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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos.


Artistas e movimentos de esquerda convocam ato no Rio por diretas

26 de Maio de 2017, 8:00, por BlogueDoSouza


Movimentos de esquerda e artistas convocaram para este domingo (28), na praia de Copacabana, no Rio, um grande ato por eleições diretas.


A manifestação terá apresentações de Caetano Veloso, Mano Brown, Criolo, Teresa Cristina, Mart'nalia, Mosquito, Pretinho da Serrinha, Cordão da Bola Preta, Digital Dubs e Bnegão. O evento está marcado para as 11h, na orla de Copacabana, na altura da rua Siqueira Campos.

O ato está sendo organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem grupos sindicais e movimentos de esquerda.

Artistas divulgam em redes sociais chamamentos para a mobilização. Entre eles estão os atores Adriana Esteves, Wagner Moura, Fábio Assunção, Emanuelle Araújo e o colunista da Folha Gregório Duvivier.

"A nossa crise é uma crise de legitimidade. não podemos permitir que este Congresso, com mais de 200 deputados investigados eleja o nosso próximo presidente. Este não é um movimento de esquerda, não é de direita, é um movimento pela democracia", diz Wagner Moura, em vídeo.

Este deve ser o maior ato pela renúncia do peemedebista e convocação de eleições diretas desde a manifestação da última quarta-feira (24), que acabou em violência, em Brasília.

Uma proposta de emenda à Constituição prevê novas eleições em caso de vacância da Presidência. Pela regra atual, a substituição de Temer seria feita por eleição indireta, já que ele ultrapassou a metade do mandato.



"Vamos botar gente na rua e pressionar para que Temer saia de onde nunca deveria ter estado e para que a gente tenha direito de escolher o próximo presidente da República", diz o ator Wagner Moura.

Venha cantar por #DiretasJá junto com Caetano Veloso, Mano Brown, Criolo, Teresa Cristina, Mart'nália, Mqt Mosquito, Pretinho da Serrinha, Cordão da Bola Preta e muito mais. É neste DOMINGO, dia 28, às 11h, na praia de Copacabana (altura da R. Siqueira Campos)!

O Rio pelas Diretas JÁ :: 28/5 :: Copacabana: https://www.facebook.com/events/1835404203445419/
ASCOM - Assessoria de Comunicação
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Folha de São Paulo
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Lula aponta farsa da Lava Jato em conluio com a mídia

25 de Maio de 2017, 20:51, por BlogueDoSouza


O Instituto Lula denuncia "conluio" entre procuradores da Lava Jato e Rede Globo, Folha de S. Paulo O Estado de S. Paulo na produção de "mais uma farsa contra o ex-presidente"; "Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro", diz a assessoria; "A juntada de 'documentos' sobre supostas 'reuniões' de Lula com a diretoria da Petrobras não foi fruto da descoberta de algum segredo em um trabalho de investigação sério, mas uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos como viagens oficiais ao exterior, reuniões interministeriais e cerimônias da Presidência acompanhadas pela imprensa", diz a nota; "Parece que para a equipe de Deltan Dallagnol, o crime de Lula foi ter sido presidente da República"


247 - O Instituto Lula divulgou uma nota em que denuncia "conluio" entre procuradores da Lava Jato e Rede Globo, Folha de S. Paulo O Estado de S. Paulo na produção de "mais uma farsa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
"Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro", diz a assessoria.
Confira a íntegra:
NOTA À IMPRENSA
Lava Jato e imprensa montaram farsa com agendas da Petrobras
São Paulo, 25 de maio de 2017,

Em conluio com procuradores da Lava Jato em Curitiba, a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo produziram semana passada mais uma farsa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro.
A juntada de “documentos” sobre supostas “reuniões” de Lula com a diretoria da Petrobras não foi fruto da descoberta de algum segredo em um trabalho de investigação sério, mas uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos como viagens oficiais ao exterior, reuniões interministeriais e cerimônias da Presidência acompanhadas pela imprensa.
Uma irresponsabilidade que atenta contra o papel institucional do Ministério Público em uma democracia. Parece que para a equipe de Deltan Dallagnol, o crime de Lula foi ter sido presidente da República. E a mesma imprensa que acompanhou e divulgou essas agendas durante os dois mandatos de Lula, agora dá manchetes sem checar nem mesmo seus próprios arquivos.
A fraude começou a ser montada em 15 de maio, cinco dias depois do depoimento de Lula. Naquela data, os procuradores anexaram 78 documentos aos autos, sem explicitar o propósito. 27 destes documentos são cópias de agendas de ex-diretores, registrando “reuniões”, “almoços” e “jantares” com Lula. As cópias de agendas foram entregues pela Petrobrás aos acusadores de Lula, mas não a sua defesa.
Na manchete de 17 de maio, a Folha afirmou: “Lava Jato contraria com documentos fala de Lula a Moro”. Segundo o jornal, as agendas mostrariam que Lula não teve apenas duas reuniões com a diretoria da Petrobrás em seu governo, como ele havia declarado a Moro, mas pelo menos 23. O Estadão destacou “reuniões de Lula” com três ex-diretores condenados na Lava Jato. O Jornal Nacional juntou as duas coisas, elevou para 28 as supostas “reuniões” e citou o Ministério Público como fonte de suas ilações, numa reportagem de três minutos.

A farsa desmorona quando se compara o que está escrito nas agendas da Petrobrás e o que Lula realmente fez nas datas indicadas. Por exemplo: das 27 agendas, três se referem a recepções oferecidas por chefes de Estado a Lula e sua comitiva, em viagens internacionais: uma pelo presidente da China Hu Jintao, outra pelo rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, e outra pela presidenta do Chile, Michelle Bachelet.
Pelo menos 14 agendas referem-se à participação de ex-diretores em cerimônias públicas nas quais Lula estava presente, em inaugurações, visitas a instalações da Petrobrás ou em reuniões interministeriais, como as do Conselho Nacional de Política Energética. Não se tratam, portanto, de reuniões com a diretoria da Petrobrás, muito menos de agendas com diretores específicos. E tudo realizado com cobertura da mídia.
Para verificar a veracidade das agendas (o que no jornalismo se chama checagem), basta conferir as datas mencionadas com a agenda de viagens nacionais e internacionais do ex-presidente Lula, que está disponível no site da Presidência da República.
As agendas da Petrobras mencionam duas supostas reuniões do delator Paulo Roberto Costa em Brasília, que não podem ser confirmadas porque o atual governo retirou do site da Presidência as agendas diárias de Lula. Mas o próprio delator afirmou, em dois depoimentos ao juiz Sergio Moro, um deles feito ontem (24), que nunca teve reuniões individuais com o ex-presidente Lula. Confira aqui.
Paulo Roberto da Costa fez essa declaração como testemunha, ou seja, com a obrigação de falar a verdade. Ele já havia dito o mesmo em depoimento anterior, mas a imprensa ignorou este fato para sustentar a farsa das agendas.
Não há dúvida de que as agendas foram plantadas no processo para desqualificar o depoimento de Lula em 10 de maio, o que nem mesmo seus maiores adversários conseguiram fazer. Uma imprensa imparcial ao menos teria checado os fatos antes de publicá-los sob o viés dos detratores de Lula. E não precisaria se esforçar tanto, pois boa parte dessas agendas foram noticiadas pelos próprios jornais, como está registrado neste documento.
Lula foi o presidente brasileiro que mais visitou as diversas instalações da Petrobrás em todo o País, em eventos públicos relacionados à empresa, que viveu forte valorização durante o seu mandato. Mais de 60 dessas visitas foram registradas pela imprensa. Quanto às reuniões com a diretoria, conforme declarou no depoimento, foram mesmo raríssimas. E Lula citou duas: uma para discutir o plano estratégico da empresa e outra para decidir o cancelamento de leilões para exploração de petróleo em áreas do pré-sal, quando ele foi descoberto, em 2008.
Os dados a seguir mostram a verdade sobre as agendas da Petrobrás, revelam o golpe baixo dos procuradores de Curitiba e denunciam a indigência e parcialidade de jornalistas que se comportam como papagaios da Lava Jato para difamar Lula.

Veja aqui o documento.
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Marcha sobre Brasília foi tremenda vitória popular

25 de Maio de 2017, 7:59, por BlogueDoSouza


A mídia monopolista e o governo usurpador tratam de inventar sua narrativa sobre a formidável mobilização sindical e popular que tomou conta de Brasilia desde o final da manhã.

Seu esforço é marcar o protesto como bagunça e vandalismo, em manobra para ocultar sua dimensão e propósito.

O que assistimos foram mais de 100 mil trabalhadores de todos os cantos do país marchando para a capital com o intuito de lutar, organizada e pacificamente, contra o governo Temer, as reformas da previdência e trabalhista, por diretas já.

As forças repressivas desde ontem preparavam uma emboscada contra o direito de manifestação dos trabalhadores, armando provocações e se preparando para reprimir o ato como cães selvagens.

Um pequeno grupo de mascarados, infiltrado na marcha, foi escalado ou estimulado para servir de pretexto às cenas de repressão inconstitucional promovidas pela PM do DF e a Força Nacional.

Se não fosse esse o pretexto, outro seria.

O governo estava decidido a reprimir os trabalhadores e demonstrar que ainda controla o monopólio estatal da violência.

Não foi à toa que, rapidamente, depois de suposto pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, logo desmentido pelo próprio parlamentar, Temer promulgou decreto que permite a convocação das Forças Armadas para enfrentar o povo em luta, pela primeira vez desde a redemocratização.

Seria insensatez se homens e mulheres de esquerda, caindo no jogo do governo usurpador e da mídia conservadora, aceitassem discutir a versão de vandalismo e violência que se vende ao país, transformando os black blocs no assunto do dia.

Hoje foi uma data histórica.

Antes de mais nada, porque os trabalhadores ocuparam a capital da república e fizeram ouvir sua voz.

Mas também porque o governo e seus aliados revelam, de uma vez por todas, seu caráter antidemocrático e golpista, ao jogar tropas policiais contra manifestantes, além de acenar com a convocação do Exército.

No mais, não tenhamos ilusões. Como em todo processo golpista, o povo irá lutar e o os usurpadores irão reprimir. Teremos choques, conflitos e tensões gravíssimas.

Onde está escrito, afinal, que resistir à usurpação seria tranquilo como um passeio no parque? - Breno Altman no Opera Mundi
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Polícia militar de Brasília ataca marcha da classe trabalhadora

24 de Maio de 2017, 21:04, por BlogueDoSouza

 

 “Isso lembra os piores dias da ditadura militar”, aponta secretário da CUT

Bombas e cavalaria. Um governo de golpistas não responderia diferente a uma manifestação pacífica de trabalhadores. A polícia militar de Brasília transformou nesta quarta-feira (24) as imediações do Congresso Nacional em um verdadeiro campo de guerra.

 Após provocação de um grupo de mascarados que nenhuma das organizações soube identificar – infiltrados? –, os policiais militares partiram para cima da marcha estimada em mais de 150 mil pessoas.

A polícia também expulsou as pessoas do gramado diante do Congresso e ao menos três manifestantes foram presos, levados para o DPE (Departamento de Polícia Especializada) e liberados. Uma prévia do que parecem desejar os golpistas que buscam sustentar o ilegítimo Michel Temer (PMDB), conforme apontou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

“Isso faz lembrar os piores tempos da ditadura militar. Mal a marcha chegou ao parlamento e já começou a ser reprimida com bombas em mulheres, crianças e trabalhadores que estão aqui só para defender seu direito de trabalhar livremente, tem seu direito trabalhista garantido, o acesso à Previdência. Mas se acham que vão nos intimidar, não vão. Vamos reconquistar a democracia neste país”, disse.

Mulher é atendida após ser atingida por bomba (foto: Dani Orofino-FBP)
CUT

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Samuel Pinheiro Guimarães : queda de Temer atende interesses da classe hegemônica

23 de Maio de 2017, 23:21, por BlogueDoSouza


Análise da crise: o Brasil não está só no mundo

1. A vitória ideológica/econômica/tecnológica dos Estados Unidos sobre a União Soviética, a adesão russa ao capitalismo e a desintegração da Rússia e a adesão da RPC ao sistema de instituições econômicas liderado pelos Estados Unidos e a abertura chinesa controlada às MNCs levaram à consolidação da hegemonia política/imperial dos Estados Unidos.
2. As diretrizes da política hegemônica americana são:
- induzir a adoção, por acordos bilaterais e pela imposição, por organismos “multilaterais”, dos princípios da economia neoliberal;

- manter a liderança tecnológica e controlar a difusão de tecnologia;

- induzir o desarmamento e a adesão “forçada” dos países periféricos e frágeis ao sistema militar americano;

- induzir a adoção de regimes democráticos liberais, porém de forma seletiva, não para todos Estados;

- garantir a abertura ao controle externo da mídia.
3. As dimensões e as características da população e do mercado interno; de território e de recursos naturais (ampliada de forma extraordinária pela descoberta do pré-sal); a localização geográfica na área de influência americana; a capacidade empresarial do Estado e da iniciativa privada (BNDES, Petrobrás, Vale do Rio Doce, Embraer) a capacidade tecnológica em áreas de ponta (nuclear, Embrapa, etc) tornariam o Brasil uma área de atuação prioritária para a política exterior americana, que articulou:
- apoio à redemocratização política controlada pelas classes hegemonicas no Brasil;

- a luta ideológica e midiática contra a política de desenvolvimento econômico e industrial que é identificada com o autoritarismo militar;

- apoio aos movimentos sociais (ONGs etc);

- retaliação contra as políticas nacionais de desenvolvimento (nuclear, informática, espacial);

- mobilização ideológica para a implantação das regras do Consenso de Washington;

- disciplina fiscal;

- redução dos gastos públicos;

- reforma tributária;

- juros de mercado;

- câmbio de mercado;

- abertura comercial;

- investimento estrangeiro sem restrição;

- privatização;

- desregulamentação econômica e trabalhista;

- direito à propriedade intelectual.

- desarmamento.
4. A implantação, entusiasta e excessiva, das medidas econômicas, políticas e militares, propagadas pela academia, mídia e autoridades americanas, pelos Governos Fernando Collor/Fernando Henrique Cardoso, diante das características do subdesenvolvimento: enormes disparidades sociais, a fragilidade relativa das empresas de capital nacional, vulnerabilidade externa da sociedade contribuíram para o fracasso dessas políticas que levaram ao agravamento da concentração de renda, ao agravamento das deficiências de infraestrutura, ao aumento da violência social, acarretaram sua impopularidade e permitiram à vitória dos movimentos políticos progressistas diante dos Governos de Menem; Battle; Andres Perez; Fernando Henrique Cardoso, Sanchez de Lozada; Mesa.
5. A eleição de Lula e seu Governo colocaram em risco o objetivo permanente norte-americano de implantar políticas neoliberais em toda a América Latina e de incorporar as economias latino-americanas à sua economia, de forma subordinada.
6. A articulação política e econômica de Lula/Kirchner/Lugo/Correa/Evo/Chavez reforçou a necessidade, para os EUA, de uma reação estratégica.
7. Os Estados Unidos, em cooperação com grupos internos em cada um desses países, iniciou campanhas de desestabilização política.
8. No Brasil, esta campanha se inicia com o processo do “mensalão” e com a aceitação pelo judiciário da “doutrina” do domínio do fato, aplicado contra José Dirceu, em caráter exemplar e como possível sucessor de Lula.
9. Apesar da campanha Anti-Lula e Anti-PT, os índices de popularidade do Presidente e do Partido atingiram níveis recorde e permitiram a eleição de Dilma Rousseff.
10. O Governo Dilma Rousseff, sem capacidade política, aderiu gradualmente ao programa neoliberal de ajuste fiscal, de faxina ética e de contração do Estado.
11. A incapacidade de articulação, de trato político e de mobilização social facilitou a articulação e o sucesso do processo de impeachment.
12. De outro lado, a Operação Lava Jato, em articulação com o Departamento de Justiça americano, e com as agências de inteligência (espionagem) americanas como a NSA, a CIA, o FBI), através de procedimentos ilegais, tais como prisões arbitrárias, vazamento seletivo de delações de criminosos confessos, a desobediência ao princípio fundamental de presunção de inocência, a mobilização da opinião pública contra pessoas delatadas, colocando em risco a ordem jurídica e criando ódio na sociedade, com a conivência do STF, foi um instrumento de ataque ao Partido dos Trabalhadores contra o PT e a candidatura do Presidente Lula.
13. A gradual autonomia e fanatização moralista da força tarefa de Curitiba levou a denúncias contra outros políticos, em especial do PMDB e do PSDB.
14. A característica de “radicais livres” e o conflito com a Procuradoria Geral levou à investigação de Temer pela PF (também radical) e, como a PGR, aliados principalmente ao PSDB contra o PMDB.
15. Os objetivos básicos das classes hegemônicas brasileiras, em estreita articulação com as classes hegemônicas norte-americanas, são:
- consolidar na legislação, de preferência na Constituição, as políticas neoliberais do Consenso de Washington;

- reduzir a possibilidade de vitória do Presidente Lula em 2018 e a vitória dos candidatos progressistas nas eleições para o Congresso;

- impedir a revisão por um novo governo das reformas conservadoras, em especial a EC95;

- reduzir a capacidade de ação externa e interna, do Estado brasileiro;

- destruir a política sul-americana de formação de um bloco regional e de inclusão no Conselho de Segurança da ONU;

- integrar o Brasil à economia americana e criar a obrigatoriedade de execução no Brasil de políticas econômicas neoliberais;

- impedir a industrialização, ainda que apenas parcialmente “autônoma”, do Brasil por empresas de capital brasileiro;

- consolidar este programa econômico ultra neoliberal através de compromissos internacionais, a começar pela adesão do Brasil à OCDE.
16. Michel Temer, por imprudência, colocou em risco a credibilidade do processo de aprovação legislativa deste programa ao se deixar gravar pela PF em diálogos de natureza ilícita.
17. Trata-se, agora, para as classes hegemônicas de substituir “funcionários”, a começar por Temer, e substituir o comando do processo das reformas por “funcionários” menos envolvidos no sistema tradicional de aquisição e controle de poder político pelas classes hegemônicas, minoritárias ao extremo. (caixa 2, compra de votos, propinas a Partidos e a pessoas, nomeações na Administração, liberação de verbas)
18. A decisão de afastar Michel Temer diante de gravações difíceis de refutar já foi tomada pelas classes hegemônicas, como revela o editorial de primeira página do Jornal O Globo e, portanto, do sistema Globo de Comunicação.
19. A posição da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo refletem ainda certa ausência de consenso, porém nada significam em termos de impacto diante do poder da Globo.
20. Não foi ainda decidido pelas classes hegemônicas o método de afastamento e substituição de Michel Temer:
- renúncia;

- decisão do TSE sobre a Chapa Dilma/Temer;

- processo do STF.
21. Para as classes hegemônicas, a questão política essencial é evitar as eleições diretas antecipadas. Assim:
- o processo no STF seria muito longo, e permitiria a mobilização popular;

- a decisão do TSE levaria a eleições diretas, sobre o que há dúvidas;

- a solução mais viável e em tempo mais útil seria negociar com Temer sua renúncia, a “recompensa” pelos serviços prestados e sua imunidade.
22. Também não foi ainda resolvida a questão do sucessor de Temer, mas o PSDB se prepara para assumir o poder e o PMDB a resistir.
23. Nas eleições indiretas os mais prováveis candidatos seriam Tasso Jereissati, pelo PSDB, e Nelson Jobim, pelo PMDB.
24. Os objetivos estratégicos das classes hegemônicas, que orientam e controlam seus “funcionários” no sistema político, continuam a ser os mesmos:
- acelerar a aprovação das “reformas” ultra neoliberais;

- desmoralizar Lula e o PT;

- “construir” um candidato “gestor”, apolítico, como João Doria, para 2018.
25. A operação da PGR/PF serviu para afastar mais um candidato “político” como Aécio Neves, pois Serra já está na prática afastado e Alckmin será “afastado” por Doria.
26. Estas classes hegemônicas contam que mesmo com a vitória de Lula em eleições diretas este se encontrará manietado pela EC95.
27. Quanto mais cedo Michel Temer deixar o poder pior será para a Oposição pois sua saída acelerará a aprovação das “reformas”.
28. O que interessa agora é retardar a saída de Temer, enfraquecendo e dificultar e adiar o mais possível a aprovação das “reformas”.
29. A luta pelas Diretas Já é fundamental para mobilizar a militância e conscientizar a população dos efeitos dessas “reformas”.
30. Realismo: a queda imediata de Temer atende aos interesses das classes hegemônicas assim como ocorreu com o afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara.
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