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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 1 person following this article.

Filme aberto une arte, história e independência tecnológica

3 de Julho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Conheça a história do documentário curitibano "Um Olhar Contestado". Feito com técnicas de animação e com softwares livres, o curta retrata uma guerra pouco conhecida no Brasil.

Imagem em movimento. Essa é uma famosa definição de cinema, mas, no caso do documentário "Um Olhar Contestado", significa muito mais. O movimento em questão não é só dos quadros, mas o movimento por descobertas tecnológicas e independência de produção. Para construir um curta-metragem em animação sobre o episódio histórico, o Projeto Contestado está sendo desenvolvido todo em software livre com a meta de ser um filme aberto, baseando-se nas experiências de produções como "Elephants Dream" (primeiro filme open source do mundo) e "Big Buck Bunny".

Os cineastas Fernando Severo e Fabianne Balvedi são os diretores do curta produzido em Curitiba, que terá entrevistas, fotografias e técnicas de tabletop (permite animar recortes de papel sob a câmera) e rotoscopia (redesenhar quadros para animar) – essa última consagrada pelo filme "Waking Life", de Richard Linklater. O formato aberto do projeto pretende fomentar a cultura livre nas produções brasileiras, documentando o processo de realização na rede e disponibilizando todo o material bruto, soluções técnicas e arquivos gerados, incluindo a versão final do curta.

Durante os quatro anos da Guerra do Contestado (1912-1919), morreram cerca de 20 mil pessoas, o equivalente a um terço da população de Santa Catarina à época. A guerra ocorreu entre camponeses e governo, em uma região rica em erva-mate e madeira disputada por Paraná e Santa Catarina. O combate teve início após a conclusão das obras do trecho catarinense da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, quando o governo declarou a área devoluta, como se ninguém ocupasse aquelas terras.

Três décadas e uma história de liberdade tecnológica
Nos anos 80, Fernando Severo já tentava filmar a Guerra do Contestado. Neto de um dos personagens de destaque do conflito e nascido em Caçador (SC), região do epicentro do conflito, o cineasta deixou de lado o projeto por quase trinta anos, até assistir uma animação de Fabianne. Somente a partir desse encontro, o vencedor de mais de 50 prêmios nacionais e internacionais de cinema conseguiu dar início à empreitada fílmica.

"Chamou a minha atenção um trabalho que ela fez chamado Metamorfose, uma adaptação do conto de Franz Kafka. Quando propus realizarmos o filme em conjunto, uma das primeiras coisas que ela mencionou foi o software livre. No começo, fiquei meio temeroso que ele não desse conta, mas ela me convenceu e estamos confirmando agora que o software livre é capaz de fazer tudo aquilo que os softwares pagos são capazes, na mesma qualidade", comentou Fernando.

No caminho das pesquisas, uma descoberta mudou mais uma vez o rumo da história. Após ler sobre o projeto, o neto do fotógrafo Claro Jansson procurou os realizadores para oferecer um vasto registro fotográfico do conflito. Muitas das fotos desse aventureiro sueco, que percorreu sertões com uma câmera quando essa era uma novíssima tecnologia, são usadas sem o devido crédito. Para fazer justiça com a obra de Jansson e deixar o documentário mais espontâneo, os diretores decidiram mudar a narrativa do filme: a estética e o ponto de vista passaram a ter como base as fotos do emigrante, assim como a narração passou a ser feita a partir do relato de quatro entrevistados.

Ferramentas livres
As quatro horas de entrevista gravadas com a filha e o neto do fotógrafo, Dorothy e Paulo; com o sociólogo Rafael Bezerra; e o historiador Nilson Fraga foram editadas no software Cinelerra. A próxima etapa engloba a animação das fotos diversas que passarão por rotoscopia no Gimp, e os tabletops com a câmera do software Blender sobre as imagens do fotógrafo sueco, que não sofrerão alterações.

Ao final do projeto, será utilizada a grande descoberta técnica do filme, que é a autoração dos DVDS. Somente após muitas pesquisas, a equipe aprendeu uma forma de autorar em Linux, sendo que o aprendizado recebeu um post com ares de ‘eureca’ no blog do projeto, hospedado no portal Estúdio Livre. Para a cineasta e professora Fabianne Balvedi, o benefício de usar softwares livres no filme é imensurável: "A verdade é que se você não procura soluções mais éticas, nunca alcança um ponto de real autonomia em relação ao uso de tecnologias no Brasil, e não só no setor audiovisual", defendeu Fabianne.

Produtividade x Independência
Para além das comparações de produtividade entre soluções abertas e fechadas, Fabianne mostrou que as dificuldades sempre existem e que as escolhas de trabalho têm implicações maiores do que a velocidade de produção.

"Eu tenho frustrações como qualquer usuário de software proprietário tem, pois esses também travam. Quando você está fazendo coisas simples no Linux, a cadeia produtiva é tranquila e demora mais se você está em busca de algo que ainda não foi feito. Mas não acho que as cadeias devam competir, por exemplo, Blender com Maya. Acho até ridículo, pois os dois têm objetivos, métodos e filosofias diferentes. Tem lugar para todos e é saudável existir sempre alternativas; se não, ficamos na mão de monopólios", argumentou.

Os relatos da pesquisa, descobertas e curiosidades da produção podem ser conferidos no endereço http://contestado.org. O curta foi aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba e deve ficar pronto no próximo semestre.

Comunicação Social do Serpro – Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2010
http://www4.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/2010/agosto/filme-aberto-une-arte-historia-e-independencia-tecnologica/



Jon 'maddog' Hall, guru do Linux, se declara homossexual

3 de Julho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O guru do software livre Jon Maddog Hall declarou, hoje, a sua homossexualidade. Ele fez a revelação em uma carta publicada no site da revista Linux Magazine.

Maddog, como é conhecido, disse que só fez  a revelação agora por alguns motivos pessoais. Um deles é que ele não queria que sua mãe e seu pai, que morreram recentemente, soubessem que ele era gay. Ele explicou que seus pais eram católicos fervorosos e que, por isso, podiam sofrer algum tipo de preconceito e também deixá-los arrasados.

"Meus pais não gostavam de negros; e tinham muito preconceito contra gays", disse Maddog em sua carta. "Eles, inclusive, se recusavam a assistir Ellen DeGeneres na TV simplesmente por ela ser homossexual. Como eles eram velhinhos, não quis assumir antes".

Outro, diz Maddog, era para preservar a Linux Internacional, entidade onde ele é um dos principais executivos. Ele tinha medo que pessoas preconceituosas pudessem retaliar a instituição por causa da sua homossexualidade. Agora, diz ele, as pessoas estão maduras e são mais respeitosas em relação à homossexualidade.

Maddog também disse que quis revelar agora o fato por causa do centenário de Alan Turing. O cientista inglês, que se suicidou em 1954, foi perseguido pelo governo inglês porque era homossexual. Na época, a polícia britânica não só humilhou Turing como o obrigou a fazer tratamentos com hormônios para ele supostamente deixar de ser homossexual. Em 2009, o governo britânico se desculpou pelo erro e pela forma como tratou um dos seus maiores gênios.

De acordo com Maddog, Turing é seu ídolo – e ele quis fazer uma homenagem com sua revelação.

Apesar do preconceito sofrido por Turing, Maddog diz que a área da computação é um refúgio para os gays. As pessoas que lidam com computadores são respeitosas, educadas e enxergam além da sexualidade. É por essa cultura, explica Maddog, que muitas empresas de tecnologia foram as primeiras a ter programas de diversidade.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ti/maddog-guru-do-linux-se-declara-homossexual-26062012-45.shl

Carta de Maddog: http://www.linux-magazine.com/content/view/full/55727



Comunicado - Sobre as Listas softwarelivre.org

1 de Julho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

A Associação Software Livre.org comunica: há cerca de dez dias foi detectado um problema envolvendo o servidor people.softwarelivre.org, hospedado na Procempa, um de nossos parceiros.

O people.softwarelivre.org foi o primeiro servidor da ASL, tendo inclusive precedido a fundação da Associação como tal. Ao longo do tempo, muitos serviços que rodavam neste servidor (como o correio, sites de fisls, etc) foram sendo movidos para outros servidores, que foram agregados a estrutura da já ASL com o passar dos anos.

Infelizmente, ainda havia serviços sendo rodados neste servidor, e a principal perda em decorrência deste incidente são as listas de discussões (listas.sl.org) e todos os seus históricos. Apesar deste ser um serviço informal, era prestado pela ASL à uma gama considerável de usuários da comunidade Software Livre. Após uma semana de análises, podemos afirmar que a perda de dados é, infelizmente, irreversível.

Atualmente, a ASL e seus parceiros estão trabalhando para reinstalar um servidor e ativar novamente um postfix + mailman, para disponibilizar novamente o listas.softwarelivre.org. Apesar disso, todas as listas deverão ser reconstruídas colaborativamente por seus administradores, inclusive com o recadastramento dos seus respectivos membros.

A ASL lamenta os transtornos decorrentes e informa que continuará a suportar as listas das comunidade que assim o quiserem, tomando as medidas necessárias para evitar que falhas como essa voltem a ocorrer.



Seria a vez do desktop GNU-Linux, finalmente?

27 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Steven J. Vaughan-Nichols
Do ZDNet [em inglês]

Da Linux Magazine

A Microsoft tem saído do seu caminho usual para competir com seus parceiros no mercado. Primeiro, foi o Windows 8, com uma interface, Metro, que só usuários "iniciantes" poderiam gostar: o Metro irá exigir que os usuários do Windows reaprendam tudo o que sabem sobre como usar o Windows. Em seguida a Microsoft anunciou o Surface, um tablet que deixa todos seus parceiros de Windows 8 em desordem. E finalmente, adicionando ainda mais insulto à injúria, a Microsoft deixou para trás seus parceiros de smartphones ao anunciar o Windows Phone 8 (que tornou obsoleto todos os antecessores que executavam Windows). Então, se uma empresa estiver no ramo de PCs e quiser realmente trabalhar com a Microsoft, seria finalmente o momento de procurar um parceiro com quem seja realmente possível trabalhar?

Fato é que agora é a hora para Dell, HP, Lenovo e todos os outros grandes fornecedores de PCs finalmente começarem a levar o desktop Linux a sério. É claro que a agenda da Microsoft já não está sendo executada em paralelo com os planos dessas empresas[http://www.zdnet.com/blog/btl/hardware-the-backlash-to-the-backlash/80606]. Mudar para o Linux, contudo, não vai ser fácil. Em 2012 só existem ainda dois importantes parceiros a se considerar em uma possível parceria: a Canonical, pela fama originada com o Ubuntu, e o Google, com o Android e o Chrome.


Ubuntu 12.04 versus Windows 8


Sim, existem muitas outras distribuições desktop Linux. E algumas delas pode ser melhores; como, por exemplo, o Mint 13. Pequenos distribuidores Linux ainda não são grandes o suficiente para serem levados a sério pelos principais fornecedores de OEMs ("Original Equipment Manufacturer" ou modalidade diferenciada de distribuição de produtos originais, na qual eles não são comercializados aos consumidores finais). As outras grandes organizações pos trás do Linux, como a Red Hat e a SUSE, estão agora focadas em servidores.

O Ubuntu, por outro lado, tem estado associado a laptops e desktops de empresas como a Dell por anos. Quando Mark Shuttleworth, CEO da Canonical, afirmou recentemente que ele esperava 20 milhões de PCs executando Ubuntu este ano, não estava falando da boca para fora; mas ele não estava também referindo-se apenas ao mercado norte-americano e europeu, mas ao mercado mundial. É na China e na Índia, por exemplo, que a Canonical, com sua parceira Dell, descobriu que as pessoas poderiam realmente comprar PCs sem o Windows. É fato, portanto, que a Canonical teria um provável êxito em trabalhar com outros fabricantes e trazer o Ubuntu desktop Linux para os mercados ocidentais.

Os principais OEMs já tem experiência em trabalhar com Google e Android. Sendo o Android um dos sistemas operacionais para smartphones mais populares do planeta, o Google deve estar fazendo algo certo. Logo, não há nenhuma razão para que Chromebooks executando Chrome OS não possam ser o próximo passo na evolução dos desktops. O Chrome é mais popular navegador da web executando Linux. Sabendo usar um navegador na Internet pode-se perfeitamente usar um Chromebook. Ao contrário do Metro do Windows 8, não há curva de aprendizado para isso.

O grande problema do Chrome OS é que ele requer uma conexão à Internet para mostrar a que veio. É, portanto, o primeiro grande sistema operacional baseado em nuvem para desktops. Mas quanto trabalho pode ser feito agora com o seu PC Windows sem conexão de Internet? Sabemos que infelizmente a resposta é "não muito". Além disso, os recursos offline do Chrome OS estão melhorando. Já é possível, por exemplo, usar o Gmail estando offline. Também parece que o Google deverá lançar uma versão offline para o Google Docs nesta semana em seu evento anual Google I/O.

Paralelamente a isso tudo, a Microsoft tem demonstrado que não é amiga de seus parceiros e o Windows 8, como o Vista antes dele, parece ter começado mal. Mas, se os fornecedores de hardware começarem a ofertar linhas de produtos baseados em Linux, deverão aumentar suas margens de lucros, trabalhando com parceiros que querem trabalhar com eles, obviamente, e serem capazes de oferecer aos clientes sistemas operacionais atraentes e seguros que realmente necessitam de menos treinamento ou aprendizado para uso que o Windows 8.



Denúncia: economia com SL financia software proprietário

21 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda


Que fim levará o Expresso, e tantas outras soluções livres desenvolvidas especialmente para a Caixa? 

Por Ricardo Fritsch, coordenador da ASL

Estamos assistindo estarrecidos um caso em que o software livre gerou grande economia, que depois é gasta com aquisição de software proprietário.

A Caixa é uma referência internacional em software livre.  Segundo o PROGED - programa de redução de gastos da Caixa, vários projetos utilizando software livre geraram grande economia, tais como:
   * Multicanal - R$ 35 milhões economizados
   * Utilização do Linux em ambiente mainframe e outros projetos - R$ 32 milhões.
   * Sisag - nova automação bancária da Caixa ? R$ 38 milhões.
   * Portal de atendimento e portal do bolsa família ? R$ 22 milhões.
   TOTAL: 127 MILHÕES !

Pois parece que toda a economia obtida está sendo gasta na aquisição desnecessária de licenças e serviços direcionados exclusivamente para um único fornecedor: é o pregão 116/2012: R$ 112 milhões

Por exemplo, sabemos que a 4Linux, em consórcio com a Prognus, foram contratadas para implementar o novo correio eletrônico da Caixa, o Expresso, em uso por várias organizações públicas. Foram realizaram os serviços de customização e implementação, deixando-o pronta para ser usado. No entanto, estão sendo adquiridas licenças desnecessárias do servidor de e-mail Exchange Server.

Para cada um dos produtos listados no objeto do pregão há um ou mais softwares livres compatíveis que são utilizados em larga escala no mundo corporativo e para os quais podem ser contratados os serviço de atualização tecnológica, suporte técnico e suporte adicional, a serem prestados por empresas nacionais, sem necessidade de envio e substancial quantia de royalties para o exterior.

Apelamos para que estes recursos sejam aplicados para o desenvolvimento de empresas nacionais de software e serviços de TI, que utilizam exclusivamente software livre e padrões abertos.

Leia também o texto de Rodolfo Gobbi com o posicionamento da 4Linux acerca do investimento de R$112 milhões em atualização de licenças do parque Microsoft pela caixa.