Go to the content

News

Full screen Suggest an article

Cultura

August 30, 2016 13:39 , by Blogoosfero - | No one following this article yet.

Presença marcante do Brasil, diz diretor do Festival de Locarno

July 30, 2018 22:53, by Unknown

Frase diplomática ou irônica? O fato é que logo depois de ter dito haver uma presença marcante do cinema brasileiro no Festival Internacional de Locarno, embora sejam só dois filmes e fora da competição internacional, seu diretor Carlo Chatrian reconheceu ter recebido mais filmes, mas que a qualidade é um dos critérios de seleção e que espera um filme de um diretor brasileiro, mesmo de 12 horas, que o surpreenda para ser selecionado. Leiam a entrevista completa.

Por Rui Martins, que estará do 1 ao 11 de agosto em Locarno, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

Carlo Chatrian deixará o Festival de Locarno para dirigir o Festival de Berlim

O cinema não morreu e nem vai morrer, Netflix não é ameaça acentua Carlo Chatrian, numa entrevista exclusiva a Rui Martins, falando dos filmes brasileiros e latinoamericanos participantes do 71. Festival Internacional de Cinema de Locarno (1 ao 11 de agosto), cuja direção artística deixará para assumir essa mesma função na Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim.

A ausência de filmes brasileiros nas principais competições internacionais teria sido por falta de melhor qualidade, dá a entender o diretor do Festival de Locarno, embora considere marcantes a presença do filme de Júlio Bressane, Sedução da Carne, e do filme Temporada, de André Novais de Oliveira, na mostra Leopardos de Hoje, destinada aos cineastas emergentes.

Carlo Chatrian está entusiasmado com o filme argentino A Flor que, deverá marcar presença na história do cinema. De qualquer forma, com duração de 14 horas será o mais longo filme apresentado num festival.

Entrevista com Carlo Chatrian, diretor-artístico do Festival Internacional de Cinema de Locarno

Rui Martins – Com apenas dois filmes em Locarno e fora da principal competição internacional, como vê a participação brasileira este ano?

Carlo Chatrian – Eu acho que a presença brasileira é marcante neste Festival de Locarno, temos um grande mestre que retorna, Júlio Bressane, com seu filme Sedução da Carne, com seu cinema que é provocante, pleno de humor e de ironia, e temos também algo novo, Temporada, na mostra Cineastas do Presente. Quanto à quantidade da escolha, houve evidentemente propostas de outros filmes mas não selecionamos pensando na nacionalidade do filme mas verificando sua qualidade e sobretudo tentando compor um programa melhor possível.

Rui Martins -Os brasileiros não estão na competição internacional mas a América Latina está, como esse filme argentino, A Flor, de Mariano Llinás, com duração de catorze horas, que será exibido parcelado durante o Festival.

Carlo Chatrian – Esse filme argentino nós o selecionamos como um desafio ao público, à crítica e aos profissionais. Um filme pelo qual nos apaixonamos e que, acreditamos, ficará na história do cinema. Senão, vamos esperar que um realizador brasileiro nos proponha um filme, de 12 horas?, que me surpreenda para ser selecionado…

Rui Martins – Para a projeção do filme argentino no Festival, foi decidido mostrar todos os dias um pedaço até o fim do Festival?

Carlo Chatrian – O filme está previsto para se ver em três partes e, depois existem os episódios, mas o realizador não quer que o público veja episódio por episódio. Ele quer ir além do seriado de televisão ou telenovela. Existem personagens que reaparecem, principalmente as atrizes, e histórias dentro das histórias. Aqui no Festival o filme será visto em oito dias, de manhã, em partes de hora e meia a duas horas, escolhidas pelo realizador Mariano Llinás. Esse filme não é difícil de se seguir. Ele é longo, com diversas histórias em diversos idiomas. Começa na América Latina mas depois vai até a Europa, Bruxelas, França, faz um pouco a volta do mundo, misturandos gêneros e tons.

Rui Martins – … e há o filme colombiano…

Carlo Chatrian – O filme colombiano Pássaros de Verão foi mostrado em Cannes, não está na competição mas será exibido no telão da Piazza Grande. É um filme de Ciro Guerra, do qual gostei muito do Abraço da Serpente. Pássaros de Verão é uma história forte que se mistura com uma beleza extraordinária de paisagens e de corpos.

Rui Martins – Alguma observação sobre o filme brasileiro Temporada, que concorre na mostra Cineastas do Presente?

Carlo Chatrian – É o segundo filme de André Novais de Oliveira, história de uma jovem que, com um grupo de colegas faz uma pesquisa, paga pela comunidade, sobre o mosquito vetor do virus zika. Não é um filme realista, trata-se de um pretexto para se saber o que se passa nos bairros burgueses e pobres, aproveitando para contar a história dessa mulher de uns quarenta anos, que muito nos tocou pelo tom. Não é uma comédia mas não é uma tragédia, uma história de amor que se constrói em cima dessa realidade. No Brasil, pelo menos eu acho, estamos acostumados com os muito ricos ou muito pobres, e essa história se passa numa pequena classe média, contando com muita sensibilidade a vida que as pessoas levam nas suas casas modestas.

Rui Martins – Qual será o futuro do cinema, o futuro dos festivais? Um grupo de jovens escolhidos pelo Festival de Locarno pesquisa essas questões. Houve essa crise entre o Festival de Cannes com Netflix. O que acha, os festivais continuarão chamando a atenção das pessoas ou será preciso mudar, pois os jovens mudaram seus hábitos com seus celulares?

Carlo Chatrian – Faz mais de trinta anos que falam na morte do cinema e ele está aí, cheio de vida. O cinema nos mostra filmes que adoramos, que são vistos por milhões de pessoas, quem vem a Locarno pode ver seu público principalmente jovem. Não tenho nenhum receio quanto ao futuro do cinema, ele está vivendo um momento de evolução e de transição. A questão mais importante ligada a essa transição do cinema, é a relacionada com as salas onde são projetados os filmes, os cinemas. Acho que para continuarem existindo deverão mudar a maneira de programar os filmes e de apresentá.los. Hoje, exceto os filmes lançados com grande publicidade, os filmes têm dificuldade atraírem o público e serem visíveis. Nisso, acho que os festivais têm um papel importante. Muito importante é também o público que vai aos festivais porque é ele quem vai transmitir, levar adiante os filmes como as antenas. Os festivais têm esse papel – o de mostrar que certos filmes existem e sua mensagem ao público é: estes filmes existem, gostou deles? Diga, então, a outras pessoas. Não é uma maneira muito ortodoxa de explicar, mas se mudança deve haver, ela se ferá nas pequenas coisas, não nos grandes sistemas. Os grandes sistemas de distribuição estão estruturados de tal forma que não irão ajudar o cinema de autor.

Rui Martins – Bom, acredita no futuro do cinema e dos festivais, está indo agora dirigir outro festival, pretende fazer inovações?

Carlo Chatrian – Claro que tenho confiança no futuro do cinema, senão faria outra coisa como profissão. A cada ano fico surpreso pela qualidade dos filmes que me chegam, com histórias que não se repetem. Por isso, não tenho nenhum receio quanto ao futuro do cinema.

Rui Martins – Netflix é uma ameaça?

Carlo Chatrian – Não. Eu acredito que Netflix traz alguma coisa de novo. Os jovens olham Netflix, porém eles vão também ao cinema. A questão é como comunicar um filme que, segundo a maneira como é produzido, não pode estar em todos os lugares. Tanto que Netflix produzirá bons filmes, dará vontade de ver filmes. E se temos vontade de ver filmes, queremos vê-los nas melhores condições possíveis. E o cinema, a sala onde são projetados os filmes, é ainda a melhor situação, o melhor lugar para se ver filmes. Talvez eu esteja sendo muito positivo diante da realidade, mas é como se passa com a biblioteca e a livraria. Se eu vou à biblioteca é porque gosto de ler e, se eu gosto de ler vou também à livraria comprar alguns livros que gosto particularmente.

Rui Martins estará em Locarno, do 1 ao 11 de agosto, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.



Museu da Língua Portuguesa deverá ser reaberto no fim de 2019

July 20, 2018 16:36, by Unknown


A recuperação da área externa do prédio que abrigava o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, foi concluída com a instalação da última estrutura de cobertura do edifício. A peça, içada por um guindaste, foi feita com zinco peruano e madeira certificada da Amazônia.
 

Em setembro, será iniciada a obra do interior do prédio, destruído parcialmente por um incêndio em dezembro de 2015. De acordo com o governo do Estado, o museu deverá ser reaberto ao público no fim do próximo ano.

“Além da preservação, houve toda uma atualização das normas de segurança. Nós tivemos um maior rigor nas normas de segurança, equilibrando as duas questões, a preservação de um lado e a atualização da segurança de outro”, destacou o secretário da Cultura do Estado, Romildo de Pinho Campello.


A reconstrução do museu custará em torno de R$ 60 milhões, parte paga pelo seguro contra incêndio, e parte captada por meio da Lei Rouanet. O novo local de exposições seguirá o conceito anterior, mas terá algumas modificações.


"Ao entrar no novo Museu da Língua Portuguesa, o visitante o reconhecerá, mas, ao mesmo tempo, ele terá atualizações. Há um aprendizado do período, há uma evolução tecnológica e atualização de alguns conceitos. No museu anterior, o fato de a língua portuguesa ser falado em nove países do planeta era uma referência. Nesse novo museu, será um destaque, um ponto de aglutinação de todos os países que falam a língua”, disse o secretário.


Assim como foi feito no novo Auditório Simón Bolívar, também destruído por um incêndio, o novo museu fará menção ao evento que destruiu parte de seu prédio. “Haverá, assim como há uma referência hoje no Memorial da América Latina, no Auditório Simón Bolívar. Para que a gente não perca de referência, para que nunca mais aconteça”, disse Campello.


Parte do Memorial da América Latina, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em São Paulo, o Auditório Simón Bolívar foi atingido por um incêndio em 2013, permaneceu interditado durante quatro anos e foi reaberto em dezembro do ano passado, após passar por grande reforma. (Agência Brasil)



Paraty reabre cinema que ficou 45 anos fechado

July 20, 2018 16:35, by Unknown


A programação de Paraty para a festa literária internacional deste ano contará com uma contribuição audiovisual na Praça da Matriz, coração do centro histórico da cidade. O Cinema da Praça será reinaugurado nesta quinta-feira (19 ), depois de 45 anos, e terá programação especial para o evento literário e continuará aberto depois que os turistas forem embora. Para o espaço, estão programadas sessões escolares, oficinas introdutórias ao audiovisual e exibições de filmes nacionais e estrangeiros para todo o público da cidade.

O sobrado que ele ocupa foi restaurado em uma obra que durou dois anos e contou com recursos da Prefeitura de Paraty, do BNDES, da Comunitas, do Ministério da Cultura e da Petrobras. O casarão tem uma sala com 80 lugares e será reaberto com a exibição de um documentário sobre as experiências de moradores de Paraty com a casa da sétima arte na época em que ela ainda funcionava.


No fim de semana de inauguração (19 a 22 de julho), a programação começa às 14 horas e se estende até a noite. Nos três primeiros meses, a entrada será gratuita, com retirada de senha uma hora antes das sessões.


A secretária de cultura de Paraty, Cristina Maseda, conta que o cinema fazia parte do cotidiano da cidade e que lembra de histórias contadas por seus pais e tios sobre filmes vistos lá. A cidade discute agora com a Universidade Federal do Rio de Janeiro uma parceria para oferecer cursos de curta duração em produção audiovisual. "A ideia é que o Cinema da Praça seja um polo formador de audiovisual e que a gente atraia produções."


Após a Flip, quando o espaço receberá também performances e uma mostra de realizadores de Paraty, a agenda de eventos do cinema já tem pela frente o Festival Varilux de Cinema Francês, programado para 4 a 12 de agosto, e está prevista para data ainda não confirmada uma mostra temática sobre filmes já gravados em Paraty, com longas como Gabriela (1983, Bruno Barreto), Como era Gostoso Meu Francês (1971, Nelson Pereira dos Santos), e Quem é Beta? (1973, Luiz Carlos Lacerda). 


O prefeito de Paraty, Casé Miranda, diz que o trabalho de restauração teve o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e combina as características dos sobrados da cidade com tecnologias como ar condicionado, elevador, projetor digital e poltronas novas. "Esse cinema deve ter sido o local onde todos os pais da minha geração deram o primeiro beijo", brinca. (Agência Brasil)



Adriana Passos resgata em novo disco o samba de sua família

July 19, 2018 23:27, by Unknown


A carioca Adriana Passos nasceu em berço rodeado de sons. Foi criada na tradição do samba desde muito cedo, tendo participado das rodas caseiras promovidas por seu pai, Aldo Passos, também compositor. O DNA musical, porém, vem de antes, pois seu avô, Arnaldo Passos, foi um dos expoentes de sua geração, parceiro de bambas como Geraldo Pereira, Monsueto e Luís Vieira. 

Seu novo trabalho, o CD "Sal do Samba", vem exatamente resgatar a obra de seu avô, coautor de “Mora na Filosofia”, “Menino de Braçanã”, “Escurinha”, “Samba Bom” e tantos outros sucessos cantados e gravados ainda hoje. O CD inclui também composições próprias e outras inéditas, de compositores como Adler São Luiz, Ednaldo Lima, Marco Jabú, Ricardo Mansur, Augusto Bapt e Rodrigo Braga.

Contando com a participação especial de Moyses Marques, o CD reúne ritmos como coco, tambor de criola e jongo, ao samba tradicional de Arnaldo Passos, com o frescor da renovação. O passeio pela obra do avô começa em “Mora na Filosofia”, samba canção que o consagrou na música brasileira, composto ao lado de Monsueto, um sucesso de 1952, que foi regravado por Caetano Veloso, Maria Bethânia e vários outros.  


“Escurinha”, “Samba Bom” e “Boca Rica”, sambas genuínos do estilo da época, foram parcerias de Arnaldo Passos  com um dos maiores compositores populares do país, Geraldo Pereira. Outra parceria com Geraldo, “Ministério da Economia”, é uma crônica ainda atual, que fala da esperança de melhoria de vida para a população proletária brasileira.

Ainda no espírito do resgate artístico, Adriana Passos revitaliza “Mais que Saudade”, sua primeira parceria com seu pai, Aldo, um samba canção sobre um amor antigo. A segunda parceria com o pai, “Saravá”, foi concluída, depois da morte dele, com a ajuda de Ricardo Moreno.

O CD inclui ainda “Bateu Tambô”, primeira música gravada profissionalmente por Adriana Passos, na época como backing vocal, para o maranhense Adler São Luis. Dos parceiros Marco Jabu e Ricardo Mansur, “Loco de Coco” narra uma lenda baiana composta em ritmo do coco. Já “Dona Maria”, composição do percussionista Eurico Zen, parceiro de longa data, ganha o registro tipicamente de uma música ribeirinha brasileira. De sua própria autoria, Adriana canta em “Nação” a luta e o desafio de ser brasileiro. Jongo de Augusto Bapt e Rodrigo Braba, parceiros da extinta banda Caixa Preta, “Cachanga Rosa” é interpretada por Adriana pela primeira vez ao lado de Seu Jorge, na inauguração do hoje famoso palco carnavalesco dos Arcos da Lapa. O disco ganha pincelada final com “Xodó de Mãe”, música cedida por Dudu Nobre.

Talento precoce, aos 18 anos Adriana Passos já era atriz formada pela CAL - Casa de Artes de Laranjeiras -, e participou da Companhia de Menestréis, de Oswaldo Montenegro, na qual atuou como cantora e atriz por três anos. Decidindo-se pela música, formou-se pela UNIRIO, e atuou nas noites do circuito Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, até partir para uma turnê de três anos pelos Estados Unidos - Miami, Boston e Nova York.

De volta ao Brasil, Adriana mergulhou na essência rítmica da música brasileira, participando ativamente do movimento de resistência cultural da Pedra do Sal nos anos 2000 - O Sal do Samba. Acompanhada pelo Grupo Panela de Barro, Adriana se juntou a nomes como Claudio Camunguelo, Velha Guarda da Portela, Monarco, e a madrinha Beth Carvalho, reconquistando espaço na cultura carioca.  
 

Vídeos de Adriana Passos, incluindo o recente show no Teatro Rival, no Rio, em dezembro de 2017, podem ser assistidos em www.youtube.com/channel/UCFgvBcmZbT3FiQPvn2n2oiA

Vídeo pesquisa sobre a obra de Arnaldo Passos está em 
www.youtube.com/watch?v=Z1YqIIOhAqw&feature=youtu.be

(Informações da assessoria de Adriana Passos)



Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho

May 14, 2018 14:00, by segundo clichê

Carlos Motta


"A Banca do Distinto" é um dos mais conhecidos sambas de Billy Blanco, paraense que se formou em arquitetura no Rio, mas que depois viu que seu negócio era outro: compôs cerca de 500 músicas, 300 das quais gravadas pelos maiores nomes da MPB: Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina, Hebe Camargo...

Entre seus sucessos destacam-se "Sinfonia Paulistana", "Tereza da Praia", "O Morro", "Estatuto da Gafieira", "Mocinho Bonito", "Samba Triste", "Viva meu Samba", "Samba de Morro", "Pra Variar", "Sinfonia do Rio de Janeiro" e "Canto Livre". "Sinfonia do Rio de Janeiro" é composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960.

"A Banca do Distinto" tem uma história interessante. Foi composta a pedido da então namorada Dolores Duran, talentosíssima cantora e compositora morta precocemente, aos 29 anos. Dolores estava incomodada com um cliente da boate em que ela cantava, nos anos 50, no famoso Beco das Garrafas, no Rio. O sujeito ia todas as noites ao seu show, sentava-se na primeira fileira de mesas, mas sempre de costas para o palco. Não dirigia uma única palavra a ela. E sempre pedia uma música. Chamava um garçom, dava a ele um bilhete e dizia: “Manda a neguinha cantar essa música aqui.”

No meio da madrugada, ia embora, levando um embrulho com a refeição que encomendava. Mas não o carregava: pedia que o garçom o levasse até o seu carro.
Dolores, inconformada com a atitude do indivíduo, contou a história a Billy que, sem mais, compôs o samba “A Banca do Distinto”. Dolores então se vingou: cantou o samba para o “doutor”, que depois disso sumiu da boate.

"A Banca do Distinto" foi gravado em 1959 pela própria Dolores, e posteriormente por Isaurinha Garcia, Elza Soares, Neusa Maria, Dóris Monteiro, Elis Regina e Jair Rodrigues, entre outros. 

Como este é o país dos "doutores", gente de bem que não fala com pobre, não dá mão a preto, nem carrega embrulho, a música continua atualíssima.


https://www.youtube.com/watch?v=mZNp3p5X1UI

Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal



Notícias

News

My network