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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 1 person following this article.

4 razões para o linux ser o sistema operacional que mais cresce no mundo

22 de Agosto de 2017, 13:21, por Feed RSS do(a) PSL-Brasil

No início dos anos 90, Linus Torvalds, o criador do Linux, anunciou que tinha criado um sistema operacional livre, mas que só era um hobby. Naquele momento ele nem imaginava que este se tornaria um dos mais importantes sistemas operacional do mundo e que o Linux receberia o crédito de fazer decolar a internet, a cloud computing e a Internet das Coisas.

Neste post vamos apresentar algumas razões que levaram o Sistema Operacional Linux a se expandir tão rapidamente,  tornando-se presente em uma gama imensa de dispositivos e equipamentos.

1) O LINUX ESTÁ EM TODOS OS LUGARES

O Linux é um software usado para controlar hardware como computadores desktop e laptop, supercomputadores, dispositivos móveis, equipamentos de rede, aviões e automóveis; A lista não tem fim. O Linux está em todo lugar.

Talvez você não saiba, mas certamente você já está usando o Linux todos os dias.Toda vez que você usa o Google ou o Facebook ou qualquer outro site importante da Internet, você está se comunicando com os servidores que executam o Linux. Um número grande de dispositivos, desde desktop e servidores aos seus smartphones e televisores estão rodando Linux. Ainda não se convenceu? Se você estiver usando um telefone Android, você, com certeza, está usando o Linux.

2) O LINUX É VERSÁTIL

Você pode usar o Linux em praticamente qualquer coisa que você desenvolva. Na esteira da tendência tecnológica da Internet das Coisas, que se propõe a interconectar todos os objetos presentes no nosso cotidiano, tais como eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo roupas, e rede de dados.

Por ser tão versátil, com o Linux podemos fazer de grandes a pequenas implementações,  de acordo com nossa necessidade.

Nessa linha, a Linux Foundation encabeça um consórcio para estabelecer um modelo aberto de padronização para a Internet das Coisas, chamado Edgex Foundry. Este consórcio tem como objetivo estabelecer um ecossistema de interoperabilidade. E, sem sombra de dúvida, esta é uma estratégia da Linux Foundation para ter o Linux como sistema operacional padrão na Internet das Coisas.

3) LINUX É UMA COMUNIDADE

A grande genialidade do Linux está em sua comunidade e não na tecnologia. Como disse  Jim Jagielski,  presidente da Apache Foundation: ” Construir um kernel é fácil, em comparação com a construir uma comunidade saudável e viável. O Linux é bem sucedido porque a comunidade é bem sucedida.”

Quando você entra no mundo Linux, você se torna um membro de uma comunidade especial.Sempre que você tiver um problema no Linux, você pode ir a um fórum on-line, onde têm um monte de pessoas prontas para responder seus questionamento com muita agilidade. Um ótimo exemplo disso é a  Viva o Linux, que é a maior comunidade Linux da América Latina.

Outro fator que reflete o poder da comunidade é a grande equipe de desenvolvedores voluntários que participam ativamente no desenvolvimento do kernel do Linux. Só para ter uma ideia a cada 2 a 3 meses são liberadas novas versões do kernel. Nestes desenvolvimentos estão envolvidos milhares de desenvolvedores voluntários e centenas de empresas que investem no projeto.

4) LINUX É SOFTWARE LIVRE

Software livre não está relacionado ao ser de graça, mas à liberdade. O Linux está disponível sob a licença GNU GPL, ela baseia-se em 4 liberdades, as quais são:

  • Liberdade 0 – Liberdade para o programa para quaisquer propósitos;
  • Liberdade 1 – Liberdade para estudar como o programa trabalha e adaptá-lo às suas necessidades. Ter acesso ao código fonte é essencial para isso.
  • Liberdade 2 – Liberdade de redistribuir cópias de forma que você possa ajudar outras pessoas.
  • Liberdade 3 – Liberdade para melhorar o programa e disponibilizar as melhorias para o público, de forma que toda a comunidade possa se beneficiar disso. Ter acesso ao código fonte é essencial também para isso.

Isto significa que o sistema operacional pode ser usado livremente em quase qualquer produto ou serviço que você está desenvolvendo, desde que os termos da licença GPL sejam respeitados.

O software é livre e o objetivo principal da comunidade é melhorar o sistema operacional. Isso significa que você pode usufruir do trabalho dos outros desenvolvedores e nunca será obrigado a comprar uma nova versão ou atualização do sistema operacional. Desde que você contribua para a comunidade, ela contribuirá de forma colaborativa com você.

CONCLUSÃO

À medida que as pessoas melhoram e criam maneiras inteligentes de fazer o Linux rodar em uma quantidade imensa de dispositivos e plataformas, eles proporcionam, também, com suas inovações, que outras pessoas possam participar de forma colaborativa, formando um verdadeiro círculo virtuoso. Esta comunidade é responsável pelo enorme crescimento e versatilidade do Linux. Pelo fato dessas pessoas estarem usando e constantemente contribuindo, este software é melhor e mais versátil que qualquer empresa ou indivíduo poderia criar por conta própria.

Se você gostou deste artigo compartilhe com seus amigos e deixe seu comentário falando o que você acha das 4 RAZÕES PARA O LINUX SER O SISTEMA OPERACIONAL QUE MAIS CRESCE NO MUNDO.

 



Projeto opensource 100% brasileiro (precisamos de colaboradores)

22 de Agosto de 2017, 13:21, por Feed RSS do(a) PSL-Brasil

Bom dia. Sou desenvolvedor e mantenedor de um sistema OPENSOURCE para provedores de telefonia IP, que desde 2014 passei o projeto para OPENSOUCE. Projeto 100% brasileiro.

Atualmente na versao 5 com a versao 6 BETA prontinha para sair um "release".

Trabalho praticamente sozinho neste projeto a 10 anos. Chegamos ja a um bom numero de usaurios pelo mundo a fora, mas lamentavelmente nenhum colaborador para transformar este projeto brasileiro maior do que ja é.

Venho solicitar ajuda de vcs para me ajudar na divulgação deste projeto para conseguir pessoas que quieram se envolver com este projeto.

Necessidades:

  • Documentação.
  • Desenvolvimento de novas funçōes.
  • Análise de codigo atual.
  • Análise do banco de dados.
  • Análise de falhas de segurança.

Projeto desenvolvido exclusivamente com frameworks OpenSource. EXTJS 6, YiiFramework e Asterisk.

Projeto: https://github.com/magnussolution/magnusbilling6

Att. Adilson Magnus



O começo do GNU Social

22 de Agosto de 2017, 13:21, por Feed RSS do(a) PSL-Brasil

Este post é baseado no artigo What is GNU social and is Mastodon Social a “Twitter Clone”?, por Robek World.

Em 2007, Evan Prodromou desenvolveu o "esqueleto" do que eventualmente se tornaria o GNU Social. Na época de sua concepção, ele era conhecido como Laconica, e era utilizado em um serviço de microblogging chamado Identi.ca. Após ser financiado, Prodromou renomeou Laconica para StatusNet e começou o desenvolvimento do serviço. A ideia por detrás da StatusNet era que qualquer um pudesse baixar o software e rodar seu próprio serviço de microblogging. O nobre objetivo estava embrulhado em estratégia de marca, e buscas corporativas, na esperança de um dia levar o microblog para as massas (tanto marcas quanto indivíduos) tal qual WordPress fez para os blogs. Várias pessoas contribuíram código para a StatusNet e o projeto cresceu.

Em 2010, Prodromou documentou o protocolo OStatus que ele criou e fez a StatusNet usar, e conseguiu levar este protocolo para o W3C, para que fosse mais desenvolvido (o que não ocorreria até 6 anos depois). OStatus tornou-se o padrão sucessor do protocolo OpenMicroBlogging. Esta foi uma grande conquista, pois o OStatus é a tecnologia que o W3C mantém e desenvolve, e é basicamente o procedimento operativo padrão para comunidades coesas de microblog. A maioria destas comunidades OStatus podem comunicar-se umas com as outras (Federação).

Em algum momento por aqui, Matt Lee começou a explorar opções para ferramentas sociais para o GNU FM, e a StatusNet capturou sua atenção. Algum interesse continua a crescer, mas nade demais acontece. Prodromou eventualmente perde seu financiamento em 2012, e o desenvolvimento real da StatusNet parece estar condenada à morte, apesar de continuar um pouco. Devido ao projeto usar uma licença livre, as pessoas tinham a capacidade de fazer "forks" (ramificações do desenvolvimento), e Mikael Nordfeldth havia feito um fork da StatusNet para um projeto chamado Free Social.

O projeto de Mikael era "por diversão", mas após Prodromou ter decidido seguir adiante com o pump.io, Matt e Mikael oferecem a ideia de fundir o projeto StatusNet em um novo, nomeado GNU Social (já que os desenvolvedores em questão eram desenvolvedores e apoiadores do Projeto GNU / Fundação do Software Livre). Mikael continua a manter e dar suporte ao GNU Social em 2017, mas houveram vários forks que constroem por sobre seu próprio trabalho, enquanto tentam seus próprios objetivos.

Existe um rumor de que a Identi.ca era um serviço de microblogging independente, e não federava com os nos StatusNet. Este rumor está errado: a companhia StatusNet fazia ser fácil criar seu nó "nome.status.net", de graça para nós de usuário único, e também provia vários nós com nomes como "240.status.net", "unlimited.status.net", para que se experimentasem diferentes tamanhos de mensagem.

Prodromou realmente tentou fazer com que pessoas mesclassem-se com a Federação e saíssem do nó com o nome da empresa. Mas Identi.ca era a face da StatusNet, e continuou crescendo. Não foi até o "pumpocalypse" que sites alternativos como Quitter.se realmente deslanchassem, no grande êxodo da Identi.ca por pessoas que estavam confusas ou não gostavam no novo software (pump.io).


O blog Anders Bateva tem uma conta no GNU Social, no seguinte endereço: https://quitter.es/andersbateva.

Licença Creative Commons Este post de Anders Bateva está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em Robek.World.


Descubrindo a magia do OStatus com GNU Social

22 de Agosto de 2017, 13:21, por Feed RSS do(a) PSL-Brasil

Autor: Manuel Ortega. Tradução por Anders Bateva.

Graças ao OStatus, as instâncias do GNU Social não são jardins murados, e se conectam nentre si, permitindo a seus usuários comunicarem-se e seguirem uns aos ouros. OStatus é a engrenagem que dá vida à rede distribuída de nós/servidores do GNU Social.

Uma rede distribuída, também conhecida como a «federação», cujas implicações são chave para impulsionar um modelo social totalmente oposto ao de redes centralizadas, como Twitter e Facebook, e ao das descentralizadas também. Entender como funciona o OStatus facilita que novos desenvolvedores possam unir-se ao projeto e criar novas possibilidades para o GNU Social.

OStatus: as peças da engrenagem

 

 

Ostatus combina de forma natural e eficiente um conjunto de peças, protocolos, que permitem implementar comunicações distribuídas na Web:

  • Activity Streams codifica as publicações, atividades e eventos sociais dos usuários nos padrões Atom ou RSS;
  • PubSubHubbub envia, em tempo real, estes feeds a seus assinantes ao redor da Web;
  • Salmon notifica aos usuários sobre as respostas a suas publicações;
  • Webfinger torna fácil encontrar outros usuários na rede de nós.

Ainda que cada um destes protocolos cumpra uma função determinada, veremos como colaboram entre si e ganham sentido ao trabalharem como uma engrenagem dentro de cada nó do GNU Social. Seguiremos agora os passos que o GNU Social dá quando lhe pedimos para assinar os posts de um usuário remoto, ou seja, um usuário que não está cadastrado no próprio nó de quem assina. Porém, antes de passar à ação, vejamos onde encontrar OStatus dentro do código-fonte do GNU Social:

OStatus no código-fonte do GNU Social

 

Uma das maravilhas do GNU Social é sua modularidade. E, como não podia ser de outra forma, a implementação do OStatus está encapsulada dentro do plugin OStatus que podemos encontrar no diretório plugins. O plugin OStatus agrega ao GNU Social um conjunto de bibliotecas, funcionalidades, e rotas para fazer possível a comunicação entre os nós do GNU Social. Vamos seguir os passos do processo de assinatura entre usuários remotos.

O ponto de acesso principal para esta opção em qualquer nó do GNU Social é main/ostatussub. Por exemplo, na instância Quitter España, é no endereço https://quitter.es/main/ostatussub. Esta URL será nosso ponto de partida para dar uma viagem guiada pelo processo de assinatura a usuários remotos. Um processo aonde centramo-nos no trabalho que realiza o protocolo PubSubHubbub.

Iniciamos a viagem até a assinatura

 

 

Estando no ponto de partida, main/ostatussub, perante o usuário final o processo não tem grandes segredos: insere-se o endereço do OStatus, usuario@exemplo.net ou https://exemplo.net/usuario, do usuário que deseja-se seguir, e então o GNU Social pede-lhe para confirmar a assinatura, realiza a confirmação e, a partir deste momento, começa a receber todas as publicações do usuário a que foi solicitado seguir, em sua linha do tempo pessoal.

Sigamos estes mesmos passos, mas agora fazendo referência às linhas de código do GNU Social adonde se desenvolve a ação:

  • Executa-se a ação. Quando o usuário aperta o botão «continuar», executa-se uma solicitação POST, que inclui a variável profile, sobre a ação ostatussub implementada pelo plugin OStatus.A partir deste momento o GNU Social lança-se à caça do feed, tudo é um feed, que se esconde por detrás do usuario OStatus que indicamos a ele.
  • Uma URI ou um e-mail? O primeiro a se fazer é confirmar se o usuário introduziu no formulário uma URI ou um usuário em formato de endereço de e-mail. Se o que temos é um usuário OStatus em formato de endereço de e-mail, teríamos que extrair pelo Webfinger. Porém, para este post, vamos a supor que temos uma URI para encontrar o feed que buscamos. A partir deste momento é quando entra en ação o PubSubHubbub.PubSubHubbub permite-nos assinar um feed em tempo real. Não temos que fazer solicitações regulares ao feed para obter as novas publicações, ao invés disto nós é que seremos notificados, e nos será enviado o novo conteúdo, em tempo real, quando o feed se atualizar. Para entender a lógica por detrás do PubSubHubbub recomendo ver este vídeo. Nos passos para implementar PubSubHubbub, o primeiro é descobrir como assinarmos o feed, descobrir qual é o agente (hub) a que temos que pedir que o feed assine. Este hub se encarrega de informar aos assinantes remotos sobre as atualizações dos feeds dos usuários em seu nó. Cada nó do GNU Social tem seu próprio agente (hub).
  • Descobrir o hub. Uma vez que tenhamos a ULR do feed, o GNU Social realiza uma solicitação GET para obter a informação sobre o hub ao qual tem de solicitar assinatura, dá persitência aos dados encontrados (URL do feed, hub do feed, etc), guarda-os na base de dados associados ao usuário OStatus para o qual recebemos uma pedido de assinatura. Terminado este passo, o GNU Social nos apresenta os dados do usuário do qual queremos assinar, e nos pede confirmação.
  • Enviamos solicitação de assinatura ao hub. Uma vez que o usuário confirme a assinatura, o GNU Social dá início ao processo de assinatura. Seguindo a especificação do PubSubHubbub, para solicitar a assinatura a um hub, temos que fazer uma solicitação POST enviando-lhe a seguinte informação: mode=subscribe, topic=, callback=, verify=sync. O "topic" é a URL do feed a que queremos assinar, e "callback" é a URL à qual queremos receber primeiro a chave de confirmação, e a partir daí, as atualizações do feed. Aqui está o código que implesmenta isto no GNU Social. Enviada a solicitação, temos que esperar que o hub faça-nos uma petiação GET com a chave de confirmação.
  • Recebemos a chave desde o hub e voltamos a confirmar.
  • Já estamos seguindo!! A partir deste momento o hub nos vai enviar as atualizações do feed ao qual nós acabamos de assinar, com solicitações à URL do callback que passamo-lho.

O blog Anders Bateva tem uma conta no GNU Social, no seguinte endereço: https://quitter.es/andersbateva.

CC0 O texto deste post de Anders Bateva está liberado sob domínio público. Baseado no trabalho disponível no blog Las Indias.


GNU Social: a federação contra o modelo social do Twitter

22 de Agosto de 2017, 13:21, por Feed RSS do(a) PSL-Brasil

Autor: Manuel Ortega. Tradução por Anders Bateva.

O modelo de socialização do Facebook e Twitter (modelo FbT) é o de uma grande praça onde todos podem lançar seus slogans sem nem escutar aos demais, nem tomar a responsabilidade de buscar os contextos e entender as conversações.

O resultando é um grande galinheiro, uma zona onde qualquer intenção de manter uma conversação sobre qualquer tema é imediatamente cerceada por uma avalanche de slogans e agressões por parte de usuários que, muito possivelmente, nem sequer leram o artigo que deu início à conversação.

Porquê o GNUSocial gera mais valor em suas conversações que o Twitter?

Não é por acaso que o que os usuários mais valorizam é ter "menos links que no Twitter, mais caracteres, e mais conversação", "um espaço sem ruído para a conversação tranquila", "falar com calma e tratar outros temas", etc. Todas estas mensagens apontam à íntima relação entre o valor de uma conversação e a confiança estabelecida previamente pelos nós.

É uma consequência da estrutura distribuída do GNU Social. Graças a ela, o GNU Social se despe de qualquer intenção recentralizadora e constroi a rede baseada em nós independentes - geralmente formados por afinidade entre grupos de pessoas - que se comunicam entre si graças à federação de conteúdos.

O que é a federação?

As conexões entre os nós do GNU Social são estabelecidas pelos usuários que seguem-se entre si. Através destas relações de "seguir", todos os nós podem se comunicar e formar uma rede. É o que se conhece como a Federação, e poder-se-ia entender como uma rede de acordos. Precisa-se somente que eu siga a um usuário de outro nó para que todo o que este usuário publique seja visível para todos os membros de meu nó. Graças a isto, podes ver não somente as mensagens das pessoas que você segue (em sua "linha do tempo pessoal") e o que publicam em seu nó (na "linha do tempo pública" de seu nó), mas também uma coleção muito mais ampla de mensagens ("toda a rede conhecida") onde além das mensagens anteriores, poderás ver as mensagens de pessoas em outros nós às quais ao menos um usuário do seu próprio nó siga. Isto gera coisas maravilhosas como, por exemplo, "toda a rede conhecida" ser diferente em cada nó, já que sua composição está baseada nas pessoas que você segue + as seguidas por seus companheiros de nó. Um aspecto muito valioso, já que supõe uma exploração conjunta da rede.

E, partindo de que existe uma relação de confiança prévia entre os membros de um nó, cada vez que um membro do nó começa a seguir - isto é, quando se estabelece um acordo - a um usuário de um nó externo, o espaço de confiança se amplia. A chave para gerar espaços e condições favoráveis para a conversação está no fato de que a federação de conteúdos se realiza baseada em quem os usuários de cada nó seguem em outros nós, e não à agregação geral de todos os conteúdos por todos os nós. O resultado é que, se uma pessoa a quem nem eu nem ninguém do meu nó segue disser algo em uma conversação, não verei suas intervenções. Pode parecer um erro, mas na verdade, é a consequência de um acordo, de um contrato implícito: para ser parte de uma conversação de outro nó, tenho que haver recebido antes a confiança de algum dos que tomam parte dela.

Os problemas de federação

Este modelo de federação recebe a crítica de muitos novos usuários que aterrisam no GNU Social desde a experiência de socialização de Twitter e Facebook. Rotulam esta diferença como "problemas da federação", e se queixam de que as conversações nas quais participam apenas mostram as mensagens das pessoas que eles próprios, ou outras pessoas em seu nó, seguem. A solução é tão fácil de implementar tecnicamente quanto perigosa. O que se pretende com este pedido é, na verdade, romper a federação de conteúdos baseada em contratos implícitos, e abrir as portas para a agregação de tudo com tudo, e a ruptura de qualquer cadeia de confiança. Isto é, eliminar as bases que permitem aos nós criar espaços de conversação real.

Ao romper este modelo de federação de conteúdos, estaríamos importando o modelo social dos grandes centralizadores, o modelo Facebook-Twitter, aos espaços e redes que construímos baseados em ferramentas como GNU Social, Diaspora*, Friendica, etc. A socialização massiva através de Facebook e Twitter empobreceu as conversações e cerceou o nacimento de novas identidades. O fez implantando o discurso de que uma rede e suas interações são melhores quanto mais acessível for qualquer conversação a qualquer um. Quando não é necessário receber uma mínima confiança prévia para poder intervir ou interromper a conversação dos outros. De qualquer forma, a busca deste tipo de acessibilidade invisibiliza a própria base das redes distribuídas: o fato de que uma rede distribuída é formada por nós, por grupos independentes que se comunicam entre si.

Conclusões

Os problemas, ou defeitos, da federação de conteúdos só são assim se considerarmos bom e desejável o modelo de socialização Facebook-Twitter. Na realidade, seria preciso chamar de "as vantagens da federação", porquê se o que buscamos é construir espaços enriquecedores e propícios para a conversação, o que temos hoje no GNUSocial é a estrutura que o torna possível.

A federação de conteúdos baseada em relações de "seguir" - acordos entre pessoas - é a base para construir espaços de interação enriquecedores e propícios para a conversação. Um aspecto determinante para não ceder às pressões centralizadoras e converter os espaços construídos com GNU Social em uma nova versão do galinheiro que agora nos propõe Twitter e Facebook. Se a estrutura distribuída dos servidores for "invisível", se mudarmos a lógica expontânea da federação para que o usuário veja a rede e se comporte tal qual em uma rede centralizada, teremos mudado tudo para que tudo permaneça igual.

O mundo da federação de conteúdos é apaixonante e vai determinar em grande medida o futuro da Web. Cremos que seria um erro replicar o mdelo centralizado e sua cultura. Este serve a informação com independência dos acordos entre as pessoas, e portanto, torna aceitável a irresponsabilidade, encorajando a confrontação. Para nós, a prioridade do GNU Social deveria ser o desenvolvimento de uma cultura de socialização baseada na confiança dentro dos nós, e a responsabilidade de entender do que se está falando quando alguém é introduzido em uma conversação. E para isto, a chave é articular a federação, tal como até agora, sobre a mínima responsabilidade que supõe que, para ser um igual em outro nó, alguém deste outro nó considere o que digo suficientemente interessante a ponto de querer seguir-me.


O blog Anders Bateva tem uma conta no GNU Social, no seguinte endereço: https://quitter.es/andersbateva.

CC0 O texto deste post de Anders Bateva está liberado sob domínio público. Baseado no trabalho disponível no blog Las Indias.