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Política

25 de Fevereiro de 2014, 16:14 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Alckmin deixa para trás Aécio Neves e Serra na corrida a 2018

31 de Outubro de 2016, 14:58, por Jornal Correio do Brasil

Alckmin já estava bem posicionado na disputa interna. Antes mesmo do segundo turno, graças à eleição de seu afilhado político João Doria. Ele foi eleito prefeito de São Paulo já no primeiro turno, no início do mês

 

Por Eduardo Simões/Reuters – de São Paulo

A derrota do candidato do PSDB em Belo Horizonte, neste domingo, confirmou a dianteira do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O tucano paulista superou o senador Aécio Neves (MG) na disputa interna com vistas à candidatura presidencial em 2018. Mas ainda há batalhas a serem travadas no ninho tucano para definir o vencedor desta contenda.

Serra, Aécio e Alckmin, juntos, é uma cena cada vez mais improvável nas próximas eleições

Serra, Aécio e Alckmin, juntos, é uma cena cada vez mais improvável nas próximas eleições

Alckmin já estava bem posicionado na disputa interna. Antes mesmo do segundo turno, graças à eleição de seu afilhado político João Doria. Ele foi eleito prefeito de São Paulo já no primeiro turno, no início do mês. A derrota de João Leite, candidato de Aécio, para Alexandre Kalil (PHS) no reduto eleitoral do senador mineiro, fortaleceu ainda mais a posição do governador paulista.

Ainda é cedo, no entanto, para os correligionários de Alckmin cantarem vitória sobre os partidários de Aécio. Ainda há muito a ser percorrido na corrida pela candidatura tucana ao Palácio do Planalto.

“Acho que é claro que o Aécio vai ter que pagar um pênalti complicado” por causa da derrota em Belo Horizonte, disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

Candidato tucano

“O Alckmin sai fortalecido, mas não sai vitorioso. Foi um round, mas essa batalha ainda não terminou”, acrescentou Melo. Ele lembra que ainda há pela frente a disputa pela liderança da bancada de deputados tucanos em Brasília. Além da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados no início de 2017. E a escolha do novo presidente do PSDB, também no ano que vem.

O comando partidário é atualmente exercido por Aécio. Embora pelas regras do partido ele não possa disputar um novo mandato, busca um aliado na presidência da legenda. Assim, terá influência importante na escolha do presidenciável tucano. E até mesmo em uma eventual prévia, poderá enfrentar Alckmin pelo direito de ser o candidato do PSDB ao Planalto.

“Aécio perder em casa é simbolicamente ruim, mas a casa não decide, o que decide é o nacional. E ele ainda é forte nacionalmente”, disse Melo.

Prefeito eleito de Porto Alegre, o deputado federal tucano Nelson Marchezan Jr. é um nome próximo de Aécio e teve o apoio do senador. Além disso, Alckmin ainda tem o desafio de nacionalizar seu nome, já que disputou a Presidência há 10 anos. Na época, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, perdeu por grande margem no segundo turno.

Aécio, candidato em 2014, perdeu para a petista Dilma Rousseff em Minas Gerais. Mas travou a disputa mais acirrada desde a redemocratização. “O pessoal do Alckmin vai para cima com tudo do Aécio na disputa pela liderança da bancada. E na disputa pela presidência do partido”, previu Melo.

Divisão

Nesse cenário, existe uma boa chance de, uma vez mais, o PSDB ir para a disputa nacional daqui a dois anos rachado.
Especula-se no meio político até mesmo a possibilidade de Alckmin trocar de partido para disputar a Presidência caso não consiga se viabilizar internamente dentro do PSDB. Um dos caminhos apontados é o PSB, partido do vice-governador paulista, Márcio França.

“Não é de se rejeitar totalmente essa possibilidade”, disse o cientista político da Unicamp Roberto Romano. “Meu palpite é de que o PSDB vai disputar a eleição presidencial mais uma vez fraturado”, disse.

Com um racha à frente ou não, o PSDB foi o grande vencedor da disputa municipal deste ano, elegendo sete prefeitos de capitais, cinco somente neste domingo.

Este desempenho, somado à boa performance no total dos municípios e nas cidades com mais de 200 mil eleitores deverá ser um ativo significativo para o candidato do partido à Presidência em 2018.

“Quem quer que seja o candidato, vai ter muito apoio nas bases, o que é muito importante”, disse Romano.
Além disso, como costumam lembrar analistas e estrategistas políticos, eleger um grande número de prefeitos costuma ser um bom indicativo para as eleições das bancadas federais dois anos depois.

Fim de um ciclo

O PMDB, partido do presidente Michel Temer, já havia garantido no primeiro turno a manutenção do posto que historicamente ocupa na política brasileira: o de partido com maior número de prefeituras. A legenda encerra o pleito municipal de 2016 com quatro prefeitos de capitais eleitos.

“É um partido que nem perde muito, nem avança”, disse Romano, da Unicamp. “Vai continuar sendo uma potência partidária.”

Já o segundo turno da eleição municipal, por outro lado, consolidou o desastre eleitoral do PT, partido que foi um dos principais protagonistas na cena política nas últimas décadas e que tem vivido um pesadelo recentemente, com lideranças importantes presas pela operação Lava Jato e a maior delas, Lula, também no alvo dos procuradores.

Os petistas perderam a única capital em que disputaram o segundo turno, Recife, e também saíram derrotados nas outras seis cidades em que tiveram candidatos neste domingo. No primeiro turno, a única capital conquistada pelo PT foi Rio Branco, no Acre.

Melo, do Insper, resumiu a situação do PT de forma muito sucinta: “é o fim de um ciclo”.

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Voto conservador cresce em todo país à sombra do golpe de direita

31 de Outubro de 2016, 14:38, por Jornal Correio do Brasil

O brilho da vitória da direita, no entanto, ofuscou-se no número recorde de eleitores que se recusou, simplesmente, a votar em qualquer dos candidatos. A decepção ficou mais agravada em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT)

 

Por Redação – de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

 

O PSDB, principal representante da direita nacional, sai das urnas na qualidade de o grande vencedor do segundo turno. Os resultados confirmam o desempenho mostrado na primeira rodada de votação e garantindo uma forte liderança nas capitais do país. O brilho da vitória, no entanto, ofuscou-se no número recorde de votos nulos, em branco, e nas abstenções. A decepção ficou mais agravada em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Ex-presidente Lula (PT) e com o governador Geraldo Alckmin (PSDB)

Ex-presidente Lula (PT) perdeu espaço político para o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP)

A boa performance tucana ocorreu numa eleição que desmentiu os prognósticos de uma grande renovação, ainda que novidades tenham surgido. Depois de ter conquistado a maior cidade do país no início do mês, o PSDB foi adiante. João Doria venceu em São Paulo, no primeiro turno. E, neste domingo, passaram a administrar cidades do porte de Porto Alegre, Belém, Maceió, Manaus e Porto Velho. A legenda já havia ganhado também em Teresina no dia 2. Os candidatos tucanos foram derrotados, no entanto, em Cuiabá, Campo Grande e Belo Horizonte.

O grande sucesso do PSDB no pleito deste ano, porém, deixou um gosto amargo para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O candidato derrotado à Presidência, em 2014, agora assistiu à derrota do candidato tucano em Belo Horizonte, João Leite. Na capital mineira, o vitorioso foi Alexandre Kalil, do nanico PHS. A derrota de Neves na capital de seu Estado de origem fortalece o governador paulista Geraldo Alckmin. Seu campo de ação estende-se por toda a Grande São Paulo. Superou até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, onde nasceu o Partido dos Trabalhadores.

Golpe ajuda

A presença de Michel Temer na Presidência da República, impulsionado após o golpe parlamentar que apeou do poder a presidenta Dilma Rousseff, fortaleceu o PMDB. A legenda é a campeã geral de prefeituras conquistadas neste ano. Como sempre, o PMDB, ficou em segundo lugar na disputa nas capitais, ganhando em Goiânia, Florianópolis e Cuiabá neste domingo, depois de conquistar Boa Vista no primeiro turno.

Com três capitais, o PDT ocupa o terceiro lugar no novo ranking, seguido por PSB e PSD com duas capitais cada um. Quem se beneficiou com as vitórias do PDT foi o pré-candidato do partido à Presidência, Ciro Gomes. Outros oito partidos irão comandar uma capital a partir de 2017, com destaque negativo para o PT. A legenda conseguiu apenas a reeleição do prefeito de Rio Branco, já no primeiro turno.

IURD no Rio

As duas maiores cidades que tiveram disputa neste domingo trouxeram novidades, ainda que no Rio de Janeiro ela não tenha se dado pelo nome vencedor, mas sim pelo fato de ele finalmente ter vencido. O senador Marcelo Crivella, do PRB, foi eleito prefeito do Rio com folga contra Marcelo Freixo, do PSOL. Sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella é bispo da igreja e expoente da direita no Estado.

— Sempre chega a nossa vez quando não se desiste — disse o senador.

Ele já foi sido candidato a prefeito e governador duas vezes.

— Peço a Deus e a todos nós que possamos ter a esperança dos que sempre lutam e a fé dos que nunca desistem — acrescentou.

Aécio derrotado

Em Belo Horizonte, o prefeito eleito, Alexandre Kalil (PHS), também se disse recompensado após uma dura disputa.

— As noites que eu chorei no meu quarto com a minha mulher porque eu fui tão ofendido, valeram a pena. Eu estou meio na linha do que o Gandhi falou: ‘primeiro, eles desprezam, depois ignoram, depois agridem e no final perdem’. Estou tranquilo, sei da responsabilidade que nós vamos assumir — disse, logo após sair o resultado da eleição.

Embora tenha dito que gostaria de conversar com os adversários, Kalil recusa-se a encontrar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Durante a campanha, Neves lançou pesados ataques, alguns em nível pessoal, contra o oponente.

Direita cresce

Mas para quem esperava muita renovação, especialmente diante do quadro de denúncias permanentes contra políticos e partidos, a eleição foi pouco animadora. Nada menos do que 15 das 26 capitais tiveram prefeitos reeleitos, sendo 8 neste domingo.

O resultado mostrou o que alguns especialistas previam, dada as mudanças das regras que encurtaram a campanha eleitoral e proibiram o financiamento empresarial. Neste quadro, a estrutura partidária ou a detenção da máquina administrativa foi crucial para a vitória de muitos candidatos.

De fato, foram pouquíssimas as tentativas de reeleição que fracassaram, a mais significativa delas a do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT. Mas a derrota de Haddad, que viu o candidato do principal partido adversário levar já no primeiro turno, tem que ser debitada em boa medida à debacle do partido, afogado nas contínuas denúncias, prisões e condenações decorrentes da operação Lava Jato.

O desastroso desempenho do PT no primeiro turno, quando conseguiu menos da metade das vitórias obtidas há quatro anos, foi ainda pior neste domingo, quando perdeu nas sete cidades que disputou, aí incluída Recife, única capital em jogo para o partido.

Eleição tranquila

Os eleitores que foram às urnas nas 57 cidades do país que realizaram o segundo turno neste domingo encontraram tranquilidade para votar, inclusive em locais de votação dentro de escolas que estão ocupadas por estudantes em protesto contra a reforma educacional.

Eleitor da capital paulista, o presidente Michel Temer não votou neste domingo uma vez que o pleito na cidade foi resolvido já no primeiro turno com vitória de Doria.

Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que não votaria, uma vez que o candidato do PT em São Bernardo do Campo (SP), Tarcísio Secoli, ficou fora da disputa final ao terminar em terceiro no primeiro turno. Com mais de 70 anos, o ex-presidente não é mais obrigado a votar.

Também não votou a ex-presidente Dilma Rousseff. Com domicílio eleitoral em Porto Alegre, a petista viajou a Belo Horizonte para visitar a mãe, segundo sua assessoria. Dilma foi deposta pela direita, em maio deste ano.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, comemorou o clima pacífico do pleito.
“Não tivemos incidentes dignos de nota e felizmente nossa preocupação com segurança não se realizou”, disse.

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Saiba como justificar a ausência na votação no segundo turno

29 de Outubro de 2016, 18:35, por Jornal Correio do Brasil

Se você estará fora do seu domicílio eleitoral, no dia da votação, fique atento às orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Neste domingo, milhões de eleitores voltam às urnas para o segundo turno das eleições que vai eleger os chefes dos executivos municipais de 57 cidades. Se você estará fora do seu domicílio eleitoral, no dia da votação, fique atento às orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para tirar as suas dúvidas, o Portal EBC fez uma lista de perguntas e resposta sobre o assunto.

Quem precisa fazer a justificativa eleitoral

Devem justificar a ausência da votação todos os eleitores que estiverem fora dos domicílios eleitorais onde haverá disputa no segundo turno. Se na sua cidade as eleições para prefeito já foram decididas na primeira fase da disputa, o pleito já foi dado como encerrado.

No primeiro turno das eleições municipais, eleitores que estavam fora do domicílio eleitoral justificaram a ausência de voto em posto no centro da cidade

No primeiro turno das eleições municipais, eleitores que estavam fora do domicílio eleitoral justificaram a ausência de voto em posto no centro da cidade

Não estarei na cidade onde voto, o que fazer

Quem estará fora do seu domicílio eleitoral precisa justificar a ausência do voto no dia da eleição. Nesse caso, o eleitor deve preencher e entregar o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) nos locais de justificativa. É necessário levar o título de eleitor e um documento com foto.

Como saber quais são os locais para justificar a ausência do voto?

Os locais de justificativa são definidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada estado. Os eleitores podem consultar os locais na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É possível fazer a justificativa eleitoral na mesma cidade em que você vota?

Não. Só pode justificar a ausência aqueles que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia das eleições. Caso contrário, o eleitor deve se dirigir para a sua zona eleitoral e exercer o direito do voto.

Onde retiro o Requerimento de Justificativa Eleitoral?

O formulário pode ser obtido gratuitamente nos postos de atendimento ao eleitor, em cartórios eleitorais, na página do TSE ou nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). No dia da eleição, os locais de votação ou postos justificativa também disponibilizam o documento.

Posso justificar a ausência do voto depois da eleição?

Sim. O prazo para justificativa eleitoral é de 60 dias após as eleições. Nesse período, o eleitor deve se dirigir a um cartório eleitoral com o título de eleitor e um documento com foto, preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição), que pode ser retirado no próprio local gratuitamente. O cidadão ainda tem a opção de enviar o documento pelos correios ao juiz da sua zona eleitoral.

Justificava

No caso de justificava após as eleições, além do requerimento, é preciso apresentar um documento que comprove a sua ausência. Por exemplo, bilhete da passagem, atestado médico. Neste ano, quem deixou de votar no primeiro turno tem até 1º de dezembro de 2016 para justificar. No caso do segundo turmo, o prazo vai até o dia 29 de dezembro de 2016.

Perdi todos os prazos para justificar a ausência, o que devo fazer?

O eleitor que não justifica a ausência no pleito dentro do prazo de 60 dias após a eleição. Ele fica em débito com a Justiça Eleitoral. Para regularizar sua situação, primeiro ele deve solicitar a Guia de Recolhimento da União (GRU). Em qualquer cartório eleitoral ou posto de atendimento ao eleitor. Depois ele deve pagar uma multa, que varia de R$ 1,05 até R$ 3,51, por turno, para obter a certidão de quitação eleitoral.

O que acontece se o eleitor não pagar a multa?

O não pagamento da multa impede que o eleitor solicite a Certidão de Quitação Eleitoral. Em débito com a Justiça Eleitoral, o cidadão fica impedido de solicitar passaporte ou carteira de identidade, pedir empréstimo, participar de concurso público, inscrever-se em instituições públicas de ensino e, se tratando de funcionário público, a pessoa fica impedida de receber o salário.

Não votei no primeiro turno, posso votar no segundo?

Sim, pois de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, cada turno representa uma eleição. Mas é preciso que a sua situação com a Justiça eleitoral esteja regularizada e o título de eleitor não esteja cancelado ou suspenso. Isso porquê quando o eleitor que deixa de votar em três eleições seguidas, sem apresentar justificativa, o título é cancelado e ele fica impedido de votar.

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Serra é formalmente citado na delação premiada de Odebrecht

28 de Outubro de 2016, 16:06, por Jornal Correio do Brasil

No acordo com o tribunal federal do Parana, a Odebrecht revelou como pagou a propina a José Serra, em recursos depositados numa conta secreta na Suíça. A confissão envolve o ex-tesoureiro do PSDB Márcio Fortes e o economista Ronaldo Cezar Coelho

 

Por Redação – de Brasilia

 

Chanceler do presidente de facto, Michel Temer, o senador José Serra (PSDB-SP) está com o cargo em cheque. O candidato derrotado por Dilma Rousseff na eleição de 2010 consta, formalmente, em um processo criminal. Serra é acusado de receber R$ 23 milhões em dinheiro sujo, depositado em contas no exterior. Quem o acusa é Marcelo Odebrecht, dentre outros 50 executivos da maior empreiteira do país.

Serra ocupa, interinamente, o Ministério das Relações Exteriores

Serra ocupa o Ministério das Relações Exteriores do presidente de facto, Michel Temer

No acordo com o tribunal federal do Parana, a Odebrecht revelou como pagou a propina a José Serra, em recursos depositados numa conta secreta na Suíça. A confissão envolve o ex-tesoureiro do PSDB Márcio Fortes e o economista Ronaldo Cezar Coelho, banqueiro e político do tucano do Rio de Janeiro. Os executivos da empreiteira também prometeram entregar os recibos dos depósitos. Em valores corrigidos apenas pela inflação, Serra teria recebido R$ 34,5 milhões.

Força tarefa

Os repasses foram citados por Pedro Novis, presidente da empresa entre 2002 e 2009 e hoje membro do Conselho de Administração da Odebrecht. Sob o comando de Marcelo Odebrecht, ele e outro diretor, Carlos Armando Paschoal, coordenavam as ações junto a políticos de São Paulo. Eles tratavam das doações para campanhas eleitorais. Ambos negociam acordos de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

O responsável apontado por operacionalizar a evasão de divisas e os pagamentos ilegais, no exterior, foi o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho. Hoje, Coelho está filiado ao PSD. Coordenador político da campanha de Serra à Presidência, em 2010, Coelho negociou o repasse para a campanha, segundo a delação. Quem administrava o caixa 2 de Serra era o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), dizem os delatores.

Delação premiada

Novis e Paschoal fazem parte do grupo de cerca de 80 funcionários da Odebrecht que acertam os últimos detalhes para um acordo de delação premiada em massa com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambos já estão com os termos da delação premiada definidos com os procuradores. A assinatura do acordo deve ocorrer em meados de novembro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2010, a Odebrecht fez uma doação oficial de R$ 2,4 milhões para o comitê do PSDB à Presidência da República (R$ 3,6 milhões em valores atualizados). Os executivos disseram que o repasse dos R$ 23 milhões foi acertado com a direção nacional do PSDB e o dinheiro foi distribuído a outras candidaturas daquele pleito.

Respostas

O diário conservador paulistano Folha de S.Paulo procurou o ministro das Relações Exteriores na tarde desta quinta-feira. Ele respondeu por meio de uma nota oficial e disse que “não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas”. Em seguida, “reitera que não cometeu irregularidades”.

O empresário e ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho também não quis comentar a acusação. Prefere que seus advogados tenham acesso ao processo de delação em que seu nome é citado. O ex-deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ) foi procurado por telefone, mas não foi encontrado pela reportagem do Correio do Brasil.

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Chefes dos Três Poderes tentam solução para a crise institucional

28 de Outubro de 2016, 15:31, por Jornal Correio do Brasil

Após o encontro sobre a crise institucional, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) seguiu direto para o Estado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também não participou do almoço. Embarcou para o Azerbaijão

 

Por Redação – de Brasília

 

Os chefes dos Três Poderes reuniram-se, nesta sexta-feira, no Palácio do Itamaraty, para discutir um pacto nacional para a segurança pública. Esta foi a agenda oficial do encontro que, na realidade, visava encerrar uma grave crise institucional, velada, em curso no país. Após declinar do encontro, na véspera, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) reconsiderou. Ela recebeu um telefonema, na noite passada, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em que se desculpou por chamar o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Vara de Brasília, de ‘juizeco’. Procurador-geral da República, Rodrigo Janot e os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Defesa, Raul Jungmann, também compareceram.

Cármen Lúcia, Temer e Renan conversam sobre Segurança, em meio à crise institucional

Cármen Lúcia, Temer e Renan conversam sobre Segurança, em meio à crise institucional

— Será um momento muito significativo, porque a reunião dos três poderes do Estado e de outros órgãos que vão pensar juntos como resolver a segurança pública do país. É um tema angustiante para todo o povo brasileiro, daí porque nós todos temos que colaborar — disse o presidente de facto, Michel Temer. Ele concedeu entrevista coletiva na noite passada.

Três Poderes

De acordo com Temer, a segurança pública seja um tema de competência dos Estados. Mas será necessário que as autoridades dos Três Poderes juntem esforços para discuti-lo. Serão marcadas também reuniões entre governadores e secretários de segurança para dar continuidade às discussões.

— Desde já eu digo que não é exatamente uma tarefa da União Federal. A União Federal tem uma parcela da segurança pública relativa às competências da Polícia Federal. A segurança pública é questão dos Estados, mas é um tema, sem dúvida alguma, angustiante para todo o povo brasileiro. Daí porque nós todos temos que colaborar. Inauguralmente com a presença dos poderes do Estado, depois com a presença dos secretários de segurança coordenados, enfim, pelos vários setores da área federal — acrescentou.

Azerbaijão

Após o encontro, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) seguiu direto para o Estado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também não participou do almoço. Embarcou para o Azerbaij

ão às 13h, para uma missão oficial que termina apenas no próximo dia 3.

— Acho que um ambiente de harmonia já está decretado, digamos assim. Não vi nada que pudesse agredir aquilo que a Constituição determina e que os poderes, os chefes dos Poderes, têm falado com muita frequência. Aliás, a ministra Cármen Lúcia com muita frequência invoca a ideia da harmonia e da independência dos poderes. As questões que vão surgindo, elas vão se resolvendo pouco a pouco pelos instrumentos institucionais. Como estão sendo resolvidos. Não há desarmonia nenhuma — afirmou Temer.

Protesto

Antes mesmo do encontro começar, policiais civis do Distrito Federal se concentraram em frente ao ministério. Aproveitaram a presença dos representantes dos três Poderes e reivindicar isonomia salarial com a Polícia Federal (PF. Protestaram também contra “o sucateamento da segurança pública no DF”, segundo anunciava o sindicato local. Os manifestantes se posicionaram ao redor de um boneco inflável do governador do DF, Rodrigo Rolemberg, caracterizado como o personagem Pinóquio. Em função do barulho que eles provocaram, as autoridades tiveram que mudar de sala.

Nesta semana, agentes da PF foram contemplados em um projeto de lei aprovado conclusivamente na Câmara que determina reajustes salariais para diversas categorias. O incremento salarial ainda precisa do aval do Senado para que possa ser concedido escalonadamente a partir do próximo ano.

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