Leia o artigo e assista o Vídeo:
Deputado afirma que manterá críticas à condução do governo estadual, destaca investimentos federais na reconstrução do Rio Grande do Sul e defende que divergências políticas sejam tratadas com respeito.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) divulgou, nesta quarta-feira (5), um vídeo em resposta às declarações do governador Eduardo Leite (PSD), afirmando que não aceitará provocações para transformar o debate político em uma troca de ofensas pessoais. Na manifestação publicada em suas redes sociais, Pimenta disse que seguirá fazendo críticas à gestão estadual, mas ressaltou que suas divergências são exclusivamente políticas e que continuará tratando o governador com respeito.
Logo no início do vídeo, Pimenta fala que “na vida e na política existem algumas qualidades muito importantes: gratidão, humildade e respeito” e lamenta que o governador tenha adotado, segundo ele, um tom incompatível com a função que ocupa. “Você é governador do Estado do Rio Grande do Sul. Independentemente de qualquer coisa, deve se portar como governador de todos os gaúchos e gaúchas”, declarou.
Pimenta afirmou que Eduardo Leite tem buscado provocar um confronto político nas redes sociais após cobranças feitas pelo deputado sobre o atraso das obras do sistema de proteção contra enchentes na Região Metropolitana. “Não deixarei de fiscalizar e cobrar o governo do RS por obras que ainda nem saíram do papel”, afirmou. Sobre a participação do governo federal na viabilização do novo Pronto Socorro de Pelotas, Pimenta disse que os questionamentos são baseados em fatos e não representam qualquer tentativa de desmerecer a atuação do Estado ou da Prefeitura.
Custeio do Pronto Socorro de Pelotas
Ao tratar do Hospital de Pronto Socorro de Pelotas, Pimenta destacou que o governo federal terá papel decisivo na manutenção da unidade, com previsão de aproximadamente R$ 130 milhões por ano para o custeio dos serviços, enquanto o governo estadual deverá aportar cerca de R$ 30 milhões anuais e o município aproximadamente R$ 40 milhões. “Nunca neguei a participação do Estado e da Prefeitura. O que não se pode fazer é esconder a contribuição decisiva do governo do presidente Lula para tornar esse projeto realidade”, afirmou.
O deputado também voltou a destacar as ações do governo federal na reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes. Segundo ele, a suspensão do pagamento da dívida do Estado permitiu a criação do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande), garantindo R$ 14 bilhões para a reconstrução. Além disso, lembrou que milhares de famílias receberam auxílio emergencial, produtores rurais e empresas tiveram acesso à renegociação de dívidas, mais de dois mil planos de trabalho da Defesa Civil foram aprovados e R$ 6,5 bilhões foram destinados ao sistema de proteção contra cheias da Região Metropolitana por meio do Firece (Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos).
Debate baseado em respeito e responsabilidade
Na manifestação, Pimenta criticou ainda áreas da administração estadual, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. O deputado afirmou, ainda, que o governo Leite deixará para a próxima gestão uma dívida de quase R$ 5 bilhões prevista no projeto da Lei Orçamentária para 2027, além de apontar o crescimento das filas na saúde e a desvalorização dos servidores públicos. Também reafirmou sua oposição à utilização de recursos da reconstrução em concessões rodoviárias e voltou a condenar a implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow nos moldes adotados pelo governo gaúcho. “As minhas críticas são políticas. Vou continuar cobrando porque o meu lado é o lado do povo gaúcho”, afirmou.
Ao encerrar o vídeo, o deputado reiterou que não responderá ataques pessoais nem utilizará ofensas contra o governador. Segundo Pimenta, o Rio Grande do Sul precisa de um debate público baseado em respeito e responsabilidade. “Se o objetivo é criar um factoide para lacrar na internet e obter repercussão eleitoral, bateu na porta errada. Vou manter o respeito, porque as nossas divergências são da natureza política. É isso que o Rio Grande precisa e é isso que o Rio Grande espera de nós”, concluiu.
Assista o Vídeo na íntegra: