Decisão do Copom não muda nada
January 23, 2017 12:03[Rosângela Ribeiro Gil | NPC-SP] A comunicação do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) quis entender um pouco mais a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em 11 de janeiro, de reduzir a taxa Selic para 13%. Para tanto, conversou com o professor doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Corrêa de Lacerda. De cara ele disse: “Não há qualquer razão para comemorarmos essa decisão.” Advertindo ainda: ”Tem gente eufórica com a queda de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic). Isso não muda nada.”
Ele explicou: “Considerando a projeção do Boletim Focus (média do "mercado"), a inflação (IPCA) para o ano 2017 é de 4,84%. Considerando ainda que a inflação fechou em 6,3%, em 2016, a média esperada de 2017 é de 5,5%. Portanto, o juro real projetado (Selic - IPCA) está agora em quase 7,5% ao ano. De longe, a mais alta do mundo e muito acima da rentabilidade média das atividades produtivas. Ou seja, continuamos muito fora da curva.”
Segundo o professor, a taxa de juros ideal é aquela compatível à média internacional, ou seja, próximo de 1% ao ano. “Estamos acima de 7%”, lamentou. Lacerda salienta, ainda, que a taxa de juros também “precisa estimular a produção e investimentos produtivos e infraestrutura, ou seja, precisa ser compatível com a rentabilidade média dessas atividades”. Ele foi taxativo: “Hoje ganha mais quem especula no mercado financeiro do que quem produz. Isso não dá certo.”
Despejo em São Matheus, São Paulo
January 23, 2017 11:58[Por Silvia Ferraro em 17.01] "Enquanto o Dória (prefeito de S.Paulo) tá preocupado em "embelezar" a cidade, apagando a arte dos grafites, tem 700 famílias sendo despejadas de suas casas em São Mateus, na zona leste. Três mil pessoas que não têm pra onde ir, que estão vendo seus sonhos serem destruídos. O terreno estava há 40 anos abandonado. O direito da propriedade de um terreno inútil vale mais do que o direito de moradia para 3 mil pessoas entre idosos e crianças. O direito do capital é o que prevalece. E a cidade cinza ficou mais cinza e triste no dia de hoje".
Livro ‘A Resistência’, de Julián Fuks
January 23, 2017 11:50O romance “Resistência” foi o vencedor do prêmio Jabuti de 2016. O autor, Julián Fuks, fez um discurso bastante engajado na cerimônia em que foi receber o prêmio: “Pode ser que se esteja premiando, isso é pra mim um motivo de muita alegria, o simples ato da resistência diante de tudo isso que a gente vê e diante de tudo isso que nos atinge: da ruptura com a ordem democrática que se deu no Brasil e que a gente precisa combater”, disse. E finalizou com um “Fora Temer”.
O livro vencedor parte da relação entre o narrador e o irmão adotado em 1976 em Buenos Aires para tratar de um tema muito mais amplo: a ditadura argentina, a perseguição a quem se manifestava contra o regime, e os sentidos, hoje, da resistência. A todo momento, reflete-se sobre os impactos daquele tempo nas próprias relações familiares. Seus pais, argentinos, tiveram que sair do país natal e começar uma outra vida no exílio no Brasil, para onde trouxeram o filho adotivo e tiveram dois filhos biológicos. Trata-se, afinal de contas, de um livro “sobre essa criança, meu irmão, sobre dores e vivências de infância, mas também sobre perseguição e resistência, sobre terror, tortura e desaparecimento”, nos conta o narrador. Memória pessoal, social, histórica e política: é isso que o leitor encontra nesse livro de maneira bastante sensível e cativante.
Dicas de leitura
January 23, 2017 11:36[Por Leonardo Nascimento] Reli nos primeiros dias do ano "Quarto de despejo", diário de Carolina Maria de Jesus. Dessa vez, passei o fim de semana trabalhando num texto sobre "Diário do hospício", escrito por Lima Barreto quando esteve internado no Hospital Nacional dos Alienados, entre 1919 e 20. Acho uma pena passarmos pela escola sem contato com nenhuma dessas duas obras: leituras fundamentais e de fácil compreensão. Como nunca é tarde, tá aí a dica pra quem ainda não leu.
UERJ resiste!
January 23, 2017 11:29Aconteceu na quinta, dia 19, uma mobilização em defesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A universidade está parada e abandonada pelo Governo do Estado.








