Rede Brasil Atual deve servir de exemplo para sindicatos
January 24, 2014 19:45A Rede Brasil Atual foi criada em maio de 2009 e conta com o apoio de diversos sindicatos do país inteiro, principalmente o dos Metalúrgicos do ABC e o dos Bancários de São Paulo. Além do site, a rede possui outros veículos de comunicação: jornais regionais, revista, programas de rádio e TV. Todo o conteúdo está disponível na internet. Os temas abordados são variados: passam por política, economia, cultura, mundo do trabalho e assuntos internacionais. Tudo tratado a partir do olhar do trabalhador, em contraponto à mídia comercial. “O objetivo é proporcionar uma visão diferenciada daquela encontrada na mídia comercial e o direito de fazer, portanto, um julgamento diferenciado dos fatos cotidianos”, explicou o editor Paulo Donizetti em entrevista ao BoletimNPC ano passado. Um dos assuntos abordados recentemente é o tratamento de movimentos sociais como “forças oponentes”. Tal identificação está em um documento do Ministério da Defesa que regulamenta a atuação das Forças Armadas em operações de segurança pública. A orientação iguala as mobilizações sociais a atos criminosos. Essa é apenas uma mostra de pauta ampla, de interesse dos trabalhadores e lutadores sociais. Um exemplo a ser seguido pelos sindicatos que desejam disputar ideias na sociedade.
1% da humanidade controla 50% do PIB mundial; no Brasil, desigualdade também assusta
January 24, 2014 19:44Dados divulgados no último fim de semana pela ONG Oxfam revelam o tamanho da disparidade social no planeta. O estudo revela que 85 fortunas mundiais acumulam a mesma riqueza que 3,5 bilhões de pessoas. Ou seja, metade da humanidade. Na prática, 1% da população mundial controla metade do PIB do planeta. O documento foi preparado para ser apresentado aos magnatas do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, Suíça. A desigualdade mundial se reflete no nosso próprio país. As cinco mil famílias mais ricas do Brasil possuem um patrimônio equivalente a 40% do PIB nacional. A média é de R$ 294 milhões por família. O estudo foi realizado em 2004 pelo economista Márcio Pochmann, presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e atualizado este ano. | Publicado por Blog do Paulinho.
Carta enviada ao jornal O Globo questiona uso do termo ‘invasão de haitianos’
January 24, 2014 19:35O coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios (NIEM), Helion Póvoa Neto, escreveu uma carta ao jornal O Globo que, em diversas oportunidades, utilizou a expressão “invasão” para se referir aos haitianos que vêm ao nosso país desde 2011. O texto questiona a discriminação em relação aos migrantes e não foi publicado pelo jornal. Os que assinam defendem a regularização e o atendimento às demandas dos migrantes e recusam os termos adotados por veículos de imprensa que criminalizam esses povos. Diz a carta: “Ninguém ignora que o Brasil vem sendo destino de um expressivo movimento migratório de haitianos, quantitativamente inferior, aliás, ao de outras nacionalidades, inclusive de origem europeia, que mesmo quando em situação irregular, parecem não causar o mesmo alarme. O caso dos haitianos, e de outros migrantes de países do Sul, representa sem dúvida um problema social e humanitário, a ser enfrentado com políticas adequadas de direitos humanos” | Leia a carta completa.
A comunicação contra-hegemônica contra a ditadura dos algoritmos
January 24, 2014 19:33Algoritmo é um conjunto de instruções muito precisas para a execução de certas tarefas. Na verdade, o problema não está nos algoritmos. Está na geração da informação, que se tornou bastante previsível. Os limites da combinação entre criação semântica e gramatical são infinitos. Mas para os níveis de automação e massificação da imprensa atual, um programa de computador mais do que basta. Pudera! A vida humana automatizou-se, padronizou-se e massificou-se. Com a imprensa, não seria diferente.
Para sociólogo, rolezinhos são vistos como tão ameaçadores porque rompem a demarcação do apartheid social
January 24, 2014 19:30O País discute o que vai pela cabeça daqueles rapazes de bombeta e bermudas, que se endividam para comprar um tênis Mizuno, a congestionar os corredores dos shopping centers - estes também chamados aqui e ali de "templos do consumo", "espaço privado aberto ao público" ou "única opção de lazer na quebrada", de acordo com o gosto do freguês. Os rolezinhos entraram com tudo no vocabulário político nacional. Para o sociólogo Jessé Souza, estamos diante de "um reflexo do apartheid brasileiro que separa, como se fossem dois planetas distintos, os brasileiros ‘europeizados’, da classe média verdadeira, e os percebidos como ‘bárbaros’, das classes populares". Para ele, o que confere caráter político a essas aparentes brincadeiras de jovens da periferia é o fato de ameaçarem a fronteira de classes, vivida por todos nós de modo implícito.








