Faleceu, no dia 4 de junho, Muhammad Ali, que lutava contra o Mal de Parkinson há cerca de 30 anos e uniu, como poucos, esporte e política. Nascido Cassius Clay, tornou-se referência mundial dentro dos ringues de boxe e nos protestos contra a opressão dos negros de todo o mundo. Converteu-se ao Islã, fez de Malcom X sua referência política e recusou-se a lutar na Guerra do Vietnã, pois, como dizia, seu inimigo não era nenhum vietcongue, mas sim o preconceito e a exclusão. “Minha consciência não deixa que eu atire em um irmão, ou em gente escura, ou em qualquer pessoa pobre e faminta vivendo na lama, pela grande e poderosa América. E atirar neles por quê? Eles nunca me chamaram de ‘crioulo’. Eles nunca me lincharam, ou soltaram cães em mim, nem roubaram minha nacionalidade… Nunca estupraram e mataram minha mãe ou meu pai. Atirar neles por quê? Como vou atirar neles, bebês e crianças e mulheres pobres e negras? É melhor que me mandem pra prisão”, chegou a dizer.
Núcleo Piratininga de Comunicação
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