A TVT, primeira emissora de televisão outorgada a um sindicato de trabalhadores, entrou no ar no dia 23 de agosto de 2010, as 19h. Resultado de 23 anos de luta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a emissora educativa é uma geradora e foi outorgada em outubro de 2009 à Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos criada e mantida pelo Sindicato.
“Vivemos dias tristes para nossa democracia”, diz juíz ao soltar presos
September 7, 2016 1:02A justiça considerou ilegal a prisão de jovens que participariam de ato contra governo Temer.
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PM zomba de jovem que perdeu visão e é defendido pela corporação
September 7, 2016 1:00O tenente-coronel Henrique Motta fez postagem no facebook sobre Déborah Fabri, que foi atingida por estilhaços de bomba lançada pela PM.
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Pesquisa mostra que gravidez de adolescentes é maior na periferia
September 7, 2016 0:59Mapa da Desigualdade, da Rede Nossa São Paulo, aponta que gravidez de jovens com até 19 anos é maior nas periferias. Especialistas discutem causas dessa desigualdade.
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Ex-ministra se recusa a fazer acordo com Alexandre Frota
September 7, 2016 0:58Ator pornô Alexandre Frota contou na TV que estuprou uma mulher. Agora exige desculpas e R$ 35 mil, por ter sido acusado por Eleonora Menicucci de incentivo ao estupro.
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Antropólogo italiano devolve honraria em protesto contra impeachment
September 7, 2016 0:56Massimo Canevacci devolveu a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira a estrangeiros, por não compactuar com o golpe do impeachment.
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Dilma se despede de apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada
September 7, 2016 0:52Ela estava acompanhada de ministros e parlamentares e foi recebida com carinho por manifestantes.
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Em Mogi das Cruzes, campanha salarial dos metalúrgicos já começou
September 7, 2016 0:49Em Mogi das Cruzes, a data-base dos metalúrgicos é novembro, mas o sindicato da categoria já está discutindo as cláusulas sociais do acordo.
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Assembleia no sindicato define novo ato de metalúrgicos da Mercedes
September 7, 2016 0:48Eles participaram de reunião e definiram nova assembleia após o término do PDV.
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Em Porto Alegre, 300 agências bancárias aderiram à greve
September 7, 2016 0:46Em vários municípios gaúchos, como Santa Maria, Uruguaiana, Bagé, Passo Fundo e Rio Grande, houve adesão à greve dos bancários. No RJ, 25 municípios aderiram.
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Jovens libertados contam como foi a ação da polícia
September 6, 2016 18:40Dois dos 26 jovens presos por associação criminosa nos atos “Fora Temer” em São Paulo contam como ocorreu a abordagem da PM e as horas que passaram detidos.
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Juiz solta jovens detidos em São Paulo por participação em ato “Fora Temer”
September 6, 2016 18:38Justiça determina que os jovens presos por associação criminosa, em uma medida preventiva da PM de São Paulo foram libertados.
A decisão foi tomada pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, pela inexistência de flagrante, conforme os jovens afirmaram à justiça, mas a investigação deve continuar.
Os menores também detidos ainda não foram liberados.
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Ataque ao Bar de Refugiados Al Janiah
September 6, 2016 18:28Após a manifestação contra o impeachment no último dia 31/08, a PM continuou a atirar gás lacrimogênio na rua, atingindo as pessoas que apenas passavam. Próximo à Avenida 9 de Julho fica o bar Al Janiah que também foi atingido pelas bombas, enquanto acontecia um show no local.
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PM reprime manifestação na Paulista
September 6, 2016 18:28PM reprime de forma violenta, com bombas de gás lacrimogênio, ato pacífico das frentes Brasil popular e Povo Sem Medo. O ato, que teve início às 17h na Praça dos Ciclistas, chagava ao fim na altura do MASP, na mesma avenida. Antes do término, quando lideranças dos movimentos discursariam em um ato político, a PM dispersou os manifestantes, utilizando bombas.
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Eleições 2016, o palanque dos milionários
September 6, 2016 16:33Fonte: Rede Brasil Atual (reprodução da Carta Capital)
Dono da maior fortuna entre os pretendentes ao comando das capitais brasileiras nas eleições municipais deste ano, João Doria Júnior, do PSDB, vê-se obrigado a adotar hábitos populares e vestir a carapuça do Candidato Caô Caô. Gravado há quase 30 anos por Bezerra da Silva, o samba narra a campanha de um político em uma favela.
Ele sobe o morro sem gravata, bebe cachaça e usa “a lata de goiabada como prato” apenas para se enturmar com a comunidade e angariar votos. Doria segue o roteiro a contragosto. Nos primeiros dias dacampanha à prefeitura de São Paulo, iniciada em 16 de agosto, deixou-se fotografar enquanto provava, visivelmente incomodado, um pingado de padaria em um copo americano.
Com o fim das doações empresariais de campanha, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, candidatos milionários como Doria tornaram-se uma preferência de partidos do campo conservador para garantir o financiamento das campanhas.
Em terceiro lugar nas pesquisas, empatado com o prefeito Fernando Haddad, do PT, e Luiza Erundina, do PSOL, o tucano confia em sua fortuna declarada de 180 milhões de reais para alcançar Marta Suplicy, do PMDB, e Celso Russomanno, do PRB.
As novas regras do financiamento eleitoral o favorecem: não há limite às doações de políticos às próprias candidaturas. Um convite à perpetuação do poder econômico. Em lugar da promiscuidade entre empresários e candidatos, os partidos investem em empresários-candidatos.

O aspirante tucano à prefeitura de São Paulo afirma ter seis vezes o valor declarado por Vanderlan Cardoso, do PSB de Goiânia, segundo colocado no ranking dos candidatos mais afortunados nas capitais.
Em menos de uma semana de campanha, Doria transferiu 200 mil reais para sua candidatura. Com a previsão de um gasto de 20 milhões, ele sugere que custeará a quantia necessária para chegar ao orçamento previsto.
As campanhas deste ano serão mais baratas que as de 2012, dado o limite inferior de gastos estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com as novas regras, as campanhas para prefeito e vereador podem custar até 70% da campanha mais cara em cada cidade na disputa de 2012. Em São Paulo, o valor máximo cai de 67,8 milhões de reais para 45,4 milhões.
Com o fim das doações empresariais, os principais doadores dos candidatos até o momento são os próprios partidos, beneficiários de uma parcela do Fundo Partidário. Para este ano, estão previstos 819 milhões em recursos públicos para as legendas.
Até o momento, o recordista de doações partidárias em São Paulo é Russomanno, que recebeu 750 mil reais do PRB. A quantia é inferior à transferida a seu correligionário Marcelo Crivella, líder nas pesquisas à prefeitura do Rio de Janeiro, beneficiado com 1,14 milhão de reais da legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.
Os tesoureiros dos partidos admitem, porém, que os recursos do fundo serão insuficientes. Os endinheirados entenderam o recado. Dos 20 candidatos que possuem a maior fortuna nas capitais brasileiras, cinco já investiram em suas campanhas.
Escolhido pelo PSDB para as eleições à prefeitura de Porto Velho, em Rondônia, o ex-promotor Hildon Chaves doou até o momento a mesma quantia que Doria à sua campanha. Hildon possui a 12ª maior fortuna entre os candidatos à prefeitura nas capitais brasileiras, com mais de 11 milhões de reais em bens declarados.
Entre os principais milionários das disputas municipais, outros três concorrentes também realizaram doações. Ademar Pereira, do PROS, contribuiu com 66 mil reais à sua candidatura à prefeitura de Curitiba. Já Francisco Júnior, do PSD de Goiânia, e Gustavo Fruet, do PDT de Curitiba, doaram 20 mil reais cada um.
A nova regra contradiz a decisão do STF de barrar as doações empresariais para atenuar a influência do poder econômico nas eleições. Segundo o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, o fato de o fim das contribuições de pessoas jurídicas não ter sido acompanhado de uma reforma capaz de fortalecer o papel dos partidos favorece a individualização da política e a busca por candidatos milionários.
“A nova regra não limita o poder econômico, apenas o coloca em outro patamar. Consolida-se a figura do empresário e do financiador como papel de liderança máxima e jogam-se no lixo os debates programáticos.”
O poder econômico dos candidatos tem gerado incômodos. À mídia, o PT de São Paulo revelou a pretensão de pedir a impugnação da candidatura de Doria. O partido alega que o tucano desrespeitou a lei ao não se afastar da administração do Lide, do Grupo Doria, com 1,6 mil empresas filiadas. Um dos objetivos dos petistas seria impedir que o tucano utilize recursos empresariais camuflados como lucros e dividendos.
Segundo o advogado João Fernando Lopes de Carvalho, especializado em direito eleitoral, há três cenários nos quais um candidato pode ser obrigado a deixar a administração de sua empresa: quando esta atua em condições monopolísticas, se sua finalidade faz apelo à poupança e ao crédito e caso ela tenha contratos firmados com o poder público.
“Não me parece ser o caso de Doria.” Carvalho argumenta que os candidatos podem utilizar dividendos de empresas em suas campanhas, mas a Justiça Eleitoral tem o poder de questionar o uso dos provimentos, caso eles sejam transferidos aos políticos em períodos atípicos.
Alvo de piadas nas redes sociais por seu perfil elitista, Doria não admite ser ridicularizado. Na terça-feira 23, a Justiça Eleitoral exigiu a retirada de páginas do Facebook que satirizavam o tucano. A intransigência lembra outro verso de Candidato Caô Caô. “Hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe prender.”
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Neschling se defende de acusações e diz que segue à frente do Theatro Municipal de SP
September 6, 2016 16:28Fonte: Rede Brasil Atual
O maestro John Neschling, diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, divulga carta aberta em que se defende de acusações de ter participado de esquema que resultou em desvios de R$ 15 milhões que estão sendo investigados por Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo, aberta há cerca de três meses. “Devo ficar para provar o que não fiz. Devo ficar e continuar provando, como venho fazendo há nove meses, que não sou culpado dos crimes dos quais os delatores me acusam, sem provas.”
As investigações partiram de indícios de irregularidades identificados pela Controladoria-Geral do Município e pelo Ministério Público Estadual em contratos firmados pela Fundação Teatro Municipal e pelo Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, responsável pelas finanças do equipamento, durante a gestão de José Luiz Herencia, empossado durante a administração de Gilberto Kassab. Ele ocupou a direção do Theatro entre 2013 e 2015, sendo o antecessor de Neschling.
Em colaboração premiada, Herencia confessou os crimes, mas acusou o atual diretor, além de outras figuras da gestão Fernando Haddad, de participar do esquema. Desde então, o maestro vem sendo pressionado a abandonar a função à frente do Theatro Municipal. O prefeito Fernando Haddad (PT) já afirmou que Herenciaage “no desespero”, e pediu cuidado em relação ao teor da delação.
Neschling reafirma a disposição de seguir no cargo e aponta objetivos político-partidários na condução dos trabalhos da CPI. Segundo ele, jornalistas da mídia tradicional vêm atuando conjuntamente com membros do Ministério Público para incriminá-lo sem provas e sem direito ao contraditório, já que seus pedidos para ser ouvido pelo promotor do caso foram negados.
O maestro denuncia, em especial, atuação de repórter do Estado de S.Pauloque atualmente integra a equipe da candidatura de Marta Suplicy (PMDB) à prefeitura, de produzir matéria que induz o leitor a acreditar que ele teria tomado parte nos desvios, sem citar os reais envolvidos.
Confira a carta na íntegra:
CARTA ABERTA DO MAESTRO JOHN NESCHLING
Eu já havia dado um depoimento exaustivo de mais de cinco horas para a CPI que investiga o Theatro Municipal. Estava ainda perplexo com a forma prepotente, autoritária e arrogante com que esses senhores reagiram ao fato de me recusar a participar da acareação com dois corruptos confessos, (sempre tratados por eles como heróis éticos) tentando cassar meu passaporte e suspender minha remuneração, abusos que foram prontamente corrigidos pela Justiça. E então, houve aquela atitude indizível dos nobres vereadores de obrigar minha esposa, a escritora Patrícia Melo, a depor na sessão de quarta-feira passada no escopo de uma investigação que tem evidentes objetivos político-partidários. Confesso que, naquele instante, cheguei a admitir ser o momento de deixar o Theatro. Afinal, há limites para tudo. Mesmo numa guerra, há limites.
Assim, resolvi marcar uma conversa com o Sr. Prefeito na sexta-feira. No nosso encontro, ele me reafirmou o que vem dizendo publicamente: que apenas por uma determinação clara da Controladoria (caso houvesse provas ou indícios de malfeitos da minha parte – o que não era o caso) ele me demitiria. Afirmou, no entanto, que entendia minhas dificuldades e garantiu que respeitaria qualquer decisão que tomasse. A conversa me deixou tranquilo e decidi avaliar a situação.
A incrível e desonesta matéria de Adriana Ferraz publicada no Estadão (edição 3/9/2016) me fez tomar uma decisão. A jornalista, inscrita como membro da equipe de Marta Suplicy no Facebook, escreve de forma a induzir o leitor a pensar que sou um corrupto envolvido no desvio de R$ 15 milhões e nem sequer cita o nome dos réus confessos. Ao ler a reportagem, lembrei-me de um texto do filósofo Baudrillard que diz que uma das características mais assustadoras do nosso tempo é o fato de a realidade não mais existir, de ela ser constantemente suplantada por algo inventado, distorcido, uma realidade midiática, com a função não de informar, mas de entreter.
Na verdade, desde que levei ao Sr. Prefeito Fernando Haddad, em setembro de 2015, as minhas suspeitas de que algo de errado ocorria na administração do IBGC e da FTM passei a ser vítima de ataques inclementes da imprensa que, sem ter uma prova sequer de meu envolvimento nos fatos, me incluía e ainda me inclui sistematicamente como corresponsável num rombo de muitos milhões de reais na administração do TM.
Jornalistas têm ido atrás de meus amigos, colaboradores no exterior, e até mesmo da minha ex-mulher na Austrália tentando colher algo que me desabone. Nem disfarçam. Em suas matérias, inventam ilegalidades relacionadas a meus colaboradores mais próximos, desvirtuam informações, distorcem fatos, omitem informações importantes, e não demonstram nenhum pudor em demolir minha imagem e um trabalho de anos que levou o TM a um reconhecimento nacional e internacional inéditos na sua história.
Em muitas ocasiões, ficou patente que certos repórteres estavam (e estão) sendo alimentados pelo próprio Ministério Público, que também investiga o Theatro. Depoimentos e materiais foram (e são) vazados para imprensa antes mesmo de serem anexados aos autos. Desde o início do ano tem sido assim.
Na verdade, a imprensa, na sua fúria condenatória, reflete bem o espírito da investigação conduzida pelo Ministério Público. Por duas vezes, em março e em agosto, requeri ao Promotor que cuida do caso que tomasse meu depoimento, ocasião em que poderia esclarecer de forma cabal as dúvidas que porventura pairassem sobre a minha atuação como Diretor Artístico do TM. Os dois requerimentos foram negados e até hoje não fui ouvido naquela investigação. O Sr. Promotor Público afirmou em mais de uma ocasião, o que foi inclusive publicado na imprensa, que estava convencido de que eu deveria ser afastado de minhas funções, antes mesmo de concluir as investigações. Chegou a pedir à Justiça, em junho, sem que eu ou meu advogado soubéssemos, o meu afastamento de minhas funções, pedido negado pelo Juiz. No meu entender, o Promotor Público, que afirma ter provas cabais de meu envolvimento em malfeitos, mas não as apresenta, não está mais investigando, mas sim elaborando a tese de minha culpa, com sua convicção formada. Tão formada que, em agosto deste ano, Paulo Dallari, com quem nunca tive uma única altercação nos meses em que trabalhamos juntos, pediu o afastamento de suas funções na FTM e no IBGC e declarou que essa atitude se devia à minha permanência no meu cargo. Afirmou que não estava podendo cumprir um acordo com o Ministério Público, que me afastaria da Direção Artística do TM!
Adriana Ferraz, na sua violenta investida (explicada em parte por seu engajamento na campanha de Marta Suplicy – que feio!) conseguiu me convencer que não devo deixar o Theatro.
Devo ficar para provar o que não fiz. Devo ficar e continuar provando, como venho fazendo há 9 meses, que não sou culpado dos crimes dos quais os delatores me acusam, sem provas. Vou ficar porque não posso aceitar que, no Brasil de hoje, a palavra dos criminosos confessos possa valer mais do que a presunção de inocência dum homem honrado e a ausência de provas contra ele. Vou ficar porque acredito na Justiça.
Vou ficar porque, mesmo à beira de meus setenta anos, com cinquenta anos de trabalho como regente e administrador de projetos tão ou mais sofisticados do que o do TM, e com uma reputação internacional ilibada, ainda posso dizer que sou bom de briga.
Vou ficar porque tivemos muitas conquistas. Porque celetizamos todos os músicos, técnicos e bailarinos. Porque criamos departamentos técnicos e artísticos no Theatro que permitiram que tantos artistas estrangeiros e brasileiros que conosco colaboraram nesses últimos anos considerassem a nossa atuação como referencial para outros teatros nacionais e internacionais.
Vou ficar porque não fiz isso sozinho. Vou ficar pelas centenas de colaboradores do TM, na querida OSM, cujo trabalho sério, organizado, disciplinado a ergueu a uma das melhores orquestras do nosso continente, no Coro Lírico, que provou por inúmeras vezes a sua disposição por um trabalho cênico sério, que com disciplina e consciência é um dos grandes Coros da América Latina, no coral Paulistano, e no Ballet da Cidade, com sua reputação nacional e internacional intactas. Vou ficar por mim, e pelos técnicos e trabalhadores que me deram apoio e infraestrutura atrás das coxias. Por todos os colegas sem os quais jamais poderíamos ter alcançado o nível que alcançamos, sem os quais não teríamos amealhado o numerosíssimo público que nos brinda com seu apoio noite após noite.
Vou ficar porque não há razão para eu sair. Vou ficar porque sou inocente.
É verdade: o TM neste momento está moribundo, sobrevivendo a custa de aparelhos, numa UTI em que a política interfere de maneira desastrosa. Sua sobrevivência está por um fio. Os coveiros de plantão, na Câmara dos Vereadores e na imprensa estão à espreita e loucos para deporem o cadáver do Theatro no túmulo dos sonhos impossíveis.
Mas eu vou ficar, ao menos enquanto continuar a gozar da confiança do sr. Prefeito. Vou ficar porque muita gente acredita em mim. Porque muita gente quer de coração que estes desejos malditos não prosperem e que nos próximos meses a normalidade volte a imperar nos trabalhos do TM.
É por isso que vou ficar. Vou continuar perseguindo, com a ajuda de muitos que amam o Theatro como eu, a buscar a excelência com a mesma paixão que sempre caracterizou o meu trabalho.
Viva o palco de São Paulo!
O post Neschling se defende de acusações e diz que segue à frente do Theatro Municipal de SP é original do Rede TVT.








