Aberta às Inscrições do VIII Solisc
Luglio 18, 2013 19:25 - no comments yet
Com grande satisfação que a Associação Software Livre de Santa Catarina, Associação SOLISC, anuncia às inscrições para à 8ª Edição do seu evento, que ocorrerá na cidade de Florianopolis, entre os dias 20 e 21 de Setembro.
Dentre as atrações confirmadas, teremos João Fernando, da Revista Espírito Livre e André Noel, do site Vida de Programador.
O valor da inscrição custará R$ 70,00 até o dia 31/07. O segundo lote de inscrições será disponibilizado até o dia 31/08, no valor de R$ 80,00. Em Setembro, custará R$ 90,00 até o dia 15, depois disso até o dia do evento, será R$ 100,00. Sempre lembrando que estudantes, para conseguir meia entrada, tem que levar alguma comprovação.
Sobre a grade de palestras, será liberada na 1ª semana de Agosto.Para efetuar sua inscrição, acesse www.solisc.org.br.
Presidentes do Mercosul reconhecem o valor do Software Livre para a soberania das nações
Luglio 18, 2013 13:35 - no comments yet
Os presidentes da Bolívia, Argentina, Uruguai, Brasil e Venezuela posaram para foto no início da 45ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul (Foto: AFP)
"Apoiaram o desenvolvimento do software livre" e "reconheceram a importância do desenvolvimento das TICs para o progresso socioeconômico e cultural de suas nações, destancando-se a massificação da banda larga".
As sentenças citadas resumem dois de importantes 59 pontos listados no documento assinado pelos chefes de Estado presentes na Cúpula do Mercosul. O comunicado conjunto foi assinado pelas presidentas Dilma Roussef (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina), e pelos presidentes Evo Morales (Bolívia), José Mujica (Uruguai) e Nicolás Maduro Moros (Venezuela), reunidos em Montevideo no último dia 12 de julho para a 45ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum.
Este é um importante reconhecimento do valor da nossa luta, especialmente por explicitar, no texto assinado pelos presidentes, um profundo entendimento do que significa para a soberania latinoamericana a adoção irrestrita de tecnologias transparentes: "a verdadeira apropriação, promoção do conhecimento livre e transferência tecnológica", conforme reproduzimos abaixo.
" 45. Apoiaram o desenvolvimento de software livre, que permitirá potenciar o desenvolvimento regional de soluções em matéria de Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC), a fim de alcançar uma verdadeira apropriação, promoção do livre conhecimento e transferência tecnológica,reduzindo a dependência de soluções providas por transnacionais do setor ou por empresas não dispostas a respeitar as indústrias nascentes da região.
Afirmaram o interesse de promover o uso de software livre nos programas nacionais destinados à inclusão digital.
Ratificaram a necessidade de impulsionar e fomentar a concretização de normas no âmbito do MERCOSUL para a efetiva implementação de políticas de fomento de uso, desenvolvimento, implementação, pesquisa e transferência tecnológica baseados no modelo de software livre.
46. Reconheceram a importância do desenvolvimento das tecnologias das TIC para o progresso socioeconômico e cultural de suas nações, para o qual salientaram o papel que exerce a massificação da banda larga e o desdobramento da infraestrutura. Em particular, instaram a realizar esforços para alcançar acordos em matéria de roaming de voz e dados, com o propósito de melhorar a qualidade do serviço e diminuir os preços finais para os usuários dos Estados Partes."
Outras decisões importantes tomadas durante a reunião foram a reintegração do Paraguai ao Mercosul, que acontecerá em agosto, e um comunicado oficial exigindo explicações e um pedido de desculpas aos países europeus que fecharam seu espaço aéreo ao avião presidencial de Evo Morales no início de julho, por conta do caso Snowden.
O bloco anunciou ainda que promoverá "nas instâncias multilaterais pertinentes a adoção de normas relativas à regulação da internet, com ênfase nos aspectos de segurança cibernética".
Leia o documento na íntegra.
Leia também:
Cúpula Social do Mercosul: Software Livre é alternativa à dependência das grandes empresas
Oportunidade: empresa de Foz do Iguaçu (PR) abre 8 vagas de emprego
Luglio 13, 2013 8:51 - no comments yetA Prognus & EITS, empresa instalada no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR), abriu recentemente um edital para a contratação de novos profissionais para o seu quadro de colaboradores. Ao todo são oito vagas disponíveis, sendo três para Analista Desenvolvedor de Sistemas, três para Desenvolvedor de Sistemas – Java/PHP e outras duas para Analista Testador de Software.
As inscrições devem ser realizadas até as 23h59 do dia 15 de julho, através do envio de currículos para os endereços rh@prognus.com.br ou rh@eits.com.br. Confira mais informações no edital completo, disponível no link: http://goo.gl/ClXwS.
Prognus & EITS
Ser referência como empresa de software e proporcionar oportunidade aos profissionais de Tecnologia da Informação formados na região. Estes são alguns dos objetivos da Prognus & EITS.
Com 30 funcionários, a empresa é resultado de uma fusão entre dois negócios já consolidados e com a experiência de dez anos na área herdada pelos sócios.
Com a união, a empresa amplia o portfólio de produtos e serviços oferecidos, além da lista de clientes, que atualmente conta com nomes importantes como a Força Aérea Brasileira, o Ministério da Defesa, a Caixa Econômica Federal, a Itaipu Binacional, a Fundação PTI, entre outros.
#você: a rede social corporativa do Serpro
Luglio 13, 2013 8:49 - no comments yetArtigo publicado na revista TEMA — ANO XXXVIII • No 217 • MARÇO/ABRIL • 2013
INTRODUÇÃO
A internet vem criando os meios para a realização de grandes transformações na sociedade. Uma das mudanças mais importantes é trazida pelas redes sociais, fenômeno que promove a transição de uma cultura de controle mais fechada e vertical para uma outra cultura mais aberta e horizontal.
Certamente, essa transição cultural também afeta o cotidiano das empresas, que não são ilhas desconectadas de outros contextos sociais. A migração das suas estruturas verticais para estruturas horizontais é um futuro inevitável. Futuro que deve ser encarado com a noção de que, quanto mais tempo as organizações dispenderem nesse processo de transição, maior será o risco para a operação e menores serão as oportunidades aproveitadas.
As empresas precisam enxergar a organização como uma grande rede social, com problemas de eficiência para inovar e se adaptar diante da velocidade e complexidade das mudanças do novo século. Devem compreender que a criação de um ambiente de circulação de ideias fará a organização, obrigatoriamente, rever seus princípios continuamente, além de ampliar o diálogo sincero e honesto com os diferentes stakeholders a partir de uma mudança cultural induzida pela tecnologia cognitiva, que altera a nossa forma de pensar e agir.
Essa grande rede social empresarial, também conhecida como rede social corporativa é um ambiente “[…] de produção de ideias, processos, produtos e serviços, através da implantação de plataformas colaborativas, que são ambientes internos e externos criados por tecnologias cognitivas disruptivas/desintermediadoras, que introduzem uma nova e completa mente diferente cultura de controle digital.” (NEPOMUCENO)
Quanto antes as empresas se apropriarem dessas tecnologias, construindo a sua própria rede corporativa e tornando-a parte do seu dia a dia, mais rapidamente será a transição dessa organização em uma “empresa 2.0”, ou seja, uma instituição adequada ao seu tempo. Certamente, essa adequação não se dará por mero modismo, mas sim pelos ganhos materiais e imateriais advindos dessa mudança cultural, que possibilitará ganhos de produtividade em toda a cadeia corporativa e, em alguns casos, até mesmo a própria sobrevivência da empresa. Afinal de contas, nos dias de hoje, lidamos com problemas cada vez mais complexos, tanto quantitativamente quanto qualitativamente, com um tempo cada vez mais escasso. Portanto, a horizontalização das empresas surge de modo imperativo para a própria manutenibilidade da sua operação.
No tocante à apropriação desse ambiente tecnológico e cultural por parte do Serpro, pode-se observar que a empresa já realiza ações, ainda que timidamente, no sentido de promover a integração e a construção de uma rede de relacionamento corporativo entre os seus empregados. Há também empregados que gostariam de participar mais do dia a dia da empresa, mas não sabem como, ou quando tentam, encontram algo demorado e podem acabar por desistir. Essas duas pontas precisam se conectar, e o local propício para essa conexão é a criação de uma rede social corporativa.

A página inicial do sistema agrega todo o conteúdo produzido na rede
A PLATAFORMA TECNOLÓGICA
A proposta de rede social corporativa do Serpro, #você.serpro, construída sobre a plataforma Noosfero, possui um foco na produção e publicação de conteúdo textual e multimídia, para tornar-se um ambiente de troca de experiência entre todos os empregados da organização.
O Noosfero foi construído utilizando o framework Ruby on Rails e pode ser colocado em produção utilizando qualquer servidor Linux rodando PostgreSQL, Apache e um servidor de aplicação para a linguagem Ruby como o Mongrel, Passenger, Thin, etc.
Todas as funcionalidades comumente observadas nas redes sociais, como criação de blogs, galeria de imagens, fóruns, atividade da rede de relacionamento e mural de recados, estão presentes atualmente na ferramenta Noosfero. Entretanto, o diferencial é o domínio da tecnologia que o Serpro poderá ter e sua forma de utilização, de modo que essa seja a mola propulsora da transformação da empresa do modelo 1.0 para o modelo 2.0.
IMPACTOS ESPERADOS
1 Na gestão da informação
A gestão da informação 2.0 necessita da coparticipação de todos os stakeholders da empresa, uma vez que o volume de dados que é produzido atualmente impossibilita qualquer tipo de validação prévia das publicações. A qualidade do conteúdo gerado também deve ser garantida pelos próprios stakeholders, ou seja, a própria rede deve controlar o que deve permanecer nela, ou não. Ela própria também garantirá o que é um conteúdo de qualidade.
Esse potencial da rede deve ser aproveitado pelo Serpro, visando sempre eliminar processos de intermediação desnecessários e buscando ampliar a interação entre todos os integrantes. Modificações nos processos corporativos, por exemplo, podem ser “experimentadas” imediatamente na rede, onde os próprios empregados poderiam participar do processo de criação, o que possibilitaria a construção de processos muito mais maduros e adequados às necessidades da empresa.

Com a rede é possível rastrear todas as ações realizadas por seus contatos
2 Na comunicação
Atualmente, o Serpro possui profissionais extremamente qualificados em determinadas tecnologias e, ao mesmo tempo, outros profissionais que as desconhecem por completo. A rede #você.serpro permitirá que qualquer empregado da empresa possa encontrar especialistas em determinados assuntos e interagir diretamente, para a solução de um determinado problema, via mensageiro instantâneo, evitando assim uma grande quantidade de barreiras para a obtenção de suporte corporativo.
3 Na capacitação
Os profissionais especializados do Serpro poderão criar grupos de abrangência nacional para realizar troca de experiências, aumentando ainda mais o nível de qualificação profissional de toda a empresa, tornando o processo de capacitação um fato contínuo e permanente.

A página de busca permite ao usuário procurar amigos, comunidades e conteúdo a partir de palavras-chave
4 Na inovação
Quando as comunidades existentes na rede se derem conta do que podem fazer juntas on-line, elas irão muito além de apenas resolver problemas. Elas passarão a criar e inventar juntas. A pluralidade de ideias, de experiências e de culturas contribuirá para a busca de soluções criativas e conjuntas de problemas comuns. Nesse momento, estaremos dando os primeiros passos na construção e/ou solidificação de um modelo onde a inovação será a base das soluções da empresa.
5 Na motivação dos empregados
Do ponto de vista dos empregados, é esperado que a existência de uma rede onde seja possível se expressar livremente e contribuir no processo de mudança da empresa, propicie um ambiente em que as pessoas se sintam mais felizes e satisfeitas com o trabalho que realizam. Obviamente, este é o resultado “utópico” almejado. Entretanto, a partir da criação dessa semente de empresa 2.0, será possível aglutinar as pessoas que hoje já se sentem motivadas a participar do processo de transição do Serpro de uma empresa 1.0 para uma 2.0, e serão estas pessoas agora trabalhando juntas com um objetivo bem claro de transformação cultural, os responsáveis por reunir cada vez mais colaboradores para esta transformação.
CONCLUSÃO
Por fim, uma rede social corporativa é um canal muito mais barato para a criação coletiva e, quando bem aproveitado, é capaz de mudar rapidamente processos que antes pareciam impossíveis de serem alterados. É preciso levar em consideração que a implantação de uma rede social corporativa é um projeto que pressupõe uma tecnologia. Mas isso é apenas o primeiro passo. O sucesso da rede também depende da consciência de que é necessária a transformação de toda a estrutura da empresa.
Transformação que implica modificar o tempo em que as decisões são tomadas, a participação nas tomadas das decisões, a eliminação de intermediações desnecessárias, entre outras ações.
O resultado de sucesso almejado na construção da rede #você.serpro só dependerá do esforço que cada um fará para que a rede se torne pujante. Afinal de contas, a rede virtual nada mais será do que o reflexo da "rede real" que é a própria empresa.
AUTOR
Leandro Nunes dos Santos
Formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Bahia, atualmente trabalha no Serpro como analista de sistemas. É atuante nas comunidades de software livre e en tusiasta da tecnologia Ruby on Rails.
Cúpula Social do Mercosul: software livre é alternativa à dependência de grandes empresas
Luglio 12, 2013 14:36 - no comments yetUm dos resultados da Cúpula Social do Mercosul, que precedeu a Cúpula Presidencial do Mercosul, no Uruguai, foi a definição de que o Software Livre deve ser uma alternativa à dependência de grandes empresas americanas, acusadas de trabalhar em conjunto com o governo dos Estados Unidos na espionagem de dados de usuários de diversos países. No encontro, definiu-se também que as estruturas de servidores próprios locais deve ser levada em conta na hora da escrita do documento final da cúpula.
Leia a tradução da reportagem de Mercedes Altuna Natalia Reyes, para o portal “La Diaria”:
Olá, presidentes, estamos chamando
Até hoje se realiza a Cúpula Social do Mercosul
Nas vésperas da Cúpula presidencial do Mercosul, está acontecendo a XV Cúpula Social, trazendo o tema da integração regional democrática, concretizações e desafios. Esta prévia da cúpula principal tem como objetivos definir as linhas a serem consideradas pelos mandatários do bloco. Inicialmente, a cúpula presidencial se realizaria no dia 28 de junho, depois se postergou para o fim de agosto e agora se decidiu que será amanhã.
Ontem pela manhã, aconteceram oficinas em três eixos temáticos: Meios e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), Educação e Direitos Humanos, Desenvolvimento Produtivo e Inclusão Social, além de um seminário de Livre Circulação de Trabalhadoras e Trabalhadores no Mercosul organizado pela fundação Friedrich Ebert, o Ministério do Trabalho e Previdência Social e a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul.
As oficinas conseguiram consensos com os quais se elaborará um documento de síntese para apresentar à cúpula presidencial. Nas três oficinas da manhã, se acordou a importância de que o documento reflita o repúdio às ações tomadas contra o presidente da Bolívia, Evo Morales, e manifestar-lhe apoio. Especialmente na oficina de Meios de Comunicação e TIC, se acordou a rejeição à espionagem eletrônica de que vários países são vítimas.
A oficina de Educação e Direitos Humanos enfatizou que é importante que não haja um retrocesso nestas políticas. Um conceito relevante é que a educação em Direitos Humanos é um direito em si mesmo e se deve trabalhar para que todos tenham acesso a esses conhecimentos. Por outra parte, a educação em Direitos Humanos se considera um elemento chave para o fortalecimento do sistema democrático. Também se ressaltou a importância dos trabalhos dos estados em educar sobre o eixo da memória, verdade e justiça. Na oficina de Meios de Comunicação e TIC, se resgataram acordos prévios assinados em cúpulas anteriores, como a de Brasília, e a necessidade de reforçar a importância que a democratização da palavra tem e o que isso significa no desenvolvimento de novas tecnologias. Ressaltou-se também a importância do acesso à internet em condições igualitárias em referência à velocidade de conexão, e se fez especial ênfase à necessidade de poder exercer soberania regional sobre a infraestrutura de internet. O software livre e as estruturas de servidores próprias da região são vistos como alternativa à dependência das grandes empresas e serão temas cruciais na hora de redigir o documento.
A oficina de Desenvolvimento Produtivo e Inclusão Social se focou nas micro e médias empresas e cooperativas como ferramentas para a inclusão social. Sérgio Miletto (Brasil), representante da Associação Latino-americana da Micro, Pequena e Média Empresa, expôs junto com outros membros da organização uma proposta para começar a produzir medicamentos e instalar laboratórios próprios na América do Sul. Miletto argumentou que a região conta com recursos naturais e capacidades técnicas para fazê-lo. Com a produção de seus próprios medicamentos, a região de beneficiaria, por que se reduziriam drasticamente os custos.
Durante a tarde, funcionaram as oficinas de Migração e Direitos Humanos, Tecnologias Sociais Orientadas ao Desenvolvimento, Educação e Cultura, e se continuou com o seminário de Livre Circulação de Trabalhadores e Trabalhadoras. Na oficina, se tratou da acessibilidade como ponte de inclusão e desenvolvimento cidadão. Representantes do Uruguai manifestaram que o país está atrasado em espeito a região, já que não avançou ainda em uma legislação que obriga os centros estatais a construir suas páginas web acessíveis, apensar contar há três anos com um projeto de lei a respeito do tema.
Considera-se que há um enfoque errado na hora de tratar da acessibilidade, já que somente se considera que é um benefício para as pessoas com deficiências, quando a inclusão é um benefício para o conjunto da sociedade, que se torna mais igualitária. Vê-se a pessoa com deficiência como uma carga social, e não como um indivíduo com potencialidades, e a inclusão social como um problema e não como uma oportunidade para firmar uma sociedade que expresse a maior diversidade possível.
Por sua vez, a proposta brasileira inclui a existência de uma plataforma de dados e experiências que permita acumular conhecimentos no tema e assim poder trabalhar na temática com os resultados de outros países, e desta maneira otimizar recursos e experiências.
A organização da Cúpula Social esteve a cargo da presidência pró-tempore do Uruguai, o Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, o alto representariado do Mercosul e o Centro de Formação para a Integração Regional.





