Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro, de Mary Wollstonecraft, denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século 18, especialmente à educação formal. Escrito em um período histórico marcado pelas transformações que o capitalismo industrial traria para o mundo, o texto discute a condição da mulher na sociedade inglesa de então, dialogando com filósofos como Rousseau. Libertária, Mary Wollstonecraft fez de sua própria vida uma defesa da emancipação feminina: envolveu-se na Revolução Francesa e foi uma precursora do amor livre. Extremamente revolucionário para a época, Reivindicação dos direitos da mulher foi traduzido para vários idiomas, se tornou uma referência teórica para as precursoras do feminismo contemporâneo, como Simone de Beauvoir, e uma leitura essencial para as discussões de gênero. O livro “resulta tanto de uma trajetória de lutas militantes de Mary como de seus enfrentamentos contra a moral sexista e conservadora da época", diz Maria Lygia Quartim de Moraes, que assina o prefácio.
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