Semana do Software Livre: sustentabilidade financeira é desafio para startups
September 11, 2014 13:19 - no comments yetEvento recebeu ativistas para pensar em novos modelos de negócios. Atividade marca os 11 anos da ASL.Org e a entrada da instituição no Tecnopuc.

O embaixador da ASL.Org, Sady Jacques, falou sobre sustentabilidade de empreendimentos. (Foto: Carmila Hermes)
A sustentabilidade financeira de startups focadas no desenvolvimento de soluções livres é o principal desafio dos jovens empreendedores. A conclusão é do embaixador da Associação Software Livre.Org (ASL.Org), Sady Jacques, durante o segundo dia de atividades da Semana do Software Livre no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc). O evento foi realizado em comemoração aos 11 anos da entidade.
De acordo com Jacques, é importante encontrar saídas para que as soluções desenvolvidas em código-aberto possam ser viáveis tanto para empresas inovadoras quanto para as comunidades que trabalhem de forma colaborativa para o desenvolvimento. O modelo de cobrança por serviços é uma das formas sinalizadas como alternativa para obtenção de renda. “Existem possibilidades de venda de hardware livre também, mas a maior parte dos lucros deste tipo de iniciativa vem da prestação de serviços”, analisa. Ele acrescenta que modelos de consultoria em larga escala, estabelecimento de linhas de financiamento público e incentivo de criação de cooperativas, também podem impulsionar o setor.
Um dos principais objetivos da atividade “Startup Livre Dojo” foi pensar em formas para que os empresários não sejam reféns de fontes de financiamento que comprometam a liberdade de licenciamento das criações. “O principal em uma empresa é sua inteligência e negócio”, diz Jacques.
Startup Dojo: criando negócios inovadores

O consultor Jorge Audy orientou ajudou os participantes a planejar novos negócios. (Foto: Camila Hermes)
Na primeira parte da atividade, os participantes foram divididos em grupos de 7 pessoas, que utilizaram folhas coladas nas paredes para planejar visualmente seu projeto. A plateia foi estimulada a dar ideias em processo de brainstorm e depois votar na que possuísse maior potencialidade de execução com sucesso. Após, iniciou-se o processo de Business Model Canvas, uma ferramenta de planejamento estratégico para novos negócios criado por Alexander Osterwalder.
“Nós precisamos nos desafiar a sermos inovadores na inovação. Não vamos fazer a mesma coisa que os outros, que é o estado em que todos estão hoje”, afirma o consultor em metodologias ágeis Jorge Audy. Ele complementa que a popularização do termo Startup faz com que diversas empresas tentem ter atitudes novas, mas mantendo os mesmos processos. “Precisamos pensar fora da caixa”, alerta.
Além de estar aberto a procedimentos diferentes do padrão, Audy esclarece que o empreendedor deve levar em conta sua experiência de vida. “Você deve ter uma 'bagagem' para poder inovar. Ler muito e viver muitas coisas é fundamental. Não é só acordar, entrar numa sala e ser inovador”, sentencia.

Os participantes se reuniram em grupos para pensar em ideias inovadoras. (Foto: Camila Hermes)
O método utilizado na atividade é voltado principalmente para empreendimentos que fogem ao padrão. É comum neste trabalho que os participantes tenham dúvidas em relação a quem seriam os seus concorrentes, quem poderiam ser seus clientes, onde encontrar parceiros e desenvolver o modelo de negócio que seja sustentável, diferente de empreendimentos que já tenham um modelo estabelecido.
No final da atividade os grupos apresentaram suas propostas. Surgiram ideias como um aplicativo que acompanhe em tempo real a lotação de ônibus e gere relatórios para usuários e empresas, plataformas voltadas a desenvolvimento de jogos, hospedagem temporária de animais com possibilidade de reservas pela internet, equipamentos de auxílio para deficientes visuais, aplicações para consultas de dados públicos e produção de computadores de baixo custo com foco em pequenas empresas.
O evento também contou com lightning talks do coordenador geral da ASL.Org, Ricardo Fristsch, e dos ativistas Niccholas Vidal, Junior Goergen e Er Galvão Abbott. Eles falaram sobre a importância de criar novos empreendimentos e sobre o Fórum Internacional Software Livre, que em 2015 chega em sua 16ª edição. O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Newton Braga Rosa também falou sobre sua experiência como empreendedor e estimulou que os jovens tenham coragem para executar suas ideias.
A semana especial de atividades termina nesta quinta-feira (11) com um coquetel voltado aos sócios da associação e inauguração da sala da ASL.Org no Tecnopuc.

Grupo formado por estudantes e profissionais no final da atividade. (Foto: Camila Hermes)
Confira as fotos do primeiro dia da Semana do Software Livre no Tecnopuc
September 10, 2014 16:03 - no comments yet#
Semana do Software Livre no Tecnopuc ressalta a importância de investir em políticas públicas para desenvolver setor de tecnologia
September 10, 2014 13:38 - no comments yetCriação de um arranjo produtivo é necessária para desenvolver setor tecnológico. Evento marca 11 anos da Associação Software Livre.Org e entrada da instituição no Tecnopuc.

O coordenador geral da ASL.Org, Ricardo Fritsch, foi um dos palestrantes do evento. (Foto: Camila Hermes)
A primeira atividade da Semana do Software Livre no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), em comemoração aos 11 anos da Associação Software Livre.Org (ASL.Org), começou nesta terça-feira (9) em Porto Alegre. Um dos principais temas do evento foi a necessidade de criar políticas públicas de governo no âmbito nacional que estabeleçam um arranjo produtivo beneficando empresas desenvolvedoras de soluções livres. A estratégia é um importante elemento para o fomento do setor e garantiria a soberania tecnológica do país em relação às suas informações.
>> Veja as fotos do primeiro dia da Semana do Software Livre no Tecnopuc
De acordo com o embaixador da ASL.Org, Sady Jacques, muitas demandas governamentais de grande escala encontram apenas em empresas de softwares proprietários seus fornecedores. Isso acontece pela falta de capacidade do setor de Software Livre em absorver os pedidos ou prover atendimento de suporte para milhares de cidades. Segundo ele, o estabelecimento de uma cadeia produtiva que dê conta destas necessidades depende de ações governamentais diretas sobre o assunto. “Existem poucas alternativas para quem quer desenvolver Software Livre no Brasil. O país poderia ser um dos maiores desenvolvedores de software do mundo”, afirma.
As licitações dos governos nas três esferas (municipal, estadual e federal) são elementos importantes para que as pequenas empresas hoje constituídas possam se estruturar e crescer. Jacques salienta que a ASL.Org fez repetidos esforços nos últimos anos para alertar os órgãos governamentais sobre o tema, entre eles a coordenação das duas últimas edições da Oficina para Inclusão Digital e Participação Social, realizadas em Porto Alegre e Brasília, que reuniu estudantes, profissionais e militantes da inclusão digital de todo o país.
“Todas as ações que melhoraram o cenário no âmbito de governo foram provocadas por pessoas que acreditam na ideia e militaram por isso. Não podemos chegar impondo, mas devemos usar bons argumentos para trabalhar com gestores e técnicos”, explica Sady. Segundo ele, os resultados se tornam mais permanentes quando são resultados de diálogos, diferentemente dos espaços onde há a imposição direta.

O embaixador da ASL.Org, Sady Jacques, propôs a criação de um novo arranjo produtivo. (Foto: Camila Hermes)
Jacques chamou a atenção também para o fato de que diversas empresas que produzem softwares proprietários se utilizam de soluções livres para seu desenvolvimento e não licenciam os programas da mesma forma. “O quanto isso vai mudar depende das pessoas acreditarem e lutarem por isso”, pondera. Ele cita ainda como exemplo o ato individual de cada militante, de pedir para que o fabricante remova o sistema operacional proprietário do computador na hora da compra. A ação gera uma economia de cerca de R$ 200 em alguns casos e é obrigatória por parte da instituição vendedora, já que é proibido exercer a chamada “venda casada”, em que se atrela a compra de um produto obrigatoriamente a outro.
Além da criação de políticas públicas, a qualificação dos profissionais para atuação no setor deve acontecer desde o início da formação básica. De acordo com o embaixador, o estímulo ao estudo de computação para crianças no âmbito escolar faria com que os alunos compreendessem não apenas a programação, mas também a lógica por trás da informática.
Não basta ter infra-estrutura no setor público
O coordenador geral da ASL.Org, Ricardo Fritsch, alertou que a constante luta pela modernização das rotinas da administração pública por meio do fornecimento de infraestrutura não é o suficiente para a criação de uma verdadeira independência dos órgãos. É necessário que os programas utilizados sejam completamente auditáveis pelo governo e pela sociedade civil. Do contrário, o risco de facilitar fraudes é grande.
Fritsch esclareceu que a opção por programas proprietários no setor público é benéfica apenas às empresas desenvolvedoras destas soluções e prejudica a própria administração e os cidadãos. É um procedimento comum que corporações criem dependências em tipos de arquivos proprietários ou arquiteturas não documentadas claramente, o que faz com que a leitura dos dados do governo dependam exclusivamente de um único fornecedor. “Atualmente já existem outras alternativas que fazem o trabalho tão bem, ou até melhor, que as ferramentas proprietárias”, pontua Ricardo.
Citando exemplos, Fritsch contou que o início do provimento de internet no Rio Grande do Sul, em 1995, foi feito utilizando soluções livres. “Cerca de mil pessoas tiveram a honra de começar a usar a internet no Estado naquela época. E não era banda larga, era uma banda fina. Fizemos tudo com Software Livre”, conta. Ele também lembrou iniciativas que foram desenvolvidas no Estado com a mesma perspectiva, como o Gabinete Digital do RS, em que todo o software foi criado utilizando alternativas livres. “Assim que o código foi aberto para a comunidade já surgiram sugestões de melhoria”, ilustra. O Banrisul foi um outro exemplo citado como empresa que utiliza soluções livres em grande escala.
Startups e inovação nos próximos dois dias de evento
A Semana do Software Livre no Tecnopuc contina até a próxima quinta-feira (11). Nesta quarta-feira (10), as 18h30, na sala 204, acontece o Startup Livre Dojo, um evento focado em inovação e empreendedorismo que utiliza técnicas de brainstorming e modelagem de negócios. Os participantes poderão formar equipes para debater problemas e soluções, criando novos projetos.
Na quinta-feira (11) a ASL.Org inaugura sua sala no Tecnopuc em evento voltado a sócios da instituição, consolidando a relação entre a associação e o parque tecnológico da universidade.
As atividades marcam o aniversário de 11 anos da Associação Software Livre.Org, organizadora do Fórum Internacional Software Livre (FISL), que acontece há 15 anos em Porto Alegre e se consolidou como um dos maiores eventos de tecnologia da América Latina.
Saiba mais sobre o evento:

Chamada para Colaboração LibreOffice Magazine 13 até 06 de outubro
September 10, 2014 13:18 - no comments yet
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Fonte: http://blog.pt-br.libreoffice.org/2014/09/09/chamada-para-colaboracao-libreoffice-magazine-13/
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September 10, 2014 13:14 - no comments yet
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