sociedade civil” como causa do Estado, e não o contrário, como pensava Hegel e todos os filósofos da época, se consolidou definitivamente. Para sorte nossa o filme mostra esse momento de iluminação mental na cabeça de um gênio.

Marx nunca mais deixou de priorizar o estudo de economia política e de buscar na base econômica a razão última da evolução da sociedade. Podemos dizer que a partir de 1844, a preocupação central do pai do comunismo era compreender o movimento do capital; as relações de produção do capitalismo. Era escrever o livro fundamental do marxismo, O Capital. Como efeito colateral, continuou a infernizar a vida dos editores e de Engels por sempre adiar, por preciosismo, a entrega de seus livros.

Val Carvalho é articulista do Correio do Brasil.

O post O Jovem Marx – Algumas observações sobre o filme apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.



O Sol e os Peixes

22 de Setembro de 2017, 18:20, por Redação ParanáBlogs - 0sem comentários ainda

Postal o sol e os peixes

“…Pois um cenário só sobrevive na estranha poça em que depositamos nossas memórias se tiver a boa sorte de se juntar a alguma outra emoção pela qual é preservada.”

Caiçara, sempre tive pela criatura peixe um afeto e admiração desde a infância. Deparo-me com o texto de VW., citado e nada é mais belo e identificador. Partilho-o com vcs. Tradução: Tomaz Tadeu, editora Autêntica. 2015

“…O tumulto do mundo desceu sobre nós como uma nuvem esfarelada. Aquários recortados na uniforme escuridão encerram regiões de imortalidade, mundos de luz solar constante onde não há chuva nem nuvens. Seus habitantes fazem, sem parar, evoluções cuja complexidade, por não ter nenhuma razão, parece ainda mais sublime. Exércitos azuis e prateados, mantendo uma distância perfeita apesar de serem rápidos como flecha, disparam primeiro para um lado, depois para o outro. A disciplina é perfeita, o controle absoluto; a razão, nenhuma. A mais majestosa das evoluções humanas parece fraca e incerta comparada com a dos peixes.”

“…Os próprios peixes parecem ter sido moldados deliberadamente e ter escapulido para o mundo apenas para serem eles mesmos. Não trabalham nem choram. Na sua forma está sua razão. Pois para ue outro propósito, a não ser o suficiente de uma perfeita existência, podem eles ter sido assim feitos, alguns tão redondos, outros tão finos, alguns com barbatanas radiantes no dorso, alguns blindados por uma carapaça azul, alguns dotados de garras prodigiosas, alguns escandalosamente orlados cm bigodes enormes? Empregou-se mais cuidado com uma meia dúzia de peixes do que com as raças da humanidade”

Obs. A capa do livro O sol e o peixe – prosas poéticas, traz imagens. As aqui publicadas (de 38) as desenhei para um livro infantil inédito e exposição em plotters que deve acontecer nas ruas da cidade de Curitiba ainda em 2017 com haikais de poetas paranaenses mais os japoneses clássicos Sissa e Bashô que tem o peixe como tema na sua produção.

Sônia Gutierrez

Sônia Gutierrez é artista plástica e membro da Comissão que organizou o #2ParanaBlogs



PF - A Lei é para todos é a melhor obra cinematrográfica do nazismo

31 de Agosto de 2017, 14:36, por Blogoosfero

Certamente seria esta a declaração de Paul Joseph Goebbels, o chefe da propaganda de Hitler, caso vivo estivesse e tivesse a oportunidade de ver essa peça de propaganda partidária vendida aos midiotas brasileiros como se fosse um filme, uma obra cinematográfica.



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