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Cultura

30 de Agosto de 2016, 13:39 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Alfredo Dias Gomes vai do jazz ao baião em novo CD

6 de Abril de 2019, 13:55, por Desconhecido


Alfredo Dias Gomes é um músico realizado e inquieto. O filho baterista de Janete Clair e Dias Gomes alcança a marca de 11 discos solos, lançando agora o CD “Solar”, gravado em seu próprio estúdio, na Lagoa, Rio de Janeiro, nas plataformas digitais - download e streaming no iTunes, Spotify, Napster e CD Baby – e em CD físico. 

Desta vez, o baterista carioca surpreende reunindo oito faixas autorais e inéditas, revelando-se um exímio compositor também nas harmonias mais brasileiras, regionais. “Solar” é justamente o oposto do que Alfredo Dias Gomes apresentou em “Jam” - lançado no ano passado e muito bem recebido pelo público – um disco agressivo, com o característico volume do jazz rock. Ainda em 2018 o baterista lançou, também nas plataformas digitais, o CD “Ecos”, um resgate de gravações realizadas no ano 2000.

Tendo iniciado sua carreira com Hermeto Pascoal, com quem gravou o icônico “Cérebro Magnético”, e, posteriormente, acompanhando e gravando com Sérgio Dias, Lulu Santos, Kid Abelha, dentre muitos outros, foi a partir de 1993, ao se desligar da banda de Ivan Lins, que o baterista decidiu se dedicar aos próprios projetos e realizar-se também enquanto compositor e entusiasmado virtuose das baquetas. 

O CD “Solar” não apenas ressalta tais motivações embrionárias, assim como revela um lado mais “brasileiro”: “Quando comecei a compor esse novo trabalho, pensei numa proposta diferente - decidi tocar, além da bateria, os teclados e os baixos do disco, dando ênfase à forma como crio minhas composições. Adicionei somente um solista, meu grande amigo e superinstrumentista Widor Santiago, no sax tenor, sax soprano e flauta. “Solar” é um disco autoral e nele misturo ritmos e melodias brasileiras com jazz e jazz-fusion”, afirma o músico.

A jornada começa com “Viajante”, composta em 1980 a pedido da própria mãe, Janete Clair: “Minha mãe me pediu uma música para um personagem de uma novela - 'Coração Alado' (1980/81), sobre um nordestino que vinha ganhar a vida no Rio de Janeiro, interpretado por Tarcísio Meira. Nessa época, eu tocava na banda do Hermeto Pascoal e estava ‘respirando’ música brasileira, então compus para a trilha sonora da novela o baião “Viajante”, gravado pelo Dominguinhos, e agora, gravado em versão instrumental inédita”,diz o baterista. 

Música que dá nome ao disco, “Solar” foi composta em 7/4, com pegada pesada de bateria e melodia abrasileirada. Já “Trilhando” traz o andamento rápido do jazz, o característico “walking bass”. Em “Corais”, o baterista apresenta seu lado mais doce e suave, com uma balada de melodia bem brasileira. Em “Smoky”, um jazz climático traz a bateria participando da melodia, dobrando juntamente com o sax. 

Outro grande momento do disco, a faixa “El Toreador” – composta por Alfredo Dias Gomes em 1993 para a trilha sonora da peça teatral de mesmo nome, escrita por sua mãe – traz tinturas ibéricas, fortemente espanholada. Já “Alta Tensão” é fusion inédito, com clima tenso e destaque, no final, para a bateria bem solta e improvisada. De nome sugestivo, a última faixa “Finale” continua na atmosfera fusion, terminando com duo de bateria e sax em ritmo de samba.

Completam a discografia de Alfredo Dias Gomes os CDs Ecos (2018), JamM (2018), Tributo a Don Alias (2017), Pulse (2016), Looking Back (2015), Corona Borealis (2010), Groove (2005), Atmosfera (1996, com participações de Frank Gambale e Dominic Miller), Alfredo Dias Gomes (1991, com a participação especial de Ivan Lins) e o single Serviço Secreto, de 1985.

Links para download ou streaming

https://open.spotify.com/album/1pPImAQLFf6gYBjbwPGTXJ?si=TPWipv0zQJGJhbOt-ECAkw

https://alfredodiasgomes.hearnow.com/solar



Mancha Verde ganha carnaval de Sampa com incentivo da Lei Rouanet

5 de Março de 2019, 23:14, por Desconhecido

A Mancha Verde, escola de samba nascida de uma das torcidas organizadas do Palmeiras, é campeã do grupo especial do carnaval paulistano em 2019.

Mancha verde 2019

A super-campeã e tradicionalíssima Vai - Vai, escola que mais vezes venceu o carnaval paulistano (15 vezes), foi rebaixada e desfilará no grupo de acesso em 2020.

A Mancha foi a terceira a desfilar na madrugada de sexta-feira, 1°, para sábado, 2, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.

Nas cores verde, branco e vermelho, a escola cantou, sambou e desfilou em homenagem à saga de uma guerreira negra. O samba-enredo, "Óxala, Salve a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra!", é um canto às tradições de origem africana: citou maracatu, Iemanjá, África e Zumbi dos Palmares.

Por meio da Crefisa, Leila Pereira doou R$ 3,4 milhões para o desfile da Mancha Verde neste ano via Lei Federal de Incentivo à Cultura (a popular Lei Rouanet). O montante foi significativamente maior do que os R$ 2,3 milhões de 2018...

Pois é, a Mancha Verde se sagrou campeã com a ajuda da lei Rouanet, tão criticada pelo Bozo e seus asseclas. A Mancha Verde torce pro mesmo clube que o Bozo diz torcer.

Será que os aloprados minions facistas vão acusar a Mancha Verde de petralha?

De artistas comunistas???

Seria a Crefisa um banco socialista?

Seria Leila Pereira uma agente estrangeira infiltrada a serviço do comunismo chinês?

Agente da KGB?

Ou a vitória da Mancha nada mais é que a confirmação do velho dito popular "Quem paga escolhe a música!" já que a Crefisa também é patrocinadora do Carnaval Paulistano?



Chegamos ao limite da água mais funda, canta Macalé

26 de Fevereiro de 2019, 8:41, por Desconhecido


Carlos Motta

Neste domingo de carnaval, 3 de março, Jards Macalé vai completar 76 anos de idade. É o mais velho "maldito" da música popular brasileira. E um dos seus mais jovens artistas, a julgar pelo seu mais recente disco, "Besta Fera", com 12 músicas inéditas.

Fazia anos que Macalé não lançava um disco com obras novas. 

Pouco importa, as que compõem "Besta Fera" preenchem com louvor esse intervalo de tempo.

O disco é uma aula de criatividade. 

Tem músicas para todos os gostos, desde a simplicidade de um samba de mesa até as células de um rock pesado, carregado de guitarras distorcidas. Tem ainda citações do mestre Dorival Caymmi, metais de gafieira, baião... 

Para produzir "Besta Fera" Macalé se cercou de uma moçada da pesada: Kiko Dinucci e Thomas Harres são os produtores musicais; Rômulo Fróes, o diretor artístico; Rejane Zilles, assina a direção geral. Tim Bernardes, Juçara Marçal e Rômulo Fróes têm participações especiais, e os músicos que participam do disco são Thomas Harres, Guilherme Held, Pedro Dantas, Kiko Dinucci, Ariane Molina, Luê, Thai Halfed, Coro da Nenê da Vila Matilde (Clara, Nenê e Irene), Rodrigo Campos, Thiago França, Amilcar Rodrigues, Filipe Nader e Allan Abbadia.

Há quem veja Macalé como um simples provocador, aquele sujeito que esconde sua mediocridade em atitudes pensadas para chocar a plateia. Pode até ser que ele tenha abusado dessa imagem, mas é inegável que, noves fora, a sua contribuição para a música popular brasileira é enorme. Basta dizer que, ao lado desse lado iconoclasta, foi capaz de ressuscitar a carreira de Moreira da Silva, revistar a obra de Lupicínio Rodrigues, Geraldo Pereira e Nelson Cavaquinho, regravar Ismael Silva e vários outros sambistas esquecidos.

Além disso, sempre esteve antenado com o momento político-social do país. 

Em "Gotham City" alertava para os perigos do morcego e do abismo na porta principal - em plena ditadura militar. 

Neste Brasil Novo chefiado novamente comandado por oficiais militares de caras e mentes fechadas, tem a coragem de cantar "Trevas":

Sol rumo ao sono
Sombras sobre o oceano
Cidades cobertas de névoa espessa
Jamais devassada
Por brilho de sol

Chegamos ao limite da água mais funda
Levanto o olhar pro céu
Chegamos ao limite da água mais funda
Levanto o olhar pro céu

Trevas, trevas
Treva a mais negra sobre homens tristes
Trevas, trevas
Treva a mais negra sobre homens tristes

Me calo

É uma pena que Jards Macalé seja único - ele bem que poderia ser dezenas, centenas, milhares...





Berlim abriu com filme de amor, esperança e gentileza

9 de Fevereiro de 2019, 9:47, por Desconhecido

Gentileza e boas intenções podem ser a história de um filme, mas nada têm a ver com a realidade da vida numa cidade como Nova Iorque, por isso, foi um tanto incompreensível a abertura do Festival de Berlim com  o filme da dinamarquesa Nora Scherlig.

Por Rui Martins, de Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema:

Berlim começa com um romantismo otimista mas irreal

The Kindness of Strangers ou a Gentileza dos Estranhos, a história de uma jovem mãe com dois filhos não chega sequer a ser uma fábula sobre o milagre da autoajuda numa grande cidade, contando com uma mulher pode romper o casamento, justamente com um policial capaz de localizá-la, e sobreviver utilizando-se de pequenos furtos.

Nora Scherlig reconhece que seus personagens estão longe de qualquer intenção política, mostrando que, desde seu ponto de partida, seu filme estaria  mais próximo de um conto de fadas, irreal e desnecessário, um tanto distante dos filmes exibidos em Berlim, mesmo se sua intenção era contar histórias de diversas pessoas em crise, ajudados por bons samaritanos.

A sinopse do filme deixa os espectadores realistas decepcionados – ¨com um olhar aguçado, Lone Scherfig explora o comportamento humano em condições extremas. Ela retrata a dureza da vida na selva urbana, mas também demonstra o que pode crescer quando estranhos se aproximam em amizade e com o coração aberto¨. Poderíamos acrescentar – de boas intenções o inferno anda cheio.

Rui Martins está em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.



A inovadora fusão musical de Jorge Pescara

9 de Fevereiro de 2019, 9:44, por Desconhecido


Depois dos aclamados “Grooves In The Temple” e “Knight Without Armour”, o baixista Jorge Pescara chega ao seu terceiro CD, “Grooves In The Eden”, produzido por Arnaldo DeSouteiro e lançado internacionalmente pela gravadora Jazz Station Records, de Los Angeles, em parceria com Fabio Golfetti, da Music Magick, e com distribuição no Brasil via Tratore. O virtuoso músico inicia, assim, um novo capítulo em sua brilhante trajetória, desta vez inspirado na combinação de elementos de jazz, rock, pop, funk, r&b e música brasileira, transcendendo rótulos e estilos, para se afirmar como uma fusão única e inovadora.

O repertório inclui recriações de sucessos de Freddie Hubbard (“Povo”), Deep Purple (“Smoke On The Water”), Beatles (“Come Together”), Earth Wind & Fire (“Brazilian Rhyme”) e Brecker Brothers (“Song For Barry”), além de temas compostos especialmente para o disco por Jorge Pescara em parcerias com Laudir de Oliveira (“MacumBass”) e Gaudencio Thiago de Mello (“Plato’s Dialogues: Timaeus & Critias”).

A faixa-título “Grooves In The Eden”, homenagem ao maestro Bob James, é assinada pelo tecladista Glauton Campello. “Azymuth Men” homenageia os integrantes do trio Azymuth, em especial o seu saudoso fundador, José Roberto Bertrami, com quem Pescara tocou por mais de 10 anos. O disco conta ainda com as participações de André Sachs, João Paulo Mendonça, Roberto Sallaberry, Claudio Infante, Cesar Machado e Paulinho Black, além do celista italiano Davide Zaccaria e o baterista franco/português David Jeronimè, entre outros.

Um dos baixistas brasileiros de maior expressividade no cenário contemporâneo do jazz e do rock progressivo, Jorge Pescara integra atualmente o grupo da cantora Ithamara Koorax, com quem já gravou diversos discos (“Brazilian Butterfly”, “Got To Be Real”, “Love Dance”) e excursionou pelo mundo, da Finlândia a Portugal, da França à Coréia do Sul, além de liderar a Knight Progband. Também gravou com Dom Um Romão, Luiz Bonfá, Paulo Moura, Eumir Deodato, José Roberto Bertrami, Celso Fonseca, Sergio Vid, Carlos Pingarilho, Mario Castro Neves, Lord K, João Palma, Laura Finocchiaro, o guitarrista japonês Mamoru Morishita, os compositores portugueses Fernando Girão e Paco Bandeira, além da banda prog metal norte-americana The Unified One, entre vários outros. Integrou as bandas ZERØ (“Eletroacustico”, “Quinto Elemento”), Dialeto (“The Last Tribe”) e JSR All Stars (“Friends From Brazil”, “Rio Strut”) em trabalhos de grande repercussão.

Onde comprar:

https://www.tratore.com.br/um_cd.php?id=14527

Onde ouvir:

https://open.spotify.com/album/0TU96LKfvWvKrcRonfoawH

http://www.jorgepescara.com.br



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