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Política

25 de Fevereiro de 2014, 16:14 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Muita segurança e público mínimo marcam a posse do novo regime

1 de Janeiro de 2019, 20:45, por Desconhecido

Vitorioso na campanha presidencial mais polarizada da história, Bolsonaro também terá de enfrentar um rombo fiscal que já dura cinco anos e um cenário econômico que conta com 12 milhões de desempregados.

 

Por Redação – de Brasília

Jair Bolsonaro (PSL) tomou posse nesta terça-feira sob um esquema de segurança sem precedentes para este tipo de evento e com a promessa de um governo que quebre paradigmas que vão desde o modelo de negociação com o Congresso até a forma de comunicação com a sociedade. Em contrapartida, o público presente foi um dos menores das últimas festividades semelhantes.

Nuvens rondavam o Palácio do Planalto, momentos antes da posse de Jair BolsonaroNuvens rondavam o Palácio do Planalto, momentos antes da posse de Jair Bolsonaro

Vitorioso na campanha presidencial mais polarizada da história, Bolsonaro também terá de enfrentar um rombo fiscal que já dura cinco anos e um cenário econômico que conta com 12 milhões de desempregados e a necessidade de reformas como a da Previdência.

“Pais maluco: festa na rua para um presidente preso injustamente em Curitiba. Bombas e metralhadoras para proteger um usurpador em Brasília. Nem o mais terrível pesadelo poderia prever uma situação como essa”, disse o jornalista e professor Laurindo Leal Lalo Filho, em comentário em uma rede social.

Segurança

Bolsonaro, com 63 anos, tomou posse às 15h, em cerimônia no Congresso ao lado do general Hamilton Mourão, atual vice-presidente da República. Até o início da tarde, ainda não havia movimentação no Congresso, exceto a de jornalistas. Depois da posse no Parlamento, Bolsonaro irá ao Palácio do Planalto onde receberá a faixa presidencial do atual presidente Michel Temer (PMDB).

Em meio ao forte esquema de segurança que cerca a posse, ocorreu o tradicional desfile em carro aberto dos presidentes recém-empossado.

Diante de supostas ameaças ao presidente empossado, nas palavras do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen, foi feito um número maior de bloqueios do que em posses anteriores para quem se arriscou a acompanhar a posse na Esplanada do Ministério — fechada desde o domingo — e a entrada de pessoas com bolsas e mochilas, por exemplo, está proibida.

Líderes políticos

O acesso à Esplanada, bloqueada por 80 horas sendo novamente liberada somente na quarta-feira, foi feito somente a pé e pela rodoviária de Brasília. O cerimonial convidou quatro ex-presidentes para a posse de Bolsonaro —José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff—, mas somente Sarney e Collor estiveram presentes ao ato.

Os organizadores da posse também reservaram lugar de destaque no Palácio do Planalto para que os comandantes das três forças —Exército, Marinha e Aeronáutica— acompanhem a posse. Eles tomaram assento mais próximo à rampa do palácio do que os presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo.

Além de simpatizantes e lideranças políticas brasileiras, também acompanharam a posse do novo presidente autoridades internacionais, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, representantes de dois países com que Bolsonaro deverá buscar relações estreitas.



Encenação da posse de Bolsonaro mobiliza aparato de segurança visto apenas na ditadura militar

31 de Dezembro de 2018, 11:17, por Desconhecido

A encenação envolveu as Forças Armadas, a Polícia Militar, a Força Nacional e o Corpo de Bombeiros, que ficarão a postos antes, durante e depois do evento. No dia, 3,2 mil agentes irão atuar.

 

Por Redação – de Brasília

 

Tanque diante do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, durante o Golpe Militar. Brasília, 1964.Tanque diante do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, durante o Golpe Militar. Brasília, 1964.

A dois dias da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), um ensaio geral mobilizou o aparato de segurança — o maior já visto em evento semelhante, na história brasileira — na Esplanada dos Ministérios. Neste domingo, figurantes simularam o trajeto de Jair Bolsonaro e da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, até o Congresso, na rampa do Palácio do Planalto e no Palácio do Itamaraty.

A encenação envolveu as Forças Armadas, a Polícia Militar, a Força Nacional e o Corpo de Bombeiros, que ficarão a postos antes, durante e depois do evento. No dia, 3,2 mil agentes irão atuar. O número de militares envolvidos somente foi visto, proporcionalmente, durante o período da ditadura militar.

Sob sol forte, os atores realizaram testes de segurança nas três instalações e em toda a extensão da região central de Brasília. O teste foi feito sob forte esquema de segurança da Polícia Rodoviária Federal e fechado ao público.



A tentativa de sequestro do governo do RN

27 de Dezembro de 2018, 17:43, por Desconhecido

Por Renato Rovai, em seu blog:

Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, foi a única governadora eleita pelo PT em 2018. Todos os outros vitoriosos da sigla foram reeleitos, Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piaui). Para atingir este objetivo, a futura governadora teve de superar uma campanha duríssima em que derrotou todas as oligarquias locais (Maia, Alves, Ciarlini e Faria – do atual governador Robison Faria) que se juntaram contra ela.

No segundo turno, seu adversário foi Carlos Eduardo Alves, o Cadoca, que renunciou a prefeitura de Natal para enfrentá-la. Sobrinho do ex-governador e ex-ministro Aluísio Alves e primo do ex-governador Garibaldi Alves, que se candidatou ao Senado e teve apenas 13% dos votos.

Cadoca fez uma campanha agressiva e mesmo sendo do PDT apoiou Bolsonaro na reta final. Como o Rio Grande do Norte não é São Paulo, a estratégia que deu certo para Doria não foi suficiente para ele.

Como também não deu resultado a tática Aécio Neves para José Agripino Maia, que não buscou renovar seu mandato de senador e saiu candidato a deputado federal. Com apenas 64 mil votos, ele não se elegeu.

Acontece que fechada as urnas, os derrotados não esperaram sequer a Páscoa para iniciar a oposição. Antes mesmo da posse de Fátima Bezerra lançaram-se numa Blitzkriegque ameaça a sua segurança e a do seu mandato.

O mais grave desses eventos foi o assassinato do soldado da Polícia Militar João Maria Figueiredo, que fazia a segurança de Fátima Bezerra. Ele foi executado no dia 21/12 e as investigações apontam que a munição utilizada para o crime é de uso exclusivo da polícia.

Além deste crime bárbaro, a operação de intimidação à Fátima tem também componentes políticos-jurídicos. Um candidato impugnado pela justiça eleitoral acabou tendo seus votos considerados válidos e isso retirou do Congresso o petista Fernando Mineiro, um dos mais experientes do partido do Rio Grande do Norte.

Quem se elegeria seria Beto Rosado, parente da ex-governadora e atual prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini. E o derrotado José Agripino Maia, com essa manobra, se tornaria o primeiro suplente. Podendo assumir o mandato a qualquer momento.

Afora todas essas ameaças, Fátima deve assumir um estado falido. O atraso nos salários do funcionalismo deve chegar a três meses em 1º de janeiro. A dívida calculada é de 2,6 bilhões.

Evidente que isso pode gerar um descontrole administrativo nos primeiros meses do mandato, porque o governo não terá recursos para nada.

Pelo jeito é com isso que contam seus adversários para tentar um golpe rápido e tirá-la do poder.

Há uma clara tentativa de sequestro da vitória obtida nas urnas pelo PT no Rio Grande do Norte. Ou o PT se prepara para mais essa batalha com toda a inteligência que acumulou em algumas derrotas nesses últimos tempos ou será derrotado de novo. Mesmo tendo vencido.



Ministro condenado e assessor arredio negam promessas de Bolsonaro aos militares

20 de Dezembro de 2018, 21:39, por Desconhecido

Na noite passada, o judiciário paulista condenou Ricardo Salles (Novo), ex-secretário estadual de São Paulo e futuro ministro do Meio Ambiente por improbidade administrativa.

 

Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

 

Na contramão das promessas de campanha, o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ainda não começou e já coleciona políticos emaranhados em casos de corrupção com inquéritos ou condenações no Judiciário. A sequência de fatos tem causado o incômodo de oficiais graduados das três Forças Armadas, principais apoiadores da candidatura de extrema direita. O primeiro a cobrar explicações tem sido o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB).

Mourão foi impedido de falar em nome de Bolsonaro, após declarações polêmicasMourão foi impedido de falar em nome de Bolsonaro, após declarações polêmicas

Na noite passada, o judiciário paulista condenou Ricardo Salles (Novo), ex-secretário estadual de São Paulo e futuro ministro do Meio Ambiente por improbidade administrativa.

A decisão é da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que determinou a suspensão dos direitos políticos de Salles por três anos. Salles, que pode recorrer da decisão, é acusado pelo Ministério Público de fraudar processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016.

“Além da violação de normas legais e regulamentares com a plena consciência de que tolhia a participação de outros setores que compunham o sistema ambiental e de que atendia a interesses econômicos de um grupo restrito em detrimento da defesa do meio ambiente escopo de sua pasta no Poder Executivo, o então secretário violou os princípios constitucionais administrativos da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade”, diz o texto da decisão.

Novo depoimento

O futuro ministro também está condenado ao pagamento de multa civil em valor equivalente a dez vezes a remuneração mensal recebida no cargo de secretário. Os valores serão apurados no processo, segundo decisão judicial.

Ainda na lista dos envolvidos em situações não inteiramente explicadas à Justiça consta o militar da reserva Fabrício Queiroz, ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro. Ele não compareceu ao depoimento no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ), onde era aguardado na tarde desta quarta-feira, para esclarecer sobre movimentações suspeitas em sua conta bancária.

O movimento foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da ordem de cerca de R$ 1,2 milhão, no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. O novo depoimento do ex-assessor do filho mais velho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi remarcado pela Procuradoria-Geral de Justiça para esta sexta-feira, também a partir das 14h.

Bom salário

Os advogados de Fabrício Queiroz alegaram que “não tiveram tempo hábil para analisar os autos da investigação” para justificar a ausência do seu cliente. Eles também alegaram que o suspeito sofreu “inesperada crise de saúde”, segundo informou o MP-RJ.

O nome de Queiroz aparece no relatório do Coaf que integrou a investigação da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. Segundo as informações do documento, nos 13 meses em que movimentou R$ 1,2 milhão em uma única conta bancária ele recebia salário de R$ 23 mil por mês.

Ainda segundo o relatório, ele repassou R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama. Sobre este pagamento, Jair Bolsonaro afirmou que era referente à quitação de um empréstimo de R$ 40 mil feito por ele a Queiroz. Flávio Bolsonaro – que não é investigado – afirma que não fez “nada de errado” e que espera “que o caso seja esclarecido”.

Sumiço

A ausência do ex-motorista ao depoimento aumenta as suspeitas sobre o esquema por traz das movimentações financeiras. Segundo levantamento feito pela GloboNews em cartórios da cidade, Queiroz tem um patrimônio modesto para quem movimentou valores tão altos.

Além disso, o relatório do Coaf indica que funcionários nomeados para o gabinete de Flavio não cumpriam jornada regular na Assembleia Legislativa do Rio, quando o senador eleito foi deputado estadual, e que alguns deles chegaram a repassar até 99% dos seus salários a Queiroz.

Jair Bolsonaro, por sua vez, também se afastou ao máximo dos jornalistas.



Federais caçam Cesare Battisti para entregá-lo aos fascistas italianos

16 de Dezembro de 2018, 21:20, por Desconhecido

Battisti tornou-se procurado pela polícia brasileira e pela Polícia Internacional (Interpol, na sigla em inglês), desde quinta-feira, quando o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sua prisão.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Santos, SP, e Roma

 

Caçado por agentes federais, em todo o país, o escritor italiano Cesare Battisti teria sido visto em Cananeia, no litoral paulista, onde vivia, há duas semanas. Depois disso, não foi mais localizado e, segundo o delegado da Polícia Civil Tedi Wilson de Andrade, responsável pela área, este é o relato mais recente, segundo a polícia confirma.

Grupo parlamentar de extrema direita, o Brasil/Itália pede para Temer extraditar Battisti

Battisti tornou-se procurado pela polícia brasileira e pela Polícia Internacional (Interpol, na sigla em inglês), desde quinta-feira, quando o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sua prisão e revogou a liminar que impedia a sua extradição para a Itália.

Neofascistas

Em seu país de origem, o vice-premier e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, reafirmou neste domingo que, se o governo brasileiro convidá-lo para buscar foragido, ele está preparado para viajar.

— Estou falando nesta hora com o presidente brasileiro e por isso me dizem extremista e fascista. Eu e Bolsonaro temos mil defeitos, mas se, nas próximas horas, eu receber um convite para ir e pegar um avião para trazer de volta à Itália um terrorista que está morto na consciência e que não deveria ficar na praia no Brasil, mas na prisão na Itália, eu pegaria o voo — disse o representante do neofascismo italiano.

A declaração foi dada por Salvini à jornalistas na escola de formação política do partido ultranacionalista Liga.

— Se devo reeducar alguém que tem duas sentenças perpétuas, eu faço isso na cadeia — acrescentou.

Situação regular

O ex-militante do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. Tratava-se, no entanto, de um tribunal de exceção e o processo correu à revelia do réu. Nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer assinou o decreto que determina o envio do estrangeiro de volta para Roma.

Mesmo antes de decretada a extradição do preso político, ele já havia desaparecido do radar.

— O que podemos afirmar com certeza é que há quinze dias, no começo do mês de dezembro, ele foi visto atravessando de balsa, que liga o bairro Porto Cubatão a Cananeia. Um policial o viu e por isso conseguimos confirmar. Na época, a situação dele estava regular, não tinha impedimentos — explica o delegado da Polícia Civil.

Muito boato

Nessa mesma época, segundo um amigo, Battisti disse que iria para o Rio de Janeiro.

— Ele foi (para o Rio de Janeiro) ver o editor e um tradutor pois ele acabou de escrever um livro sobre Cananeia e ele foi ver questões de tradução, aqui em São Paulo estava difícil, e ele foi pra isso — relata.

Diariamente, diversas denúncias sobre o paradeiro de Battisti chegam para a Polícia Civil que, imediatamente, faz diligências no local indicado. Na sexta-feira, moradores de Cananeia disseram para Polícia Civil que haviam visto Battisti na região na terça-feira. A informação, entretanto, não foi confirmada, segundo o delegado.

A decisão de Fux

Em 2007, a Justiça italiana pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente; mas deixou a palavra final ao presidente da República. Na época, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.

No ano passado, a Itália voltou à carga e pediu que o governo Michel Temer reabrisse o caso. A defesa do italiano, então, pediu ao STF que o governo brasileiro fosse impedido de enviá-lo de volta ao país de origem.

Transferência imediata

Na época, o ministro Luiz Fux aceitou, e concedeu uma liminar que impedia a extradição. Na quinta-feira, contudo, o magistrado voltou atrás da própria decisão reavaliou que o novo presidente teria poderes para extraditar ou não o réu.

Ainda segundo Fux, a Interpol pediu a prisão de Battisti pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro – por conta da suposta tentativa de saída do país com dinheiro não declarado –, o que permitirá o “reexame da conveniência e oportunidade de sua permanência no país”.

Após a decisão de Fux, então, o presidente de facto, Michel Temer, assinou o decreto da extradição do ex-guerrilheiro. Com isso, se for encontrado, Battisti já poderá ser transferido imediatamente para a Itália.



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