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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Licenciado sob CC (by)

Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos.


Segure o novo escândalo na mão antes que ele voe

20 de Fevereiro de 2019, 8:29, por #BlogueDoSouza

Geraldo Magela/Agência Senado
Finalmente as investigações da Lava Jato estouram a barragem que represou durante mais de uma década os desvios milionários no esquema de corrupção envolvendo o operador do PSDB paulista, Paulo Preto. A lama deve levar com ela políticos de alta plumagem, começando por Aloysio Nunes Ferreira, ex-líder estudantil, ex-vice governador, ex-senador e ex-ministro de Temer. O lamaçal deve alcançar em breve ex-governadores e figuras ilustres do tucanato. Em 2016 participei de uma entrevista com o então senador Aloysio Nunes. Ele estava nervoso, inquieto, e defendia o impeachment de Dilma de uma maneira exagerada, me passou a nítida impressão que havia outros motivos para tanto empenho. Talvez conter a sangria da Lava Jato, como disse Romero Jucá naquele mesmo ano. Com a constatação de que Aloysio ganhou um cartão de crédito para utilizar recursos da conta de Paulo Preto na Suíça – uma conta que recebeu cerca R$ 1,2 bi da Odebrecht – fica mais fácil entender os reais motivos que levaram o senador do PSDB a defender com tanto ardor o afastamento da presidenta.

Já faz tempo que dizem que o esquema montado pelo ex-diretor da Dersa em obras em estradas e rodovias alimentaram contas em paraísos fiscais de governadores que passaram pelo Palácio dos Bandeirantes. Um político conhecido nacionalmente me disse em off que Alckmin estava preocupado em ter colaboradores de seu governo envolvidos nas falcatruas de Paulo Preto. Mas o ex-governador que de fato teve seu nome envolvido com Paulo Preto é o senador José Serra, que desde o impeachment de Dilma anda sumindo do noticiário.

O interessante é que esta prisão de Paulo Preto e o mandado de busca e apreensão contra Aloysio Nunes por participar de esquema de lavagem de dinheiro vem no dia seguinte à demissão do Secretario Geral, Gustavo Bebiano, acusado de participar de esquema de laranjas para desviar dinheiro público para campanha do PSL. A crise do laranjal durou mais de uma semana e sai do noticiário para dar lugar a uma ação espetacular da Lava Jato. Será que foi apenas uma coincidência ou Sergio Moro pediu ajuda aos antigos colegas do Paraná para tirar Bolsonaro da berlinda?

Recentemente as denúncias do envolvimento de Flávio Bolsonaro com ex-PMS ligados às milícias do Rio de Janeiro também saíram do noticiário, mas por obra do acaso: o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. O capitão ganha mais uma trégua sem dar explicações convincentes sobre as acusações que foram feitas a ele e aos filhos. Uma delas é o deposito de 24 mil reais feita por Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle. Bolsonaro protagoniza o início de governo mais tumultuado da história da República. E ninguém sabe quando e como será a próxima crise provocada pelos filhos e assessores.

Enquanto isso, Lula recebe mais uma condenação sem provas materiais e continua preso com novas restrições de visita na cela que ocupa na PF de Curitiba. Fica a dúvida: será que a Lava Jato vai mesmo colocar tucanos na cadeia ou foi tudo jogo de cena e amanhã Paulo Preto e seus comparsas estarão soltos? Depois de 48 dias de crises, o capitão sai das cordas e ganha uma trégua, mas com este ministério e com os filhos interferindo no governo a próxima crise não deve tardar.
Por Florestan Fernandes Jr, para o Jornalistas pela Democracia
#BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos.



Documentário da BBC sobre crise política brasileira ganha versão em português

19 de Fevereiro de 2019, 8:16, por #BlogueDoSouza


O documentário "What Happened to Brazil... ("O Que Aconteceu Com o Brasil..."), produzido pelo jornalista Kennedy Alencar para a BBC World News e que conta a crise política e econômica do Brasil nos últimos cinco anos, ganhou uma versão em português. O filme tem três episódios: "The Dream Dies ("O Fim do Sonho"), "Carwash and 'the coup'"(A Lava Jato e "o golpe") e "Divided Nation" ("Nação Dividida"), agora narrados pelo jornalista.

Além da produção executiva, Kennedy Alencar faz as entrevistas que aparecem no filme, entre elas as dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, além de personagens que vivenciaram, de alguma, os episódios ocorridos no País entre 2013 e 2018, como as manifestações de junho de 2013 e o golpe que tirou Dilma da presidência. A jornalista Daniela Martins cuidou da direção de produção.

Assista aos episódios com legenda em português no Blog de Kennedy.

Assista a entrevista com o jornalista na TV 247

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Longa sobre ocupação de escolas é premiado em Berlim

18 de Fevereiro de 2019, 8:38, por #BlogueDoSouza

 
O filme Espero tua revolta, de Eliza Capai, recebeu ontem (16), em Berlim, os prêmios da Anistia Internacional (AI) e da Paz, concedido pela Fundação Heinrich Böll. O longa metragem mostra a ocupação de escolas em todo o estado de São Paulo em 2015, contra o fechamento proposto pela política de ajuste fiscal de Geraldo Alckmin (PSDB).

Os protestos, que duraram dois meses, desafiando a truculenta Polícia Militar paulista e levando Alckmin a recuar e a demitir o então secretário da Educação Herman Voorwald, inspirou estudantes de outros estados, como Goiás, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná.

Governador, a escola é nossa
O filme expõe a "repressão sofrida por estudantes que procuram defender o acesso à educação livre", conforme destacou o júri da Anistia Internacional (AI). Emocionada, Eliza Capai recebeu o prêmio como um convite a "seguir lutando por esse direito básico".

"Imaginem que seus filhos saem às ruas porque o governo quer fechar as escolas e são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e pancadas", apontou a atriz austríaca Feo Aladag, do júri da AI, ao entregar o prêmio.

O Prêmio da Paz, concedido pela Fundação Heinrich Böll, reconheceu o filme pelo compromisso e coragem cívica, segundo o júri.

Ambas premiações fazem parte dos prêmios dos júris independentes, antes da cerimônia de entrega dos Ursos de Ouro no Festival de Berlim.

Em seu perfil em uma rede social, Eliza destacou: "Coração explodindo: Espero tua revolta –Your turn ganhou o Prêmio da Paz e o Prêmio da Anistia Internacional na Berlinale – Berlin International Film Festival. Obrigada a cada e todo estudante que fez a luta, que dividiu suas histórias com a gente. Meu abraço na equipe coração. Um dia hei de ter tempo de escrever o lindo que foi esta semana. Agora deixo só meu sorriso e do Yuri Amaral, parceiraço que dividiu e somou em cada uma das sessões aqui. E esta sala linda mandando os aplausos para a molecada que sonha e se organiza.
Do Rede Brasil Atual e 247
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O moleque tá morto, o assassino tá solto e a gente vai continuar indo ao Extra…

17 de Fevereiro de 2019, 8:21, por #BlogueDoSouza


Perdemos em algum canto da história a nossa humanidade. E há igrejas aos montes nos dizendo que essas mortes são parte deste jogo imundo que se tornou a vida neste covil de bárbaros

O Brasil se tornou um país impressionantemente ruim. Um boçal aplica um mata-leão até matar um menino de 19 anos num dos bairros mais abastados do Rio de Janeiro. Sufoca-o indefeso até que faleça.

A cena inunda a internet. Faz 24 horas que a vi. São quase meia-noite de sexta e ela invade minha timeline de novo.

Não choro. Não chorei ontem. Mas sinto um desespero silencioso, porque a vida daquele guri não parece valer nada.

Infernal o quanto estamos sendo covardes. Num país diferente, como os EUA, sim os EUA, talvez este assassinato tivesse gerado centenas de ataques ao mercado que não fez sequer um pedido de desculpas público nas páginas dos principais jornais.

Da mesma forma que não se tornou indignação o fato de o presidente da Vale não ter se levantado no minuto de silêncio às vítimas de Brumadinho no Congresso.

Eu também não chorei pelas vítimas de Brumadinho. E nem pela menina de 11 anos, vítima de bala perdida em São Paulo.

A naturalização da violência nos anestesiou.

Somos pedra. Mas não somos Pedro. Aquele que Jesus teria dito que sobre a sua pedra constituiria a sua igreja.

Perdemos em algum canto da história a nossa humanidade. E há igrejas aos montes nos dizendo que essas mortes são parte deste jogo imundo que se tornou a vida neste covil de bárbaros que podem celebrar o assassinato de Marielle quebrando placas de ruas com seu nome. Que podem sufocar até a morte um garoto de 19 anos num dos bairros mais nobres do país. Num dos hipermercados mais imponentes deste ciclo histórico.

Somos um bando de covardes. Mas temos algo o que comemorar. O Lula tá preso, babaca.  - Blog do Rovai - Revista Fórum
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Jovem morto por segurança no Rio sonhava em ser DJ e tinha filho de 6 meses

16 de Fevereiro de 2019, 12:34, por #BlogueDoSouza


Aos 19 anos, Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, que morreu na quinta-feira (14) após levar uma "gravata" de um segurança de um supermercado da rede Extra, no Rio de Janeiro, deixou uma mãe em choque, um filho de seis meses e o sonho de se tornar um MC de fama nacional.

Desde os 16 anos, Pedro tentava uma carreira como cantor de funk e rap, inclusive fazendo vários shows em casas noturnas.

Os amigos lembram de Pedro, também conhecido como MC Petter Oliver, como alguém leal, sempre preocupado em ajudar e com muito amor pela música.

"Até agora, eu nem consegui entender por que o segurança fez isso, era um moleque muito bom", diz o produtor de eventos Matheus Oliveira, que conheceu Pedro Henrique em 2015.

Eu tenho boas lembranças dele, do sorriso, sempre cantando, chamando a gente para a casa dele ouvir um som novo
Matheus Oliveira, amigo de Pedro

De classe média, o jovem morava na Barra da Tijuca com a irmã, o padrasto e a mãe, mãe, Dinalva Santos de Oliveira, de quem era muito próximo e com quem estava no momento da tragédia. Já vivia no Rio de Janeiro havia muitos anos, mas ainda guardava o sotaque capixaba de sua terra natal, onde mora o pai.

Vaidoso e novo pai

A música unia Pedro e o amigo Rafael Costa. "A gente tinha projetos juntos, de eu ser o dj dele", conta. Também entregou que o colega era muito vaidoso e era como um personal stylist do grupo.

"Às vezes, a gente ia sair e ia para casa dele se arrumar. Se um amigo não tivesse uma blusa maneira, ele virava e simplesmente falava: você vai botar essa roupa aqui. Emprestava, não negava nada para ninguém. Era ciumento com as coisas deles, mas sempre emprestava", recorda o dj conhecido como Faell Kosta.


O jovem gostava de andar com correntes e tinha orgulho das várias tatuagens. No peito, veio uma especial: o nome do filho Lorenzo, que atualmente está com seis meses.

Pedro e a mãe do bebê, Julia Cardoso, de 18 anos, já não viviam juntos, mas ela destaca que o pai sempre estava próximo da criança e pagava uma pensão regular.

"Eu estou sem chão, sem saber o que fazer, como ele vai crescer sem pai? Ele sempre queria todo mundo unido, prezava muito pela família", afirma ela.
Internação

Em um post nas redes sociais, a irmã de Pedro contou que ele vinha tendo alucinações e a família havia decidido interná-lo no município de Petrópolis, na região serrana do Rio. Já na delegacia, a informação passada pelo padrasto e por um amigo da família foi de que ele seria usuário de drogas e que iria para uma clínica de reabilitação.

Um amigo confirmou à reportagem do UOL que ele vinha usando entorpecentes e também sofria de depressão.

Antes da viagem à clínica, Pedro e a mãe passaram no mercado para comprar algumas coisas, onde ele sofreu um surto. Dinalva viu toda a ação e tentou convencer o segurança a soltar o filho. Em estado de choque, a mãe de Pedro ainda não conseguiu prestar depoimento.

O sepultamento do rapaz será hoje, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio.  -  do UOL Notícias

Veja também:

- Licença para matar na prática

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