
Por Vinícius Vieira do Blog Seja Livre
Muitas pessoas que não usam Software Livre tem a ideia de que “quem desenvolve software livre não ganha dinheiro”, e isso de fato não é verdade. Existem muitas empresas de desenvolvimento de software no Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo (sem falar no resto do país e no mundo), que ganham muito dinheiro desenvolvendo, basicamente, softwares livres.
Nos primórdios da “informática” não existia o conceito de software proprietário e software livre, mas a partir da década de 70/80 inicia-se o processo de criação de software proprietários e desta forma, Richard Stallman inicia o desenvolvimento do projeto GNU: gnu not unix. Em seguida, funda a FSF (Free Software Foundation /Fundação de Software Livre) e lança a GPL – General Public License (hoje existe inúmeras licenças de software livre).
O Software livre não necessariamente é um software gratuito, software livre, segundo a definição de Richard Stallman: é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição, ou seja, liberdade e não gratuidade.
Vamos ver abaixo alguns pontos interessantes:
- Trabalhando com software livre - Já imaginou quanto você já poupou (ou deixou de gastar) pelo fato de usar o software livre e não o proprietário? COm certeza poderia bancar umas excelentes férias, ou tomar milhares de cafés. Se pensarmos em dimensões maiores, por exemplo a nível da administração pública e local por exemplo, são literalmente “rios de dinheiro” que se poupa ao longo dos anos em licenças de software proprietário.
- Desenvolvendo – Imagine que você com um pouco de criatividade, consiga desenvolver sozinho um software livre. Mais tarde ou mais cedo, aparecerão pessoas que se entusiasmarão por ele, o modificarão, e mandam de volta para você para incluir estas modificações na próxima versão. Daí eu lhe pergunto: quanto é que você pagou para ter estas novas funcionalidades? Nada! E se você for um bom programador, poderá receber patrocínios de empresas com interesse nesse mercado.
- Vendendo – Quem disse que o software livre não pode ser pago? Apesar da maioria ser gratuito, existem soluções muito boas que são pagas, e que geralmente são usadas em ambientes corporativos… uma das empresas mais conceituadas neste nicho é a Red Hat, que desenvolve, entre outros, o Red Hat Enterpraise Linux. Existem empresas que compram o desenvolvimento de um software específico, e em alguns casos você pode vendê-lo e ao mesmo tempo mante-lo livre. Em contra-partida outra grande fonte de renda com o software livre é o suporte, além da instrução. No entanto, existe muito suporte e documentação totalmente gratuita na Internet.
- Doações – É fato que existem aqueles que querem desenvolver algo comunitariamente e não tem nenhuma pretensão comercial com seu software, porém mesmo assim são mantidos através de doações de entusiastas.








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