A TVT, primeira emissora de televisão outorgada a um sindicato de trabalhadores, entrou no ar no dia 23 de agosto de 2010, as 19h. Resultado de 23 anos de luta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a emissora educativa é uma geradora e foi outorgada em outubro de 2009 à Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos criada e mantida pelo Sindicato.
DCM Entrevista Kleber Mendonça Filho
12 de Setembro de 2016, 13:30O DCM conversa com Kleber Mendonça Filho um dos autores do protesto mais cinematográfico contra o golpe no Brasil, diretor do filme Aquarius.
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Boletim Paralímpico 10/09/2016
10 de Setembro de 2016, 23:55Confira os destaques paralímpicos neste terceiro dia de competições!
O Brasil continua se destacando na competição: vitória no tênis de mesa masculino e ouro no lançamento de disco!
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Mães e pais levam bebês para mais um ato contra Temer
10 de Setembro de 2016, 23:45Sábado também teve Fora Temer, mas desta vez a iniciativa reuniu famílias inteiras Como acontece quase diariamente, sábado também teve Fora Temer, mas desta vez a iniciativa reuniu famílias inteiras, com muitas crianças, no vão do Masp.
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Capitão do Exército é identificado infiltrado em grupos da esquerda
10 de Setembro de 2016, 23:45Capitão do setor de inteligência do Exército Brasileiro foi identificado como infiltrado em grupos contra Michel Temer Capitão do setor de inteligência do Exército Brasileiro foi identificado como infiltrado em grupos contra Michel Temer. Ele usava o nome falso Balta Nunes.
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Roda de conversa propõe discussão sobre desmilitarização da polícia
10 de Setembro de 2016, 23:45Evento em Capão Redondo propõe discussão sobre desmilitarização da polícia e desencarceiramento da juventude Evento em Capão Redondo propõe discussão sobre desmilitarização da polícia e desencarceiramento da juventude. Práticas da polícia também foram discutidas na roda.
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Proposta de Temer é flexibilização ou precarização do trabalho?
10 de Setembro de 2016, 23:45Governo que implantar contrato parcial de trabalho e terceirização generalizada, mas o que chama de flexibilização Governo que implantar contrato parcial de trabalho e terceirização generalizada, mas o que chama de flexibilização é considerado precarização por especialistas.
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Incêndio em fábrica de embalagens deixa 26 mortos em Bangladesh
10 de Setembro de 2016, 23:45Incêndio foi em fábrica de embalagens, fornecedora de multinacionais Incêndio foi em fábrica de embalagens, fornecedora de multinacionais. Empresas procuram Bangladesh pelo baixo custo de produção, às custas de salários miseráveis.
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Novo ataque aéreo deixa 24 mortos na Síria
10 de Setembro de 2016, 23:45Ataque aconteceu horas depois de EUA e Rússia anunciarem novo acordo para tentar interromper o conflito na Síria.
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Brasil conquista quarto ouro na Paralimpíada
10 de Setembro de 2016, 23:45O Brasil ganhou hoje 3 medalhas de prata no judô e um ouro no atletismo O Brasil ganhou hoje 3 medalhas de prata no judô e um ouro, com Claudiney Batista, que venceu no lançamento de disco e ainda bateu o recorde paralímpico.
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Começa na segunda-feira II Festa Literária da Zona Sul
10 de Setembro de 2016, 23:45O Festival Felizs terá 2 semanas de oficinas, saraus, rodas de conversa, música e muito mais Produtora da Felizs, Fabiana Teixeira de Souza, fala das 2 semanas de oficinas, saraus, rodas de conversa, música e dança, na periferia da zona sul de São Paulo.
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Só uma cidade tem paridade de gênero nas eleições 2016
10 de Setembro de 2016, 15:44Fonte: Rede Brasil Atual (com reprodução da Carta Capital)
Há apenas uma cidade do Brasil onde aparticipação das mulheres em candidaturas nestas eleições é equivalente à participação feminina no eleitorado. Baixio, no Ceará, onde metade dos candidatos são do sexo feminino e metade do sexo masculino. Levantamento deCartaCapital com base em dados do TSE mostra que, em todos os outros 5.567 municípios que realizam eleições neste ano, o número de mulheres é inferior ao de homens nas disputas. Em 4.172 cidades (75% das que têm eleição), as candidatas sequer chegam a um terço dos políticos na disputa.
Levando em conta todas as cidades do país, o percentual de candidaturas femininas em 2016 teve uma alta discreta em relação ao das últimas eleições: em 2012 as mulheres representavam 31,5% dos políticos na disputa; em 2016, 31,7%. Entre os estados, o mais desigual é Pernambuco, onde 31,1% dos candidatos são mulheres. O menos desigual é o Amapá, onde a situação não é muito melhor: são 33,3% as mulheres na disputa.
Os números indicam que os partidos estão fazendo o mínimo para cumprir lei 12.034 de 2009, segundo a qual todas as legendas são obrigadas a ter ao menos 30% das candidaturas destinadas a um dos sexos.
Isso fica ainda mais claro se levarmos em conta apenas o cargo de prefeito. Como a lei aplica-se apenas às vagas para câmaras legislativas, as candidaturas à prefeitura têm uma representação feminina ainda menor: apenas 12,6% dos candidatos disputando a chefia do executivo municipal são mulheres.
As cotas nas candidaturas
Apesar de ainda inferior a um terço das candidaturas, a representatividade das mulheres cresceu desde que foi instituído o percentual mínimo de 30% para cada um dos sexos. Nas eleições anteriores à regra, em 2008, as candidaturas femininas respondiam por 21% do total.
“Essa participação um pouco acima de 30% só existe por conta das cotas. O sistema é um avanço, mas não é suficiente. Se olharmos entre os eleitos, apenas 10% são mulheres”, diz Karina Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral.
Com 9,6% de vagas ocupadas por mulheres no parlamento, o Brasil está numa das últimas posições no ranking representação política feminina da ONU. De acordo com o último Relatório de Desenvolvimento Humano, de um total 192 países, 159 têm um indicador melhor que o brasileiro. Somos o país com menor representatividade da América do Sul no quesito. Na América Latina, apenas o Haiti apresenta índice pior.
O fato do percentual de candidaturas femininas não se refletir no número de mulheres eleitas pode ser explicado, em parte, por uma prática que se tornou conhecida como o uso de “laranjas” ou “figurantes”: candidatas sem pretensão política, incluídas na disputa apenas para fazer o partido atingir o percentual estabelecido em lei.
“Partidos políticos muitas vezes incluem mulheres na lista de candidatas apenas pra cumprir a cota. Algumas nem sequer querem se candidatar”, afirma Luciana de Oliveira Ramos, Coordenadora de Pesquisa Jurídica Aplicada da FGV-SP e participante do grupo da sociedade civil Mulheres do Brasil, que fiscalizará as candidatas a vereadora da cidade São Paulo em relação a isso.
“Há muita fraude. Temos casos de servidoras públicas que pedem licença remunerada, de 3 a 6 meses, e emprestam o CPF. Quando você vê a votação, nem a própria candidata votou nela. Isso é muito ruim, só desconstrói a luta feminina”, diz Kufa.
Ligado a essa questão está também a crítica de que, muitas vezes, as candidaturas femininas recebem menos atenção e menos recursos dos partidos que os homens. “Isso acontece muito. Os dirigentes partidários, majoritariamente homens, colocam as mulheres para fazer número e não se interessam em promover as campanhas. E a gente sabe que, quanto menos recursos na campanha, menor a chance da candidata”, diz Luciana Ramos, colunista de CartaCapital e que estudou o tema em sua dissertação de mestrado.
Isso já pode ser verificado nas contas eleitorais deste ano. CartaCapital tabulou dados do TSE até 7 de setembro e verificou que, no estado de São Paulo, as candidatas são preteridas em relação aos seus colegas do sexo masculino.
A prestação de contas até agora em São Paulo mostra um repasse de legendas de R$ 19,9 milhões a 1.164 candidatos do sexo masculino (R$ 17 mil por pessoa) e R$ 3,8 milhões a 464 candidatas (R$ 8.200 por pessoa). Ou seja, entre os que receberam dinheiro da legenda, os homens ficaram com o dobro de recursos. A diferença fica ainda mais evidente se a conta incluir todos os políticos (inclusive os que até agora não receberam nenhum repasse do partido): foram R$ 340 repassados por candidato homem contra R$ 138 por candidata mulher.
Propostas
Durante encontro para discutir o assunto, em agosto, a procuradora regional da República em São Paulo, Geisa Rodrigues, disse que o Ministério Público irá investigar a questão das “laranjas” e se há a aplicação dos recursos financeiros e de tempo de TV previstos em lei para as candidaturas femininas.
Ao menos 5% do fundo partidário deve ser investido na promoção de programas que estimulem a participação das mulheres na política e pelo menos 10% do tempo de propaganda partidária gratuita do partido tem de ser destinado às mulheres.
O evento também serviu para reunir ideias de grupos de trabalho com o objetivo de promover maior equidade de gênero nas eleições. Entre as propostas está a reserva de vagas de gênero dentro das casas legislativas, cotas dentro das direções partidárias e aumentar a distribuição de recursos do fundo partidário a partidos que elejam mais mulheres, além de sanções financeiras a legendas que não elejam suas candidatas.
Algumas das ideias, como a de reserva de vagas, exigem emenda constitucional e são de difícil aprovação, especialmente em um parlamento com representação feminina abaixo dos 10%. Em conjunto com o procurador da justiça Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, Karina Kufa sugere uma medida intermediária: exigir diversidade de gênero para os eleitos graças aos votos dos outros.
Ou seja, no caso dos candidatos que dependem dos votos dados ao partido ou a outros candidatos para atingir o quociente eleitoral, seria feita uma lista alternando a mais votada entre as mulheres com o mais votado entre os homens, etc. “A vantagem é que não seria necessária emenda constitucional para aprovar algo do tipo”, diz Kufa.
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Defesa de Dilma vai recorrer de decisão de Teori sobre impeachment
10 de Setembro de 2016, 15:41Fonte: Rede Brasil Atual
A presidenta destituída Dilma Rousseff vai recorrer da decisão monocrática do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ontem (8) rejeitou recurso de sua defesa pela anulação da decisão do Senado sobre o seu afastamento e para que seja realizado um novo julgamento. Dilma quer que a questão seja analisada pelo plenário da Suprema Corte e que Michel Temer seja mantido como presidente interino até a análise definitiva dos recursos sobre o impeachment.
A informação foi divulgada hoje (9) pela Agência Estado. No mandado de segurança, o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, argumentou que houve uma mudança no chamado “libelo”, a peça acusatória utilizada no julgamento, para a inclusão de um dispositivo legal para caracterizar o crime de responsabilidade fiscal, o que prejudicou o seu direito de defesa.
Com base nesse argumento, Cardozo pediu que o Supremo concedesse uma medida liminar para restabelecer a interinidade de Michel Temer na Presidência, enquanto não transitar em julgado o pedido pela anulação da decisão do Senado que condenou Dilma e a realização de um novo julgamento do impeachment.
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Lula e Haddad criticam candidaturas comprometidas com o golpe em São Paulo
10 de Setembro de 2016, 15:38Fonte: Rede Brasil Atual
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu sua fala na noite de ontem (9), em plenária na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, relatando que está curado do câncer na garganta. A tônica dos discursos foi “nenhum direito a menos”, marcando posição contra as propostas do governo federal que reduzem os direitos trabalhistas e da previdência, além do congelamento dos gastos sociais com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241.
Estavam presentes o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato à reeleição pelo PT, e seu candidato a vice, Gabriel Chalita, e o presidente do PT, Rui Falcão. O evento contou também com a participação de militantes, trabalhadores e movimentos sociais da cidade.
“Eu, no sábado (3), fui fazer o penúltimo check-up do câncer na minha garganta e eu tive a felicidade de ouvir dos médicos e das máquinas que eu não tenho mais sinal do câncer na garganta”, disse.
“Mas os médicos me disseram que, para curar a minha garganta, não tem remédio: eu preciso parar de falar. Pelo menos, um tempo, eu tenho que sossegar e ficar sem falar”, relatou, sendo muito aplaudido.
O ex-presidente defendeu a reeleição de Haddad, e comentou que as únicas candidaturas na capital que não estão comprometidas com o golpe dado no governo da presidenta Dilma Rousseff são as do petista e da candidata do Psol, a ex-prefeita Luiza Erundina. “O (João) Doria e o (Celso) Russomanno representam exatamente a maioria de deputados e senadores que afastaram a presidenta Dilma.”
Lula defendeu que Haddad se afaste da prefeitura para fazer sua campanha eleitoral: “Ele tem a obrigação de mostrar para o povo que se ele não voltar, esta cidade vai perder tudo o que foi feito. E foi feito muito”. Estou enchendo o Haddad para que ele peça licença da prefeitura. Ele tem a obrigação política de tentar mostrar para o povo que, se ele não voltar, o povo vai perder tudo que foi feito por ele, pelo Chalita e pelos partidos aliados”, afirmou o ex-presidente.
“Só tem uma pessoa capaz de convencer esse povo: é você. Você (Haddad) precisa falar com o coração, falar com a alma. Não precisa falar mal de Marta, Russomanno, Doria. É falar sobre a diferença entre seu governo e eles”, disse Lula.
Ele mandou recado para as pessoas que vão às ruas pedir “Fora, Temer”. “Não pode querer o Temer fora lá em Brasília e colocar alguém dele para ser prefeito aqui em São Paulo.”
“Quero ter uma conversa com cada sindicalista, cada trabalhador, cada um de nós que está preocupado com a saúde, com a educação e com o futuro desta cidade. Eleger Haddad e Chalita é assumir um compromisso com o futuro deste país”, defendeu, destacando que Haddad e seu candidato a vice são especialistas em educação, respectivamente ex-ministro da Educação e secretário municipal de Educação de São Paulo.
Haddad afirmou que governo está traindo os compromissos com a classe trabalhadora e que as candidaturas de Doria (PSDB) e Marta Suplicy (PMDB) compactuam com esse processo, pois suas siglas fazem parte da atual administração federal. “O que está em jogo em São Paulo é a manutenção do projeto que a gente representa, que mudou a vida das pessoas para melhor. Só na educação, em apenas quatro anos, os nossos indicadores de qualidade da educação foram os que mais avançaram dentre todas as capitais do Brasil”, disse.
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Gleisi Hoffmann pede mobilização: ‘A partir de agora é colocar o pé na porta’
10 de Setembro de 2016, 15:35Fonte: Rede Brasil Atual
Para dar um exemplo concreto de como o governo de Michel Temer pode afetar a vida do país e o cotidiano das pessoas, muitas das quais não tinham ou não têm noção do que significa “Estado mínimo”, por exemplo, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) conta um caso relacionado à educação. “Esses dias eu estava falando com professoras da Universidade Federal de Minas Gerais que iam a um seminário em Portugal, previsto havia muito tempo. Perto do seminário foram avisadas que a universidade não bancaria mais as passagens e as estadias. Pagaram do próprio bolso.”
Esse é um exemplo claro que, entre muitos outros, mostra às pessoas o que está à frente do país e delas próprias. “Estão tendo clareza que daqui pra frente as universidades federais vão sofrer um ataque imenso, para se justificar uma privatização, uma forma diferente de gestão das universidades. Estou dando um exemplo, mas isso vai acontecer em várias áreas do setor público”, disse Gleisi em entrevista à RBA.
Segundo a senadora, a situação pós-impeachment “não está fácil”. Outro exemplo das dificuldades: na sessão de quinta-feira (8), o Senado aprovou a Medida Provisória 727, que cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), já aprovada na Câmara dos Deputados, e vai à sanção presidencial. A MP nada mais é do que a recepção da Lei 9.494/1997, que instituiu o Programa Nacional de Desestatização de Fernando Henrique Cardoso e garantiu a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, Eletropaulo e Telebras.
Para a senadora, não existe alternativa para barrar iniciativas como a PEC 241, que congela investimentos em saúde e educação, ou a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reforma da Previdência, entre outras, a não ser a mobilização popular. “Se não tivermos mobilização, se o movimento social não estiver junto, se isso não ecoar no Congresso, nós não conseguimos barrar”, diz. “A gente tem insistido muito em ficar alerta, a partir de agora colocar o pé na porta, para não deixar as coisas acontecerem.”
Gleisi acredita que a conscientização dos trabalhadores em geral e dos servidores públicos sobre o que realmente significa o governo Temer vai aumentar a resistência cada vez mais. “As pessoas estão começando a ter consciência do que significou esse processo de impeachment. As mobilizações vão crescer. Não tenho dúvida disso.”
Como está seu estado de espírito depois do impeachment?
De resistência e luta. Não está fácil, não. A sessão de ontem (quinta-feira, 8) no Senado foi uma tratorada, com votação de medida provisória sem cumprir o prazo. Normalmente elas são lidas e são votadas na segunda sessão depois de lidas. E o Renan (Calheiros, presidente do Senado) não deixou isso acontecer, deu andamento à sessão, votou, aprovou. E MP importante, que muda coisas fundamentais, como essa MP das PPIs, as parcerias público privadas. As coisas não vão ser fáceis. Vamos ter que montar um grupo de resistência parlamentar, mas vai ter que ter muita resistência de rua também.
De que maneira se pode barrar ou dificultar as reformas que vêm por aí, como da previdência, a trabalhista?
A PEC 241 também, que retira recursos da educação e saúde. Do mesmo jeito. É ter mobilização popular. Se não tivermos mobilização, se o movimento social não estiver junto, se isso não ecoar no Congresso, nós não conseguimos barrar. A Casa é sensível à mobilização. Ou seja, se tiver pressão dos movimentos sociais nos estados dos senadores, assim como dos deputados, a gente consegue segurar, barrar essas questões. Mas se não tiver, se eles tiverem espaço pra fazer isso, sem resistência popular, vamos ter muitas dificuldades, porque somos minoria lá, agora. É uma situação bem difícil.
A reforma da Previdência, a reforma trabalhista, por si só, são polêmicas. Já tem resistência também na base deles. A própria PEC 241. Mas nós não queremos aprovar algo mediado. Porque, numa situação como essa, qualquer mudança que venha a ser feita só piora a situação dos mais fracos, dos trabalhadores, do povo mais pobre. Não são mudanças que melhorem. Nosso papel fundamental, lá, é fazer a resistência.
Nesse sentido, as reformas do Temer são tão impopulares que ele poderia perder apoio em sua própria base?
Com certeza ele vai ter dificuldades. O que a gente teme é que essas dificuldades sejam mediadas. O que acontece? Vamos pegar como exemplo a reforma da Previdência. Se tivesse que mexer em algum lugar pra tentar equilibrar um pouco, seria na previdência do setor público, que é uma previdência mais parruda, com mais direitos, que é muito diferente da previdência do trabalhador normal. Mas isso não vai acontecer. Até porque os servidores públicos, principalmente as carreiras mais fortes – e aí não estou falando do servidor em geral, mas de carreiras do Judiciário e outras chamadas de Estado, estruturadas – têm um lobby e uma organização muito forte no Congresso. Se abrir a reforma da Previdência, o que vai acontecer é mexer na previdência geral. A não ser os trabalhadores de sindicatos fortes, do movimento social, o trabalhador geral, normal, tem dificuldade de se organizar, estar no Congresso, pressionar, ter acesso direto aos parlamentares, e vai sair mais prejudicado.
Temos que ter uma ação de resistência. Não deixar chegar nem a um ponto de mediação. Não tenho dúvida de que vai ter resistência, sim, na base dele (Temer), mas eles vão jogar para negociar, e, negociando, também não tenho dúvida que vai cair no lado mais fraco da população, o povo mais pobre, o trabalhador que ganha menos. É assim que acontecem as coisas quando o Congresso faz uma reforma mais profunda.
A PEC 241 tende a ser aprovada de que maneira, já que base para isso o governo tem?
Tem base para isso, mas acho que, como está, não vai conseguir aprovar. Fizemos uma audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para discutir essa PEC. Devemos fazer mais duas ou três audiências neste semestre. Foi muito interessante porque os dois únicos senadores que estavam propensos a apoiar a PEC como um todo eram dois do PSDB, o Tasso Jereissati (CE) e José Aníbal (SP). Os demais, inclusive da base, do próprio Democratas, estavam questionando: “Mas como é que vai ficar a saúde, a educação?”. Não tem condição, não tem margem, e isso os senadores já perceberam. Aí eu também acho que eles vão negociar.
O problema é que vão negociar em cima de outros projetos e programas importantes. Vão pegar a área de agricultura familiar, assistência social. O Bolsa Família eles estão desmontando aos poucos, pra não ter uma reação grande. Já afastaram 900 mil pessoas. Vão afastando, vão afastando… e quando as pessoas se derem conta, já ficou difícil fazer a reação. Por isso, a gente tem insistido muito em ficar alerta, a partir de agora colocar o pé na porta, para não deixar as coisas acontecerem. Por exemplo, a questão das 12 horas diárias de trabalho. Acho que você lembra quando o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade) falou das 80 horas semanais…
Ele até errou, porque queria dizer 60 horas, o que já é um absurdo…
Pois é, 60 é um absurdo (risos), mas tudo bem. Ele disse 80, queria dizer 60, mas foi tanta reação que ele voltou atrás. Agora eles vieram de novo com essa questão de 12 horas por dia. Claro, é um absurdo! Isso aí é quase trabalho escravo. Agora estão dizendo: “Não, mas é pra regulamentar as 12 horas por 36”. Aí manda o ministro desmentir. Nessa questão trabalhista eu acho que eles têm mais apoio da base, porque o Congresso Nacional hoje é mais conservador e mais elitista, principalmente a Câmara dos Deputados. São mais ligados ao empresariado, ao patronato. Nesse caso vamos ter mais dificuldades.
Ficou surpresa ou decepcionada com a postura do ministro Ricardo Lewandowski, que presidiu o impeachment, e do STF, em todo o processo?
Embora a gente tenha feito alguns recursos e o Supremo tenha negado, ainda não foi feito o recurso total, de mérito. O Lewandowski, por outro lado, tentou cumprir o papel constitucional dele. Abriram um processo de impeachment que não tinha base constitucional. Nós questionamos, o Supremo disse que o conteúdo cabia ao Senado.
Até acho que ele teve um comportamento muito respeitoso e sério conosco, não posso reclamar disso. Mas não tem base aquele processo. E nós queremos que o Supremo Tribunal Federal fale sobre isso também, sobre o conteúdo. Não pode prosperar um processo de impeachment que não tem crime de responsabilidade. Principalmente depois desse julgamento fatiado, quando a presidenta não perdeu seus direitos políticos. Mostra que ela pode ocupar qualquer cargo político, portanto, poderia continuar ocupando a Presidência da República. Espero sinceramente que o Supremo decida sobre questões de conteúdo.
Poucos juristas acreditam que o STF venha a mexer no mérito…
Esse é um problema, até porque o STF já disse anteriormente que o mérito é uma questão do Senado. Você tem uma situação em que o mérito é o problema, e não o rito, o rito está ok. Mas o rito não pode se sustentar por si só, você não pode ter um mérito qualquer para justificar o rito, acho que o Supremo teria que olhar isso.
E o papel do Renan no processo?
O Renan, até certo ponto, se comportou , como presidente do Senado, de maneira a ter um equilíbrio. Não votou num primeiro momento, mas depois tomou uma posição e apoiou o impeachment, deixou isso claro, no momento em que fez um desabafo ao plenário, para mostrar sua posição contrária ao PT. Deixou claro que apoia esse governo e vai ser importante para o Temer no Senado. Ele é uma pessoa bem preparada, articulada, tem força na Casa, tem condições de fazer uma boa articulação e vai fazer. Por isso, novamente, vamos ter que fazer uma resistência e ter muito apoio popular.
Essa resistência e os protestos não precisam de muito mais gente nas ruas?
Precisa, mas vai ser num crescendo. As pessoas estão começando a ter consciência do que significou esse processo de impeachment. Elas achavam que tirando a Dilma as coisas iam se resolver, mas não estavam vendo com clareza o que significaria o Temer assumir. Estão vendo agora, com as propostas que estão sendo enviadas ao Congresso, com os posicionamentos e a forma como Temer está conduzindo o governo. Isso está assustando muita gente. E vai continuar assustando os trabalhadores em geral, assim como o servidor público. As mobilizações vão crescer. Não tenho dúvida disso.
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Boletim Paralímpico 08 e 09 de Setembro
10 de Setembro de 2016, 0:15Confira os destaques da Paralimpíada Rio 2016 nos dois primeiros dias de competição!
O Brasil começou bem no futebol, atletismo e natação!
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